11/05/2008
11/01/2008
A Flecha Negra - La Freccia Nera
Joan Sedley - Loretta Goggi
Sir Oliver - Tino Bianchi
Duke of Gloucester - Adalberto Maria Merli
Sir Daniel Barcley - Arnoldo Foà
Randolph - Egisto Marcucci
La Freccia Nera (fonte: URL)
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.
Sibila il vento la notte si appresta
e la cupa foresta minacciosa si fa.
Il passo trema se senti un fruscio,
forse è il segno d'addio che la vita ti dà.
Lascia la spada se il cuor non ti regge,
perché questa è la spada
che da noi fuorilegge e ti porterà.
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.
La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.
Ma se il destino rovescia il suo gioco,
nascerà nel mattino una freccia di fuoco
e la libertà.
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.
La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.
10/31/2008
As aventuras de Robin Hood
A série é de origem inglesa, produzida nos anos 50 pela ITV. Desenrolou-se ao longo de quatro temporadas, com um total de 143 episódios.
Na ITV foi para o ar entre 1955 e 1960 e quase em simultâneo na CBS americana entre 1955 e 1959.
Na RTP, passou a preto-e-branco, no final dos anos 60. Recordo-me que durante muito tempo era exibida aos domingos, por volta das 13:30 horas. Este horário era complicado para mim e para os meus colegas, pois o seu final (cada episódio demorava cerca de 25/30 minutos) coincidia sensivelmente com o início da aula de catequese. Por isso, não raras vezes, chegávamos ligeiramente atrasados mesmo depois de uma valente corrida (a igreja ficava distanciada de casa cerca de 1Km). Escusado será dizer que esta série era motivo de inspiração para muitas das nossas brincadeiras.
Robin Hood conta com grandes companheiros de luta, tal como o forte João Pequeno, o glutão Frei Tuck, Will Scarlet, entre outros. Depois, em cada episódio, o namoro e romance de Robin Hood com a bela Lady Marian é tónica presente e quase sempre motivo de encrencas para Robin e seu bando.
URL1;
10/29/2008
O Fugitivo - Série TV
“O Fugitivo” é uma série policial produzida nos anos sessenta, que narra a história de um médico, Dr. Richard Kimble, injustamente acusado do assassínio da sua mulher.fonte: RTP Memória
A sua única pista: um homem com um só braço. Um homem que só ele pode identificar.
Perseguido pelo impiedoso agente da polícia Philip Gerard, que acredita na culpabilidade de Kimble, este tem apenas um caminho para poder sobreviver: encontrar o homem que matou a sua mulher...
"The Fugitive", no original, teve 120 episódios, tendo sido exibida nos Estados Unidos pela cadeia ABC, entre Setembro de 1963 e Agosto de 1967, ao longo de quatro temporadas. As primeiras três temporadas foram produzidas a preto-e-branco e a última a cores. Em Portugal, na RTP, passou totalmente a preot-e-branco. As principais figuras da séria: David Janssen, no papel do Dr. Richard Kimble e Barry Morse (que também participou na série Espaço 1999) no papel do tenente Philip Gerard, o implacável e persistente perseguidor do Dr. Kimble. Ainda Bill Raisch , no papel do assassino, Fred Johnson - O Homem com um só braço e Jacqueline Scott no papel de Taft. Ao longo dos muitos episódios, a série teve a participação especial e esporádica de muitos nomes prestigiados do cinema e televisão.
Apesar de tudo, desse desligamento esporádico, a série "O Fugitivo" foi uma das mais marcantes da nossa televisão e como tal tinha que figurar muito justamente aqui nestas memórias e nostalgias.
10/27/2008
Sabonete Rexina - Há sempre lugar para mais um...
Por sua vez, em casa, esse bocado de barra ainda era mais fraccionado, mais ou menos no tamanho dos sabonetes, de forma a tornarem-se manuseáveis. Claro que nos primeiros dias de uso, era algo inconveniente, com as arestas demasiado vincadas. Depois, com o uso, o bocado de sabão tornava-se num autêntico sabonete, macio e arredondado, apenas, por norma, menos bem cheiroso. Neste aspecto, o Clarim, era dos mais perfumados.
10/23/2008
Domingo de Outono
DOMINGO DE OUTONO
Voltei a subir aos montes da minha infância
E percorri velhos caminhos,
Trilhos de sombras e murmúrios das águas.A brisa dos meus passos quando menino,
Afagou de leve o meus rosto de homem,
Deixando neblina na forma de lágrimas.Calcorreei tojo, silvados e subi ao velho carvalho,
Brinquei às escondidas na sua gasta folhagem
Tão quente como as suas cores.Ouvi os gracejos do melro preto
E avistei o pisco de peito ruivo.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
É de facto uma emoção redobrada e sentida, sempre que percorremos caminhos e lugares que noutros tempos foram palcos das nossas brincadeiras de criança. A distância do tempo ajuda a sedimentar essa emoção e nostalgia.
Este local a que me refiro, neste meu simples poema, uma espécie de paraíso perdido, no fundo da minha aldeia, todo ele emana memórias e recordações: Os caminhos, os campos, os pinhais, a ribeira, as nascentes de água, a represa, o moinho de água, as levadas, os velhos carvalhos, os castanheiros, as cerejeiras e macieiras, os melros, os piscos, os cucos, as poupas, as rolas, os pombos, os seus ninhos e seus chilreios, são elementos inesquecíveis e que, apesar dos anos e do aspecto de abandonado, permanecem ali, como que a convidar ao regresso, ao trabalho duro do campo, é certo, mas também às folias, aos jogos, às escondidas, ao apanha, ao nadar na represa de água tão fria quanto límpida e à construção das cabanas num renque de árvores.
