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4/05/2014

Bem Me Quer – Livro de leitura para a II Classe

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Hoje trago à memória o “Bem Me Quer”, livro de leitura para a II Classe. De autoria de Estefânia Cabreira e Oliveira Cabral (curiosa a relação dos apelidos), é uma edição da Livraria Simões Lopes, de Domingos Barreira, de 1936.

Tem o formato de 125 x 183 mm e possui 144 páginas, muitas delas com tons de cor nas inúmeras ilustrações de autoria de Carlos Carneiro. É um livro de leitura muito agradável abarcando diversos temas divididos em leituras para as diferentes estações do ano.

Pela sua idade e natureza (livro utilizado por crianças de 6, 7 anitos, é extremamente raro, principalmente em boas condições.

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4/04/2014

Cigarros Nobel

 

cigarros nobel

- Cartaz publicitário do ano de 1972

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- Caixa de cigarros Nobel – Brasil

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- Caixas de cigarros Nobel – Espanha

 

Pouco sabemos sobre esta marca de cigarros Nobel, mas a ter em conta o cartaz publicitário acima, definia-se como um gosto internacional. Paralelamente, definia-se como de baixo teor de nicotina, o que não deixa de ser um contra-senso numa época em que pouco ou nada se ligava aos malefícios causados pelo vício de fumar tabaco.

Pelo que conseguimos apurar na CigarettesPedia, a Nobel tem produção no Brasil e em Espanha donde será originária.

- CigarettesPedia

3/31/2014

Monsieur Rochas – Perfume masculino

 

monsieur rochas 1975

- Cartaz publicitário de 1975

 

Monsieur Rochas, da Rochas - Paris, um perfume masculino. Lançado em 1969, na actualidade está descontinuado mas continuam a ser comercializados excelentes perfumes desta famosa casa ligada à moda, perfumes e cosméticos fundada por Marcel Rochas em 1925, iniciando-se então como casa de alta costura.

Alguns dos perfumes desta casa parisiense: Femme, Madame Rochas (lançado em 1960), Monsieur Rochas (1969), Eau de Rochas (1970), Audace (1972), Mystére, Macassar (1980), Lumiére (1984), Byzance (1987), Gloibe (1990), Eau de Rochas - Homme (1993), Tocade (1994), Fleur D´Eau (1996), Rochas Man (1999), Lui (2003), Poupée (2004), Eau Sensuelle (2009), Eau de Rochas - Fraiche (2010),

3/28/2014

A Aldeia da Roupa Branca

 

Ontem a RTP Memória passou o popular filme português “Aldeia da Roupa Branca”, realizado por Chianca de Garcia, com Beatriz Costa num dos principais papéis. Este filme de 1938, estreado no início de 1939, é um dos incluídos  na chamda idade de ouro do cinema português. Apesar das inúmeras vezes que tem passado na televisão, é sempre agradável de ver e recordar pelo pitoresco das personagens e sobretudo pela enorme rixa entre povo e músicos na cena da romaria.

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Aqui ficam as letras de duas das músicas cantadas pela Beatriz Costa

ALDEIA DA ROUPA BRANCA

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Roupa no monte a corar
Vê lá bem tão branca e leve
Dá ideia a quem olhar
Vê lá bem que caiu neve

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Olha ali o enxoval
Vê lá bem de azul da esperança
Parece o monte um pombal
Vê lá bem que pombas brancas

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormimos nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

 

AS PRINCESAS DA CIDADE

As princesas da cidade, oh, ai!
São bonequinhas de armar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Toma lá, dá cá
Quem não tem não dá
Quem estala a capa do canejo
Quem não deu, não dá
Quem já deu, dará
Não sejas tola
Dá-me um beijo

Nossos braços são quentinhos, oh ai!
Têm força para abraçar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Não temos bocas pintadas, oh ai!
Não temos a carne mole
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

3/27/2014

Vida Mundial – Revista-magazine

 

A revista-magazine "Vida Mundial", com o lema "O mundo numa semana"  nasceu a partir da transformação do jornal semanário homónimo, fundado no ano de 1939 por José Cândido Godinho. Efectivamente, a partir do Nº 1456, de 5 de Maio de 1967 passou para o formato de revista, igualmente com tiragem semanal.

A “Vida Mundial”  durou até 1979, sendo então exitinta por falta de viabilidade económica, o mesmo acontecendo com as demais publicações da proprietária Sociedade Nacional de Tipografia, S.A.R.L.

Não consegui confirmar se o semanário "Vida Mundial Ilustrada - Semanário Gráfico de Actualidades", também fundado por José Cândido Godinho é o mesmo a que foi dada continuidade em 1967 como formato revista. Terá sido uma publicação autónoma ou mesmo um suplemento? Tanto quanto consegui apurar, terá sido publicado entre 1941 e 1946.  É um assunto a necessitar de confirmação.

Por ter atravessado o período da revolução do 25 de Abril de 1974, como naturalmente o antes e o depois, a revista "Vida Mundial" é um importante documento sobre esse abrangente espaço temporal, social e político. O exemplar que corresponde à semana em que ocorreu e revolução pode ser descarregado na Hemeroteca Digital.

