A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória. Durante o Estado Novo, foi difundida a ideia de que o verde representava as florestas de Portugal e de que o vermelho representava o sangue dos que tinham morrido pela independência da Nação. As cores da bandeira podem, contudo, ser interpretadas de maneiras diferentes, ao gosto de cada um. (fonte: wikipedia)
4/02/2009
Bandeira de Portugal
Cartas de amor
Com o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, hoje consignadas nos computadores, no generalizado uso do correio electrónico e mensagens instantâneas, bem como o vulgarizado telemóvel, os pombinhos namorados estão em permanente contacto, quase 24 sobre 24 horas.
De há vinte anos para trás, porém, tudo era substancialmente diferente: Ninguém tinha telemóvel, nem computador nem internet. Havia o telefone fixo, mesmo assim em poucas casas e telefonar para casa do pombinho ou da pombinha era quase sempre um tiro de sorte, pois a quem se ligava podia não estar e por conseguinte a chamada ser recebida pelos pais ou irmãos, o que, convenhámos, na maior parte dos casos era um inconveniente.
Neste contexto, escrever cartas de amor era um dos recursos muito utilizados. A carta servia assim para falar do dia-a-dia mas também expressar sentimentos de saudade e de paixão, muitas vezes com a coragem que fugia nos encontros pessoais. Servia também para marcar o encontro do próximo fim-de-semana.
Claro que escrever boas cartas de amor, não era para qualquer um. Muitas vezes à falta de inspiração, juntava-se a dificuldade na escrita e no português. Uma carta carregada de erros podia em alguns casos abafar como erva daninha a pureza dos sentimentos a transmitir. Deste modo, as cartas poderiam ser resumidas, telegráficas ou longas e expressivas.
Depois havia quem usasse uma simples folha arrancada a um ordinário caderno da escola mas também quem utilizasse papel próprio, daqueles com desenhos suaves como marca-de-água e com envelopes a condizer. Muitas vezes perfumados. A caneta ou a esferográfica também era importante. Pessoalmente, mesmo para a minha namorada, minha actual esposa, escrevi dezenas de cartas, especialmente no tempo de tropa e gostava de escrever com caneta de tinta permanente. No final de cada carta arranjava sempre tempo para um breve poema ou um desenho.
Finalmente, após a carta ser entregue no correio, num qualquer marco postal ou entregue em mão ao próprio carteiro da zona, era a expectativa e a ansiedade quanto ao momento em que a carta seria recebida pelo(a) destinatário(a). Por sua vez, quando se recebia carta da outra parte, o coração saltava de expectativa. Muitas vezes era a rotina, a continuidade do namoro. Outras, porém, era uma carta inesperada, como o rompimento do namoro. Pela forma mais fácil de tratar este assunto, os rompimentos geralmente eram comunicados por carta.
Para além deste aspecto, quanto ao modo de comunicação dos namorados, recordo-me que estava mais ou menos instituído o tempo e a forma de namorar. O Domingo era de facto o dia reservado aos namorados, mas por norma só da parte da tarde e só até ao jantar. Durante a semana a Quinta-Feira era o clássico dia para o desougo, pelo que era permitido um bocadinho de namoro depois da hora do jantar.
Finalmente, pelo menos em ambientes de aldeia, onde estes usos e costumes sociais sempre foram mais vincados e conservadores, o que se compreende, de um modo geral não era permitido às raparigas saírem nos carros dos rapazes. Quando muito, acompanhadas por alguém da casa. Depois de algum avanço no namoro, poderia ser permitido namorar dentro do carro, mas junto à casa dos pais da moça.
É claro que se recuarmos ainda mais no tempo, não muito, na primeira fase a rapariga namorava mas quase sempre acompanhada por um irmão mais pequeno, uma espécie de vigia. Junto à porta ou à janela, quando o namoro se prolongava já depois do sol-posto, a mãe da moça, mandava alguém da casa colocar junto dos namorados uma vela acesa, em sinal de que já era tarde e urgia recolher. Muitas vezes, depois de entrada em casa, a rapariga ouvia o sermão e eventualmente, dependendo da gravidade do atraso, um bofetão.
