4/02/2010

3/31/2010

Efeméride de 31 de Março– Benfica campeão de futebol em 56/57

 

Faz hoje anos, em 31 de Março de 1957, disputava-se a última jornada do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, com o S.L. Benfica a vencer a Académica de Coimbra por 2-0, sagrando-se campeão com 41 pontos. Ocuparam os lugares imediatos o F.C. do Porto, C.F. Belenenses, Sporting e Lusitano de Évora, com 40, 33, 31 e 30 pontos, respectivamente. Atlético C.P. e Sp. Covilhã ocupando os últimos dois lugares desceriam de Divisão.


A ilustrar esta efeméride, a equipa do Benfica dessa época, numa caderneta de cromos de caramelos da F.C. Esteves, "Os Astros do Futebol". Na aquipa encarnada pontuavam brilhantes jogadores como Carlos Pereira, Ângelo, Jacinto, Caiado, Artur, Alfredo, Palmeiro, Coluna, Águas, Salvador e Cavém.

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3/26/2010

Verão Azul – Verano Azul

 

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A RTP Memória está a passar a série "Verão Azul", realizada por Antonio Mercero e produzida pela televisão espanhola, TVE, entre 1979 e 1980. Em Portugal a série passou logo depois (início em Julho de 1983) e tal como no país vizinho foi um caso série de popularidade, cativando públicos de todas as idades, o que de resto se estendeu em muitos países onde foi exibida, nomeadamente na américa latina.


A série é composta por 19 episódios de cerca de 50 minutos cada, que descrevem histórias vividas por um grupo de amigos, crianças e adolescentes a passarem féries de Verão na localidade de Nerja - Málaga. Ao grupo composto por cinco rapazes (Tito, Piranha, Pancho, Javi e Quique) e duas raparigas (Beatriz e Desi), juntavam-se o velho marinheiro local Chanquete e Júlia, a pintora.


A série relatava histórias ligeiras de brincadeiras e humor, próprias das idades dos intervenientes, num contexto de férias de Verão numa localidade à beira-mar, mas abordando temas importantes para os adolescentes, como o namoro, a sexualidade, o casamento, as diferenças, as drogas, o álcool e tabaco, mas também o ambiente ou ecologia.


Desde as peripécias e humor constantes, derivado do perfil dos intervenientes mais novos, o Tito, irmão de Beatriz e o seu inseparavél amigo, o Piranha, gordito e sempre com um apetite voraz, o grupo encontrava os devidos pontos de equilíbrio no seu relacionamento com os experientes Chanquete e Júlia, adultos, que eram assim uma espécie de guias,  conselheiros e tutores. Por conseguinte, em contraponto, os pais das crianças tinham na série um papel secundário, quase despercebido na maior parte dos episódios.


Pessoalmente, já a entrar na maioridade, eu também gostei de acompanhar a série e fazia por não perder um episódio. Para além de toda a carga didáctica com os temas desenvolvidos, gostava sobretudo do ambiente e contexto de Verão, de férias, de praia, sempre tão apetecíveis. 

Outro aspecto inconfundível da série, o genérico de abertura e a música, que então entrou no ouvido e de lá nunca mais saíu. Basta trautear meia dúzia de notas para ser reconhecer.

Por tudo isso, a série "Verão Azul" ou “Verano Azul”, pouco importa, tornou-se um ícone dos anos 80 para toda uma geração de crianças e adolescentes e que agora, na RTP Memória sabe bem recordar, não sem uma forte nostalgia de tempos passados e que já não voltam.

 

No vídeo abaixo,  veja os actores de Verão Azul na actualidade.

Também pode saber um pouco mais sobre a sua actual situação e os seus percursos de vida. Aqui.

Veja ainda: http://www.veranoazul.org/

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3/24/2010

Júlio Verne – O construtor de sonhos















Passam hoje 95 anos após a morte de Jules Verne, célebre escritor francês, nascido em 8 de Fevereiro de 1828 e falecido a 24 de Março de 1905 (então com 77 anos).
É uma figura universal, relativamente bem conhecida, que se popularizou e eternizou com fabulosas obras recheadas de aventura e imaginação bem como uma visão técnica e científica, futurista até, muito à frente dos conhecimentos do seu tempo.

Quem já não se deliciou com obras como "Cinco semanas em balão", a sua primeira história, "Aventuras do capitão Hatteras", "Viagem ao centro da terra", "Vinte mil léguas submarinas", "A volta ao mundo em oitenta dias", "A ilha misteriosa", "Miguel Strogoff", "As atribulações de um chinês na China" (que ando a ler), ou "Dois anos de férias" ?

