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6/01/2018

Duplas humorísticas da nossa televisão

Na história dos programas de entretenimento e humor da televisão portuguesa, sobretudo até meados dos anos 80, foram surgindo parelhas de actores humorísticos que ficaram célebres pelas personagens e rábulas que interpretavam, ficando assim na memória colectiva dos portugueses pela popularidade que alcançaram.
 
Desde logo, em 1975, a dupla "Senhor Feliz e Senhor Contente", interpretada por Nicolau Breyner e Herman José, este no início da sua carreira televisiva. A rábula era presença semanal no popular programa "Nicolau no País das Maravilhas".
 
Uns anos mais tarde, mais concretamente em 1978, dentro do mesmo contexto de sátira social e política ao Portugal de então, teve êxito a parelha de vagabundos maltrapilhos "Olho Vivo e Zé de Olhão", soberbamente interpretada por Herman José e Joel Branco, que no programa "A Feira" deliciavam os telespectadores.
 
Já nos anos 80, logo em 1981 no programa "Sabadabadu",, tornou-se famosa a dupla de borrachões "Agostinho e Agostinha" interpretada pelos populares Camilo de Oliveira e Ivone Silva, novamente num registo de sátira política e social.
Estas três duplas foram de facto as mais populares e marcantes mas outras mais, quase sempre no mesmo registo, foram passando pela nossa televisão, sobretudo pela RTP.



10/06/2016

A Sebenta do Tempo - Mário Augusto


Noticia fresquinha em antestreia... terminei um livro que vai divertir a malta. Partilhem se assim entenderem. Eu agradeço.
Memorizem esta capa de livro porque em Novembro, logo na primeira semana, quando chegar ás as livrarias, ele será para a malta que cresceu nos anos 60, 70 e 80 como que um divertido elixir da memória. Andei meses a pesquisar, a perguntar a amigos da minha geração, desempoeirar as recordações. Nem vos conto o prazer que deu....
A SEBENTA DO TEMPO é para os que viram “Os Pequenos Vagabundos” e desejava, ao crescer, ser como o Jean-Loup…
Os que na escola, sabiam toda a lengalenga dos caminhos-de-ferro de Angola ou por onde passava o rio Zambeze em Moçambique – com a mesma certeza e convicção com que aprendiam que o Mondego nascia na Serra da Estrela – e era tudo dito naquele sincopado musical com que cantarolávamos a tabuada, de cor e salteado…
Para quem levou umas reguadas da professora ou chorou com a Heidi na televisão...
Ou para os que se lembram que beijou ou foi beijado(a), agarradinho(a), ao som do “Hotel Califórnia” dos Eagles ou do “We’re all alone” da Rita Coolidge...
Talvez encontre utilidade nesta “Sebenta do Tempo –manual da memória para esquecidos”. Porque há um tempo na vida que nunca se pode deixar de evocar. E de recordar.
Alguém me explica por que será que, quando tínhamos 15 anos, o verão parecia mais azul? Os nossos verões eram mesmo mais azuis e quentes, as férias grandes eram mesmo grandes, até outubro, já depois da chegada do Outono.
O mundo da nossa infância era gigante e a nossa rua interminável para as brincadeiras.
Os heróis da BD custavam vinte e cinco tostões em desenhos a preto e branco.
A simplesmente Maria arrasava corações.
As laranjadas faziam piquinhos refrescantes na boca.
Os beijos dados na adolescência jamais foram repetidos com sabor a chiclete.
Como sempre aconteceu com todas as gerações, acelerávamos os dias a pensar na idade adulta e hoje travamos o tempo a recordar os nossos melhores anos.
Até ao lançamento deste livro de doces recordações de uma geração que ainda se lembra onde estava no 25 de abril...(talvez na escola ou a jogar á bola!), eu vou desvendado bocadinhos do seu conteúdo que vai apanhar distraída a memória de muita gente. Peço-lhes que partilhem a informação, vou dando pormenores de lançamento e aceito sugestões para essas sessões de lançamento.