Um ponto assente no sistema de namoro, mesmo na fase da sua procura, eram sempre os rapazes que se deslocavam, pela terra ou terras vizinhas, de lugar em lugar, pelas romarias, bailaricos e desfolhas. Noutros tempos a pé, de bicicleta e mais recentemente de motorizada ou de carro.
À luz da situação actual, tudo é diferente, não só nos meios (toda a gente tem carro, computador e telemóvel) mas sobretudo nos comportamentos. Hoje são elas a assumir a conquista, os engates e vão mesmo apanhá-los a casa. Já não se namora ao pé da casa dos pais. Vão para o mais longe possível, frequentam bares, discotecas e logo a partir do primeiro dia já dormem juntos. Tudo isto não só na fase de maioridade mas sobretudo na adolescência e até quase em criança.
É claro que muitas destas mudanças são positivas, mas, pelo meio, ao nível comportamental, sobra todo um conjunto de situações complexas, quer ao nível da instabilidade das relações quer ainda no aspecto de saúde, porque aumentaram as gravidezes indesejadas, os consequentes abortos, transmissão de doenças, mães solteiras, mães adolescentes, divórcios, uniões de facto, etc.
Como costumo dizer, são tudo situações inerentes à mudança dos tempos. Certamente que sim, mas é fácil admitir que no meio de tanto progresso e avanço das sociedades, nem tudo se salda por um mar-de-rosas.
Pelo menos, para trás ficaram as cartas de amor. Serão apenas um fetiche ou uma excentricidade. Já não faz sentido a cantiga: "Cartas de amor, quem as não tem..." Hoje será: "Cartas de amor, poucos as tem..."
Cartas de amor,Cartas de amor, andorinhas
Quem as não tem?
Cartas de amor,
Pedaços de dor
Sentidas de alguém.
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas.
Cartas de amor, quem as não tem?
4/01/2009
Caderneta de cromos de caramelos - Campeões da Bola - 1961/62 - A Francesa
Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos, "Campeões da Bola", uma edição da casa "A Francesa".
A caderneta está referenciada como sendo de 1960, mas as equipas representadas não coincidem com as épocas próximas (59/60 ou 60/61), o que de resto era uma situação relativamente normal nas colecções da altura, quer devido a estratégias de mercado, quer pela baixa de custos das edições que habitualmente aproveitavam as fotografias das épocas anteriores. De resto, tenho indicações de que será uma edição referente à época 61/62.
Na caderneta estão representadas as seguintes equipas:
Benfica, Sporting, FC Porto, Boavista, Belenenses, Atlético, SP. Covilhã, Académica, Olhanense, Lusitânio Évora, Salgueiros, GD CUF, Beira Mar, V Guimarães, V. Setúbal, Sp. Braga, Sp. Farense e FC Barreirense.
Analisando a lista dos clubes participantes na época 59/60, verifica-se o seguinte:
Na caderneta estão a mais as equipas do Salgueiros, Sp. Farense, Olhanense, Beira-Mar e o FC Barreirense. Por outro lado falta o Leixões.
Comparando com a época seguinte (60/61), a caderneta tem a mais o Boavista, o V. Setúbal (que desceram da época anterior), o Sp. Farense, o Olhanense e o Beira Mar. A equipa do Leixões continua a faltar.
Ao analisar a época 61/62, estão a mais o Sp. Farense, Sp. Braga, FC Barreirense, Boavista e V. Setúbal. Volta a faltar o Leixões.
Continuando a verificar as épocas imediatamente anteriores e seguintes observam-se de novo discrepâncias, desde logo porque a caderneta contém 16 equipas e os campeonatos dessa época, desde 46/47, eram a 14 equipas. O Campeonato foi alargado para 16 equipas a partir da época 71/72.
Contrariamente ao que era norma na época, a maior parte dos cromos desta colecção reproduzem o cenário natural, predominando, por isso, o azul do céu.
Esta caderneta de cromos de caramelos, a exemplo de todas as edições congéneres, são muito raras e valiosas.
*****SN*****
3/31/2009
Tampões Tampax - A liberdade da mulher moderna
Cartaz publicitário aos tampões Tampax, do final dos anos 70.
Anterior artigo sobre os tampões Tampax.
