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25 de Abril de 1974 – Reaprender a Liberdade


 

25 de abril 1974 dia da iberdade

Trinta e sete anos depois da data da revolução de 25 de Abril de 1974, continuamos na mesma pequenez e dependência de políticos e governantes incapazes. Os valores de Abril continuam a ser evocados como banalidades de ocasião, como balões e confetis numa qualquer festa de aniversário, mas no essencial, aparte um progresso que se obteve mas que nos endividou, porque alicerçado sempre acima das nossas reais possibilidades, porque temos casa, carro, televisão e sofás que somos incapazes de pagar ao Banco, continuamos numa ditadura da incerteza do futuro imediato, numa ditadura da insegurança, numa ditadura do desemprego, num faz de conta que vivemos à grande e à francesa com o dinheiro dos outros.

É certo que agora podemos pensar, exprimir e reclamar, no que se chama de exercício da Liberdade, mas, verdade se diga, já de pouco nos serve, porque são moucos os ouvidos daqueles que nos deviam escutar.

Como agravante de tudo, se noutros tempos éramos quase todos inocentes e vítimas do controlo e prepotência de um Governo que se perpetuava, agora somos co-autores de tudo quanto está a acontecer, pelo que não nos podemos demitir das nossas (ir)responsabilidades porque entramos nesta comédia de gente gastadora, com ares de bem de vida e porque legitimamos quem sucessivamente nos tem desgovernado.

Agora é aguentar e aproveitar a lição para se reaprender o sentido da Liberdade, que muitos ainda teimam em confundir com libertinagem, como se a Liberdade seja apenas o lado brilhante e visível da Lua, ignorando-se que o outro lado, embora oculto, representa a disciplina, os deveres e obrigações, afinal o justo equilíbrio.

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