9/06/2013

Toyota – Um amor para toda a vida

 

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- Cartaz publicitário de 1974

Curioso cartaz publicitário à  popular marca de automóveis Toyota. Há coisas que não mudam e volvidas quase quatro dácadas depois da publicação do cartaz acima, a marca japonesa continua a ser uma das mais conceituadas quanto à fiabilidade das suas máquinas. Veio para fi9car…e ficou mesmo.

9/05/2013

Les Demoiselles de Suresnes

 

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Hoje trago à memória a série de televisão "Les Demoiselles de Suresnes", que foi exibida pela RTP em meados de 1974, às segundas-feiras, no início da tarde, com repetição à noite no canal UHF. Como o título sugere, trata-se de uma série francesa, realizada por Pierre Goutas, tendo sido difundida originalmente a partir de Abril de 1968 no canal ORTF.


Em registo de comédia, o dia-a-dia de duas jovens raparigas (Mireille e Sylvette) que trabalham em Paris e que habitam numa das muitas cidades satélites nos subúrbios, a rotina das situações no emprego e o choque de gerações e mentalidades, numa década de grandes mudanças culturais e sociais, são os pontos chave do argumento da série.

"Les Demoiselles de Suresnes" é composta por 26 episódios de cerca de 15 minutos cada.

Infelizmente, são reduzidas ou quase inexistentes as referências complementares sobre esta série,  pelo que à falta de melhores  informações  fica aqui pelo menos o seu registo.

Casting:
Jacqueline Holtz : Mireille
Catherine Lafond : Sylvette
Madeleine Barbulée : Mamie
Alain Franco : Jean-Paul
Jean-Pierre Lamy : Jojo
Gérard Croce : Gérard
Johnny Monteilhet : Doudou
Irène Ajer : Yolande
Sonya Koch : Greta
Jean Vinci : Le patron
Amarande : Sabine
Nathalie Dalyan : Nathalie
Raymond Bussières : Le rouspéteur
Marion Game : Muriel
Nicole Chausson : Madeleine

9/04/2013

Formica …dura uma vida!

 

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- Cartaz publicitário ao produto FORMICA – Anos 50

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A Formica é uma das mais conhecidas marcas mundiais de um produto designado de High Pressure Laminate (HPL) – laminados de alta pressão, utilizado em revestimentos vários, sobretudo na indústria de mobiliário, mas também em pavimentos de interiores e outros elementos de decoração. De tão popular, o nome Formica acabou por se tornar em sinónimo de laminados, independentemente da empresa, origem e fabricante.

Tal como nos é revelado na página da história da marca, a mesma surgiu nos Estados Unidos em 1913 pelos engenheiros eléctricos Herbert A Faber and Daniel J O’Conor, então funcionários da empresa Westinghouse Eletric.  Inicialmente o material surgiu de uma pesquisa para substituição como isolante eléctrico da mica (filossilicato), daí a designação do nome da marca “For mica”. A empresa e marca chegou aos nossos dias como líder do mercado e como seria natural, ao longo dos anos adaptou-se às exigências e necessidades dos mercados, desenvolvendo e diversificando os produtos assentes em tecnologias de ponta.

Antes do serviço militar, cheguei a trabalhar durante algum tempo numa pequena fábrica que se dedicava ao fabrico de móveis de cozinha, bancos, mesas, balcões e armários, à base de painéis de aglomerados e contraplacados de madeira, do tipo Novopan e Aparite da SONAE. Curiosamente esta empresa portuguesa também tinha a sua marca de laminados de alta pressão, a Laminite.

De um modo geral, pelas técnicas e materiais utilizados, este mobiliário tinha um custo bastante acessível pelo que era considerado o mobiliário dos pobres. Apesar disso, com boa construção, era possível realizar bons e resistentes móveis. Um dos pontos fracos era a humidade uma vez que com ela os revestimentos descolavam e os painéis empenavam. Apesar disso, ainda hoje se fabricam e têm mercado e é muito vulgar encontrar cafés de aldeia com esse tipo de mobiliário económico.

Os catálogos da Formica tinham um amplo leque de cores e padrões, desde as cores lisas até aos padrões de madeira e minerais, como o mármore e granito, bem como os motivos florais e abstractos. Pela diversidade, o difícil para o cliente era escolher. Apesar disso havia um grupo restrito de padrões que eram mais comuns, como o de pinho e mogno. Nas cores lisas, o branco, o beje e o verde-claro.

