Na minha aldeia, por tradição, a consoada de Natal é realizada no próprio dia. Por isso, daqui a pouco, a família reúne-se à volta da mesa (ampliada nesta altura) para a celebração desta importante tradição e data de convívio familiar, num espírito fraterno de paz e partilha. É claro que é impossível reunir a família toda, pois só de parte de meus irmãos seríamos uns quarenta a juntar a mais uns vinte por parte de minha esposa. Sendo assim, as coisas vão-se dividindo pelas consoadas de Ano Novo e Dia de Reis.
Lembrei-me em ilustrar este simples artigo com uma das belas páginas do meu livro de leitura da primeira classe.
Mais, logo, se houver tempo, conto colocar aqui algumas fotos das coisas boas que recheiam a nossa mesa e que certamente serão comuns a outras mesas espalhadas pelo país, do norte ao sul e do litoral ao interior. A caldeira de batata com bacalhau e couve penca, servida em amplas travessas de barro, rabanadas de vinho com canela, a aletria, os bilharacos, o leite-creme, o bolo-rei, as nozes e muito mais.
Depois da consoada, cá vos deixo algumas das iguarias que fizeram parte da ementa:
- caldeirada de bacalhau com couve penca
- rabanadas de vinho, polvilhadas com açúcar, mel e canela
- mousse de chocolate
- pudim “francês”
- bilharacos de bolina (abóbora)
- leite creme (gratinado com ferro em brasa)
- aletria
- bolo-rei
Nota: Exceptuando o bolo-rei, foi tudo confeccionado em casa.
(clicar nas imagens para ampliar)
