10/25/2011
Vamos jogar no Totobola
10/23/2011
Ontem fui à bola
Ontem fui ao futebol. Com uns amigos, como não podia deixar de ser.
Fomos a Aveiro assistir ao Beira-Mar - Benfica, a contar para mais uma jornada do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, que por acaso agora até tem um nome esquisito, tipo qualquer coisa como Super Liga Zon Sagres. Adiante, pois bem sabemos que estas coisas hoje em dia andam ao ritmo do dinheiro e a competição maior do nosso futebol terá sempre o nome de quem mais pagar, seja de canais de televisão, marcas de cerveja, de papel higiénico, pasta de dentes ou pastilhas para a azia, o que, diga-se, até viria a propósito pois muito do que vamos vendo no nosso futebol, no propriamente dito e no que à volta dele se diz ou faz, só nos desperta a vontade de ir à casa de banho, sujar a boca de asneirada e encher o estómago com tanta acidez.
Seja como for, fui à bola, o que é raro. Todavia, não pude deixar de evocar as diferenças de uma ida ao futebol noutros tempos, quando em vez de roulotes a despachar cachorros, bifanas e coca-colas era o bar do clube a fornecer de couratos e copos de tinto o apetite e sede da malta. Não havia seguranças nem stewards mas meia-dúzia de ge-ene-erres a fazerem a companhia aos bandeirinhas como que a partilhar os mesmos impropérios e palavrões.
Não havia torniquetes nem revistas nem lugares marcados por portas, sectores e cadeiras. Não era necessário estar no estádio antes duas horas e a malta chegava mesmo em cima da apitadela inicial.
Nesses tempos os jogadores quase pagavam para jogar e tinham mesmo amor àquela camisola grossa e suada que vestiam e ao clube que representavam. Naquele tempo os jogadores eram mesmo homens; raçudos, de bigodaças e cabeleiras revoltas. Hoje têm todos caras de meninos, vaidosos, empertigados, no geral bem pagos e tratados como príncipes.
É claro que o futebol, há muito que mudou. Continua a despertar entusiasmo e a mover multidões, é certo, mas se calhar de forma mais irracional, ainda com paixão mas com menos amor; Ora bem sabemos que as paixões normalmente são cegas e mancas.
Por outro lado, não deixa de ser questão para reflectir como é que um clube sobrevive à paixão dos adeptos quando, veja-se o Benfica, dos 14 que jogaram no relvado de Aveiro apenas por lá andou um rapazito mesmo português, o Rúben Amorim, e isto porque o uruguaio do Maxi está a contas com uma lesão. Dá que pensar ou nem por isso, já que este mal de estrangeirismo é quase global? Pois é mesmo.
Por tudo isto, deixem-me que lhes diga, tenho verdadeira saudade da ida à bola à moda de outros tempos.
Outra coisita: Só mesmo o Benfica e a sua imensa massa adepta para tirar as teias de aranha das cadeiras deste elefante branco às cores do Estádio Municipal de Aveiro, como outros, edificado em plena bebedeira do Euro 2004.
10/17/2011
Pelos caminhos do Montemuro
A primeira paragem foi no centro de Cinfães, berço do explorador Serpa Pinto, cujo busto domina o belo jardim com o seu nome, ao lado da igreja matriz.
Depois do pequeno almoço e um arejar no jardim, retomamos o passeio a caminho da Gralheira onde, com hora marcada, nos esperava um emblemático "cozido-à-portuguesa", esmerado e delicioso ou não fosse, a par da paisagem e os coelhos para os demasiados caçadores, o principal chamariz a esta aldeia de granito, em pleno Montemuro.
Paradoxalmente, neste terra de fortes sabores, a vitela arouquesa, cabrito e borrêgo, é apresentada como segunda especialidade a italiana "pizza". Ao que parece, como opção à mesa para os mais miúdos pouco dados aos substanciais comeres dos pais e avós.
Terminado o almoço, rumou-se a Resende, com um ligeiro desvio à curiosa Panchorra, onde a via e ponte romana sobre o rio Cabrum (minguado de águas) merecem destaque.