Mas não...Há por ali um sentimento de mera nostalgia e ao mesmo tempo um sentimento de comoção por algo que se perdeu e apenas revive na memória. A morte do local, desse pequeno paraíso, é irreversível quanto a impiedosa abertura de uma nova auto-estrada, que inexoravelmente vai rasgar aquelas entranhas, bem por cima da represa, bem por cima do moinho, bem por cima das nossas mais puras recordações.
Mas a memória tem o dom e o condão de ressuscitar esses momentos, de condensar esses istantes, esses lugares e como tal viverão dentro de nós para sempre. As fotografias que fui colhendo vão dar uma ajuda.
10/21/2008
O Livro da Segunda Classe - Edição de 1958
Termino com a publicação de um bucólico poema de Francisco Palha, incluso neste livro de leitura da segunda classe:
Avé Maria
No sino da freguesia
Três badaladas ouvi.
Sobre a terra úmida e fria,
De joelhos, mesmo aqui,
Oremos, que é findo o dia,
Avé Maria!
Descendo da serrania,
Já o pastor ao curral
Os fartos rebanhos guia.
De abundância ao de hoje igual,
Dai-lhe amanhã outro dia,
Virgem Maria!
A mãe, que o filho cria,
Já no berço o vai deitar.
Um sono tranquilo envia
Sobre o seu tecto poisar
Até ao romper do dia,
Virgem Maria!
Francisco Palha
10/20/2008
Kung Fu - As aventuras de Caine
Hoje trago à memória uma série de TV que também deixou profundas marcas à rapaziada da minha geração, ainda em idade da escola primária.
Trata-se da série Kung Fu, que passou na RTP nos anos 70, ainda a preto e branco.
A série desenvolveu-se em três temporadas, entre 1972 e 1975, com 16 episódios para a primeira, 23 para a segunda e 24 para a terceira, num total de 63 episódios, sensivelmente de 60 minutos cada, sendo que o primeiro filme, considerado o episódio piloto, teve a duração de 90 minutos.
A série tinha como actor principal David Carradine, que desempenhava o papel de Kwain Chan Caine, um monge Shaolin.
No preâmbulo da história, o jovem monge, mestre da arte marcial Kung Fu, vinga a morte do seu querido mestre Po, derrotando, numa luta mortal, o seu assassino. Po é um um idoso sábio, que apesar de ser cego, transmite grandes e profundos ensinamentos ao seu pupilo, a quem chama de Gafanhoto. Na sequência do seu acto, o governo do Império Chinês coloca a sua cabeça a prémio e Caine vê-se perseguido de morte, pelo que, tal como muitos chineses, parte refugiado para a América, deslocando-se para o chamado oeste selvagem.
Caine viaja de terra em terra, sempre sob o estigma da perseguição. Desloca-se a pé, percorrendo enormes distâncias por zonas inóspitas. Não tem cavalo, nem armas. Apenas uma simples bagagem de peregrino errante.
Em cada episódio Caine envolve-se ou vê-se envolvido na trama do quotidiano das gentes daquele tempo e daquela região, entre cowboys, aventureiros, ladrões e gente sem escrúpulos, mas também de gente simples e indefesa por quem Caine sempre se coloca ao lado, fazendo prevalecer a justiça. É claro que Caine, apesar de ser um exímio lutador Shaolin da arte do Kung Fu, evita ao máximo envolver-se em lutas ou demonstrar as suas capacidades e só como último recurso recorria à força e quase sempre apenas na justa medida, nunca optando por violência gratuita apesar de muitas vezes estar ameaçado de morte. A sua principal força residia na sua mente, na sua agilidade e astúcia.
Uma das situações recorrentes em todos os episódios, era os interregnos narrativos, uma espécie de flash backs, onde Caine recuava à sua anterior realidade enquanto monge Shaolin, colhendo e recordando os diversos ensinamentos do sábio mestre Po. Estes ensinamentos, muitas vezes autênticos jogos mentais e de palavras, eram contextualizados a cada situação que Caine vivia em cada momento na sua peregrinação pelo oeste americano.
Mercê do êxito da série, em 1986 foi produzido o filme "Kung Fu: The Movie", novamente com David Carradine e quase de seguida a série: "Kung Fu - A lenda continua". Mas como quase sempre acontece com as sequelas, não conseguiu ofuscar o brilho e o êxito da primeira série.
Com esta série, a arte marcial do Kung Fu tornou-se muito popular entre nós, que já vinha dos êxitos de estrelas das artes marciais, como o popular Bruce Lee e Chuck Norris, cujos filmes passavam frequentemente nos cinemas da província nas tardes de Domingo. Assim, um pouco por todo o lado, começaram a aparecer as escolas do Kung Fu e de Karate.
Esta série Kung Fu, como muitas outras da altura, das quais já aqui tenho recordado, era motivo de grandes plateias junto às poucas televisões existentes na aldeia. cada episódio prendia a atenção do primeiro ao último minuto.
Boas recordações destas noitadas a ver estas fantásticas séries. Pelo menos na altura era assim que as víamos.
Totobola - Guia do apostador 1973/1974
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