3/31/2009

Tampões Tampax - A liberdade da mulher moderna

 

tampoes tampax santa nostalgia

Cartaz publicitário aos tampões Tampax, do final dos anos 70.

Anterior artigo sobre os tampões Tampax.

 

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Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito


Na RTP Memória, na rubrica "Séries a sério", tenho acompanhado a reposição da série "Hercule Poirot", o famoso detective belga, criação da popular autora do policial, crime e mistério, Agatha Christie.
A versão a que me refiro é a televisiva, com David Suchet no papel principal de Poirot, já que a personagem foi interpretada no cinema por outros actores, como Peter Ustinov e Albert Finney. Poirot foi também motivo de uma série de animação.
Esta série televisiva, exibida em Inglaterra pela ITV, foi produzida inicialmente pela LWT e posteriormente pela Granada Productions. Foram realizados 66 episódios, produzidos ao longo de 11 temporadas desde 1989 a 2008, sendo por isso um interessante caso de longevidade e popularidade.

A maior parte dos episódios, com duração de 52 a 60 minutos, comportam apenas uma história, sendo que alguns casos englobam dois episódios. A maior parte dos casos ocorre em Inglaterra, onde Poirot se encontra emigrado desde a eclosão da I Guerra Mundial, mas há episódios que ocorrem noutros locais, como em França, no Egipto, Estados Unidos, Grécia e ainda no famoso Expresso do Oriente, que atravessa vários países.

Hercule Poirot, fundamenta-se numa personalidade metódica e aprumada, o que se reflecte nos seus modos e maneiras, de falar, de comer e vestir, como também a de agir e pensar, fazendo dele, de certa maneira, um tipo algo exôtico ou excêntrico. Uma das suas inconfundíveis características é o seu bigode, por si só uma excentricidade, com pontas viradas para cima, sempre preto e irrepreensivelmente bem aparado. As suas saudações em francês também são uma das suas características.

As figuras proeminentes que o acompanham ou que com ele participam e interagem, são Arthur Hastings, um capitão do Exército británico na reserva, o inspector-chefe da Scotland Yard, James Japp, e miss Lemon.

Hastings é apresentado como sendo sócio de Poirot, e de facto com ele participa na maior parte dos episódios. No entanto, este situação não parece muito clara pois em certas situações é indicado com funcionário do detective.
Hastings está para Poirot como o Dr. John Watson está para Sherlock Holmes. Acompanha e ajuda Poirot nas investigações, por vezes em situações individuais, mas raramente é decisivo nas mesmas, a não ser involuntariamente, quando acciona os característicos flashs (fez-se luz) das "célulazinhas cinzentas" do detective, que permitem ligar o último elo que faltava à corrente da investigação. Por outro lado, Hastings, para além da sua paixão pelos automóveis, assume um papel de sentimental em relação às mulheres intervenientes nos casos, mas quase sempre tímido e sem sucesso até de forma desajeitada, o que é motivo de brincadeira por parte de Poirot. Hastings também retira as suas ilacções e teorias acerca dos casos mas, norma geral, baseadas nas aparências, por isso sem fundamento, pelo que quase nunca acerta no desfecho final.

Miss Felicity Lemon é de facto a sua funcionária, uma espécie de faz-tudo, já que tanto é secretária, como cozinheira e dona-de-casa, como também por vezes participa em situações de investigação. É extremamente competente e metódica, bem ao estilo inglês, o que muito agrada a Poirot, incluindo a preparação das suas tisanas. Nunca foi uma situação clara, mas fica no ar uma espécie de paixão por Poirot mas que não passa para além dessa percepção.

O inspector-chefe, Japp, intervém na maior parte dos episódios, nomeadamente nos que ocorrem na sua área de jurisdição. É o rosto oficial da polícia e comanda as operações relativas a muitos dos casos, nomeadamente dos homicídios. Japp é o contrário de Poirot, pois é um pouco impulsivo, desmazelado e por norma conduz as investigações por caminhos errados o que o leva a conclusões precipitadas e com base nas aparências, dando crédito a pistas falsas. No entanto, é um profundo admirador de Poirot embora raramente o reconheça directamente.

O envolvimento de Poirot nos diversos casos é uma das questões nem sempre bem sustentadas. Umas vezes é requisitado pelos familiares das vítimas, outras vezes pela coincidência dos casos ocorrerem em situações de proximidade do seu dia-a-dia. Pela polícia, muito raramente é requisitado, pelo que frequentemente a sua entrada nos casos, surpreende o inspector-chefe Japp e nem sempre a colaboração é a melhor, embora Japp quase sempre aceda aos pedidos e palpites de Poirot.

