9/15/2010

Santa Eufêmia – Paraíso – Castelo de Paiva

 

Hoje, dia 15 de Setembro, fui comprir uma tradição pessoal já com muitos anos. Fui à romaria de Santa Eufêmia que se realiza anualmente nos dias 14, 15 (dia grande) e 16 de Setembro, na freguesia de S. Pedro do Paraíso, concelho de Castelo de Paiva.
Esta santa, tem muita tradição em Portugal e a ela, sensivelmente por esta data, são dedicadas festas e romarias em algumas das nossas aldeias.
Por cá, das grandes romarias da nossa região e arredores, nomeadamente a Senhora da Saúde, em Carvalhos-Pedroso-Vila Nova de Gaia, S. João no Porto, Senhor da Pedra, em Gulpilhares - Vila Nova de Gaia, a Senhora da Saúde, em Gestoso -Vale de Cambra, S. Cosme, em Gondomar, S. Simão, em Urrô - Penafiel, S. Domingos da Queimada, Raiva - Castelo de Paiva, Senhora das Amoras, em Oliveira do Arda, Castelo de Paiva, Festa das Colheitas, em Arouca e Festa das Fogaceiras, em Santa Maria da Feira e outras mais,  pessoalmente considero que a romaria de Santa Eufêmia na freguesia do Paraíso, em Castelo de Paiva, será aquela que ainda conserva as características quase genuínas herdadas e transmitidas de há muitas décadas, relatadas pelos nossos avós e bisavós. A contribuir para isso, o facto de se situar numa região relativamente interior, ainda muito caracterizada pela agricultura e também pela localização do arraial, que, ao contrário do que é normal, não está no alto de um monte (como S. Domingos da Queimada)  mas sim num baixio encravado entre duas vertentes da serra e desenvolve-se em vários sucalcos ladeados de ruas estreitas.
Por conseguinte, a parnefália de enormes e ruidosos divertimentos, roulottes de vendas e grandes tendas comerciais, desde africanos a chineses, ciganos e marroquinos, que fazem parte da mobília das festas e romarias actuais, ali não têm lugar nem espaço e os vendedores ocupam os lugares desde há várias décadas. Apenas existe uma pequena pista de carrinhos, quase sempre parada e uma ou outra tenda de ciganos a vender roupas, mas no essencial todo o restante negócio está revestido das tais características tradicionais, assumindo plano de destaque a venda de doces, onde a primazia e a excelência recaem nos afamados doces de Serradelo, de fabrico familiar numa vizinha aldeia, próxima do Monte de S. Domingos da Queimada, e também os doces de Entre-Os-Rios, Sardoura e Pedorido, tudo aldeias ribeirinhas do rio Douro. Também marcam presença as tendas de cestaria, frutas, com destaque para uvas e melão de “pele-de-sapo”, enchidos, presunto e fumeiro, artesanato e brinquedos. Também ali já é possível beber o primeiro “vinho-doce” e comer as primeiras castanhas assadas


Apesar de tudo, a tradição e a fama da romaria de Santa Eufêmia assenta na devoção à santa, com pagamento de promessas, na actuação duas bandas de música (este ano com as bandas de Rio Mau - Penafiel e Bairros - Castelo de Paiva, e também nas afamadas barracas de comes-e-bebes onde o enorme bife de carne de vitela da raça arouquesa é rei, mas também a vitela estufada, dobrada ou feijoada. Normalmente são seis ou sete grandes barracas e quase sempre a abarrotar de gente esfaimada. Tanto na véspera como no dia, são milhares os forasteiros que chegam do concelho, Castelo de Paiva, mas também dos municípios vizinhos como Arouca, Santa Maria da Feira, Gondomar, Penafiel e não só.


Noutros tempos, recordo-me de nas imediações do proprio arraial se efectuar a matança de gado e mesmo ali, crucificadas num pinheiro, as rezes eram esquartejadas e cortadas em grandes bifes que depois eram fritos e acompanhados com batata e cebolada bem frita. Hoje em dia já não se mata ali o gado mas mata-se a mesma fome e a qualidade da carne é a de sempre bem como os modos de a preparar e servir. Impressiona, de facto, ver todo o movimento (durante o dia e pela noite fora) à volta das barracas improvisadas e numa luta com os enormes bifes bem regados com o grosso vinho verde da região de Paiva. Os clientes não conhecem idades nem classes sociais e misturam-se na mesma fartura os senhores doutores e engenheiros, vindos das cidades e vilas próximas (já por lá vi governadores civis, presidentes de câmaras e vereadores) com os operários e lavradores. Perante aquele quadro de abundância, seria difícil fazer alguém acreditar que estamos numa época de crise e fustigada pelo desemprego e falta de esperança no futuro.