Os laminados eram cortados com um disco ou usando-se um molde e um limote bem afiado do tipo diamante para corte de vidro. A colagem era realizada com cola-branca, que necessitava de uma secagem de 24 horas debaixo de pressão ou, de forma mais imediata, com cola de contacto. O manuseamento das placas de Formica era complexo pois estas  facilmente rasgavam e forma-se uma espécie de lámina que facilmente deixava cortes nas mãos, isto numa época em que as questões de segurança no trabalho eram praticamente inexistentes. Pessoalmente tenho algumas marcas nos dedos provenientes dessa experiência.

9/03/2013

Rodolphe Deville – Perfume para homens com “raça”

 

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Cartaz publicitário do ano de 1977.

 

Poucas referências conseguimos obter acerca desta marca de perfumes (…para homens com “raça”). Tudo indica que terá sido registada pela Societe Cosmetique S.A. da Suiça,  no ano de 1975 e já estará descontinuada. De resto, uma situação muito normal no mundo empresarial onde as marcas nascem, morrem e ressuscitam ao sabor dos mercados, modas e tendências.

Deixa arder!

 

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Todos os anos, em todos os verões, Portugal arde, numa rotina tão normal e tão expectável como quem depois de uma noite espera o nascer do sol.


Não é preciso ser-se bruxo para se constatar que pelo menos nove em cada dez incêndios serão de origem criminosa, desde motivos fúteis e de vinganças mesquinhas até aos de interesse económico, em que até a malta que tem interesse no negócio do combate por meios aéreos é frequentemente tida como suspeita. Afinal ninguém ganha com as asas em terra.

Sabe-se que todos os anos são detidos e interrogados suspeitos, mas ninguém saberá ao certo quantos estarão detidos com aplicação de penas efectivas. Sabe-se que dizem que a maior parte dos autores, muitos confessos, uns serão bêbados, outros tolos, outros coitadinhos. Ainda nesta semana foram apanhados vários menores, gandulões com pouco menos de 16 anos e como tal ininputáveis, malta que não pode ser detida. Também dizem que muitos dos apanhados são reincidentes (…olha a novidade!).


Está tudo dito: Num país em que é politicamente incorrecto tratar certos males pela raíz, de chamar os bois pelos nomes, constatamos que esse mesmo país vai ardendo numa destruição de vidas e bens, incendiado por ininputáveis, bêbados, drogados, tolos e afins; afinal um circo de criaturas parecidas com quem nos (des)governa. O resto é a conversa surda do costume e que dura há décadas: Que não há verbas, que não há política florestal, que não há legislação capaz, incluindo a penal, que não há vigilância e prevenção efectivas, que todos querem mandar e ninguém manda,, que se combate de forma descoordenada, etc, etc.


Perante isto, apetece dizer: Deixa arder! The show must go on!

9/01/2013

Nivea Solar – …faz bronze bronze

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Nivea Solar – Cartaz publicitário de Julho de 1976.

Ainda é Verão e ainda é férias para muitos. Creio até que, pelo desemprego, o país e os portugueses nunca tiveram tantas férias como agora. É verdade que para umas férias razoáveis há que ter algum dinheiro no bolso, mas mesmo assim há uma sensação de férias permanentes tal é a quantidade de gente que em qualquer altura do dia se vê fora de portas e em locais públicos, mesmo fora do período de Verão. E isto não é, obviamente, um bom sinal.  Todavia, como por enquanto não se paga taxa ou imposto pelo uso da praia, com ou sem  Nivea Solar, é aproveitar o que ainda falta do Verão para uma ida à praia.

Tópicos relacionados:
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Nivea solar…e t-shirts

8/30/2013

Cursos por correspondência – Garanta o seu futuro

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-Cartaz ao curso de guitarra, publicado em meados dos anos 70.

Os cursos por correspondência têm já várias décadas de implementação no nosso país, sobretudo de variações ou adaptações de empresas espanholas. É o caso da CCC – Centro de Estudos (Centro para la Cultura y el Conocimiento S.A.) que tem uma história de mais de 70 anos. Como seria de esperar, algumas das mais relevantes empresas do género sobreviveram e adaptaram-se aos tempos e tecnologias de cada época e assim chegaram aos nossos dias, caso, entre outras, da referida CCC e da CEAC.