Obrigado Mário Augusto

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O Blogue Santa Nostalgia fica obviamente satisfeito com esta notícia, expressa pelo conhecido jornalista da RTP, Mário Augusto, na sua página no Facebook. Desde logo porque neste livro são trazidas à memória muitas das recordações que ao longo de 10 anos temos aqui publicado. Neste sentido, o Santa Nostalgia é também uma sebenta do tempo, não em papel mas online.
Para além disso, foi com humildade e satisfação que a pedido do Mário Augusto fomos colaborando neste seu projecto, avivando uma ou outra memória ou facultando esta ou aquela imagem ou fotografia. Para nós foi um privilégio. Esperemos que esta Sebenta do Tempo seja um sucesso. Certamente que será porque tem todos os ingredientes para isso, desde logo a qualidade do autor.

12/06/2013

Paulo e Virgínia – Série TV

 paul et virginie

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Paulo e Virgínia", do original francês "Paul et Virginie", dirigido por Pierre Gaspard Huit (o mesmo realizador de outra fantástica série, “Os Pequenos Vagabundos”)  com base no famoso romance de Bernardin de Saint Pierre, publicado em 1788. Tal como o romance, a série reporta-se ao séc. XVII.

A série é composta por 13 episódios de 26 minutos cada, cuja primeira exibição ocorreu em Dezembro de 1974 nos canais da ORTF e FR3. Em Portugal, na RTP do “preto-e-branco” passou no Verão de 1976. Não tenho ainda referência da data de início mas estava a ser exibida em Julho e Agosto desse ano, segundas-feiras às 19:00 horas. Presumo que terá começado em Junho.

Paulo e Virgínia são dois adolescentes que nasceram na Ilha de França, actual ilha Maurícia,
Paulo é filho de Margarite, uma mulher que depois de abusada e ultrajada por um cavalheiro francês, vê-se obrigada a deixar a França e os preconceitos da sociedade da época, partindo com a sua vergonha para a Ilha de França. Virgínia é filha de Madame de La Tour, que após a morte do marido por doença, se vê abandonada com a filha de tenra idade nos braços.

Ambas as mulheres,  vivem as suas vidas e os seus dramas enquanto que seus filhos vão crescendo juntos, como irmãos, num mundo de beleza e exotismo. Dessa amizade fraternal e infantil, com a adolescência e com a descoberta de novas realidades, esses sentimentos puros evoluem para um forte amor e paixão, numa primeira fase quase que reprimido ou repudiado.  Infelizmente, esse puro amor, por intervenção dos adultos, terminou em tragédia e a série, apesar da sua beleza, deixa-nos esse amargo de boca como um destino mal resolvido, bem ao contrário do habitual “happy end”.

Casting:
Pierre-François Pistorio - Paul
Véronique Jannot - Virginie de la Tour
Michèle Grellier - Sophie de la Tour
Bachir Touré - Dominique
Georges Marchal - Le gouverneur
Maurice Teynac - Le philoosophe
Sarah Sanders - Marguerite
Claude Titre - Brizac
Christian Alers - Le baron
René Antelme - Le Capitaine du Saint-Gerand
Marcelle Arnold - La dame de compagnie
Jacques Buron - Monsieur de la Tour

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7/11/2010

Velhos caminhos

 

Ontem, Sábado, já ao declinar da longa tarde mas ainda com o sol teimoso na descida, fui dar uma caminhada por velhos lugares e sítios percorridos em criança. Nessa altura, eram um palco misto de brincadeira e trabalho. Nas canseiras das lides do campo, ajudando os pais, havia sempre tarefas a cumprir, desde o tempo da preparação das leiras para receber as sementeiras até às colheitas, já por meados de Outubro, passando pelas mondas e regas, não faltavam motivos de cuidados e mil canseiras. A plantação da batata, do milho, feijão, centeio, aveia, até às podas e vindimas, ou mesmo no cuidado e guarda de algumas cabeças de gado, era sempre um pão-nosso-de-cada-dia, trabalhado, suado mas abençoado. Mas é claro que havia também tempo e lugar às brincadeiras, vestidas de aventuras de índios e cow-boys, Robin dos Bosques, Tarzan ou Pequenos Vagabundos.