*****SN*****
Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito
A maior parte dos episódios, com duração de 52 a 60 minutos, comportam apenas uma história, sendo que alguns casos englobam dois episódios. A maior parte dos casos ocorre em Inglaterra, onde Poirot se encontra emigrado desde a eclosão da I Guerra Mundial, mas há episódios que ocorrem noutros locais, como em França, no Egipto, Estados Unidos, Grécia e ainda no famoso Expresso do Oriente, que atravessa vários países.
As figuras proeminentes que o acompanham ou que com ele participam e interagem, são Arthur Hastings, um capitão do Exército británico na reserva, o inspector-chefe da Scotland Yard, James Japp, e miss Lemon.
Hastings é apresentado como sendo sócio de Poirot, e de facto com ele participa na maior parte dos episódios. No entanto, este situação não parece muito clara pois em certas situações é indicado com funcionário do detective.
Hastings está para Poirot como o Dr. John Watson está para Sherlock Holmes. Acompanha e ajuda Poirot nas investigações, por vezes em situações individuais, mas raramente é decisivo nas mesmas, a não ser involuntariamente, quando acciona os característicos flashs (fez-se luz) das "célulazinhas cinzentas" do detective, que permitem ligar o último elo que faltava à corrente da investigação. Por outro lado, Hastings, para além da sua paixão pelos automóveis, assume um papel de sentimental em relação às mulheres intervenientes nos casos, mas quase sempre tímido e sem sucesso até de forma desajeitada, o que é motivo de brincadeira por parte de Poirot. Hastings também retira as suas ilacções e teorias acerca dos casos mas, norma geral, baseadas nas aparências, por isso sem fundamento, pelo que quase nunca acerta no desfecho final.
Miss Felicity Lemon é de facto a sua funcionária, uma espécie de faz-tudo, já que tanto é secretária, como cozinheira e dona-de-casa, como também por vezes participa em situações de investigação. É extremamente competente e metódica, bem ao estilo inglês, o que muito agrada a Poirot, incluindo a preparação das suas tisanas. Nunca foi uma situação clara, mas fica no ar uma espécie de paixão por Poirot mas que não passa para além dessa percepção.
O inspector-chefe, Japp, intervém na maior parte dos episódios, nomeadamente nos que ocorrem na sua área de jurisdição. É o rosto oficial da polícia e comanda as operações relativas a muitos dos casos, nomeadamente dos homicídios. Japp é o contrário de Poirot, pois é um pouco impulsivo, desmazelado e por norma conduz as investigações por caminhos errados o que o leva a conclusões precipitadas e com base nas aparências, dando crédito a pistas falsas. No entanto, é um profundo admirador de Poirot embora raramente o reconheça directamente.
Confesso que da parte das novelas de Agatha Christie, de Poirot, li apenas uma ou duas, há já bastante tempo, pelo que já não lembro da estrutura e densidade narrativa. Todavia, quanto à estrutura da série televisiva de que falo, ela é muito semelhante na maior parte dos episódios. Uma primeira parte onde é apresentado o contexto do crime, o cenário e os intervenientes e finalmente o desfecho. Depois a introdução da polícia e de Poirot, ou vice-versa, a investigação, os interrogatórios e as análises dos factos e das provas e na parte final o desvendar do caso. Em muitos dos episódios o desvendar do caso é revelado por Poirot numa reunião com todos os intervenientes presentes. Regra geral, Poirot faz uma descrição do crime onde então são mostrados os pormenores e finalmente revela os culpados, quase sempre para surpresa de todos, nomeadamente de Hastings e Japp, contrariando as suas teorias. O culpado ou os culpados, norma geral contestam a acusação mas depois acabam por se revelar e confessar e até justificar os actos para os crimes.
Como é habitual neste tipo de séries policiais, quase sempre os suspeitos óbvios aos olhos dos espectadores, e já agora de Japp e de Hastings, acabam por se revelar inocentes e os mais discretos e menos plausíveis revelam-se como os autores dos diversos crimes. Por outro lado, muitas vezes os aspectos fundamentais para a investigação e sua conclusão quase que surgem do nada e apenas são revelados na narrativa final de Poirot, denotando assim alguma inconsistência com o decorrer de toda a trama. Pelo menos, pessoalmente, fico com essa perspectiva.