Durante o Estado Novo esteve sujeita ao lápis azul da Comissão de Censura, o que de resto anunciava normalmente na página 2.
Apesar dos seus conteúdos serem visados pelo olho estatal, a revista conseguia semana após semana trazer ao leitor importantes assuntos nacionais e internacionais o que constituía uma excelente fonte de informação sobretudo de actualidade política (mormente no que se referia ao estrangeiro), mas também social e cultural.

Em Fevereiro de 1998, com direcção de José Goulão e Miguel Portas, foi lançada uma revista com o mesmo título, tendo durado 23 números, até Dezembro de 1999. Não consegui apurar, contudo, qual a relação de ambos os títulos, se foi uma forma de ressurgimento  ou somente um projecto distinto que apenas usou o mesmo título.

As informações acima prestadas podem ser escassas e incompletas mas a verdade é que no que se refere à sua história,  a revista “Vida Mundial” está ainda muito mal referênciada. Felizmente, em sítios de vendas e leilões, bem como em alfarrabistas, ainda é possível adquirir vários exemplares, sobretudo dos anos 70, cujos preços oscilam entre 3 a 10 euros.

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3/26/2014

Marina – A cerveja bem portuguesa


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- Cartaz publicitário do ano de 1975

Já tivemos a oportunidade de aqui falar da cerveja Marina, uma das saudosas marcas que acabou por ser relançada no mercado.
No cartaz acima, do ano de 1975, a companhia do característico pires com tremoços e azeitonas num apelo imediato ao consumo de uma fresca e loura cerveja num dia quente de Verão, se possível numa esplanada à beira-mar.

3/25/2014

Arlindo de Carvalho – Cantigas populares

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Quem não se recorda de cantigas tão populares como “Ó Manel da Rola”, “Chapéu Preto”, “Fadinho Serrano” e muitas outras que nos fazem recuar até aos anos 50, 60 e 70? Estas que referi têm a mão, na música ou na letra, ou em ambas, de Arlindo Duarte de Carvalho, um profícuo compositor e autor de muitas músicas ou cantigas de cariz popular, com temas de destaque para a sua Beira Baixa (nasceu na Soalheira – Fundão).

Ao longo dos tempos as suas músicas e cantigas, com fortes raízes populares, têm sido cantadas por intérpretes de prestígio nacional, como Amália Rodrigues, Luis Piçarra, Gina Maria, Corina, António Mourão, Tristão da Silva, Madalena Iglésias (no Fadinho Serrano), Maria de Lurdes Resende, Lenita gentil, Alexandra, António Pinto Basto e muitos outros.

[Biografia de Arlindo de Carvalho]

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Chapéu preto

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:   Arlindo de Carvalho 

A azeitona já está preta,
a azeitona já está preta,
Já se pode armar aos tordos,
já se pode armar aos tordos.

Diz-me lá, ó cara linda,
diz-me lá, ó cara linda,
Como vais de amores novos,
como vais de amores novos

Refrão
É mentira, é mentira,
É mentira sim, senhor!
Eu nunca pedi um beijo,
Quem mo deu foi meu amor!   

Ó que lindo chapéu preto
Naquela cabeça vai.
Ó que lindo rapazinho,
Para genro do meu pai.

Quem me dera ser colete,
Quem me dera ser botão.
Para andar agarradinha,
Juntinha ao teu coração

É mentira, é mentira,
É mentira sim, senhor!
Eu nunca pedi um beijo,
Quem mo deu foi meu amor!

Ó Manuel da Rola

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:   Arlindo de Carvalho 

Ó "Manuel da rola" das bandas d'além
Não me julgues tola, eu te entendo bem
Lá na minha terra, p'rós lados da Beira
Há muito ratão com a mesma ratoeira.

Davas-me um beijo, não aceitei
Arrependida ai como fiquei
Se ainda queres mil beijos dá-me
Que um beijo só ainda faz mais fome.

Ó Manuel da rola, tens as calças rotas
Tens os olhos tortos e as pernas marotas
Mas se eu estou à espera de um outro melhor
Fico sem casar, anda cá meu rico amor.

Põe a carapuça, enfia-a bem
P'ra essa cara não t'a ver ninguém
Que a carapuça é tão bonita
Ai, ficamos um par mesmo catita.

Fadinho Serrano

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:    Hernani Correia


Muito boa noite, senhoras, senhores
Lá na minha terra há bons cantadores
Há bons cantadores, boas cantadeiras
Choram as casadas, cantam as solteiras
Cantam as solteiras cantigas de amores
Muito boa noite, senhoras, senhores.

Fadinho serrano és tão ao meu gosto
Fadinho catita, sempre bem disposto
Sempre bem disposto, seja tarde ou cedo,
Fazer bons amigos é o teu segredo
É o teu segredo sorrir ao desgosto
Fadinho serrano sempre bem disposto

Fiar-se em mulheres é crer no diabo
São todas iguais, ao fim, ao cabo
Ao fim ao cabo, moça que namora
Se vai em cantigas, essa é a que te chora
Essa é a que te chora, com esta me acabo
Fiar-se nos homens é crer no diabo
Essa é a que te chora, com esta me acabo
Fiar-se nos homens é o nosso fado

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