Ambas as empresas, a par de outras como a CEC - Álvaro Torrão, o CIT – Centro de Instrução Técnica, esta com mais de 50 anos de actividade, e ainda a CETOP - Centro de Ensino Técnico e Profissional à Distância, tiveram um grande desenvolvimento sobretudo nos anos 70 e 80, explorando nessas épocas uma nítida falta de oferta e sobretudo de acessibilidade à formação superior e técnica.
Sem questionar a qualidade dos cursos e seus métodos de ensino e respectivos resultados na qualidade e quantidade de pessoas formadas, até porque creio que não lhes era reconhecida qualquer certificação ou equivalência com os cursos oficiais do ensino público, a verdade é que em grande parte os mesmos funcionavam a partir de uma forte estratégia de marketing e publicidade.  Com  frequência as revistas da época traziam publicidade de várias empresas.

Desfolhando uma popular revista datada de Março de 1984 verifico que na mesma edição estão publicados 4 anúncios (CCC, CETOP, CIT e CEC – Álvaro Torrão). Ambas ofereciam um amplo leque de opções desde os clássicos cursos de línguas até a formação em culinária, corte-e-costura, secretariado, electricidade, fotografia, electrónica, informática, desenho e pintura, etc, etc. Da CCC até fazia parte no seu rol, o emblemático curso de guitarra clássica, que entusiasmado subscrevi no princípio dos anos 80; Obviamente sem resultados, mas aliciado pela “generosa” oferta de uma guitarra (sim, grátis), mas que na realidade não passava de um reles instrumento, pouco maior que um cavaquinho, sem qualquer qualidade, muito abaixo do que hoje designamos por chinesice. Ainda o tenho arrumado no sótão, mais empenado que uma cavaca das Caldas.


Curiosamente, na mesma CCC, passados mais de trinta anos ainda subsiste o curso e a mesma “generosa” oferta de uma guitarra. Esperemos que seja um pouco melhor que a que recebi. É claro que perante a desilusão da qualidade da guitarra e da pouca qualidade do curso, difícil porque sem o acompanhamento presencial de um professor, acabei por desistir pelo que tive que devolver os poucos livros de apoio que havia recebido.
No fundo, nessa época os cursos por correspondência eram uma quase pura ilusão de mudança do nosso futuro, prometendo o êxito e independência profissionais, uma garantia reforçada pelo monte de panfletos de propaganda que se recebia a pedido de informações grátis e sem compromisso. Mais pela curiosidade, acabei por pedir informações de uma carrada de cursos pelo que acumulei uma boa quantidade de papelada.

Talvez pela sua natureza de forte propaganda, ainda hoje os cursos por correspondência, agora ditos à distância ou e-learning, se calhar já sem motivo para tal, são vistos como algo a merecer desconfiança. Porventura, com as potencialidades das novas e actuais tecnologias de informação e comunicação, acredito que estes cursos terão uma qualidade adicional porque é possibilitado um acompanhamento técnico mais directo, mas nas décadas de 70 e 80 certamente que terão sido mais as parras do que as uvas.  Seja como for, os cursos por correspondência, e sobretudo pela propaganda e publicidade que produziram fazem ainda parte das nossas memórias fortemente ligadas a essas épocas.

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- Cartaz do CCC – Anos 80

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- Cartaz do CETOP

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- Cartaz dos cursos AFHA do CIT. Anos 70.

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- Cartaz do CIT – Anos 80

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- Cartaz do CEC – Álvaro Torrão – Anos 80

8/29/2013

Férias 2013 – Casa Visconde de Chanceleiros

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Tal como referimos no artigo anterior, nesta última semana de férias, depois da vastidão do Alentejo, fomos passar uns dias por terras do Alto Douro Vinhateiro. Por recomendação de amigos e da excelente referência do TripAdvisor, estivemos na Casa do Visconde Chanceleiros, a 3 Km do Pinhão, na encosta da margem direita do rio Douro.