Vê-se também muita gente e casais de idosos, que cumprem religiosamente votos, promessas e hábitos de décadas e para eles a Santa Eufêmia é um dia tão grande e alegre como um Natal ou Páscoa. Na freguesia é ponto de reunião de famílias que improvisam mesas onde os bifes serão a premissa da amizade fraternal. Os romeiros pagam as promessas, acendem velas e participam na missa e na procissão. Pelos músicos da Banda de Bairros, ouvem uma peçada de música e ficam com olhos enublados pelas emoções e sons da “1812” de Tchaikovsky, que não compreendem mas sentem. De seguida, já com a alma e o coração lavados, estendem uma ampla toalha no chão, à sombra de um carvalho,  oliveira ou plátano, e espalham o farto farnel caseiro, com o a panela do arroz envolto em jornais passados, ainda a fumegar de quente e bom, este sim, de comer e chorar por mais. Na véspera são muitos os peregrinos que em ritmo de fé sobem as encostas do Arda e chegam a pé, ainda por devoção e promessas, percorrendo várias dezenas de quilómetros, vindos de aldeias vizinhas ou bem mais afastadas.


Quanto a Santa Eufêmia, que se diz protectora sobretudo de quem tem males de pele, era descendente de uma família nobre da Calcedónia, cidade próxima de Bizâncio, actual Istambul na Turquia, por preservar na sua fé a Cristo, foi mártir aos 15 anos, em 304 DC, morta por enormes leões numa cena de martírio no tempo das grandes perseguições aos cristãos, pelo imperador romano Diocleciano.
O seu corpo foi recolhido pelos cristãos e depositado numa pequena igreja. Mais tarde, em 620 DC a cidade foi alvo das invasões pelos persas pelo que o corpo da jovem mártir foi deslocado para outro local e guardado numa nova igreja mandada edificar para o efeito pelo imperador Constantino. Posteriormente, já com o imperador Nicéforo, voltaram as ameaças aos cristãos ao seu culto e símbolos pelo que com medo, os devotos de Santa Eufêmia voltaram a fazer nova mudança do corpo para lugar incerto. Depois disso, reza a lenda que a seguir a uma noite de violenta tempestade o sarcófago com a mártir desapareceu e em Julho do ano 800 acabou por dar á costa  do mar Adriático, junto a Rovinj, na Croácia. Os locais abriram o sarcófago e nele observaram o corpo de uma bonita rapariga, vestindo um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho com a inscrição HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE... (este é o corpo de Santa Eufémia, virgem e mártir da Calcedónia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 AD...).
Os habitantes locais tentaram retirar das águas o sarcófago mas apesar dos esforços, a tarefa estranhamente parecia impossível e acabou por ser um rapazinho guiando uma parelha de bezerros quem o retirou facilmente e então foi depositado na igreja local, onde na actualidade na sua bela catedral se venera o corpo intacto da santa e mártir a qual atrai anualmente milhares de peregrinos e turistas.

Deixo alguns registos fotográficos da Santa Eufêmia e da sua romaria, em Paraíso, Castelo de Paiva.

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9/12/2010

O papel-de-lustro

 

O papel-de-lustro, essas follhas delicadas com cores brilhantes e garridas, fazem parte do imaginário do meu tempo de escola primária, nomeadamente na quarta classe onde se realizavam alguns trabalhos manuais, hoje dito manualidades.

No meu tempo, o exame da quarta classe constava de uma componente escrita (durante a manhã) e outra oral (da parte da tarde) e era realizado perante um colectivo de dois ou três professores, numa aldeia próxima, pelo que implicava uma jornada especial para as crianças, que quase sempre estranhavam a mudança de ares e, diga-se de responsabilidades. Nessa altura, também se acrescente, o exame da quarta era uma coisa a sério e não estou a ver que hoje em dia um mísero 9º ano (que agora se atribui às carradas a troco da narrativa de uma experiência de vida) chegue aos calcanhares dos conhecimentos então adquiridos com a 4ª classe da escola primária.


Ora uma das obrigações do exame era apresentar ao júri um determinado trabalho manual e aqui o uso do papel-de-lustro era um material a considerar embora ao nível do exame fosse de esperar algo mais substancial e não apenas recortes, colagens e dobragens (com o clássico vira-vento ou barquinho).


Hoje, por um acaso, ao comprar alguns materias de papelaria, dei de caras com o papel-de-lustro e não deixei de ficar surprendido que ainda se fabrique (pela Ambar) e use. Os tempos conduzem à utilização de ferramentas electrónicas nas escolas pelo que não deixa de ser quase anacrónico que o papel-de-lustro sobreviva, embora certamente com menos importância, digo eu. Julgo que se usa sobretudo ao nível da Pré-Primária.