Confesso que da parte das novelas de Agatha Christie, de Poirot, li apenas uma ou duas, há já bastante tempo, pelo que já não lembro da estrutura e densidade narrativa. Todavia, quanto à estrutura da série televisiva de que falo, ela é muito semelhante na maior parte dos episódios. Uma primeira parte onde é apresentado o contexto do crime, o cenário e os intervenientes e finalmente o desfecho. Depois a introdução da polícia e de Poirot, ou vice-versa, a investigação, os interrogatórios e as análises dos factos e das provas e na parte final o desvendar do caso. Em muitos dos episódios o desvendar do caso é revelado por Poirot numa reunião com todos os intervenientes presentes. Regra geral, Poirot faz uma descrição do crime onde então são mostrados os pormenores e finalmente revela os culpados, quase sempre para surpresa de todos, nomeadamente de Hastings e Japp, contrariando as suas teorias. O culpado ou os culpados, norma geral contestam a acusação mas depois acabam por se revelar e confessar e até justificar os actos para os crimes.

Como é habitual neste tipo de séries policiais, quase sempre os suspeitos óbvios aos olhos dos espectadores, e já agora de Japp e de Hastings, acabam por se revelar inocentes e os mais discretos e menos plausíveis revelam-se como os autores dos diversos crimes. Por outro lado, muitas vezes os aspectos fundamentais para a investigação e sua conclusão quase que surgem do nada e apenas são revelados na narrativa final de Poirot, denotando assim alguma inconsistência com o decorrer de toda a trama. Pelo menos, pessoalmente, fico com essa perspectiva.

Tenho acompanhado a série com interesse, até porque passa a uma hora porreira, cerca das 21:00 horas, mas reconheço que a sua consistência e densidade dramática fica a milhas da série Sherlock Holmes. Não pela diferença e psicologia das suas figuras principais, que compreensivelmente existe, mas sobretudo pela dinâmica e envolvimento de cada caso. Seja como for, é uma série interessante, muito popular, com uma verdadeira legião mundial de admiradores, e que por tudo isso sabe bem recordar. Depois, não deixa de ser um verdadeiro clássico.

Casting:
David Suchet - Hercule Poirot (1989-2008)
Hugh Fraser - Captain Arthur Hastings (1989-2002)
Philip Jackson - Chief Inspector Japp (1989-2002)
Pauline Moran - Miss Felicity Lemon (1989-2002)
Zoë Wanamaker - Ariadne Oliver (2006-2008))
David Yelland - George (2006-2008))

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Links interessantes sobre Hercule Poirot:


3/30/2009

VIM - Limpeza e fotonovelas

vim super activo santa nostalgia

VIM Super Activo, é um produto de limpeza, à base de amoníaco, muito utilizado pelas donas-de-casa portuguesas, uma situação que já vem de há muitos anos, como o demonstra o poster de publicidade que hoje publicamos, datado de meados da década de 60.

Trata-se de um produto desengordurante e abrilhantador, muito usado na limpeza de vidros e electrodmésticos expostos a gordura como a banca e o fogão.

Relativamente a este produto, uma marca da Unilever, para além do seu cheiro característico, um pouco desagradável, a exemplo de outras marcas de produtos de limpeza, como os detergentes da roupa, recordo que também oferecia diversos brindes. 

Lembro-me particularmente de umas pequenas revistas de fotonovelas, muito populares na época. Foram realizadas duas séries de 10 números cada sendo que as revistas da segunda séria tinham cada uma duas histórias.
Sendo oferecidas pela VIM, eram produzidas pela Agência Portuguesa de Revistas, uma especialista em fotonovelas, nomeadamente nas séries que publicava na sua revista Crónica Feminina.


fotonovelas vim capa

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3/27/2009

Viagens pelos livros escolares - 1

 

Uma das nossas rubricas refere-se à recordação de alguns dos livros escolares do ensino primário que ainda povoam a nossa memória. Com eles aprendemos e por isso foram uma marca indelével na nossa infância e no nosso percurso de homens e mulheres de hoje.

Neste sentido, para além da continuação dessa rubrica, é nosso propósito trazer à memória, de quando em vez, algumas das páginas desses livros, folheadas ao caso, mas que certamente poderão reavivar memórias.

Principio com uma página de um livro de leitura da quarta classe, dos anos 70 (já aqui falado) com um belo poema, de Guerra Junqueiro, dedicado à figura da Mãe.

