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Mensagens

Apanhar grilos

  Hoje não andei a apanhar grilos, no sentido do termo, como tantas vez fiz em criança, por estas alturas de Maio, pelo que não usei a palhinha para o tirar do seu buraquinho nem, como alguns, fiz xi-xi para o obrigar a sair do seu refúgio. Por outro lado, nada como ouvir as suas sinfonias de cri-cri ou gri-gri no próprio prado ao invés de o confinar numa pequena gaiola colorida atravancado de folhas de alface. Hoje percorri o prado onde tantas vezes os apanhei e depois de intuir de onde vinha o seu cantar, aproximei-me e pacientemente esperei que viessem para fora apanhar os raios de sol deste Maio envergonhado. Para meu espanto, era um casal e, mesmo sem aproximar demasiado a câmara para os não assustar, lá consegui o retrato. Os grilos, estes simpáticos insectos, remetem-nos para evocações de infância, quase sempre associadas às brincadeiras ou mesmo aos trabalhos do campo.   -clicar para ampliar

Dia da mãe

 

A panela ao lume

  Com os tempos de crise económica que varrem este nosso pobre país, no sentido da redução de custos nos orçamentos familiares, começam já a ser adoptados alguns expedientes ou práticas comuns há três ou quatro décadas atrás. Uma dessas situações tem a ver com a poupança nos gastos com electricidade e gás, cozinhando-se com lenha, na lareira, pelo que voltam a estar em uso, pelo menos em ambientes rurais, as velhinhas panelas de ferro que noutros tempos tantas vezes vi na lareira da casa paterna. E que saborosa era a comida que daqueles potes enegrados de fuligem saía… Adaptadas a essa função estavam as panelas de três pernas, em ferro fundido. Nesses tempos eram presença obrigatória nas feiras, vendidas em diferentes tamanhos. Para se começar a usar uma dessas panelas, era necessária uma preparação  destinada a retirar o sabor do ferro e de outros produtos usados na fundição, que, no caso da minha aldeia, norma geral consistía em cozinhar-se durante longas horas uma mis...

Bilú Tetéia – Márcio Ivens

  Quem se recorda desta pérola musical dos anos 70, “Bilú Tetéia” cantada por Márcio Ivens ? Independentemente da qualidade da música e da respectiva letra, hoje certamente analisada com outro olhar crítico,  a verdade é que na época o raio da música andava na boca de toda a gente que a cantarolava nos mais diversos sítios e ocasiões. Ainda hoje, para quem viveu esses tempos, pode surpreender-se com a coisa. Fica a memória…e a letra: Quando eu era criança mamãe dizia Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia Pegava eu no colo, mostrava pra vizinha Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia Que me segurava, dizia que gracinha... Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia O tempo foi passando e eu fui crescendo Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia E de fazer Bilu, mamãe foi se esquecendo Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia Agora eu estou grande, estou é barbadinho não encontro mais ninguém pra me fazer um Biluzinho Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia Bil...

O Novo Livro de História da 4ª Classe – António Branco

  Hoje trago à memória o “Novo Livro de História da 4ª Classe”, um belo manual escolar editado pela Porto Editora, em 1973, de autoria do Prof. António Branco, com belas e didácticas ilustrações de Eugénio Silva. Tem uma dimensão de 185 x 245 mm e 56 páginas. Como seria de esperar, o livro percorre todas as principais fases da nossa História, desde o nascimento de Portugal até aos nossos dias (na altura 1973). As ilustrações do Eugénio Silva são elas próprias verdadeiras lições da nossa rica História, retratando com rigor cada uma das suas épocas.  

Ciências Geográfico – Naturais – 4ª Classe – António Branco

  Hoje trago à memória o manual escolar da 4ª classe, “Ciências Geográfico – Naturais”, uma edição conjunta da Porto Editora, Emp. Lit. Fluminense e Livraria Arnado. É uma edição do final dos anos 60, sendo um dos muitos manuais da autoria do Prof. António Branco. O livro, de acordo com o que sugere o título, aborda as áreas das Ciências e Geografia, sendo que nesta ainda está presente a componente do Portugal Ultramarino, incluindo a representação dos habituais mapas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa e Timor. O manual tem 96 páginas num formato de 185 x 240 mm. Está profusamente enriquecido com ilustrações e fotografias, pelo que é muito apelativo. Abaixo, ficam algumas páginas.  

25 de Abril de 1974 – 38 anos depois

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Maidenform….sempre em forma

    O cartaz publicitário é de Julho de 1979, mas a marca Maidenform ,  fundada em Bayonne – New Jersey – Estados Unidos, no distante ano de 1922 por Ida Rosenthal, Enid Bissett e William Rosenthal, continua, 90 anos depois, em plena forma e com uma história de sucesso associada a roupas interiores, cintas e e sutiãs (soutiens) que se caracterizam por destacar o peito das mulheres. Ele há coisas que não mudam!

Antero de Quental

 Passam hoje 170 anos sobre o nascimento de Antero de Quental .

Charlot

    Em 16 de Abril de 1889 (passam hoje 123 anos), em Walworth - Londres - Inglaterra, nascia Charles Spencer Chaplin que veio a tornar-se na popular personagem do cinema mudo, Charlot . Sobre esta figura, de tão sobejamente conhecida e de tanta informação disponível a seu respeito, pouco mais há a acrescentar à sua vida e à sua carreira de actor e realizador. Recordar Charlot, para além da emeféride da sua data de nascimento, é recuar ao nosso tempo de criança e ao deslumbramento sentido por cada vez (e foram muitas) que aquela figura franzina e elástica, mesmo sem nada dizer, nos aparecia na televisão e nos fazia rir à gargalhada de princípio ao fim. É certo que sem o entusiasmo infantil de uma verdadeira aventura de capa e espada ou de uma cóboiada, com índios e ladrões, porque depois nas brincadeiras não dava para brincar ao Charlot, mas mesmo assim tornou-se numa figura marcante e mesmo intemporal, pelo que faz parte das memórias de infância de muitas ger...