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Mensagens

Cigarros de outros tempos

  Nota prévia: Este artigo tem um objectivo meramente documental, exibindo o grafismo de carteiras e maços de marcas de tabaco de outros tempos. Não tem pois, qualquer objectivo de promoção do tabaco e do seu consumo. Não fumamos nem recomendamos que se fume. O consumo de tabaco está associado a doenças graves por demais conhecidas pelo que o seu consumo deve ser evitado. ------------------------------- Nunca fui fumador. Os poucos cigarros fumados em adolescente, afastado dos olhares de meus pais, longe de viciarem, criaram-me uma total aversão ao tabaco e ao seu fumo pelo que o hábito  nunca pegou de estaca nem floresceu em vício. Ainda bem, por alma da minha saúde e da minha carteira. Apesar disso, dessa quase aversão a tabaco, fumo e fumadores, tenho várias recordações ligadas aos cigarros, nomeadamente aos maços ou caixas onde estes eram embalados. Recordo, por isso, todas as marcas acima exibidas, como o “mata ratos” do Kentucky, os Provisórios, os Definit...

Broa de milho

Hoje em dia o pão chega-nos fresco logo pela manhã, distribuído pelo padeiro da zona ou adquirido em qualquer estabelecimento de produtos alimentares. Faz habitualmente parte das nossas refeições, mas é consumido de forma automática, sem sequer percebermos toda a lida que esteve por trás da sua confecção, ainda que em padarias modernas e automatizadas. Mas nem sempre foi assim. Noutros tempos, principalmente em ambientes de aldeia, o pão para consumo durante a semana era confeccionado e cozido na própria casa. Reavivando as memórias do meu tempo de criança, recordo que em casa dos meus pais, a exemplo de muitas outras famílias, existia o tradicional forno onde semanalmente, todas as quartas-feiras, a minha mãe reservava a parte da manhã para cozer o pão. Para isso existia um móvel em madeira, designado de masseira, onde a farinha misturada com a água era amassada à força de braços e mãos.     Como era tradicional na minha região, era ut...

Pó Talco Tandem

  Cá temos o talco Tandem, publicitado como ideal para bébés, com o seu ingrediente exclusivo, o H-3, que elimina rápidamente e previne as irritações da pele provocadas pelas fraldas. Verdade se diga, tenho muitas memórias à volta do pó-de-talco, desde logo porque muitas vezes o usei na muda das fraldas a alguns dos meus irmãos mais novos, mas a marca que nessa altura se usava, quase omnipresente, era a Johnsons, nuns frascos cilíndricos, cor de rosa. Deste Tandem, cujo nome nem é lá muito apelativo, não me lembro de ter passado pela farmácia da casa e por conseguinte não deve ter ajudado a suavizar as partes íntimas dos meus manos. Seja como for, o pó-de-talco, numa altura em que as fraldas não eram descartáveis, mas sim uns quadrados de pano de algodão, reutilizados até se romperem, afixados com o famoso alfinete de bébé (rosa para meninas e azul para meninos), era um produto com grande importância nos cuidados da higiene intíma, sobretudo de bébés e crianças. Merece, po...

Chocolates Aliança

Confesso que desconheço de todo o que aconteceu à fábrica de chocolates Aliança. Encerrou? Quando? Terá sido retomada por outra empresa, a exemplo do que aconteceu em 2000 com a popular Regina, agora propriedade da Imperial ? São questões que de facto desconheço e nem consegui apurar pois as informações disponíveis são reduzidas e quase inexistentes. Apesar disso, tenho boa memória desse chocolate que nos anos 70 a minha mãe comprava de vez em quando para confeccionar uma guloseima, especialmente ao Domingo, ou em dia de festa. O cartaz publicitário que acima publico refere-se, pois, ao chocolate Bleuville, da Aliança, utilizado na confecção de doces, bolos e mousses. Fica a memória desses doces tempos de criança e das não menos deliciosas lambarices. Actualização: Já depois do post original, obtive mais algumas informações sobre a Aliança: A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produto...

Desodorizante 8x4

  Como tempo passa… Na verdade vai para dois anos que falamos aqui do desodorizante 8x4, uma das clássicas e populares marcas detidas pela Beiersdorf , tal como o creme hidratante Nivea . Volvido todo esse tempo publicamos um novo cartaz publicitário, desta vez dedicado à variante “sport”, então disponível em spray e em stick.

