6/16/2010

O Novo Livro de Leitura da 4ª Classe – Prof. António Branco

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Hoje trago à memória “O Novo Livro de Leitura da 4ª Classe”, um manual da escola primária de autoria do Prof. António Branco, editado pela Porto Editora, L.da, Livraria Arnado, L.da, de Coimbra e Empresa Lit. Fluminense, L.da, de Lisboa.  Composição e impressão na Tipografia Bloco Gráfico, L.da, do Porto. 

A edição não tem indicação de data Uma falha que nunca compreendi nos livros) mas creio que seja da primeira metade dos anos 70. Todavia, algumas ilustrações têm a data de 1967, pelo que, não sendo grande garantia, poderá ser um indicador de que também poderá ter sido editado próximo desta data. Sendo do mesmo autor, penso que será uma variante de outro excelente manual, também como o mesmo título e sobre o qual já falamos na anterior versão do Santa Nostalgia.

O livro apresenta um formato de 150 x 210 mm, com capa dura cartonada e 168 páginas. O manual está repleto de excelentes ilustrações dos artistas Dourado (desenhos a preto-e-branco e do consagrado Eugénio Silva (desenhos coloridos). Dispõe ainda de várias fotografias. A capa reproduz a emblemática Torre dos Clérigos, na cidade do Porto, e na contra-capa a história Torre de Belém, junto ao Tejo, em Lisboa.

Como era regra nesses tempos, este livro é bem estruturado, com excelentes leituras e muito bem ilustrado, que ajudavam a assimilar as lições e a manter o gosto pela respectiva leitura.
É verdade que este livro em particular não me acompanhou no percurso da minha escola primária, mas estou certo que fez parte da companhia de muitos outros alunos e que por isso dele guardam boas recordações. Certamente.

Aqui ficam algumas páginas, que podem ser ampliadas clicando-se nas imagens.

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6/15/2010

Lone Ranger – O cavaleiro solitário – O Mascarilha - Zorro

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Hoje trago à memória o lendário LONE RANGER, em português conhecido como O CAVALEIRO SOLITÁRIO. Também como O Mascarilha e Zorro.

Reza a história do herói Lone Ranger que John Reid fazia parte de um grupo de "Rangers", liderado pelo seu irmão e capitão Dan Reid, que um dia sofreu uma traiçoeira emboscada inimiga da quadrilha de Butch Cavendish.  John, apesar de bastante ferido a ponto de ser dado como morto pelos bandidos, foi o único sobrevivente e mesmo assim graças a um índio que por ali passou, o descobriu e tratou dos seus ferimentos e recuperação. Esse índio era TONTO, presumivelmente da tribo Potawatamie.
Desde essa altura, John Reid decide vingar-se dos seus colegas  e do irmão Dan que fazia parte do grupo atacado e passa a assumir a identidade de Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário.  Para manter a ideia geral de que estava morto, é simulado o seu enterramento, e adopta para disfarce a sua mística máscara negra para os olhos, para assim não ser reconhecido e inicia uma luta justiceira combatendo os seus inimigos e foras-da-lei.

Desde essa altura que o amigo índio, Tonto, também conhecido por Kemo Sabe, com o seu cavalo Scout, passa também a ser o seu inseparável companheiro, pelo que a terminologia de solitário acaba por ser um paradoxo.
Outra das emblemáticas características do Lone Ranger é o seu belo cavalo branco, o Silver, e as balas de prata que usa nas suas duas pistolas. Dizem que essas balas eram fundidas com a abundante prata que extraía numa secreta mina que herdara de um velho amigo. Também o incitamento ao seu cavalo ficou popularizado. Hi-Yo, Silver, awaaaay

A figura de Lone Ranger foi criada em 1933 por George W.Trendle com a ajuda do desenhador Fran Striker, para novelas de uma rádio de Detroi. Este show radiofónico durou até 1954.
A popularidade do herói permitiu a sua transposição com sucesso para diversos formatos como a literatura e televisão, incluindo em 1938 uma série de 15 episódios com o título de “The Lone Ranger” e com os actores Lee Powell a desempenhar a figura do “herói” e o Chief Thundercloud no papel do índio Tonto.

Um dos mais emblemáticos e populares formatos foi a série televisiva produzida pela ABC de 1949 a 1957, num total de 221 episódios, com Lone Ranger a ser interpretado por Clayton Moore (169 episódios) e John Hart (52 episódios) e Tonto por Jay Silverheels (221 episódios). Calyton Moore e Jay Silverheels ainda hoje permanecem como os rostos oficias da dupla de heróis.