Tenho acompanhado a série com interesse, até porque passa a uma hora porreira, cerca das 21:00 horas, mas reconheço que a sua consistência e densidade dramática fica a milhas da série Sherlock Holmes. Não pela diferença e psicologia das suas figuras principais, que compreensivelmente existe, mas sobretudo pela dinâmica e envolvimento de cada caso. Seja como for, é uma série interessante, muito popular, com uma verdadeira legião mundial de admiradores, e que por tudo isso sabe bem recordar. Depois, não deixa de ser um verdadeiro clássico.
3/30/2009
VIM - Limpeza e fotonovelas
VIM Super Activo, é um produto de limpeza, à base de amoníaco, muito utilizado pelas donas-de-casa portuguesas, uma situação que já vem de há muitos anos, como o demonstra o poster de publicidade que hoje publicamos, datado de meados da década de 60.
Trata-se de um produto desengordurante e abrilhantador, muito usado na limpeza de vidros e electrodmésticos expostos a gordura como a banca e o fogão.
Relativamente a este produto, uma marca da Unilever, para além do seu cheiro característico, um pouco desagradável, a exemplo de outras marcas de produtos de limpeza, como os detergentes da roupa, recordo que também oferecia diversos brindes.
3/27/2009
Viagens pelos livros escolares - 1
Uma das nossas rubricas refere-se à recordação de alguns dos livros escolares do ensino primário que ainda povoam a nossa memória. Com eles aprendemos e por isso foram uma marca indelével na nossa infância e no nosso percurso de homens e mulheres de hoje.
Neste sentido, para além da continuação dessa rubrica, é nosso propósito trazer à memória, de quando em vez, algumas das páginas desses livros, folheadas ao caso, mas que certamente poderão reavivar memórias.
Principio com uma página de um livro de leitura da quarta classe, dos anos 70 (já aqui falado) com um belo poema, de Guerra Junqueiro, dedicado à figura da Mãe.
(clicar na imagem para ampliar)
*****SN*****
Emblemas e distintivos de clubes - 8
Grupo Desportivo de Peniche
Grupo Desportivo Pescadores da Costa da Caparica
Sporting Clube Lourinhanense
3/26/2009
Caderneta de cromos de caramelos - Vigor e Desporto - A Francesa
Hoje damos a conhecer outra colecção de cromos de caramelos, desta feita a VIGOR E DESPORTO, uma edição de A Francesa, da época de 1964. A bela capa apresenta-nos, supostamente, um clássico do futebol português, o Benfica-Sporting. Será?
Equipas que integram a colecção:
Benfica, Sporting, Porto, Belenenses, V. Guimares, V. Setúbal, Académica, CUF, Leixões, Lusitânio Évora, Sp. Braga, Sp. Covilhã, Varzim, Barreirense, Salgueiros, Olhanense, Seixal, Atlético.
A colecção segue a linha editorial do que era norma na época e característica das cadernetas de cromos de caramelos, ou seja, 11 cromos por equipa. Nesta colecção o emblema faz parte da caderneta. Nalgumas colecções o emblema é em si um cromo.
Nesta colecção, o jogador é apresentado na característica pose de corpo inteiro, sobre um fundo azul e a parte superior com relvado a verde. Por detrás do jogador junto ao relvado é representada uma bola dourada. O nome do clube é inscrito na parte superior do cromo numa espécie de arco ou faixa. O número e o nome do cromo é apresnetado na parte inferior, sobre uma faixa vermelha.
É certo que na maior parte das colecções de cromos de caramelos, a qualidade gráfica de cada cromo era pobre e algo esborratada, mas depois de completada a equipa o resultado do conjunto era bastante apelativo. Aliás, a diversidade das diferentes colecções residia precisamente no cenário de cada cromo e no esquema da caderneta, já que de resto as fotografias base dos jogadores eram muitas vezes repetidas época após época, sendo comuns até em diferentes editoras, o que poderia advir de acordos entre as mesmas, tudo em nome da baixa de custos da produção dos cromos.
Como não podia deixar de ser, esta, a exemplo de outras semelhantes, é uma caderneta extremanente rara e valiosa.
Não esqueça de visitar outros artigos semelhantes no tópico Cadernetas.
*****SN*****
3/25/2009
Lisboa antiga - 2
Damos continuidade à publicação de mais algumas fotografias que nos mostram parte de uma Lisboa de outros tempos.
(clicar nas fotos para ampliar)
*****SN*****
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