3/19/2010

Fess Parker – Daniel Boone e Davy Crockett – 16/08/1924 – 18/03/2010

 

Já não está no mundo dos vivos o actor Fess Parker, que se tornou popular com o desempenho de heróis  como Daniel Boone e Davy Crockett, o “rei dos caçadores”. A notícia da sua morte entristece-nos, mas, de forma imortal, ficará entre nós a habitar as nossas memórias no papel desses heróis, valentes e intérpidos pioneiros no desbravar de uma nova e grande América.

aqui tínhamos falado dele, mas é justo que neste data seja relembrado uma vez mais.

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Uma das séries de televisão que prendeu a criançada dos finais dos anos 60 e princípios de 70 foi "Daniel Boone".

Trata-se de uma série produzida entre 1964 e 1970 pela Twenty Century-Fox para o canal NBC, baseada num personagem real, um pioneiro do estado do Kentucky - Estados Unidos, fundador da cidade de Boonesburough que se estabeleceu nessa região, a leste do Mississipi em 1770.

Ao todo foram produzidos 165 episódios ao longo das seis temporadas que entre nós passaram também por essa altura na RTP, ainda a preto e branco.

Estes episódios abriam com um memorável genérico em que o herói com um certeiro golpe de machada fendia ao meio um tronco de árvore.

Daniel Boone, um misto de lavrador, caçador e aventureiro, era interpretado pelo actor Fess Parker, que também deu vida à personagem de outro mítico pioneiro americano, David Crockett. O principal elenco era composto pela sua esposa Rebbeca Boone (Patricia Blair), seus filhos Jemima Boone (Veronica Cartwright) e Israel Boone (Darby Hinton), o inseparável companheiro de viagens, lutas e aventuras, o indío Cherokee Mingo (Ed Ames), mais tarde substituído por Gideão (Don Pedro Colley), o taberneiro Cincinnatus (Dal McKennon), e ainda Yadkin (Albert Salmi) Jericho (Jones Robert Logan), Gabe Cooper(Roosevelt Grier) e Josh Clements (Jimmy Dean).

A trama de grande parte dos episódios centrava-se nas complexas relações do homem branco com os índios Cherokee, numa luta constante de conquista e defesa de territórios. No fundo era o retrato dos conflitos e das difíceis relações entre pioneiros, caçadores de recompensas, negociantes de peles, oportunistas e vigaristas de toda a espécie, com o exército britânico pelo meio, numa fase em que toda a gente buscava uma nova terra e uma nova casa numa jovem e ainda indefinida nação americana.

Daniel Boone representava o equilíbrio da balança entre o bem e o mal, a razão e a emoção, resolvendo disputas sociais, étnicas e culturais entre brancos e índios.

A RTP, agora através do canal da TV Cabo RTP Memória está a série, aos Sábados, a partir do dia 9 de Fevereiro, pelas 19.00h, com repetição aos Domingos, pelas 11.30h.

É uma oportunidade para rever e matar saudades de uma série inesquecível que marcou a infância de toda uma geração.

Genérico de abertura:

 

 

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3/11/2010

O Esgravata e a Bicadinha

 

Do meu livro de leitura da segunda classe, trago à memória a lição ou a história de "O Esgravata e a Bicadinha", com belas ilustrações da Maria Keil.
Esta história, pela sua extensão, fazia parte de um grupo que o livro contemplava para leitura no período de férias, estando assim já na sua parte final.
Estou certo que muitos dos nossos visitantes ainda têm na memória esta e outras belas lições desse belo livro, das quais já recordamos algumas, tais como “O coelhinho branco”, “O macaco de rabo cortado”, “O rato do moinho e o rato do monte” e outras mais que oportunamente recordaremos.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

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3/10/2010

Provérbios de Março

 O nosso país é muito rico em cultura popular e os provérbios, ditados ou rifões são disso um bom exemplo. Felizmente, apesar da sua génese na tradição oral, estas sentenças da sabedoria do nosso povo estão relativamente bem documentadas e acessíveis. Deste modo, juntando os que sabemos de cor, até porque são correntes na nossa região, na nossa aldeia, uma pesquisa rápida pela Web e facilmente passamos a dispor de uma lista bem representativa dos mais populares provérbios alusivos a este mês de Março.

Com as reconhecidas alterações climáticas, nos nossos tempos os respectivos meses do ano e as estações em que se dividem não se apresentam já com as suas características tão vincadas, mas ainda assim há aspectos e sinais que se mantêm inalteráveis. Quanto ao mês de Março, e falo pela minha aldeia, em plena Beira Litoral, encravada entre a serra e o mar, esses sinais são dados pela floração das árvores. Principia, ainda em Fevereiro, pelas mimosas (acácias), com as suas belas colorações amarelas, num êxtase de alegria primaveril. No meu caso, porque no terreiro junto à minha escola primária existiam várias destes árvores, já de grande porte, nesta altura do ano, em dias de calor, sentia-se a cor, o perfume e o zumbido permanente das abelhas que ali se embriagavam de pólem. Infelizmente, umas derrubadas pelos fortes ventos e outras pelo machado, hoje em dia não resta qualquer uma dessas árvores.

