4/14/2011

Evocando a Primavera

 Estamos em plena Primavera, porventura a mais bela e deliciosa estação do ano. Não surpreende, por isso, que sejam sempre gratas e abundantes as recordações à volta deste tempo tão característico do nosso clima. 
Neste sentido, trago à memória mais duas belas páginas contidas no meu livro de leitura da segunda classe, uma fonte de inesgotáveis memórias.
Fica a partilha das lições “Na Primavera” e “Na horta do tio Joaquim”.
Tenho a felicidade de ter um amplo terreno de horta e jardim, adjacente à moradia, e de facto neste tempo tudo parece exaltar as belezas da natureza e da própria Primavera. São as rosas já a abrir, as árvores de fruto a florir, como as laranjeiras, cerejeiras, macieiras e pereiras, e as ameixoeiras e pessegueiros já com fruto a desenvolver. Para além disso, a relva cresce a olhos vistos, mais verde e viçosa; Na horta crescem as favas, as ervilhas e as batatas; Estão viçosos os alforbes de hortaliça e já nasceram os feijões. Os tomateiros e pimentos estão em condições de transplantar para lugar definitivo, esperando-se apenas pelo final da lua-cheia; As ervas aromáticas, como o tomilho, sálvia, orégões, coentros, santolina, cebolinho, menta, etç, já estão a crescer depois da estagnação do Inverno; Os kiwis têm já botões e não tardam a abrir as flores.

4/12/2011

Isolino Vaz

isolino vaz auto-retrato

Tenho de Isolino Vaz as melhores referências e recordações,  nomeadamente desde o primeiro contacto com os catecismos que me acompanharam na catequese, onde admirava aquelas simples mas deslumbrantes ilustrações. Efectivamente, para além da lista da sua imensa obra, os volumes II, III e IV, do Catecismo Nacional (o volume I foi ilustrado por Laura Costa), foram ilustrados por este artista gaiense, concretamente em 1954, 1955 e 1956.


Há já alguns anos adquiri um livro escolar, uma História de Portugal - 4ª Classe, de João Pimenta, Armando Pimenta, Eduardo Jorge e Fernando Pires,  edição de 1967, magnificamente ilustrada por Isolino Vaz e seu colega e colaborador Higino de Abreu, e quiz a sorte e o acaso que esse volume contivesse uma dedicatória assinada pelo próprio Isolino, dirigida, pelo que consigo ler, a um inspector escolar de nome Pimentel Machado (será?).

Esta história faz-me lembra outra que aqui já partilhei relativamente a Matilde Rosa Araújo, no livro “O Palhaço Verde”.
Abaixo ficam algumas imagens do livro, da dedicatória e das capas dos referidos catecismos. (clicar para ampliar).

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- Em baixo, as capas dos catecismos que Isolino Vaz ilustrou na segunda metade dos anos 50.

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4/11/2011

Bozo, o palhaço mais famoso do mundo

 

Quem se recorda da série de animação "Bozo, the world's most famous clown", "Bozo, o palhaço mais famoso do mundo"?


De momento não posso precisar a data de exibição na RTP, mas tenho ideia de que terá sido no final dos anos 70, o mais tardar no princípio dos anos 80.
Trata-se de uma série com origem nos Estados Unidos, produzida pela Larry Harmon Studios (detentora dos direitos da dupla “Laurel & Hardy”), em 1958, com um total de 163 episódios com cerca de 6 minutos cada.
A série foi inspirada na figura do próprio palhaço Bozo, de carne-e-osso, figura popular nos Estados Unidos nos anos 50, uma criação de Alan Wendell Livingston e interpretada por Larry Harmon. Seria o prórprio Larry a emprestar a voz ao personagem na série de animação.
O palhaço Bozo era uma figura deveras engraçada, com o seu característico fato azul, o seu penteado ruivo e, claro, a sua cara de palhaço.

As histórias giravam à volta do dia-a-dia do circo onde trabalhava Bozo e os envolvimentos ou peripécias com o seu patrão, o Sr. Loyal e o pequeno Butchy, entre outros.  Uma das características de Bozo, que se destacava nos curtos episódios, eram as suas sonoras gargalhadas.


Apesar de hoje em dia  quase não ser recordada, esta série era muito apreciada pela criançada. Fica assim aqui registada a referência, a memória.

bozo the clown sn

bozo the clown 

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bozo 1


4/06/2011

Rafael

 

sagrada familia rafael

Rafael, o jovem pintor renascentista, para além da riqueza da sua obra, justamente considerado como um elemento da tríade de mestres do Renascimento, com Michelangelo e Leonardo da Vinci, teve a particularidade de ter nascido e morrido no mesmo dia e mês (nasceu a 6 de Abril de 1483 e faleceu aos 37 anos, em 6 de Abril de 1520), no que não deixa de ser uma coincidência do destino.


Apesar da sua curta vida, a sua obra é vasta e deslumbrante, embora parte da sua execução seja atribuída ao seu ateliê, nomeadamente ao seu discípulo e assistente Giulio Romano.