Pessoalmente, é verdade que ainda não li tudo deste profícuo autor, mas já li bastantes coisas, as suficientes para ficar fascinado com os seus enredos, os detalhes narrativos e o ambiente de aventura e descoberta, sempre a par da ciência.
Os seus livros, as suas novelas foram uma fonte ideal para matar a sede da imaginação infanto-juvenil. Mesmo na actualidade, com modas literárias centradas em temas gótico-místicos, vampirismo e mundos fantásticos, de qualidade discutível, creio que os livros de Verne, Júlio ou Jules, sendo intemporais, têm ainda os ingredientes necessários a uma boa leitura, a prender o interesse da primeira à última página.
Fica aqui o registo da data.

Artigo anteriormente publicado sobre uma das suas mais conhecidas obras:
Dois anos de férias - A Ilha Chairman
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3/22/2010

Primavera – Um turbilhão de vida e cor.

 

Finalmente chegou a tão esperada Primavera, a bela estação do ano. As plantas, as flores, os pássaros e os insectos... Um turbilhão de vida, de som e cor, que desperta, que irrompe de um sono profundo, de um torpe adormecimento no longo Inverno.
Por tudo isso, a Primavera é sempre uma das estações do ano mais esperadas, mais desejadas.

Ontem, num dia em que percorri a zona das amendoeiras em flor (com paragens em Celorico da Beira, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Vila Flôr, Mirandela e Amarante) a Primavera teve um nascimento à altura porque o dia esteve quente e brilhante.


Do meu livro de leitura da segunda classe, depois da correspondente ao Outono e Inverno, deixo aqui a característica página anunciava a estação, num pronúncio viçoso de vida, luz e cor.

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(clicar nas imagens para ampliar)

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3/19/2010

Fess Parker – Daniel Boone e Davy Crockett – 16/08/1924 – 18/03/2010

 

Já não está no mundo dos vivos o actor Fess Parker, que se tornou popular com o desempenho de heróis  como Daniel Boone e Davy Crockett, o “rei dos caçadores”. A notícia da sua morte entristece-nos, mas, de forma imortal, ficará entre nós a habitar as nossas memórias no papel desses heróis, valentes e intérpidos pioneiros no desbravar de uma nova e grande América.

aqui tínhamos falado dele, mas é justo que neste data seja relembrado uma vez mais.

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Uma das séries de televisão que prendeu a criançada dos finais dos anos 60 e princípios de 70 foi "Daniel Boone".

Trata-se de uma série produzida entre 1964 e 1970 pela Twenty Century-Fox para o canal NBC, baseada num personagem real, um pioneiro do estado do Kentucky - Estados Unidos, fundador da cidade de Boonesburough que se estabeleceu nessa região, a leste do Mississipi em 1770.

Ao todo foram produzidos 165 episódios ao longo das seis temporadas que entre nós passaram também por essa altura na RTP, ainda a preto e branco.

Estes episódios abriam com um memorável genérico em que o herói com um certeiro golpe de machada fendia ao meio um tronco de árvore.

Daniel Boone, um misto de lavrador, caçador e aventureiro, era interpretado pelo actor Fess Parker, que também deu vida à personagem de outro mítico pioneiro americano, David Crockett. O principal elenco era composto pela sua esposa Rebbeca Boone (Patricia Blair), seus filhos Jemima Boone (Veronica Cartwright) e Israel Boone (Darby Hinton), o inseparável companheiro de viagens, lutas e aventuras, o indío Cherokee Mingo (Ed Ames), mais tarde substituído por Gideão (Don Pedro Colley), o taberneiro Cincinnatus (Dal McKennon), e ainda Yadkin (Albert Salmi) Jericho (Jones Robert Logan), Gabe Cooper(Roosevelt Grier) e Josh Clements (Jimmy Dean).

A trama de grande parte dos episódios centrava-se nas complexas relações do homem branco com os índios Cherokee, numa luta constante de conquista e defesa de territórios. No fundo era o retrato dos conflitos e das difíceis relações entre pioneiros, caçadores de recompensas, negociantes de peles, oportunistas e vigaristas de toda a espécie, com o exército britânico pelo meio, numa fase em que toda a gente buscava uma nova terra e uma nova casa numa jovem e ainda indefinida nação americana.

Daniel Boone representava o equilíbrio da balança entre o bem e o mal, a razão e a emoção, resolvendo disputas sociais, étnicas e culturais entre brancos e índios.

A RTP, agora através do canal da TV Cabo RTP Memória está a série, aos Sábados, a partir do dia 9 de Fevereiro, pelas 19.00h, com repetição aos Domingos, pelas 11.30h.

É uma oportunidade para rever e matar saudades de uma série inesquecível que marcou a infância de toda uma geração.

