Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Caderno escolar antigo

Voltamos ao tema dos cadernos escolares de outros tempos, esses emblemáticos auxiliares da nossa escola primária. Desta vez, um belo exemplar, com capas em diferentes cores, ambos de linha larga, sem referência de fabricante ou data, mas possivelmente dos anos 40/50. A simbologia da ilustração é recorrente neste tipo de cadernos escolares, com um rapaz e uma rapariga a caminho da escola. Esta, já se avista ao fundo, com alguns símbolos característicos como o relógio e a bandeira hasteada. Parece ser o típico edifício com duas salas de aulas, uma para o sexo masculino e outra para o sexo feminino. É verdade, frequentei a escola primária entre 69 e 73 e nessa altura havia salas distintas para rapazes e raparigas embora no recreio e no espaço envolvente à escola não houvesse qualquer impedimento de mistura. Nessa altura explicava-se que um dos critérios era impedir as distracções mas parece que o verdadeiro fundamento, vindo de tempos ainda mais antigos, tinha a ver com ...

Sabonete Scott´s

Já aqui tínhamos falado do curioso sabonete Scott´s, “ perfume inconfundível de grande classe e duração – espuma aveludada, suave e embelezadora ”. Voltamos à marca com um novo poster publicitário do início dos anos 60. Verifica-se que já nesses tempos usava-se o “compre um e leve 2”. Há coisas que são intemporais e a publicidade e o marketing, apesar de uma natural evolução, ainda tem princípios que em quase 60 anos pouco ou nada mudaram. TÓPICOS RELACIONADOS: Sabonetes Scott´s Sabonete Feno de Portugal - Os aromas da natureza Sabonete Rexina - Há sempre lugar para mais um... Sabonete LUX - Cheirinho a mulher Sabonete LUX - Mulheres e glamour Sabonete Lux - Susan Strasberg Sabonete LUX - Ursula Andress Sabonete Floral Nature Sabonete LUX – Mylene Demongeot Sabonete Gessy

Savol – Sabão perfumado

No princípio dos anos 60, o Savol era um sabão relativamente popular, anunciado como perfumado e adequado à higiene pessoal e lavagem de roupa. Dizia o anúncio que o “Savol não é um sabão comum”.   Não seria de facto, mas esta polivalência, mais tarde aplicada na publicidade com o conceito “2 em 1”, era sim já comum a quase todos os sabões da época incluindo o bem mais popular Clarim ou mesmo o tradicional sabão de barra, tudo menos perfumado, vendido nas mercearias e embrulhado em papel de jornal e que depois em casa ia sendo retalhado conforme as necessidades. Os sabonetes, esses indicados apenas para a higiene pessoal, eram um luxo inacessível à carteira minguada de muitas das famílias portuguesas, sobretudo as da aldeia. O Savol era fabricado pela emblemática empresa lisboeta Nally, proprietária de, entre outros produtos, do creme Benamor. Tópicos relacionados: Sabão Clarim - Com Clarim toca a lavar! Sabão Clarim - Recordações lavadas e frescas

Caderno escolar – Lusito - Lusita

 Colocando de lado a questão ideológica, propagandista ou de outra natureza, que não vêm ao caso, hoje damos à estampa um dos mais emblemáticos cadernos escolares de sempre. Não pela particularidade do motivo em si, mas principalmente pelo grafismo e pelo colorido utilizado na ilustração, o que de facto não era muito vulgar, até porque um dos princípios da produção de cadernos escolares, como artigos auxiliares, era o seu baixo custo. Este caderno, julgo ser dos anos 40, tem como tema a Mocidade Portuguesa , sendo que a capa é alusiva aos lusitos, componente masculina do movimento, cujo escalão integrava as crianças rapazes dos 7 aos 10 anos, e na contra-capa, às lusitas, componente feminina. Veja-se que o estandarte do movimento diferia, sendo o dos lusitos de forma quadrada e o das lusitas em forma de losango. Este caderno, nos sítios de leilões e vendas de antiguidades e coleccionismo, é um dos cadernos escolares mais valorizados e procurados e o seu preço varia entre ...

