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Mensagens

Um palmo de sonho

      HISTÓRIA ANTIGA Era uma vez, lá na Judeia, um rei. Feio bicho, de resto: Uma cara de burro sem cabresto E duas grandes tranças. A gente olhava, reparava, e via Que naquela figura não havia Olhos de quem gosta de crianças. E, na verdade, assim acontecia. Porque um dia, O malvado, Só por ter o poder de quem é rei Por não ter coração, Sem mais nem menos, Mandou matar quantos eram pequenos Nas cidades e aldeias da Nação. Mas, Por acaso ou milagre, aconteceu Que, num burrinho pela areia fora, Fugiu Daquelas mãos de sangue um pequenito Que o vivo sol da vida acarinhou; E bastou Esse palmo de sonho Para encher este mundo de alegria; Para crescer, ser Deus; E meter no inferno o tal das tranças, Só porque ele não gostava de crianças.     - Miguel Torga

O Natal na Crónica Feminina

      Capa da revista CRÓNICA FEMININA , referente à edição Nº 1048 de 23 de Dezembro de 1976. Estão decorridos quase 35 anos e o espírito do Natal, ontem como hoje, sempre presente, sempre abrangente. As revistas e as publicações de um modo geral, sempre deram extrema importância à quadra natalícia, e de modo especial ao fascínio que esta representa para as crianças. Não surpreende assim que o motivo central desta capa seja precisamente as crianças, a árvore de Natal e as prendas.

Desodorizante 8x4 – Outros aromas…

  Novamente o desodorizante 8x4 a perfumar as nossas memórias. Desta vez um cartaz publicitário de Julho de 1968. É certo que o tempo, sem estar frio como deveria estar (ó branca geada, por onde tens andado?), vai fresco e pouco dado ao suar das estopinhas, logo com menos motivos para desodorizações, mas mesmo assim, mesmo com uma enorme massa de desempregados, convém que quem trabalhe (cada vez menos) se apresente ao serviço, fresco e perfumado. Esta ideia permite-nos pensar que os tempos que correm, impregnados de crise e dificuldades, que murcham a nossa ténue esperança de que as coisas venham a melhorar, são, afinal, o reflexo de décadas em que nos perfumamos superficialmente, disfarçando a sujidade e o mau odor com uma vidinha folgada e sempre acima das nossas possibilidades, numa espécie de spray desodorizante. A embalagem acabou, já não há spray nem pressão e à falta de hábitos higienizantes, como o rigor, o dever e a disciplina, começamos agora a cheirar mal, de...

Postais de Natal - SN10122011

Continuamos com a publicação dos nossos postais de natal, desta feita com três variantes à volta de um simples desenho estilizado, que fizemos,  representando a Sagrada Família, a essência do présépio e do Natal. Os postais podem ser ampliados clicando-se sobre eles.

Postal de Natal – Já se pressente…

Mais um simples mas colorido postal de Natal. Rabiscado ontem à noitinha. Entramos em Dezembro, e o Natal aos poucos já se pressente, mas, convenhamos, ainda falta um bom bocado. (clicar na imagem para ampliar)

Telescola – Trabalhos Manuais

  Já passaram uns bons anitos sobre o tempo em que cheguei a frequentar a Telescola, então já com o nome de Ciclo Preparatório TV. Sobre a Telescola, esse interessante sistema de ensino, transcrevemos abaixo um excelente artigo da Infopédia. São muitas as recordações relacionadas com esses dois belos anos, em que as aulas eram dadas pela televisão, RTP, a partir dos estúdios do Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia, e desenvolvidas na própria sala de aulas pelos professores. No meu caso, duas professoras. De tudo quanto recordo, um especial destaque para as aulas de Desenho e Trabalhos Manuais Educativos, no 5º ano. E destas, a 5ª lição da componente de Trabalhos Manuais  que se referia à construção das figuras do presépio, em cartão e tecido. Reproduzo a capa do manual, que ainda conservo, e das páginas da respectiva lição, o que nos entreteve com agrado durante algumas boas horas. No final, um excelente presépio. O meu grupo tratou da construção dos animais (vaca, ...

Postais de Natal - 30112011

    Continuamos com a publicação de alguns dos nossos postais de natal. Clicar nas imagens para ampliar.

Dralon – A Europa inteira usa…

    Mais um cartaz publicitário, dos anos 60, ao vestuário confeccionado com a fibra sintética Dralon, da Bayer.   - Tópicos relacionados: Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer DRALON, pois claro… Novamente o Dralon da Bayer Dralon – Fibra acrílica da Bayer

Detergente Sunil… o das pérolas

    - Cartaz publicitário, de meados dos anos 60, ao detergente SUNIL, umas das marcas da Indústria Lever Portuguesa (que actualmente pertence ao grupo Unilever Jerónimo Martins ). O detergente Sunil tornou-se muito popular sobretudo pela campanha promocional em que se propunha oferecer 170000 pérolas e respectivos colares às donas de casa (veja-se spot publicitário da época).   Sobre a Jerónimo Martins: O Grupo Jerónimo Martins iniciou a sua actividade na Indústria no final da década de 30, início de 40, tendo como grande marco a inauguração da fábrica Fima (Fábrica Imperial de Margarina, Lda.), em 1944, dedicada à produção de margarinas e óleos alimentares. O grande momento de expansão do Grupo nesta actividade ocorreu em 1949, data em que se estabeleceu uma joint venture com a multinacional anglo-holandesa Unilever, cujos produtos eram comercializados por Jerónimo Martins desde há muito. No início de 2007 com a Fusão das Empresas, Fima ...

Reflexão – Caça às bruxas

  Do editorial do jornal semanário “ A Ordem ”:   Portugal está mais pobre do que nunca. Cofre vazio, exaurido de contribuintes, esgotado de forças, sem agricultura, nem pescas que o alimentem, comprando mais do que vende, coberto de dívidas que não sabe quando, (porque não sabe como) pagar. Todos sabemos isto. Todos sabemos que os sacrifícios são inevitáveis e inadiáveis; que vamos todos ter que viver mais pobremente como vivem os cidadãos de países pobres como o nosso; que já não há quem nos empreste dinheiro para, sendo pobres, continuarmos a viver como se ricos fôramos. Repito: todos sabemos isto. E os que dizem que não sabem ou são de uma ignorância que rompe as fronteiras da estupidez ou... são mentirosos. Nesta emergência, são precisas poupanças duras, cortes e mais cortes, contenções rápidas (e, por isso, nem sempre justas) e - principalmente – supressão de regalias injustificadas, benesses principescas, reformas sem contribuições que as legitimem - enfim, todo u...