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Mensagens

Espaço 1999

Para quem gosta de ficção científica e astronomia, como nós gostamos, a série de televisão Espaço 1999 é merecidamente uma das séries de culto. Passou originalmente na RTP, no tempo do “preto-e-branco”, em 1976, aos sábados, e episódio a episódio fascinava-nos aquele mundo de tecnologia e que remetia a um tempo futuro que ainda estava distante. Recordo-me que este era um dos exercício que fazia com frequência, ou seja, fazer as contas a quantos anos então faltavam para o de 1999 e por conseguinte qual a minha idade nessa altura. Faltavam, pois, 23 anos, e então achava que isso era uma eternidade. Mesmo assim, apesar do Homem já ter pisado a Lua, nunca achei muito plausível que duas décadas depois já fosse possível ter uma base lunar e dispor da tacnologia avançada ali demonstrada. Se em vez de 1999 fosse um 2099, quem sabe. Não nos vamos alongar nos aspectos técnicos da série, até porque, felizmente, está bem referenciada na web e há bons sítios a ela dedicada. Para ...

José Mourinho – Pai e filho de espírito no banco.

  José Mourinho, o treinador português recentemente eleito pela FIFA como o melhor treinador do mundo, é por demais conhecido nesta sua função que começou ao serviço do S.L. Benfica, seguindo-se U. de Leiria, F.C. Porto, Chelsea, Inter de Milão e agora Real Madrid. Faz hoje, 26 de Janeiro, 48 anos, pois nasceu em 1963. Grosso modo, tem a minha idade. Todavia, pouco conhecida é a sua curta e insignificante carreira de futebolista. José é filho de Félix Mourinho, um bom guarda-redes dos anos 60/70, ao serviço do V. de Setúbal e Belenenses (de 1969 a 1974). Seu pai enveredou depois pela carreira de treinador tendo passado pelo Vitoria de Setubal, Belenenses, Rio Ave, Estrela de Portalegre, União da Madeira, União de Leiria, Varzim, Benfica de Castelo Branco, Sporting da Covilhã e Amora. A pouco mais de meio da época de 80/81, Félix Mourinho, já no papel de treinador, veio substituir o Fernando Cabrita nos comandos do Rio Ave, então na 2ª Divisão. A verdade é que o...

Moussine – A maquilhagem da mulher moderna

    Cartaz publicitário de Junho de 1961.  Moussine , uma marca  de mousse de maquilhagem que se perdeu no tempo, mas então muito apreciada. O que nos chama mais a atenção é o facto do apelo à ”mulher moderna”. Ou seja, cada tempo tem o seu conceito de modernidade, fosse nos anos 60, seja agora em pleno séc. XXI. Todavia, a questão da maquilhagem continua porventura ainda com maior actualização e poucas são as mulheres, modernas ou nem por isso, a não dispensar uns retoques.  Muito mais do que isso, estão na moda os “enchimentos” e às tantas já nem sabemos se apalpamos  a “xixa” natural ou se um naco de silicone embrulhado em pele. Pode-se, assim, concluir que nestes tempos que correm a modernidade assenta sobretudo em pressupostos da imagem, do antes parecer do que ser.

Sabonete Luz – Jane Powell

  Cartaz publicitário, de 1961, ao clássico sabonete Lux, o usado por 9 em cada 10 estrelas. Pelo Santa Nostalgia já demos a conhecer várias estrelas que usavam Lux, mas desta feita, a estrela retratada era a bela actriz Jane Powell .

Bomba H – Revista de Humor

  Numa época em que não abundavam as publicações de conteúdo erótico ou pornográfico, ou, existindo, com um acesso algo clandestino, dificultado e reservado, em Portugal, principalmente depois do 25 de Abril de 1974, foram surgindo algumas revistas num formato baseado no humor mais ousado, recorrendo normalmente a fotografias de beldades com as maminhas a descoberto ou com cartoons humorísticos, quase sempre de produção estrangeira. O slogan: “ Uma explosão mensal de humorismo internacional ”. Uma dessas revistas, de que bem me lembro e que guardo alguns exemplares, era a Bomba H, em formato de bolso, propriedade de Mário Assunção e José Martins Ramos, com Mário Assunção a director e António Gomes de Almeida a chefe-de-redacção. A Bomba H tinha publicação mensal, com tiragens entre os 5000/10000 exemplares, e terminou em 1978, ao fim de 176 números. Esta revista misturava numa “salada” de erotismo soft os bonecos dos cartoons, com pequenos textos e fotografias, tud...