Genérico de abertura:

 

 

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3/11/2010

O Esgravata e a Bicadinha

 

Do meu livro de leitura da segunda classe, trago à memória a lição ou a história de "O Esgravata e a Bicadinha", com belas ilustrações da Maria Keil.
Esta história, pela sua extensão, fazia parte de um grupo que o livro contemplava para leitura no período de férias, estando assim já na sua parte final.
Estou certo que muitos dos nossos visitantes ainda têm na memória esta e outras belas lições desse belo livro, das quais já recordamos algumas, tais como “O coelhinho branco”, “O macaco de rabo cortado”, “O rato do moinho e o rato do monte” e outras mais que oportunamente recordaremos.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

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3/10/2010

Provérbios de Março

 O nosso país é muito rico em cultura popular e os provérbios, ditados ou rifões são disso um bom exemplo. Felizmente, apesar da sua génese na tradição oral, estas sentenças da sabedoria do nosso povo estão relativamente bem documentadas e acessíveis. Deste modo, juntando os que sabemos de cor, até porque são correntes na nossa região, na nossa aldeia, uma pesquisa rápida pela Web e facilmente passamos a dispor de uma lista bem representativa dos mais populares provérbios alusivos a este mês de Março.

Com as reconhecidas alterações climáticas, nos nossos tempos os respectivos meses do ano e as estações em que se dividem não se apresentam já com as suas características tão vincadas, mas ainda assim há aspectos e sinais que se mantêm inalteráveis. Quanto ao mês de Março, e falo pela minha aldeia, em plena Beira Litoral, encravada entre a serra e o mar, esses sinais são dados pela floração das árvores. Principia, ainda em Fevereiro, pelas mimosas (acácias), com as suas belas colorações amarelas, num êxtase de alegria primaveril. No meu caso, porque no terreiro junto à minha escola primária existiam várias destes árvores, já de grande porte, nesta altura do ano, em dias de calor, sentia-se a cor, o perfume e o zumbido permanente das abelhas que ali se embriagavam de pólem. Infelizmente, umas derrubadas pelos fortes ventos e outras pelo machado, hoje em dia não resta qualquer uma dessas árvores.

Segue-se a floração das ameixoeiras, dos pessegueiros, das cerejeiras, pereiras e macieiras. As ervas e as relvas enverdecem e despontam do seu adormecimento. Em breve será preciso aparar os relvados semanalmente. Apesar das geadas tardias, que ainda hoje se sentiram, nas hortas e locais abrigados são plantadas batatas, favas, ervilhas e disposto o cebolo mudado dos alforbes abrigados. O povo do campo anseia por uns dias de sol para que a terra fique mais enxuta e se possa proceder à sacha das hortas, preparando-as para outras plantações que se seguirão, como tomate, feijão verde, couves, pepinos, pimentos, etc, bem como para lavrar os campos de maior dimensão preparando-os para as plantações da batata (por aqui em meados de Abril) e logo de seguida o milho (Maio).
Quanto à religião, está-se em plena Quaresma, um tempo de reflexão e preparação para uma nova vida, uma nova etapa simbolizada pela celebração da Páscoa (passagem).
É esta a beleza dos dias, das estações, dos anos e dos seus ciclos e da cultura popular e religiosa do nosso povo, numa simbiose já não tão profunda e harmoniosa, mas ainda com fortes marcas e tradições.
A ilustrar o artigo, deixo uma bela página do meu livro de leitura da segunda classe, que nos lança um anseio, um apelo à chegada da Primavera, que, já não está longe.

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Bodas em Março é ser madraço.
Em Março, chove cada dia um pedaço.
Em Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas.
Em Março, o que dormes, o que eu faço.
Em Março, rebenta a erva nem que lhe dês com um maço.
Em Março, tanto durmo como faço.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Março duvidoso, S. João farinhoso.
Março marçagão, de manhã chove, de tarde está bom.
Março marçagão, de manhã Inverno de tarde Verão.
Março virado de rabo, é pior que o diabo.
Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
O sol de Março queima a menina no palácio
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda em Março, vindima no regaço.
Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando o Março sai ventoso, sai o Abril chuvoso.
Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.
Quem poda em Março, vindima no regaço.
Sáveis por S. Marcos, enchem-se os barcos.
Se queres bom cabaço, semeia em Março.
Temporã é a castanha que em Março arreganha.
Temporã é a castanha que por Março arrebenta.

3/09/2010

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XV

 Voltamos a um tema muito saudoso de muitos dos nossos habituais visitantes, que é o das nostalgias das características roupas dos anos 60, nomeadamente os modelos de crianças, no caso aconselhados para o mês de Março, habitualmente o mês dos últimos frios e dos primeiros dias quentes, e com os dias já a cheirar a Primavera. Como sempre, como principal tónica, a simplicidade dos respectivos cortes.

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