Da mais de centena de comentários de clientes que por ali passaram nos últimos tempos, estrangeiros na sua larga maioria, bastará ler alguns para se ficar com uma ideia muito descritiva e  positiva do local, da casa e do serviço. A tudo quanto se pode ler, pouco mais há a dizer senão apenas reforçar as impressões positivas.  A casa, mesmo sem vista directa para o rio Douro, pois na sua frente há uma baixa mas longa encosta que o esconde, usufrui de uma vista característica da região, com as belas encostas e suas vinhas dispostas em socalcos.

As instalações, do estilo rústico e algo provençal, são amplas e confortáveis. Os quartos estão dispostos em casinhas individuais, com entradas e terraços próprios. Todo o espaço envolvente é acolhedor, com jardins e vegetação, com sebes de alecrim, rosas e lavandas, incluindo as videiras, nesta altura com generosos cachos de uvas que se podem comer à vontade, e as tão características oliveiras. De resto, a quinta não tem produção comercial de vinho mas produz o seu azeite que é utilizado no serviço gastronómico da casa.

A Casa do Visconde de Chanceleiros dispõe de uma bela piscina, um confortável jacuzzi, sauna, dentro de uma pipa, court de ténis e outros elementos para desporto e lazer. Os jantares, sob reserva no próprio dia, são preparados de forma familiar na ampla cozinha rústica, que se pode frequentar, e para além do prato principal, incluem entradas e deliciosas sobremesas e sempre acompanhados por excelentes vinhos, portos, brancos e tintos, de quintas da zona. Fantástico o tinto da Quinta do Tedo, localizada a escassos quilómetros dali. Tanto os jantares como os pequenos-almoços são servidos na ampla varanda voltada a sul a qual permite um ambiente de repouso e harmonia com toda a envolvente. Não faltam recantos e esplanadas para desfrutar de uma bebida ou conversa, em conjunto ou de forma mais íntima.

É verdade que nesta  zona do Alto Douro há igualmente espaços semelhantes, baseados nas quintas vinhateiras, e porventura até mais baratos, mas esta casa vale sobretudo pela harmonia de todo o conjunto e ambiente informal em que ao fim de poucas horas nos sentimos como parte de uma família e não meros clientes. Mesmo no serviço dos bares, com self-service, basta tomar nota do que se consome, não havendo qualquer controlo para além da seriedade de cada um. Tanto a patroa, Úrsula, como a governanta, a Adelaide, bem como o restante pessoal, são de uma simpatia extremas.

Resumindo, foram uns dias deliciosos e marcantes. Caro para o nosso normal nível de vida, é verdade, mas adequado a uma ocasião especial que se queira inesquecível.  Para quem não se quiser ficar apenas pelo aconchego e tranquilidade da casa e do que dela se pode usufruir, é possível percorrer a zona em pouco tempo, visitando quintas, em que muitas oferecem serviços de degustação e venda de vinhos, azeites e mel, como também dar um salto a localidades como Sabrosa, S. Martinho de Anta (terra de Miguel Torga), Tabuaço, S. João da Pesqueira, Favaios, Alijó, etc. Por outro lado, locais mais divulgados como Vila Real, Peso da Régua e Lamego estão relativamente próximos. Os acessos são bons e fáceis e em pouco mais de uma hora, se por auto-estrada, chega-se do Porto à região.

Por tudo quanto se disse mas sobretudo pelo quanto se experienciou, recomenda-se esta Casa do Visconde de Chanceleiros, mas no mínimo para duas ou três noites de modo a absorver o clima de familiaridade mesmo que a vizinhança seja na sua maioria composta por estrangeiros.

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8/23/2013

Férias 2013

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O Santa Nostalgia tem sido pouco produtivo nestes últimos dias devido ao merecido regime de férias. Ainda há uns dias para aproveitar. Na próxima semana andaremos por terras do Alto Douro, e espera-nos por algumas noites uma confortável cama numa conhecida quinta vinhateira na zona do Pinhão.

Nesta semana, que está a acabar, foi uma visita pela zona nascente do Alto Alentejo: Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, Terena, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz, Alqueva, Mourão, Olivença (sim, é portuguesa), Elvas, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, Vila Velha de Ródão, entre outras, foram terras e locais que mereceram a nossa visita. É verdade que apanhamos o inferno alentejano com 42 de temperatura (34 às 23 horas em Mourão), mas valeu a pena. Ficamos com os olhos e a alma repletas de Alentejo, mesmo que tenha sido uma correria. As noites foram passadas na Vila Planície (Telheiro – Monsaraz) e no Hotel El-Rei D. Manuel (Marvão – fotos acima).