4/03/2011

Salgueiro Maia

 

Passam hoje 19 anos sobre o desaparecimento de Salgueiro Maia (3 de Abril de 1992), uma das importantes figuras da revolução de 25 de Abril de 1974.

Um dos melhores militares de Abril, porventura um dos poucos que vislumbrou e viveu a revolução no seu sentido mais profundo e genuíno, muito para além daqueles que apenas pretenderam substituir uma ditadura de direita por uma de esquerda.

salgueiro maia

rabisco: Santa Nostalgia


3/31/2011

Os dedos – Dedo mendinho quere pão…

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Num post de 26 de Agosto de 2008, recordamos aqui algumas das brincadeiras ou lengalengas associadas aos dedos das mãos.

Hoje voltamos à carga, agora com a publicação de uma página extraída de um belo livro de leituras da 2ª classe, datado de 1941 do qual já aqui falamos.


3/28/2011

Alexandre Herculano

 

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Passam hoje 201 anos (28 de Março de 1810) sobre o nascimento de Alexandre Herculano, historiador, jornalista, poeta e escritor. Um dos nomes grandes da nossa escrita.

Incontornáveis a sua História de Portugal, “O Bobo”, “Eurico, o Presbítero” e “Lendas e Narrativas”.


3/25/2011

Fósforos – Caixas antigas

 

Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.

 

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3/24/2011

Carros tradicionais portugueses

 O carro-de-bois, será certamente um dos mais primitivos meios de transporte, remontando a sua origem a tempos imemoriais, à altura em que Homem inventou a roda e aprendeu a domesticar os animais e a colocar a sua força ao seu serviço, em diferentes formas e contextos.
Em Portugal foi sempre  um instrumento importante no desenvolvimento do país e da sociedade, assegurando o transporte dos produtos necessários ao do dia-a-dia das populações, da floresta ou da campo bem como da matéria prima necessária à construção das cidades, vilas e aldeias, como pedra, madeira, areias, argilas, etc.

Hoje em dia ainda é utilizado mas apenas em meios rurais interiorizados, em aldeias com difíceis acessos, servidas por caminhos estreitos e sinuosos, onde o tractor não chega. Mesmo assim já serão raros os exemplares que sobrevivem.
Todavia, até há cerca de duas décadas atrás, mesmo já com a vulgarização do tractor, que susbtituiu em rapidez e eficiência muitas das tarefas do campo e da floresta, o carro-de-bois era um elemento vulgar na maior parte das localidades rurais.
Neste momento na minha aldeia ainda sobrevive um exemplo, com um velho agricultor que ainda detém uma parelha de bois e o inevitável carro e alfaias, como a charrua, a grade e o arado. Mas recuando esses vinte ou trinta anos atrás, existiam vários carreteiros, ou laboreiros, que asseguravam a prestação do serviço de lavoura e transporte, para além de que muitos dos agricultores, como meu pai ou meu avô, tinham as suas próprias parelhas ou juntas de bois e os carros. Para além do carro normal, existia ainda a variante de carroça, a qual tendo a mesma configuração, era ligeiramente maior e dispunha de rodas raiadas e sistema de travões.

Em Portugal, para além da utilização do boi como animal de eleição, pelo seu bom trato, força e corpulência, e quase sempre em parelha ou junta, em algumas regiões do país, sobretudo na metade sul, como Ribatejo, Alentejo e Algarve, utilizava-se com regularidade o carro para um único animal, com frequência um cavalo, mula ou burro, situação bem mais rara na metade norte.

Extraídas de uma colecção de carteiras de fósforos, fica aqui um grupo de ilustrações de alguns carros tradicionais, representando várias províncias portuguesas, do Minho ao Algarve, passando pela Madeira e Açores.
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3/22/2011

Artur Agostinho – Eterno adeus

 

Artur Agostinho, um dos mais conhecidos jornalistas desportivos portugueses, morreu hoje aos 90 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado há uma semana.

fonte: RTP

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Não há muito a dizer sobre Artur Agostinho, porque não haverá ninguém que não conheça esta figura ímpar da comunicação nacional, num percurso multi-facetado, como actor, jornalista e escritor. Homem da imprensa, da rádio e televisão, do entretenimento e desporto. Em todas as suas funções, o mesmo fio condutor de profissionalismo, humildade e integridade humana. Um modelo, convenhamos, cada vez mais raro.


Pessoalmente, recordo Artur Agostinho do inevitável "O Leão da Estrela", dos relatos de futebol na Emissora Nacional e Rádio Renascença e como apresentador exímio de vários concursos da RTP. Sempre simpático e comunicador. Ainda há poucos dias o vi numa entrevista na RTP Memória e o seu ar fresco e jovial não fazia adivinhar este encurtamento da sua passagem entre nós apesar da sua já bonita idade.
Um homem assim só pode deixar saudades e boas memórias que por certo perdurarão.

 


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