Já no alto do Montemuro, o soberbo miradouro no santuário de S. Cristóvao. Depois, a descida com passagem e paragem em S.ta Maria de Cárquere, um granítico monumento com elementos românicos e góticos, ligado historicamente às figuras de D. Afonso Henriques e Egas Moniz.
Belo, fotogénico, com as cores da História e do tempo, mas simultaneamente sujo e confundido com elementos urbanos numa espécie de anarquia visual que nos questiona sobre a qualidade da gestão destes espaços que deveriam estar melhor protegidos de certas misturas.
De Resende, terra de famosas cerejas e “cavacas”, um saltinho a Frende (Baião), já no lado norte do Douro, com um olhar rápido à capelinha de S. João e às enigmáticas sepulturas talhadas nos afloramentos rochosos.
Já com a tarde a declinar, voltamos para a margem sul e iniciamos o regresso, ainda com tempo para uma breve paragem na esplanada (cheia de gente) junto ao Douro em Caldas de Aregos.
Porque havia muita e sinuosa estrada (EN 222) pela frente, regressamos a casa com o disco alaranjado do sol a fazer companhia, esborratando de cor a limpidez do Douro em cada uma das suas muitas curvas.
10/06/2011
Majora – Colecções Princesinha e Varinha Mágica
“No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente as mais luxuosas, como as séries Ouro e Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo, Pinto Calçudo, etç,.”
Colecção Formiguinha – Editorial Majora
Coração Pequenino (Contos para crianças)
História da Fátima contada aos pequeninos
Catecismos da Primeira Comunhão
10/04/2011
Desodorizante 8x4 – Aumenta a sua chance
Cartaz publicitário do final dos anos 60 ao desodorizante 8x4.
- Tópicos relacionados:
Publicidade nostálgica - Desodorizante 8x4
Desodorizante 8x4
9/29/2011
DRALON, pois claro…
Como não há duas sem três, e se calhar quatro sem cinco, aqui fica a memória de mais um cartaz publicitário às fibras sintéticas DRALON, da Bayer que nos anos 60 fazim sucesso no vestuário.
- Anteriores tópicos sobre a marca:
Dralon – Fibra acrílica da Bayer
Novamente o Dralon da Bayer
Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer
9/26/2011
Tex Willer - Sérgio Bonelli – O adeus
A Banda Desenhada é aqui frequentemente uma das fontes das nossas memórias nostálgicas. São muitos os heróis que moldaram a nossa forma de ver e viver o mundo infanto-juvenil, sobretudo nas brincadeiras, e quase sempre essa paixão e fascínio acompanha-nos já em adultos.
Um desses heróis, embora ainda não tendo tido aqui o destaque que merece, é o Tex Willer, ou simplesmente Tex. O seu universo é o do far-west ou western americano, o mundo dos índios e cowboys, mas a sua origem é italiana. Tex foi criado em 1948 pela dupla Giovanni Luigi Bonelli, argumentos, e Aurelio Gallepini, desenho. Ao longo de mais de cinquenta anos, o herói foi ganhando consistência tornando-se num caso de longevidade e sucesso, tanto na Itália como no Brasil e mesmo em Portugal onde tem alguns dos melhores coleccionadores e fás mundiais.
Por tudo isso, o Tex, no seu papel de "Ranger do Texas", e suas aventuras, quase sempre vividas pelos seus amigos "pards", Kit Karson e o índio Jack Tigre, faz parte das minhas memórias do passado mas igualmente do presente. Não surpreende assim que, mesmo não sendo coleccionador, eu tenha centenas de revistas nas suas diferentes edições e sempre que surge a oportunidade, acrescento mais uns números.
Certamente que voltaremos a este herói em particular, mas para já, e daqui a evocação, faleceu hoje o Sérgio Bonelli, filho do criador do herói e continuador da sua obra. Foi em Milão onde estava hospitalizado. Tinha 79 anos.
Sobre o assunto, nada melhor que visitar um dos excelentes espaços ( Tex Willer Blog) sobre tudo o que se relaciona com Tex e a editora Bonelli.
Kolinos - Pasta dentífrica
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