5/10/2011

Joaquim Agostinho – O homem e o ciclista

 

Passam hoje 27 anos (10 de Maio de 1984) sobre o trágico e prematuro desaparecimento de Joaquim Agostinho, uma das grandes figuras do desporto e do ciclismo português. Não resistiu aos ferimentos decorrentes de uma queda em plena etapa da Volta ao Algarve.

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Pelas suas qualidades desportivas e humanas, Joaquim Agostinho será sempre uma das míticas figuras do nosso imaginário real, sobretudo relacionada à década de 70 onde demonstrou toda a sua classe, tanto em Portugal como em Espanha e França.
Deixamos aqui algumas imagens extraídas da revista "Ídolos", edição Nº 17 de 15 de Julho de 1977, dedicada a este grande desportista cuja memória perdurará para sempre.

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5/05/2011

Revista TV Guia

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Em 19 de Agosto de 2008 tivemos oportunidade de recordar aqui uma das emblemáticas revistas dedicadas à programação TV, a Tele Semana, que reinou na década de 70. Quando terminou, por volta de 1979, sucedeu-lhe uma revista similar, a TV Guia, propriedade da RTP e RTC, com um maior formato, com mais cor e um grafismo bem mais apelativo. Tal como a Tele Semana, para além da divulgação da programação televisiva, na altura exclusiva da RTP, abordava assuntos relacionados com o meio da própria televisão, rádio, artes e espectáculos.

A TV GUia, com um percurso de altos e baixos, chegou aos nossos dias, pelo que ainda é publicada. Mantém a temática da programação televisiva mas, reduzida no formato, alargou-se nos assuntos e é considerada uma revista mais generalista. A sua actual tiragem é referida como sendo de 70.000 exemplares, número abaixo do volume obtido nos tempos áureos.

Actualmente a revista TV Guia pertence ao grupo Cofina, proprietária de outras publicações, incluindo o jornal diário "Correio da Manhã", tendo sido adquirida à RTP em 2002,
O exemplar aqui retratado, o Nº 5, datado de 16 de Março de 1979, com uma periodicidade semanal, apresenta um formato sensivelmente A4, com 34 páginas. Custava 15$00.
O director na altura, era o Nuno Vasco. A tiragem era de 60.000 exemplares.

Durante muitos anos a TV Guia tornou-se a principal referência de quem acompanhava a programação da televisão portuguesa e por isso, e pela sua longevidade, é sem dúvida uma das marcas que já faz parte do nosso imaginário, sobretudo dos anos 80.

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4/28/2011

Conta-me como foi – O final













Terminou nesta segunda-feira, dia 25 de Abril, a série de televisão "Conta-me Como Foi", exibida na RTP.
A série teve um início prometedor, tornando-se numa fiel evocação de um período ocorrido entre meados dos anos 60 e 70 (25 de Abril de 1974).
Aos poucos, a par de alguma inconsistência nos horários e ritmos de exibição, a série foi perdendo gás e terminou quase esvaziada.
Em rigor, com excepção dos primeiros episódios, onde de facto se conseguiu transmitir de forma excelente o espírito desses tempos, toda a restante série tornou-se num caldo morno de situações inconsistentes e inconsequentes, de forma muito ligeira e rebuscada.

É certo que a série teve o seu valor, foi bem acolhida na generalidade, a ponto de haver movimentos a pedir o regresso, mas, e esta é apenas a nossa modesta opinião, deixou muito a desejar. Certamente que o objectivo era mesmo esse, ser um registo ligeiro, sem grandes rigores de argumento, um mero entretenimento.
Por outro lado, “Conta-me Como Foi” não deixou de cair na tentação de uso e abuso de alguns clichês e lugares comuns, pelo que a visão e a perspectiva dessa época, nos seus diversos aspectos, foi sempre num sentido muito confinando, quase parcial, logo pouco abrangente. 
 
Finalmente, sendo retratada uma família da classe média e um bairro na periferia da capital, o retrato ficou incompleto. A realidade noutros cenários era totalmente diferente. Teria sido importante que a série, um pouco como as novelas, abarcasse em simultâneo ou em paralelo, outros cenários, como o da cidade e da aldeia, focando tanto a classe média, como a classe alta e as classes mais pobres. Foram esboçados uns ligeiros traços dessa ideia , nomeadamente quando a Margarida regressou à terra natal, mas algo deturpados e demasiado confinados.
Mas, convenhamos, aspirar a tanto, seria demasiado pano para as curtas mangas da nossa televisão.
Apesar de tudo, o saldo é positivo, desde logo porque é uma produção nacional e sempre com o excelente desempenho de actores como o Miguel Guilhereme (António) e Rita Blanco (Margarida) e mesmo de Catarina Avelar (D. Hermínia).