Segue-se a floração das ameixoeiras, dos pessegueiros, das cerejeiras, pereiras e macieiras. As ervas e as relvas enverdecem e despontam do seu adormecimento. Em breve será preciso aparar os relvados semanalmente. Apesar das geadas tardias, que ainda hoje se sentiram, nas hortas e locais abrigados são plantadas batatas, favas, ervilhas e disposto o cebolo mudado dos alforbes abrigados. O povo do campo anseia por uns dias de sol para que a terra fique mais enxuta e se possa proceder à sacha das hortas, preparando-as para outras plantações que se seguirão, como tomate, feijão verde, couves, pepinos, pimentos, etc, bem como para lavrar os campos de maior dimensão preparando-os para as plantações da batata (por aqui em meados de Abril) e logo de seguida o milho (Maio).
Quanto à religião, está-se em plena Quaresma, um tempo de reflexão e preparação para uma nova vida, uma nova etapa simbolizada pela celebração da Páscoa (passagem).
É esta a beleza dos dias, das estações, dos anos e dos seus ciclos e da cultura popular e religiosa do nosso povo, numa simbiose já não tão profunda e harmoniosa, mas ainda com fortes marcas e tradições.
A ilustrar o artigo, deixo uma bela página do meu livro de leitura da segunda classe, que nos lança um anseio, um apelo à chegada da Primavera, que, já não está longe.

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Bodas em Março é ser madraço.
Em Março, chove cada dia um pedaço.
Em Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas.
Em Março, o que dormes, o que eu faço.
Em Março, rebenta a erva nem que lhe dês com um maço.
Em Março, tanto durmo como faço.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Março duvidoso, S. João farinhoso.
Março marçagão, de manhã chove, de tarde está bom.
Março marçagão, de manhã Inverno de tarde Verão.
Março virado de rabo, é pior que o diabo.
Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
O sol de Março queima a menina no palácio
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda em Março, vindima no regaço.
Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.
Quem poda em Março, vindima no regaço.
Sáveis por S. Marcos, enchem-se os barcos.
Se queres bom cabaço, semeia em Março.
Temporã é a castanha que em Março arreganha.
Temporã é a castanha que por Março arrebenta.

3/09/2010

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XV

 Voltamos a um tema muito saudoso de muitos dos nossos habituais visitantes, que é o das nostalgias das características roupas dos anos 60, nomeadamente os modelos de crianças, no caso aconselhados para o mês de Março, habitualmente o mês dos últimos frios e dos primeiros dias quentes, e com os dias já a cheirar a Primavera. Como sempre, como principal tónica, a simplicidade dos respectivos cortes.

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3/07/2010

Livros de religião da escola primária

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Hoje trago à memória os meus livros de religião da escola primária; Quatro livros, um por cada classe.
Ambos os livros são homogéneos quanto ao formato, 167 x 115 mm. Os livros da 1ª e 2ª classes têm 32 páginas cada, o da 3ª classe, 56 e o da 4ª classe 64.
Esta série foi editada pelo Secretariado Nacional da Catequese. O livro da 1ª classe foi editado no ano de 1962, o da 2ª classe em 1963, o da 3ª classe em 1964 e o da 4ª classe em 1965.

Todos os quatro livros apresentam belos desenhos a cores de Baptista Mendes, um conhecido ilustrador, sobretudo do universo da Banda Desenhada. Excepto o livro da 1ª classe, exclusivamente ilustrado com desenhos, os restantes 3 livros apresentam também fotografias.
Tenho um carinho especial por estes quatro livrinhos porque fazem parte do universo de memórias da minha infância e certamente de muitos portugueses.

Estes livros apesar de serem orientadores das aulas de religião e moral no Ensino Primário Elementar, no fundo eram uma repetição de matérias e conhecimentos já adquiridos na Catequese e pelos catecismos. Por isso estes quatro livrinhos não deixam de ser catecismos.
Nesses tempos, o ensino da doutrina católica e sobretudo dos valores e deveres cívicos e morais (transversal à religião) tinham muita importância na educação. Hoje em dia, para o bem e para o mal, é o que se sabe; Em nome da liberdade religiosa e dos princípios da laicidade do Estado, as aulas de moral e religião católica deixaram de ser obrigatórias e apenas facultativas, e não tardará que sejam proibidas. 

