7/28/2006

Bonanza - A Família Cartwright




Para a malta da minha geração, e não só, uma das séries TV mais marcantes foi a americana Bonanza, que retratava o dia-a-dia de um clã masculino do Oeste Americano, portanto um filme de Cowboys, com todos os ingredientes característicos das séries de entretenimento familiar: aventura, acção, romance, suspense e comédia. 

O cenário é o Rancho Ponderosa, uma enorme propriedade rural próxima das cidades de Virgínia City e Carson City, banhada a sul pelo Lago Tahoe, propriedade da família Cartwright, composta pelo chefe Ben Cartwrigth e seus filhos Adam, Hoss e Litle Joe. 

Bem Cartwrigth representa o papel de um patriarca viúvo e os seus três filhos são meios irmãos entre si, portanto filhos de mães diferentes. 

Na televisão portuguesa, tenho a ideia da série passar aos Sábados, de tarde, pelo que uma vez acabado o episódio, a malta ainda emocionada e com o bichinho da aventura, lá organizava um jogo de brincar aos índios e cowboys.
Ainda hoje recordamos a música tema de abertura que nos faz lembrar um rápido galope de cavalo.

Cada personagem tinha uma personalidade muito própria e intrínseca. Juntas vincavam fortemente todo o desenrolar dos episódios e da série: 
Bem Cartwright, o chefe, autoritário, ponderado, respeitado e respeitador, o elo de ligação entre toda a família; 
Adam, o mais velho, era uma espécie de esquecido, e nem sequer aparecia em todos os episódios, o que leva a supor que entre os quatro principais personagens, Adam era um papel secundário. Apesar disso era o que se assemelhava mais com o estilo do pai, sendo bastante calmo, ponderado e discreto, mas determinado quando necessário; 
Hoss, o gordo, com o seu característico chapéu alto, representava a força em detrimento da inteligência, sendo o bonacheirão, o desajeitado e o cómico, mas apesar disso, sempre com um bom coração e disposto a ajudar os familiares; 
Litle Joe, fazia sobretudo o papel do bonitão, o quebra-corações na cidade de Virgínia.

Personagens e intérpretes:

Ben Cartwright (Lorne Greene)
Adam Cartwright (Pernell Roberts)
Eric Cartwright "Hoss" (Dan Blocker)
Joseph Cartwright "Little Joe" (Michael Landon)

7/25/2006

Cromos - Rebuçados Victória - Animais





Para começar esta viagem ao passado, à nostalgia, sem que isso tenha alguma prioridade especial, lembrei-me das colecções de cromos, das quais sou um apreciador, nomeadamente dos cromos dos rebuçados da Fábrica de Confeitaria Victória, da cidade do Porto, que, nos meus tempos de criança, deliciavam. 

Eram um duplo prazer porque para além do coleccionar, adoçava-mos a boca, como autênticos glutões, na ânsia de desembrulhar os cromos (os próprios invólucros dos rebuçados), chegando a encher a boca com dezenas desses pequenos rebuçados com sabor a mel, quando o que pretendíamos, afinal, eram os cromos. Estes, uma vez recortados, eram colados e coleccionados em pequenas cadernetas, feitas de papel muito fino e frágil. A própria goma amarelada do rebuçado humedecido muitas vezes servia de cola. Outros, porque na altura não havia a panóplia de colas escolares de agora, utilizavam uma mistura de farinha de centeio ou de trigo com água, e com umas gotas de limão ou vinagre, para não azedar e não ganhar bolor. Estes métodos resolviam, à falta de melhor, mas hoje, com trinta e quarenta anos de velhice, muitos dos cromos apresentam um aspecto escurecido, o que é pena.

A colecção, no caso a série Zoológica (há mais séries da Victória, de que adiante falaremos) era composta por 200 cromos, começando pelo número 1, a vespa, até ao número 200, o veado. Esta coincidência, de dois nomes iniciados pela letra V, certamente será uma referência propositada à Victória.
A colecção, retrata o mundo animal, com insectos, peixes, crustáceos, aves, mamíferos selvagens e domésticos, répteis, etc, em desenhos de um grafismo simples, e impressos a uma cor, mas em cores diferenciadas (ou seja, há cromos na cor azul, vermelho, verde, preto e sépia), permitindo páginas coloridas e apelativas.
Os cromos mais difíceis desta particular colecção eram a cobaia, o cabrito e o bacalhau. Deste último cromo em particular  terá caído em uso a expressão "mais raro que o bacalhau".

Esta série, Zoológica, teve diversas edições, mas esta particular a que me refiro, saiu no final dos anos 60, e prolongou-se pelo início dos anos 70.

Matar saudades

Este espaço está a começar, como uma criança que ensaia os primeiros passos, tímidos, medrosos e pouco convincentes, mas que com o tempo e paciência crescerá firme e bem mais determinado na caminhada.

Este espaço até pode ser mais um, mas que seja. Será, pois, mais uma alternativa como lugar de recordações, de nostalgia, de matar saudades, ou, como diz a descrição do blogue, "até para ressuscitá-las".

O Homem tem uma necessidade intrínseca de regressar ao seu passado, de criança, de meninice, de juventude e de aí beber das coisas, dos momentos, das gentes e lugares, que preencheram então o dia-a-dia de uma caminhada pela vida fora.

Hoje homens e mulheres, ainda recordámos emocionados, os nossos primeiros passos na escola primária, os nossos colegas, os professores, os livros, as brinacadeiras e os brinquedos. Recordámos extasiados os nossos passatempos, os programas na televisão, os filmes, as séries, os documentários, os livros de leitura, a banda-desenhada e mil-e-uma-coisas que sedimentarm a nossa existência e nos ajudaram, com maior ou menor importância, a tornarmo-nos naquilo que somos hoje.

Por mim, vivo o presente e tento perspectivar o futuro, mas faz parte de mim esta necessidade de rejuvenescer e voltar ao meu passado de menino, de adolescente e voltar a ver e viver todas as suas nuances.

Vamos, pois, começar!

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