Passados todos estes anos, quase tudo mudou: Essas generosas leiras, de onde se arrancava parte da subsistência diária, estão agora transformadas em extensões de pinhais bravios onde apesar da beleza das amoras silvestres, que já começam a engordar e a pintar, os silvados são reis e senhores. Os carreiros, ainda vincados de outros tempos, são mais estreitos e submersos pela vegetação que cresce a seu belo prazer. Os regos sinuosos por onde passavam ligeiras as águas cantantes a caminho das regas, como veias caudalosas levando vida aos grossos e verdes milheirais, estão quase impraticáveis porque já ninguém os usa. As represas, esses regaços límpidos de águas de nascentes e minas, são uma pálida imagem de outros tempos e outras necessidades mas nelas ainda moram as rãs e sapos e à sombras da densa vegetação que as adornam, ainda namoram piscos, rouxinóis, pintassilgos, melros, gaios e pegas. Os moinhos, tocados pela força dessas abundantes águas, estão já em ruínas, sem telhados e esventrados na sua inutilidade e dá pena ver os rodízios podres pelo tempo, evocando outros dias e  noites em que incansáveis giravam afogados no infinito corropio da moagem dos consortes.

Mesmo assim, mesmo com toda esta dor de alma e de coração, faz-nos bem este regresso aos palcos da nossa meninice porque apesar desse entorpecimento e abandono das coisas e lugares, ainda é possível absorver muitas marcas de coisas imutáveis, como um velho muro, um velho carvalho, um aqueduto de água, a represa, o moinho, etç. Não é difícil adivinhar as mulheres a cantar pelos campos, alegres e distraídas; Ainda é possível sentir o cheiro morno da leiva da terra rasgada pela charrua puxada a bois nas frescas manhãs da Primavera na companhia das irrequietas alvéolas; Quase que sentimos o cheiro maduro das uvas e um mosto doce como banquete de abelhas e pássaros ou, mais cedo, uma aguarela de flores que hão-de brotar frutos.

Num desses sítios, um autêntico paraíso na terra, palco verde e fresco de uma sinfonia matinal de chilreios e de águas cantantes, estão já a decorrer obras de mais uma auto estrada, a A32 e tudo está já de pantanas e mesmo ao lado do velho moinho, onde tanta farinha vi nevar, mas agora em tristes ruínas, estão já a nascer pilares para um longo viaduto. É verdade que já não tem as frescas vides e sombras dos frondosos carvalhos e castanheiros como companhia, mas parace que vai descansar o resto dos dias á sombra do viaduto. Felizmente, mesmo à passagem do pogresso e dos caminhos de betão e asfalto, ainda há umas résteas de alguma sensibilidade e, sempre que se pode, preservam-se essas marcas de um tempo, de um povo e de um viver.

Já com o sol a brincar às escondidas por detrás dos pinhais do monte, volto costas e subo de regresso a casa, não muito longe, o que permite outros e constantes regressos, mas não deixo de pensar: – Meu Deus, o que te fizeram, vellhos sítios, o tempo e os homens!

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(clicar nas imagens para ampliar)

9/15/2009

Séries e programas TV - Sumário

Aqui fica um sumário de diversos artigos onde já recordamos algumas das séries e programas de televisão que marcaram a infância e juventude, sobretudo daqueles que, nessas belas e nostálgicas idades, atravessaram as décadas de 60, 70 e 80.

pipi das meias altas santa nostalgia series tv
Era uma vez ...o Homem








Abbott and Costello
The Partridge Family
LASSIE – Série TV
Os caminhos de Noële – Série TV
Os caminhos de Noële – Parte II
Omer Pacha – Tenente Latas
A família Boussardel - Les Boussardel
O salva-vidas voador - Bailey´s Bird
O Regador Mágico - Pardon My Genie
Allo! Allo!
Pippi das Meias Altas
Vasco Granja - Cinema de Animação – O Lápis Mágico
Noddy - Nodi - 60 anos de histórias de encantar
Os homens de Shiloh - The Virginian
Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie
Os garotos do 47-A
Tenente Columbo
A hora de Alfred Hithcock
Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito
Sandokan - O tigre da Malásia
A Flecha Negra - La Freccia Nera
As aventuras de Robin Hood
O Fugitivo - Série TV
Kung Fu - As aventuras de Caine
Lancer - Série de TV com cowboys
Marco - Dos Apeninos aos Andes - I
Marco - Dos Apeninos aos Andes - II
Marco - Dos Apeninos aos Andes - III
The Roman Holidays
O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia
Os Flintstones
Bana e Flapi
Os Estrumpfes
A abelha Maia
A Pedra Branca - Série TV
Vickie o Viking
Calimero - É uma injustiça, não é?
Fungágá da Bicharada
Heidi - A menina dos Alpes
Os Pequenos Vagabundos
Bonanza
Daniel Boone