4/25/2011

25 de Abril de 1974 – Reaprender a Liberdade


 

25 de abril 1974 dia da iberdade

Trinta e sete anos depois da data da revolução de 25 de Abril de 1974, continuamos na mesma pequenez e dependência de políticos e governantes incapazes. Os valores de Abril continuam a ser evocados como banalidades de ocasião, como balões e confetis numa qualquer festa de aniversário, mas no essencial, aparte um progresso que se obteve mas que nos endividou, porque alicerçado sempre acima das nossas reais possibilidades, porque temos casa, carro, televisão e sofás que somos incapazes de pagar ao Banco, continuamos numa ditadura da incerteza do futuro imediato, numa ditadura da insegurança, numa ditadura do desemprego, num faz de conta que vivemos à grande e à francesa com o dinheiro dos outros.

É certo que agora podemos pensar, exprimir e reclamar, no que se chama de exercício da Liberdade, mas, verdade se diga, já de pouco nos serve, porque são moucos os ouvidos daqueles que nos deviam escutar.

Como agravante de tudo, se noutros tempos éramos quase todos inocentes e vítimas do controlo e prepotência de um Governo que se perpetuava, agora somos co-autores de tudo quanto está a acontecer, pelo que não nos podemos demitir das nossas (ir)responsabilidades porque entramos nesta comédia de gente gastadora, com ares de bem de vida e porque legitimamos quem sucessivamente nos tem desgovernado.

Agora é aguentar e aproveitar a lição para se reaprender o sentido da Liberdade, que muitos ainda teimam em confundir com libertinagem, como se a Liberdade seja apenas o lado brilhante e visível da Lua, ignorando-se que o outro lado, embora oculto, representa a disciplina, os deveres e obrigações, afinal o justo equilíbrio.

4/22/2011

Sexta-Feira Santa

 

sexta-feira santa

 

- Ilustração de Tony Wolf, do livro “La Bibbia e la vita di Gesù raccontata ai più piccoli” – Dami Editore, Milano

(clicar para ampliar)

4/19/2011

Hoje como há 40 anos


O assunto do pedido de ajuda económica à Europa é tema que tem dominado a actualidade. Escusado será repetir aqui os contornos e as consequências, os quês e os porquês.
Todavia, tendo em conta a capa da revista "Gaiola Aberta", de 15 de Outubro de 1975, publicada pouco mais de um ano depois da revolução do 25 de Abril de 1974, não deixa de ser irónico que, decorridos quase quarenta anos após uma revolução que entre outros predicados pretendia acabar com o atraso do desenvolvimento relativamente aos demais países ocidentais, Portugal chega a esta ante-câmara da falência, após um percurso em que sempre gastou mais do que devia e podia, em que viveu sempre acima das reais possibilidades.

Ontem, há 40 anos, como hoje, Portugal continua na cauda da corrida e a precisar constantemente das tetas generosas da velha Europa, mas com a agravante de que, mal habituados a um bem-estar suportado por dinheiro que nunca tivemos, desde o Estado às famílias, as dificuldades e os sacrifícios são bem maiores do que aqueles que passamos no final dos anos 70 e princípios de 80. Então as famílias não estavam endividadas como agora nem o consumo e a sua dependência tinham os níveis actuais. A uma geração à rasca mas com um alto consumo de tecnologias, internet, televisão por cabo, automóvel, etc, e que mesmo em plena crise ainda teima em viver acima das possibilidades, os cortes e os sacrifícios que aí vêem vão causar verdadeiros estragos.
Nunca tanto como agora Portugal foi uma autêntica gaiola aberta, só que agora os passarões são em maior número e quando vemos estampados os indecorosos altos ordenados e reformas que auferem nas e das empresas públicas, ficamos a perceber um pouco dos motivos que nos trouxeram até aqui, até a este estado de pedintes.

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- Sobre José Vilhena e a “Gaiola Aberta”

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