Brinquedo Osul – Estádio de Futebol - Espelho

Hoje trago à memória um simples mas prático e interessante objecto, que é simultaneamente um jogo e um espelho. Este brinquedo, com sensivelmente 50 mm de diâmetro e 15 mm de espessura, era fabricado pela Osul. Esta fábrica que produziu inúmeros brinquedos que povoam agora o nosso imaginário infantil, teve a sua origem em 1931, na cidade de Espinho. Então, os irmãos Manuel Henriques (1886-1954) e Artur Henriques (1892-1965), provenientes de Lisboa, fundaram uma pequena empresa de bijuterias e quinquilharias diversas, designada de Henriques e Irmão, Lda, que derivou depois para Luso Celulóide. Nos anos 50 os irmãos apartaram a sociedade e um deles prosseguiu a actividade com uma nova marca, a Hércules e o outro continuou mas mudando o nome de Luso Celulóide para Osul (Luso lido ao contrário). Curiosamente, neste brinquedo é possível lêr-se as duas designações (Luso e Osul). Para além dos interessantes aspectos ligados à história da empresa em questão, que pela Web podem ser encontrado...

O Romance da Raposa – Série de animação

Hoje trago à memória a simpática série de animação "O Romance da Raposa", produzida em Portugal e por portugueses. Foi no final dos anos 80 (1988) e a série constava de 13 episódios de 12 minutos cada.   O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.   A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.   Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs.    À volta da popularidade da série, na épo...

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XVI

  Voltamos à memória de roupas dos anos 60, novamente com modelos para crianças. Como já estamos em pleno Verão, com o calor, a praia e o mar como elementos comuns e apetecíveis, estes modelos de vestuário, onde é marcante a simplicidade, reflectem este tão apetecido período do ano, tanto nos anos 60 como hoje, tanto para as crianças como para os jovens e adultos. (clicar nas imagens para ampliar)

Artistas de Cinema – Cromos - 8

  Sylvie Vartan Claudia Cardinale Carmen Dolores Suzanne Pleshette [clicar nas imagens para ampliar]   Artistas de Cinema – Cromos - 7 Artistas de Cinema – Cromos - 6 Artistas de Cinema – Cromos - 5 Artistas de Cinema - Cromos - 4 Artistas de Cinema - Cromos - 3 Artistas de Cinema - Cromos - 2 Artistas de Cinema - Cromos - 1

José Saramago

  (caricatura: santa nostalgia)   Não tive a oportunidade de o fazer na data, mas não queria deixar passar em branco o desaparecimento de José Saramago, homem e escritor. Confesso que não sou consumidor nem apreciador da sua obra. Do que tentei ler em diversas ocasiões e de diversos títulos, nunca gostei. E há impressões assim, imediatas. Ou se gosta ou não gosta. Uma espécie de contacto com água gelada ou a ferver, sem paciência e tempo para que ambas amornem e a leitura se torne tépida. Há na obra de Saramago algo de intragável, de ilegível e incompreensível e não resulta apenas daquela tempestade de vírgulas e pontuação destemperada. Não. Há algo mais.Talvez mal habituado a ler e a gostar da literatura balizada de Eça a Torga, passando por Lobo Antunes (este o meu Nobel) sem terem nada a ver entre si, nunca entrei nos carris que conduzem o vagão da interpretação à obra de Saramago, que dizem, e acredito, ser profunda e desmistificadora. Seja como for, o seu lega...

Matilde Rosa Araújo

  Passaram ontem 89 anos (20/06/1921) sobre o nascimento de Matilde Rosa Araújo . Da autora e da sua obra, guardo gratas recordações e o gosto pela poesia (alguma). Como evocação, remeto os visitantes a um anterior artigo " O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil ".