Avançar para o conteúdo principal

Kodak - Como é fácil tirar fotografias!

publicidade_kodak_19022007

kodak brownie reflex_01

 Que fácil! Que prático! Que graça!... Tirar fotografias aos seus amigos, à namorada, a todos os incidentes da vida! Sem um aparelho "Kodak" perderá mil oportunidades que não voltam. Porque espera? Se ainda não possui um "Kodak" visite o seu revendedor "Kodak", escolha o modelo que lhe convém.

Este anúncio publicitário, do final dos anos 40, poderia muito bem referir-se a um qualquer dos muitos modelos de máquinas fotográficas digitais que actualmente se comercializam, com alta tecnologia e a preços francamente acessíveis. De facto nunca foi tão fácil, prático e divertido fotografar, não só a namorada e os amigos como também o cão, as flores, o jardim e tudo o mais que se queira imaginar. Qualquer assunto é pretexto para se captar imagens que depois se acumulam no computador.


Mas, não! Este anúncio é do final dos anos 40, altura em que na Grã-Bretanha se produzia este modelo histórico da Kodak, o  Kodak Brownie Reflex. Este modelo foi produzido nos Estados Unidos entre Maio de 1940 e Agosto de 1942 (modelo não sincronizado) e entre Setembro de 1941 a Maio de 1952 (modelo sincronizado) e de 1946 a 1960 no Reino Unido.

De facto, durante muito tempo, Kodak foi sinónimo de máquina ou câmara fotográfica. Ainda hoje é frequente esta denominação ou analogia.


Nos meus tempos de criança, recordo-me que o tirar uma fotografia, com o irrealista conceito de fácil, prático e divertido, era um privilégio de poucos. Por isso, quando se precisava do boneco, recorria-se a casas da especialidade, normalmente no centro da vila, apenas para momentos especiais como a fotografia para o bilhete de identidade, a carta de condução ou então uma reportagem, a preto-e-branco, nas festas da comunhão solene e no casamento.
Fora destes contextos, a fotografia era muito inacessível.

A partir de meados dos anos 70, a coisa tornou-se mais fácil, com a vulgarização de modelos compactos como a Kodak Instamatic, e com a introdução e generalização dos rolos de película a cores, com as câmaras a conhecerem uma ampla expansão. Mesmo assim, devido ao custo elevados dos rolos de película e revelação, os cliques eram reservados para situações mais ou menos especiais.


Por tudo isto, pode-se dizer que o texto do reclame publicitário acima publicado, só se tornou concretizado já no séc. XXI. Até aí, mesmo em plena era do digital, os preços eram pouco acessíveis. Ainda há meia dúzia de anos comprei a minha primeira máquina digital, uma Sony de 3.1 Megapixels, pelo preço de 520 euros. Hoje por este preço adquire-se uma boa câmara com características Reflex. Mas mesmo antes disso, na minha empresa comprou-se uma Sony Mavica, muito grande, que gravava numa disquete, com baixa resolução, mas que custou uma pipa de massa.


Como veem, a publicidade sempre andou avançada em relação ao seu verdadeiro tempo.

Comentários

Mensagens Populares

Livrinho da Tabuada

Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências.  Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?

Memórias revisitadas - Séries TV

Séries TV - Memórias por aqui publicadas: A abelha Maia AFamília Bellamy A família Boussardel - Les Boussardel A Flecha Negra - La Freccia Nera A hora de Alfred Hithcock A ilha da fantasia A Pedra Branca - Série TV A rapariga que sabia de mais Abbott and Costello Adeus Meus Quinze Anos – Série TV ALF – Uma coisa do outro mundo Allo! Allo! A Morgadinha dos Canaviais Ana e o Rei – Série TV Arthur and the Square Knights of the Round As aventuras de Flash Gordon As aventuras de Robin Hood As fábulas da floresta verde As Solteironas – Série TV As Trapalhadas de Robin dos Bosques – Série TV Automan – O Homem Automático Bana e Flapi Banacek Baretta Barbapapa – Uma família colorida e maleável Blackadder Bonanza Bozo, o palhaço mais famoso do mundo Calimero - É uma injustiça, não é? Candy Candy – Um vale de lágrimas Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie Chefe, mas Pouco - Who´s the Boss Colditz Crime, disse ela...

Mapa administrativo de Portugal

Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Ango, Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo Timor? Quanto de nós nessa altura não fomos chamados ao quadro para indicar cidades, capitais, províncias, rios, serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene ? E o Kuanza ? Com esta santa nostalgia, hoje publico um desses mapas, o do Portugal Administrativo, retirado de um dos meus antigos livros escolares, com a indicação das províncias, as capitais de distrito, os rios, as serras e os caminhos d...