 

minha mae livro de leitura da quarta classe

(clicar na imagem para ampliar)

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Emblemas e distintivos de clubes - 8

grupo desportivo de peniche

Grupo Desportivo de Peniche

sporting clube de lamego

grupo desportivo pescadores costa caparica

Grupo Desportivo Pescadores da Costa da Caparica

sporting clube lourinhanense

Sporting Clube Lourinhanense

3/26/2009

Caderneta de cromos de caramelos - Vigor e Desporto - A Francesa

 

Hoje damos a conhecer outra colecção de cromos de caramelos, desta feita a VIGOR E DESPORTO, uma edição de A Francesa, da época de 1964. A bela capa apresenta-nos, supostamente, um clássico do futebol português, o Benfica-Sporting. Será?

Equipas que integram a colecção:

Benfica, Sporting, Porto, Belenenses, V. Guimares, V. Setúbal, Académica, CUF, Leixões, Lusitânio Évora, Sp. Braga, Sp. Covilhã, Varzim, Barreirense, Salgueiros, Olhanense, Seixal, Atlético.

A colecção segue a linha editorial do que era norma na época e característica das cadernetas de cromos de caramelos, ou seja, 11 cromos por equipa. Nesta colecção o emblema faz parte da caderneta. Nalgumas colecções o emblema é em si um cromo.

Nesta colecção, o jogador é apresentado na característica pose de corpo inteiro, sobre um fundo azul e a parte superior com relvado a verde. Por detrás do jogador junto ao relvado é representada uma bola dourada. O nome do clube é inscrito na parte superior do cromo numa espécie de arco ou faixa. O número e o nome do cromo é apresnetado na parte inferior, sobre uma faixa vermelha.

É certo que na maior parte das colecções de cromos de caramelos, a qualidade gráfica de cada cromo era pobre e algo esborratada, mas depois de completada a equipa o resultado do conjunto era bastante apelativo. Aliás, a diversidade das diferentes colecções residia precisamente no cenário de cada cromo e no esquema da caderneta, já que de resto as fotografias base dos jogadores eram muitas vezes repetidas época após época, sendo comuns até em diferentes editoras, o que poderia advir de acordos entre as mesmas, tudo em nome da baixa de custos da produção dos cromos.

Como não podia deixar de ser, esta, a exemplo de outras semelhantes, é uma caderneta extremanente rara e valiosa.

cromos de caramelos vigor e desporto capa santa nostalgia

cromos de caramelos vigor e desporto capa int nostalgia

Não esqueça de visitar outros artigos semelhantes no tópico Cadernetas.

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3/25/2009

Lisboa antiga - 2

 

Damos continuidade à publicação de mais algumas fotografias que nos mostram parte de uma Lisboa de outros tempos.

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(clicar nas fotos para ampliar)

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3/24/2009

Lisboa antiga - 1

 

Recebi por estes dias, no meu email, uma das habituais apresentações Power Point. Entre muita coisa fatela e curriqueira, por vezes aparecem coisas curiosas e interessantes, como foi o caso de uma que continha fotos antigas de cidade de Lisboa. A apresentação vem assinada por um Wilcocs, pelo que não posso fazer melhor referência ao autor ou à origem das fotos.

Para quem de facto conhece a actual realidade dos locais retratados, não pode deixar de se surpreender pela rápida e radical transformação dos sítios. Esta mudança, a que chamam progresso e desenvolvimento, é de facto mais notória e impressionante nas grandes cidades, como é o caso de Lisboa.

Aqui ficam algumas:

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(clicar nas imagens para ampliar)

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3/23/2009

História de Portugal para a 4ª classe

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Hoje trago à memória o meu livro de História de Portugal para a 4ª classe. Trata-se de um manual de autoria de Pedro de Carvalho, edição da Porto Editora, de 1972. O livro apresenta um formato de 183 x 243 mm e possui 88 páginas.

Como não podia deixar de ser, trata-se de um livro que deixou fortes recordações de factos ligados à nossa História, de modo especial os quadros designados como Figuras Exemplares da História Nacional, retratando, entre outros, Egas Moniz, Infante D.Henrique, Luis de Camões, D. Filipa de Vilhena, Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Na capa é reproduzida uma fotografia do castelo de Almourol e na contra-capa uma fotografia da Anta de Tourais - Montemor-o-Novo.

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3/21/2009

Mapa administrativo de Portugal

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Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Ango, Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo Timor?

Quanto de nós nessa altura não fomos chamados ao quadro para indicar cidades, capitais, províncias, rios, serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene? E o Kuanza?

Com esta santa nostalgia, hoje publico um desses mapas, o do Portugal Administrativo, retirado de um dos meus antigos livros escolares, com a indicação das províncias, as capitais de distrito, os rios, as serras e os caminhos de ferro.

Talvez pelo contacto e pela profusão de mapas ao nível do ensino primário, guardei, desde então, um fascínio particular por mapas, pelo que tenho um bom conjunto deles, incluindo diversos atlas. Fascinam-me também, de modo especial, os antigos mapas

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