O crucifixo, herança de uma Europa que cresceu e se desenvolveu durante séculos pelos valores por ele simbolizado, afinal os valores do Evangelho, estão, a modos de motivo de vergonha e renúncia cultural, a ser retirados das salas públicas como se de tumores se tratasse. É claro que este é um assunto que não cabe aqui analisar e discutir, nem é esse o nosso propósito, mas mais do que a retirada dos crucifixos dos espaços públicos ou da liberdade religiosa, que defendemos, preocupa-nos é a perda avassaladora dos tais valores morais e cívicos. O abuso do conceito de liberdades e garantias, em simultâneo com o esquecimento dos deveres e responsabilidades, tem conduzido a um desequilíbrio e a resultados pouco ou nada positivos.

Todavia, mais do que lamentos ou vislumbres pessimistas, mesmo que ainda mal refeitos do drama do miúdo de Mirandela, que se suicidou aparentemente como desfecho de uma sequência de constantes agressões por parte de outros alunos da sua escola, , importa aqui evocar coisas mais positivas, como as memórias e nostalgias de tempos bem felizes, os da nossa infância, os da nossa meninice. O resto são sinais dos tempos e que os jornais de cada dia, e a comunicação social em geral, se encarregam de nos relembrar o estado das coisas.

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3/04/2010

O Infante D. Henrique

 

 

A 4 de Março de 1394 (passam hoje 616 anos) nascia Henrique, o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Com seus irmãos formou a chamada "Ínclita Geração" (1).
Diz-se que nasceu na cidade do Porto, embora há quem diga que não ou que essa ideia carece de provas ou fundamentos.
Para a História ficou conhecido como o Infante D. Henrique, grande impulsionador da ciência das navegações, das viagens marítimas e descobertas de novos mundos.
Por tudo isso, tornou-se num dos principais vultos da História de Portugal e desde sempre foi uma figura a merecer destaque nas lições dos nossos livros escolares, tanto nos livros de leitura como nos livros de História.
Como exemplo disso, publico abaixo duas páginas sobre o Infante D. Henrique,inclusas no meu Livro de Leitura da Terceira Classe e duas outras páginas do meu Livro de História da Quarta Classe.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

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Filhos de D. João I:

Do casamento de D. João I com Filipa de Lencastre (1359-1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:

* Branca de Portugal (1388-1389), morreu jovem
* Afonso de Portugal (1390-1400), morreu jovem
* Duarte I de Portugal (1391-1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
* Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449), foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
* Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394-1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
* Isabel (1397-1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras
* Branca de Portugal (1398), morreu jovem
* João, Infante de Portugal (1400-1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela
* Fernando, o Infante Santo (1402-1443), morreu no cativeiro em Fez

D. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:

* Afonso (1377-1461), primeiro Duque de Bragança
* Beatriz (ca. 1386-1447), casada com Thomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel

(fonte: Wikipedia)

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3/03/2010

Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe

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Hoje trago à memória o livro “Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe”, do Ensino Primário Elementar.
Este manual escolar, aqui representado na sua 11ª edição, foi editado em 1972, com composição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, S.A.R.L., de Coimbra, integrando a colecção “Santa Cruz” daquela editora.

O livro, com capa cartonada, tem o formato de 163 x 228 mm, com 160 paginas, recheadas de belas ilustrações e fotografias. Pela assinatura não consegui identificar os ilustradores já que a eles não é feita referência, o que é pena, pois, afinal de contas, na maioria dos casos estes livros ficaram-nos na memória sobretudo pelas imagens eo que elas representavam.

Este livro tem muitas e belas lições, algumas delas adaptações de inúmeras outras que povoaram os livros escolares no tempo do Estado Novo.

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3/01/2010

Margarina Planta

 

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Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.

Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.

O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.

Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.

Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.

Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.

2/28/2010

Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado

 

Hoje trago à memória o “Livro de Leitura da 4ª Classe”, de autoria de Ulysses Machado.

A edição em causa, a 17ª, apresenta o formato de 147 x 195 mm, com capa cartonada, lombada de tecido envernizado e com 228 páginas.

A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.

Ulysses Machado, embora pouco saibamos da sua pessoa e da sua obra, foi autor conceituado de muitos manuais da escola primária, tanto livros de leitura para as diferentes classes, como de gramática, aritmética, geometria e diversos cadernos de problemas e exercícios.

Este livro de leitura, apresenta muitas e bonitas ilustrações, a maioria a preto-branco, mas algumas a cores, de autoria do mestre Alfredo Moraes (1)

 

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(1) Alfredo de Moraes – 1872/1972 - Aguarelista e ilustrador, nasceu em Lisboa em 1872.

Trabalhou em litografia na Imprensa Nacional e foi professor na Sociedade Nacional de Belas Artes. Fez ilustrações para jornais - como Folha do Povo, Diário da Manhã, O Século, Diário de Notícias, O Mundo – e para numerosos livros, sendo disputadíssimo pelas editoras. De entre estas ilustrou uma tradução de D. José Carcomo de D. Quichote da Mancha e uma adaptação para jovens para a Biblioteca Ideal, ambas nos anos 20 do século XX. Morreu em Lisboa em 1972.

(fonte: Biblioteca Nacional)

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