Famoso ficou também o tema de abertura com a música de fundo extraída de um clássico do compositor italiano Gioachino Rossini, a abertura da ópera Guilherme Tell, que ainda hoje retrata a ideia geral de um cavalo ou cavalaria a galope.

Para além desta série, sem dúvida a mais emblemática, foram realizados vários filmes e até mesmo uma série de desenhos animados que tenho ideia de ter passado entre nós na RTP.

Um dos suportes mais emblemáticos do Lone Ranger foi sempre a Banda Desenhada, os Comics, onde sempre teve muita tradição, tendo mesmo sido desenhado pelo próprio Fran Striker ainda nos anos 30  e seguido posteriormente por outros desenhadores.

Entre nós, a figura mítica de Lone Ranger, popularizada como O Mascarilha, ficou imortalizada na nossa memória também pela Banda Desenhada, nos anos 70, nomeadamente pela revista mensal MASCARILHA, propriedade de Aguiar & Dias, L.da, com distribuição da Agência Portuguesa de Revistas, como suplemento do Mundo de Aventuras e que durou 116 números, de 1972 a 1983. Parte destas histórias retomavam as publicações de outra anterior edição emblemática com origem no Brasil, denominada de ZORRO, publicada nos anos 60 pela EBAL e distribuída em Portugal pela Bertrand, que teve muita popularidade e que em face do seu nome (mal aplicado) o Lone Ranger acabou por ficar mesmo conhecido por Zorro, gerando uma confusão com o herói de capa e espada (Don Diego de La Vega), criação de Johnston McCulley.

Escusado será dizer que o Lone Ranger inspirou muitas das nossas brincadeiras na infância. Da Banda desenhda, consegui guardar algumas dezenas de exemplares da colecção MASCARILHA e da qual abaixo são reproduzidas algumas capas.

Algumas capas da Banda Desenha MASCARILHA:

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Um dos famosos cartões de cowboys, com o Lone Ranger, interpretado pelo Clayton Moore.

- Links:

- Lone Ranger Fan Club

6/14/2010

Livro de leitura da primeira classe - PDF

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Ao longo do tempo de existência deste nosso espaço, temos recebido inúmeros pedidos de cedência de um ficheiro PDF do saudoso livro de leitura da primeira classe.

Para além da partilha das memórias e recordações aqui no blog, nunca foi nossa intenção partilhar coisas no sentido de cedência de ficheiros ou material físico, para além de uma ou outra situação excepcional, como já aconteceu. De facto, já tivemos o prazer de satisfazer alguns pedidos especiais e bem justificados e também tivemos a sorte de, em contrapartida ser contemplados com algumas ofertas interessantes, que sempre agradecemos. No fundo o bonito valor do "dar mas também receber". É um valor que tem andado esquecido, mas ainda vale.

Por regra não estamos receptivos a partilhar porque não é essa a nossa função, para além de eventuais conflitos com direitos de autor que ainda possam subsistir para certos materiais, pelo que nos casos, raros em que facultamos  o ficheiro, apelamos a uma utilização meramente pessoal e reservada.

Para além do mais, quem tiver realmente interesse nos livros pode andar atento a sítios de vendas online, como no Coisas e no OLX, bem como nomeadamente de alfarrabistas, porque de quando em vez lá aparecem. Nem sempre em bom estado, nem sempre a preços adequados, mas aparecem.

Por conseguinte e em resumo, os interessados podem sempre deixar o pedido, podendo deixar o comentário mas de preferência por contacto email deixando o seu endereço, mas sem qualquer garantia de serem atendidos, pelo menos com resposta imediata. Caso o façam será importante fundamentar o pedido e descrever a sua relação com os livros.

Relativamente ao outro livro da mesma série, o livro de leitura da segunda classe, também já o temos digitalizado. Infelizmente, por motivos vários, e desde logo para facilitar o envio, os ficheiros têm compressão pelo que a qualidade das imagens não é a ideal, mas seguramente servirá os propósitos gerais que é o de rever e matar saudades.

6/13/2010

HandySound Yamaha – O instrumento com jogos!

 

handysound yamaha

 

Quem se recorda deste interessante órgão musical electrónico que fazia furor entre a criançada no início dos anos 80?
Desde logo pela qualidade da Yamaha, não só fabricante de motos mas também de instrumentos musicais. Para além de tudo, para além do teclado e da música, este brinquedo também tinha os tão apetecidos jogos electrónicos. 5 jogos, ainda que musicais. Uma maravilha.
É verdade que em criança nunca tive a felicidade de ter um brinquedo com esta qualidade, mas felizmente, já em adulto adquiri um excelente sintetizador da mesma fabricante, um Yamaha PSR 640, que na altura (vai para 10 anos, custou uma pipa de massa. Ainda está como novo e de vez em quando lá sai música.
Este cartaz publicitário não deixa de evocar o fascínio que esse instrumento brinquedo despertava em quem o lia. Depois, era sonhar ou, com uns papás endinheirados, como aparenta o rapazito do anúncio, com cara de intelectual e filhinho de papá, era pedir e esperar pelo Natal ou pelo aniversário.
Quem sabe se a partir desde HandySound não nasceram bons múiscos. Quem sabe...