De todos os belíssimos locais visitados, repletos de História, se tivesse que escolher os mais marcantes, sem dúvida Marvão, Castelo de Vide  e Monsaraz. Numa nota de 1 a 10, Marvão, com nota 10, será porventura uns dos locais mais belos deste nosso Portugal, até pelo aspecto cuidado da zona histórica, o que, infelizmente, é pouco vulgar no nosso país. Castelo de Vide é também uma preciosidade mas, pelo menos no burgo medieval dentro da muralha, bem como zona envolvente, salta à vista o desleixo e a necessidade de obras de requalificação. Também espectacular é a bela Olivença (que os espanhóis teimam em não devolver).

Apesar da situação, que julgamos nunca se ir resolver,  porque coragem e coerência não são qualidades dos governantes, são notórias as marcas da pertença de Portugal, pelo menos no património já que na cultura poucos serão os que efectivamente terão interesse em que a cidade seja devolvida à administração portuguesa. Pela parte dos espanhóis, obviamente, puxam a brasa à sua sardinha.

8/18/2013

É Domingo…é Verão e estamos em férias: Vai uma Laranjina C?

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É Domingo…é Verão e estamos em férias: Vai uma Laranjina C?

Embora já não se fabrique, a “Laranjina C”, uma marca de refrigerante, ainda faz parte da memória colectiva de muitos e bons portugueses, sobretudo a decorrente das vivências dos anos 60 e 70.

Pela leitura de algumas referências à sua história, ficamos a saber que esta marca nasceu na empresa Francisco Alves & Filhos, de Venda do Pinheiro, Mafra, com origem no ano de 1926. Para além de refrigerantes, a empresa da região oeste produzia também os míticos "pirolitos" mas a "Laranjina C" devido à sua comercialização a nível nacional e às consecutivas campanhas publicitárias, com incidência na televisão a partir dos anos 60, era sem dúvida um dos seus principais produtos.

Com a evolução do mercado, em meados dos anos 70 a empresa estabelece um acordo comercial com a Gesfor Aktiengesellschaft, com sede no Liechtenstein, e passa a produzir e a comercializar a marca "TriNaranjus", a tal sem borbulhas (sem gás), que veio também a popularizar-se a ponto de ser determinante para o fim da produção da "Laranjina C". Posteriormente, já nos anos 90, a Francisco Alves & Filhos veio a ser adquirida pela Cadbury-Schweppes Portugal, SA.

A referência ao Dr. Trigo, no cartaz publicitário acima (dos anos 60), reporta-se ao farmacêutico espanhol, de Valência, o criador da bebida, o qual em 1935, na Feira de Marselha, França, a apresentou publicamente sob o nome Naranjina, uma adaptação comercial ao termo naranja (laranja em castelhano).

A invenção do Dr. Trigo foi logo adquirida por Léon Beton, de Boufarik na Argélia, país que então era uma colónia francesa, e que ali começou a utilizar na sua preparação as saborosas e frescas laranjas, sem quaisquer adições de corantes e conservantes, premissa essa que foi explorada nas acções de publicidade.

Essa bebida foi rebaptizada para Orangina, marca registada nessa ano de 1935, nome que ainda se mantém apesar das várias alterações ao nível da propriedade, até porque já depois de ter sido transferida da Argélia para França, em 1962, após a independência daquele país do norte de África, a marca foi adquirida pela empresa francesa Pernod Ricard, em 1984.

Por sua vez a Pernod Ricard vendeu os direitos da Orangina à Cadbury-Schweppes, em 2001. O rol das transacções não ficou por aqui e a Cadbury-Schweppes vendeu a sua participação europeia para o fundo de investimentos da  Blackstone e Lion Capital.

Finalmente, em 2009, as respectivas participações foram vendidas à japonesa da Suntory.  Pelo meio, já nos anos 90, a marca esteve para ser vendida à poderosa Coca-Cola Company, negócio gorado pelo governo francês e fundamentado pelo perigo de concentração e monopólio do mercado.

Veja: História da Orangina

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