Festa das Fogaceiras

  Hoje, 20 de Janeiro, é feriado municipal em Santa Maria da Feira, tendo lugar no centro da cidade a secular Festa das Fogaceiras, resultante de antigos votos ao Mártir S. Sebastião . A origem da Festa das Fogaceiras A “Festa das Fogaceiras” apareceu-nos datada de 1505, altura em que o País foi fustigado por uma “epidemia brava e cruel”, a peste. Então os Condes do Castelo e da Feira, ramo nobre criado em 14 de Janeiro de 1452, apelaram ao Mártir S. Sebastião para que acabasse com o morticínio dos Feirenses, prome¬tendo-lhes a realização de uma festa anual, onde o “voto” seria a “fogaça”! Até 1700 - data em que o Condado do Castelo e da Feira se extinguiu por falta de descendência, passando os seus domínios para a “Casa do Infantado” - a “Festa das Fogaceiras” foi promovida pelos senhores das Terras de Santa Maria da Feira, habitantes do paço intra-muros do Castelo. Daí, e durante quatro anos, a festa foi suspensa, reatando-se a tradição de seguida, e até 174...

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XVIII

Olhem que elegantes, as nossas beldades dos anos 60.

A insegurança dos nossos dias

  Desde há vários meses que o programa da RTP1, "Praça da Alegria", no ar diariamente entre as 10:00 e as 13:00 horas, com apresentação de Jorge Gabriel e Sónia Araújo, dedica sensivelmente os últimos 40 minutos da emissão a analisar e a reflectir sobre vários casos vindos a público, com impacto social e frequentemente decorrentes de situações de criminalidade, quase sempre ligados à segurança, ou falta dela. Ontem, por exemplo, abordou-se o caso recente de uma senhora idosa, que vivendo só, foi assaltada com alguma violência, atada, amordaçada e abandonada no chão frio da casa, tendo-lhe sido roubada uma elevada quantia, a maior parte pertencente a um filho da vítima. Habitualmente estes casos são superiormente analisados por especialistas convidados, como o médico-legista Dr. Pinto da Costa, o advogado Dr. Paulo Santos, o Juiz Rui Rangel e o médico psicólogo e sexólogo Júlio Machado Vaz. Uma grande parte das intervenções estão disponíveis no YouTube pelo...

O direito à indignação

  Estou revoltado! Indignado! E não é por ser segunda-feira. O Estado e quem nele nos governa, os seus organismos e entidades tentaculares que corporizam a chamada administração pública, por regra quase nunca me merecem considerações positivas porque quase nunca cumprem os desígnios da sua génese de serviços públicos, de serviço ao cidadão enquanto pessoa, mas antes funcionam como uma enorme fábrica com linhas de montagem intrincadas, complexas e programadas para fazerem a vida negra, já não aos cidadãos porque não nos tem em tal conta, mas aos contribuintes, essa categoria de gente amorfa, com uma identidade de 9 algarismos onde a única relação admitida é a contabilidade, as contribuições, os impostos, as finanças. Em suma, desta relação estritamente numérica, não sobra tempo nem espaço para o lado humano, para a razão ou a emoção. A um contributo ou dever financeiro, o Estado e toda a sua máquina retribui com indiferença, com frieza. Se nos tem que responder, elenca e fá-lo...

O Mosquito

No dia 14 de Janeiro de 2010, portanto na última sexta-feira, passaram 75 anos sobre a publicação do 1º número de O MOSQUITO, jornal de banda desenhada fundado  por António Cardoso Lopes e Raúl Correia, dirigido ao público infanto-juvenil. A publicação depressa se tornou um caso sério de popularidade e para isso em muito contribuiu o baixo preço praticado (50 centavos), comparativamente a publicações semelhantes existentes à época (Mickey - 1$50, Senhor Doutor - 1$50, Tic-Tac - 1$00 e O Papagaio - 1$00). Arrancou assim em 14 de Janeiro de 1936, com uma tiragem de 5000 exemplares. O jornal, com o slogan “O semanário da rapaziada”, era distribuído pelo Diário de Notícias o que também explica a propagação. Devido ao sucesso imediato, ao 6º número a tiragem foi aumentada para o dobro (10000 ex.) e em pouco tempo (Dezembro de 1942) a periodicidade passou de semanal  para bi-semanal, atingindo tiragens de 30000 exemplares (60000 por semana). Das 8 páginas iniciais chegou às 16....