11/05/2008

Memórias revisitadas - Séries TV


Séries TV - Memórias por aqui publicadas:


11/01/2008

A Flecha Negra - La Freccia Nera

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Depois de no último artigo falarmos de uma fantástica série de televisão, As Aventuras de Robin Hood, que faz parte das minhas imensas recordações, memórias e nostalgias dos tempos de criança, aproveito a mesma onda para trazer à memória outra inesquecível série de TV, sensivelmente da mesma época, chamada de A Flecha Negra, no original, La Freccia Nera.

Tal como o título original revela, a série foi uma produção italiana, da RAI, com realização do conhecido Anton Giulio Majano, entre 1968 e 1969. A série constava de sete episódios, a preto-e-branco, com cerca de 60 minutos cada. Na RTP passou pouco tempo depois. Não consigo recordar o dia da sua exibição, mas creio que aos domingos.
La Freccia Nera, no inglês The Black Arrow, é uma adaptação do popular romance de  Robert Louis Stevenson, o mesmo autor de A Ilha do Tesouro, e tem sido argumento de vários versões para cinema e televisão.
A história de A Flecha Negra passa-se no séc. XV, na Inglaterra, por altura da famosa Guerra das Duas Rosas, entre duas grandes facções com pretensões dinásticas, protagonizadas pelas casas de York (rosa vermelha) e Lancaster (rosa branca).

joan

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FrecciaNera

FrecciaNera2

Em traços gerais, a história deriva à volta da epopeia de Richard (Dick) Shelton e a bela e rebelde Joan Sedley. Esta, para fugir a um casamento indesejado, com Dick Shelton, que não conhece, corta o cabelo, difarça-se com roupas e maneiras de rapaz e foge do castelo. Todavia, a história vai dar algumas voltas e Joan acaba por se envolver com o próprio jovem Dick, que desconhece a verdadeira identidade do falso rapaz, que se dá a conhecer pelo nome de John. Dick acaba por ajudar a fuga da Joan e ambos juntam-se ao bando do Flecha Negra, ambos combatendo as maldades do mauzão Sir Daniel Barcley.

Joan aos poucos vai conhecendo Dick, nas suas verdadeiras intenções e nobreza de carácter e assim acaba por se apaixonar por ele. Só quase no final da história é que revela a sua identidade, perante a surpresa de Dick Shelton e, claro, acabam por se casar.
Para além desta trama principal, toda a envolvência da história é repleta de situações típicas do séc. XV, tal como em Robin Hood, com lutas, batalhas, perseguições, traições, passagens secretas, castelos, lutas de espada, etç.

Principais personagens e intérpretes:
Dick Shelton - Aldo Reggiani
Joan Sedley - Loretta Goggi
Sir Oliver - Tino Bianchi
Duke of Gloucester - Adalberto Maria Merli
Sir Daniel Barcley - Arnoldo Foà
Randolph - Egisto Marcucci

Tal como Robin Hood, na minha infância esta série foi particularmente inspirativa para as brincadeiras e aventuras de capa e espada. Para além do mais, a bela Joan deve ter sido das primeiras paixões assolapadas. Logo depois a paixão mudou-se para a bela Marion des Neiges, na série Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats).

É, pois, com imensa nostalgia, que trago à memória esta fantástica e inesquecível série de TV, que convosco, crianças e jovens dessa época, pretendo partilhar.


- Um dos bons momentos da série, com a sua famosa música, que se tornou inesquecível nas nossas memórias.