É bestial!

6/11/2010

E tudo o vento levou - Gone with the Wind

 e tudo o vento levou

e tudo o vento levou cartaz

Pode parecer mentira, mas só ontem, Domingo, na RTP Memória, tive a oportunidade e paciência de rever de forma completa o clássico filme "E tudo o vento levou", no original "Gone with the Wind". 

 
Em algumas oportunidades, ficaram sempre algumas partes do filme por ver, pois afinal de contas são 3 horas e 42 minutos, dentro da habitual duração de outros grandes clássicos do cinema, como CLEÓPATRA (1963) 4h03; LAWRENCE DA ARÁBIA (1962): 3h42; OS DEZ MANDAMENTOS (1956): 3h40; BEN-HUR (1959): 3h32;SPARTACUS (1960): 3h18. Mesmo assim não vi as cenas iniciais, se bem que já as tinha visto noutras anteriores oportunidades. O facto de hoje ser dia de trabalho não ajudou nada mas lá fui aguentando. 

 
Este filme é de 1939, com os principais papéis interpretados por grandes nomes de então, como Vivien Leigh (Scarlett O'Hara), Clark Gable (Rhett Butler), Olivia de Havilland (Melanie Hamilton Wilkes) e Leslie Howard (Ashley Wilkes).

O filme é por demais conhecido e sobre ele não faltam bons artigos e análises. Para mim é um grande filme e que segue a linha das grandes produções de Hollywood, com muitos figurantes e belos cenários e a clássica bela mulher e as atribulações de um romance à moda antiga.  É claro que pelos padrões actuais o filme pode parecer pouco profundo, ligeiro até, com os temas sociais e históricos da época (guerra civil, escravatura) a serem pouco espremidos, e com os aspectos banais das relações humanas a ocuparem o grosso do tempo, mas tem que se perceber o contexto e a filosofia vigentes na indústria cinematográfica da época em que foi produzido. Afinal o cinema de então, tal como hoje, era sobretudo um espectáculo e entretenimento de massas e não tanto uma coisa dada a grandes reflexões.

Por tudo isso, para além da beleza omnipresente de Vivien Leigh, o filme tem o seu valor e por tudo o que representou, é hoje justamente um dos chamados grandes clássicos do cinema hollywoodesco que sabe bem rever, mesmo que com vários anos de atraso.

Ao conseguir ver o filme na totalidade, ao fim de tantos anos, aprendi também que nunca é tarde para alguns ajustes de contas com coisas que fomos deixando passar, seja um grande filme ou um grande livro.

6/10/2010

10 de Junho – Dia de Camões e de Portugal

 

À passagem do 10 de Junho, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades, trago à memória uma das belas colecções de cromos produzidas e editadas em Portugal. Trata-se da clássica caderneta “Camões”, editada em 1966  pela Agência Portuguesa de Revistas. narrando a biografia dessa imortal figura do nosso Portugal, autor dos Lusíadas.

A caderneta, de formato quase quadrado, 220 x 225 mm, é composta por 124 cromos, estes com as dimensões de 56 x 76 mm, resultantes de belos guaches do fantástico artista Carlos Alberto Santos, profícuo pintor, desenhador e ilustrador que dedicou tantos anos à APR. Os cromos  são legendados na caderneta por José de Oliveira Cosme. Cada página, das 31,  comporta 4 cromos e possui belas ilustrações temáticas, monocromáticas, também de autoria de Carlos Alberto.

Esta caderneta de cromos, a par da “irmã” “História de Portugal” – da mesma editora e do mesmo artista - terá sido porventura uma das mais populares e duradouras, do muito quanto produziu a APR nos anos 60, cujo êxito levou à produção de diversas edições. Sendo uma colecção de muita qualidade, artística e documental, é relativamente fácil de encontrar devido às inúmeras edições que teve.

Pessoalmente, ainda me recordo de comprar algumas carteiras de cromos das edições finais. Nessa altura não cheguei a completar a caderneta (o dinheiro era escasso), mas guardei religiosamente os cromos e mais tarde tive a oportunidade de adquirir a colecção completa e em estado impecável, da qual deixo agora algumas belas imagens.

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