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- Papel recortado sob papel de lustro

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- Trabalho com papel de lustro recortado

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- O meu papel de lustro, ainda fresco

 

- Tópico relacionado (ou não):

Rendas de papel

9/11/2010

Protex – Cuida dos seus pés

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Cartaz publicitário do início dos anos 80 ao PROTEX. Este produto, habitualmente vendido em creme ou spray, anda há décadas a tratar dos pés de muita boa gente. A ter em conta a publicidade, o produto elimina os cheiros desagradáveis e mantém os pés frescos durante todo o dia.
Em rigor desconheço a sua eficácia pois nunca o usei embora já o visse por casa. Prefiro um simples e ordinário sabão de barra.

Das poucas informações colhidas sobre a marca e o produto, parece ser produzido pela PANGITER - COSMÉTICO-FARMACÊUTICA, LDA, mas desconheço se é sua propriedade ou se o fabrica sob licença.
Este produto ainda se comercializa, porque os pés, esses coitados que fazem o favor de nos aguentar o corpo, embora já não tanto como nos antigamentes, serão sempre susceptíveis de maus cheiros, comummente chamados de chulé (xulé).

Dizia que hoje os pés já não aguentam tanto o nosso corpo pois temos uma vida mais sedentária, passando muito tempo sentados, tanto no emprego, como em casa, e sobretudo nos transportes. Quase não damos um passo para nada e usamos o automóvel mesmo para a mais insignificante deslocação. Hoje já quase ninguém caminha por necessidade ou obrigação. É verdade que actualmente  anda muita gente a dar às pernas mas principalmente porque se tem valorizado os benefícios de uma boa caminhada diária para a saúde. Por moda ou por recomendação médica, na minha aldeia e vizinhas vejo magotes de pessoas, de todas as idades, a caminharem ao fim da tarde, no que aproveitam para “dar ao serrote” e pôr a conversa em dia. Creio que a tendência é geral.

Recuando uns bons anitos, recordo-me que a criançada do meu tempo frequentemente andava descalça e as plantas dos pés endurecidas e calejadas não escolhiam nem temiam caminho, desde o mais macio ao mais agreste. Recuando mais, ao tempo de minha mãe, que ainda cá está para o contar, quando criança, o andar descalço era mesmo regra, em casa, no trabalho no campo e na escola. Qualquer coisa parecida com chinelas, sandálias ou botas era um luxo destinado a cerimónias e reservado apenas aos domingos e dias-santos-de-guarda. Umas botas ou sapatos de cabedal eram luxo de gente rica e que se estimavam como se fosse ouro. São frequentes os relatos de gente que nos seus percursos levavam as botas penduradas ao ombro sendo só calçadas quando chegados ao destino.

Os mais pobres e engenhosos, faziam eles próprios umas espécie de socas, com uma sola em madeira e tira em tecido grosso ou cabedal grosseiro, a que chamavam de alpercatas. Os lavradores, para situações mais exigentes, nomeadamente no Inverno e tempo de geada, na ida à igreja ou em qualquer saída para tratar de algum assunto ou negócio, usavam umas chancas, uma espécie de bota grosseira com sola em madeira, à qual pregavam tachas metálicas para aumentar a resistência, e envolvente do pé em cabedal grosseiro endurecido, ou ainda de forma mais simples uns socos ou tamancos, mais ou menos do mesmo género mas de uso mais diário.

Nesses tempos, à falta dos meios de transporte e de boas estradas, as deslocações eram realizadas por fracos caminhos, penosos sobretudo no Inverno. Então, os percursos dos operários para algumas fábricas da zona de S. João da Madeira, eram feitos diariamente a pé, na ida e na volta, contabilizando-se 30 km, fosse dia ou noite, Verão ou Inverno.

Aqui há uns anos, creio que em 1993, falei com uma velhinha da aldeia, a saudosa Ti´Ana Alves, então com 90 anos, que me relatou que diariamente, depois de recolher o leite pela porta de alguns lavradores da aldeia, fazia um percurso de 15 km, levando à cabeça uma bilha com 30 litros, ganhando um tostão por litro, que por vezes era todo prejuízo quando nas pedras do caminho que serpenteava o monte se desequilibrava. A mesma pessoa, durante muitos anos, uma vez por semana fazia um percurso de quase 60 km (ida e volta) a Silva Escura - Sever do Vouga, levando à cabeça um recipiente com natas de leite para o fabrico de manteiga, igualmente por rigorosos caminhos, carreiros e atalhos.

Como se vê, um simples produto de disfarçar o desagradável cheiro de uns pés cansados, dá muito que contar.