La Freccia Nera (fonte: URL)
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.


Sibila il vento la notte si appresta
e la cupa foresta minacciosa si fa.
Il passo trema se senti un fruscio,
forse è il segno d'addio che la vita ti dà. 


Lascia la spada se il cuor non ti regge,
perché questa è la spada
che da noi fuorilegge e ti porterà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.


Ma se il destino rovescia il suo gioco,
nascerà nel mattino una freccia di fuoco
e la libertà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.

5/02/2008

Os Pequenos Vagabundos


os pequenos vagabundos

marion des neiges

Das muitas séries de TV que passaram nos idos anos de 70 - tão caros à nossa infância de quarentões - não resisto a trazer à memória “Os Pequenos Vagabundos” (Les Galapiats, no original). A série foi repetida pela RTP no início dos anos 80.
Como série, até foi pouco extensa (apenas 8 episódios de cerca de 30 minutos cada), mas deixou marcas indeléveis no espírito aventureiro das crianças da altura, até porque cada episódio era a continuação do anterior, pelo que o suspense deixava marcas durante toda a semana.

A forte memória sobre Os Pequenos Vagabundos prevalece desde logo porque os heróis eram um grupo de crianças e jovens adolescentes, com os quais cada um de nós se identificava e personalizava de acordo com os seus sonhos, mas também pela envolvência e cenário da história. Como sinopse, importa lembrar aos mais esquecidos, que a aventura decorreu num campo de férias, onde um grupo de amigos partiu à aventura da busca de um tesouro perdido da antiga ordem dos Templários. O Castelo Sem Nome, imponente e deslumbrante na sua silhueta medieval, emprestou a toda a série um ambiente de mistério, segredos, perigos e coragem. Para apimentar a aventura, o grupo de amigos teve que lidar com um perigoso grupo de bandidos que haviam realizado um assalto a uma carrinha carregada de ouro, raptando a filha do condutor. Como convém, no final os criminosos foram derrotados e os jovens heróis foram os vencedores.

Quem não se lembra das fantásticas cenas da integração de Lean Loup no grupo, a escalada à torre do castelo, o percurso na gruta, o esconderijo dentro de uma armadura de cavaleiro, em plena reunião da quadrilha de ladrões e outras incríveis passagens, repletas de acção e suspense? A abertura da série e a sua inconfundível música, ainda prevalecem nas nossas profundas memórias, mas simultaneamente tão à superfície da alma e próximas como se tudo acontecesse ontem.
Apesar da série ter passado na RTP a preto e branco, tornou deveras coloridos os sonhos e fantasias de muitas crianças do nosso tempo.
Recordo-me que toda a rapaziada ficou apaixonada pela doce Marion-des-Neiges e nas diversas brincadeiras fingiam ser o Jean Loup ou Bruno, o Cowboy.

Hoje sabemos que a série foi uma co-produção da RTB da Bélgica, com outras televisões de outros países, ORTF-França, SSR-Suiça, SRC-Canadá, tendo sido rodada em 1969, com a novidade de então, ser já produzida a cores. Para além de Portugal, a aventura dos Pequenos Vagabundos foi um êxito de popularidade em muitos países.
A série foi captada em Stavelot, na Bélgica e as inolvidáveis cenas  foram rodadas no castelo de Beersel e as interiores no castelo de Velves.

O principal elenco: Philippe Normand (Jean-Loup), Marc di Napoli (Bruno, o "Cow-Boy"), Beatrice Marcillac (Marion-des-Neiges), Thierry Bourdon (Patrick), Jean-Louis Blum (Byloke), François Mel (Lustucru), Realizou Pierre Gaspard-Huit. Curiosamente, apesar de algumas experiências posteriores noutros filmes de alguns dos intérpretes, nomeadamente Marc di Napoli (que também participou na série igualmente popular, "Dois Anos de Férias") e Philipe Normand, a verdade é que todos tiveram carreiras discretas e pouco popularizadas. A loura Marion des Neiges, até há pouco tempo era uma discreta agente imobiliária. No entanto, para a geração dos da minha infância, prevalecem quase imortalmente como os famosos e aventureiros Pequenos Vagabundos.


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