Salazar

  Passam hoje 40 anos (27 de Julho de 1970) sobre a morte de António Oliveira Salazar, primeira figura do regime de ditadura que vigorou no nosso país até 25 de Abril de 1974. Amado por uns e odiado por outros, teve, contudo, a virtude de estabilizar o país após o caos, guerra civil, anti-clericalismo e anarquia geral em que vegetava a jovem República de Afonso Costa e companhia , mas o apego ao poder num contexto de um regime fechado e repressivo, agravado pelo tumor da guerra do Ultramar, uma política de "orgulhosamente sós", contra os sinais sentidos pela sociedade e ignorando os apelos da comunidade internacional, foram os seus grandes pecados. Com a sua morte, precipitada dois anos antes, pelo famoso caso da queda da cadeira de lona no Forte de Santo António do Estoril, esperava-se uma nova oportunidade de democracia, com Marcello Caetano, seu sucessor, mas foi uma Primavera curta e o regime durou quase 7 anos mais. Seja como for, quer se queira ou não, Sala...

Bronzeador Coppertone

  Hoje trago à memória o bronzeador Coppertone , uma marca inicialmente propriedade da Merck, que se fundiu recentemente com a Schering-Plough. O Coppertone era popular já nos anos 50/60 e frequentemente era alvo de campanhas publicitárias, especialmente em revistas. Para além do primeiro cartaz acima publicado, ficou famoso o segundo, dos anos 50, com a imagem de um cãozito a puxar o calção de uma menina, expondo a diferença do bronzeado. Esta imagem mantém-se como ícone e símbolo da marca. Apesar disso, num contra ciclo, mas num período onde os temas da pedofilia têm tido grande destaque na sociedade moderna, a imagem original tem sido revista de modo a denunciar menos as nádegas da rapariguita. Por não ser utilizador destes produtos, confesso (santa ignorância) que na actualidade desconheço se será ou não comercializado em Portugal, sendo que no Brasil , produzido pela Mantecorp , é muito popular. Seja como for, o tempo é de praia e por estes dias excessivament...

NIVEA Creme

- Cartaz publicitário de meados dos anos 60. O creme hidratante NIVEA é um produto e uma marca reconhecida em todo o mundo e a sua popularidade advém da sua qualidade e intemporalidade. A sua História  é riquíssima e interessante e revela-nos um percurso de sucesso. Aquela latinha azul (que até começou por ser amarela) com um creme branco e perfumado, provavelmente em todo o mundo existe em cada casa.    Para além  de tudo o que se possa dizer sobre a NIVEA, há uma imagem que desde os anos 60 ficou associada à marca, quando esta introduziu no mercado as famosas bolas NIVEA, de tamanho generoso e de cor azul ultramarino, e que faziam a delícia  nas brincadeiras de praia. Por outro lado, na versão gigante, colocada num suporte em muitas das nossas praias, tornaram-se pontos referência e de encontro de namorados e essa imagem, que nos remete ao tempo de férias, praia e mar, faz parte indelével do mais grato imaginário de muitos de nós. A NIVEA...

Jaime Pacheco – 22/07/1958

  Jaime Pacheco, conhecido pela sua carismática carreira como jogador e treinador de futebol, faz hoje 52 anos, já que nasceu em Paredes, em 22 de Julho de 1958. Como futebolista jogou no F.C. do Porto - 1980/1984 (onde mais se notabilizou); Sporting - 1984/1986; de novo no F.C. Porto - 1986/1989; V. Setúbal - 1989/1991; Paços de Ferreira - 1991/1993; Sporting de Braga - 1993/1994. Como treinador, o seu feito maior foi a conquista do Campeonato Nacional (I Liga) pelo Boavista F.C., em 2000/2001, mas nessa função, antes e depois, esteve ao serviço de muitos outros clubes, como o Paços de Ferreira, Rio Ave, União de Lamas, Vitória de Guimarães e Belenenses e ainda o Mallorca - Espanha e Al-Shabab, da Arábia Saudita. De Jaime Pacheco, para além da característica e precoce careca, ainda enquanto jogador, é conhecido o seu carisma, sobretudo o seu discurso muito directo para além da sua intrínseca qualidade e que fez dele um excelente futebolista, tanto nos clubes por onde...

Colgate - Dentífrico

Cartaz publicitário de 1961, apresentando o dentífrico Colgate , na altura do seu lançamento em Portugal. Esta marca, a par da Pepsodent, serão certamente as marcas mais populares e usadas pelos consumidores portugueses desde a sua introdução no nosso mercado. Por essa altura recordo-me que aos poucos os dentífricos, vulgo pasta de dentes, começavam a fazar parte da higiene oral no quotidiano das pessoas o que até ali nem sempre acontecia nomeadamente em ambientes de aldeias interiores. É claro que, recorrendo-se a produtos naturais, existia sempre alguma higiene. Por exemplo, mesmo sem a popularidade dos dentífricos, frequentemente era usada cinza da lareira para esfregar os dentes, o que resultava muito bem pois a cinza é um abrasivo macio. Também se utilizavam certas plantas. Por outro lado, sendo certo que a medicina dentária estava muito pouco implantada, e quando havia necessidade de extrair um dente por vezes era o barbeiro da aldeia a fazer o papel de carrasco, ma...