9/10/2010

Lápis Viarco – O primeiro dia de aulas

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Há dias trouxe aqui à memória os lápis-de-cor Viarco. Hoje, complementarmente, volto à carga porque, precisamente neste dia, recomeçaram as aulas para o meu filho mais novo, que irá frequentar o 8º ano. Depois de umas longas férias, de pura malandrice e ociosidade, foi naturalmente nervoso, mal-disposto, enfim, stressado, menos corajoso de que o último forcado a enfrentar o touro na arena,  levantando-se da cama já no limite do atrasado, quase quase a perder o autocarro.


Vejo nesta situação e disposição, face à escola e ao começo das aulas, a imagem típica do nosso actual sistema de educação e por conseguinte dos estabelecimentos escolares e todo o sistema: Pouco ou nada apetecível e aliciante: Professores pouco professores, desconsiderados e desautorizados na arte de formar, educar e disciplinar, alunos de um modo geral pouco ou nada interessados, quase sempre stressados, encarando as suas vidas como as mais infelizes do mundo apesar de tudo ser a seu favor. Sabem que não precisam de se dedicar nem saber muito para passar e fazerem parte das estatísticas do tão querido "sucesso escolar"; Um reles “satisfaz menos”, sobrevalorizado, é quanto-baste. Não precisam de ser obedientes ou disciplinados, porque também a isso ninguém os obriga e por conseguinte, usando o tal pensamento polémico de Saramago, num outro contexto, quase que diria que "hoje em dia a escola é um bom exemplo de maus costumes” e formadora de uma sociedade rasca e à rasca. Mas pronto, esta é uma realidade dos nossos dias, aquela que a sociedade ajudou a estabelecer e é com ela que temos que lidar. Apesar disso, há quem veja essa realidade com optimismo e com cores bem coloridas. Ao menos isso.


Quanto aos lápis-de-cor Viarco, cujas cores não servem para pintar esta realidade da vida, até porque não tem a cor cinzenta, remetem-me para um outro tempo, para os meus primeiros dias de aula, naqueles em que “alegres como cucos em ninho alheio” recebíamos os livros, os cadernos, a sebenta e o material escolar, como os lápis, de grafite e de cor, a borracha, a lousa, as folhas de mata-borrão, etc. No reavivar desta memória, ontem voltei a abrir as minhas caixas de lápis-de-cor da Viarco, das pequenas, de 6 cores, que desde então guardo religiosamente. São quatro caixinhas, todas com motivos diferentes, e que, em segunda dose para além de uma caixa recebida na escola, o meu saudoso padrinho me ofereceu por ocasião do meu aniversário, creio que pelos 7 anitos. O cheiro, o aroma a lápis ainda lá estão como se a minha meninice tivesse sido ontem.

Foi bom recordar e abaixo partilho as mesmas.

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Lápis Viarco

9/09/2010

Malhas Ameal – Moda jovem para a sua idade

 

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Já aqui falámos nas malhas Ameal. Hoje voltamos a trazer à memória um outro cartaz publicitário desta marca, igualmente publicado em 1973.

É verdade que nesse data ainda faltava quase um ano para se dar a revolução do 25 de Abril de 1974, que veio escancarar as portas à liberdade, mesmo nos excessos que paralelamente conduziram à libertinagem, uma espécie de liberdade na sua interpretação e fruição extremas, mas mesmo assim já se respirava alguma ousadia ao nível da publicidade, como se verifica por este cartaz, numa espécie de prenúncio da futura Primavera que viria abafar a prometida marcelista.

9/08/2010

Modess – Johnson & Johnson

 

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Cartaz publicitário de meados dos anos 60 ao produto de higiene íntima feminina, MODESS, da Johnson & Johnson.

O Modess, um penso ou absorvente higiénico exterior, foi lançado em 1927, por isso já com uma longa história, mas desconheço a notoriedade actual deste artigo em particular, face a outras marcas importantes e populares no nosso mercado, como a EVAX-

 

James Wood Johnson, um dos três irmãos que fundaram a empresa Johnson & Johnson no longínquo ano 1886. De lá para cá a Johnson & Johnson, orginária da cidade de  New Brunswick, estado de New Jersey, Estados Unidos, tornou-se numa grande empresa, um nome de prestígio em todo o mundo onde está sediada em cerca de seis dezenas de países e emprega quase 120000 pessoas. A sua grande estrutura divide-se em quatro sectores dedicados aos produtos farmacêuticos, médico-hospitalares, OTC-Nutracêuticos e e de Consumo. Os seus produtos e marcas são comercializados em cerca de 180 países e são sinónimo de qualidade. Marcas como Careffre, Band-Aid, Cotonetes, Johnson´s Baby, Listerine, Neutrogena, Nicoderm, Resprin e Roc são apenas alguns exemplos de uma extensa lista de produtos de qualidade, muitos dos quais líderes nos respectivos segmentos comerciais.

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- Shamppo e loção Johnson´s Baby, um dos produtos mais populares, usado para bébes e para adultos. Um produto e marca de sucesso da Johnson & Johnson.

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