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Mensagens

Marco Paulo, o adeus

  A notícia já é conhecida por todo o país. Faleceu o Marco Paulo, essa figura incontornável da musica popular portuguesa, seja lá o que isso for. Sobre a sua vida e obra pouco importa aqui acrescentar pois nada será novidade, já que por demais conhecidas, pois para além de ser cantor muito popular, teve uma longa ligação à televisão. Neste momento da sua despedida, mesmo que já previsível face ao seu estado de saúde, verifico que em todos estes anos de blog Santa Nostalgia e entre centenas de artigos e memórias reavivadas, nunca foi dado qualquer destaque a esta figura. Concerteza que também de muitos outros, mas sem dúvida que mereceria um destaque, uma memória. Não sei se foi por isso, essa falha, mas porventura por nunca ter sido um cantor que colhesse de minha parte um entusiasmo por aí além. Não regateio nem nem lhe retiro a mínima importância e popularidade de que gozou durante várias décadas no nosso panorama musical e de entretenimento, porque a teve, e de resto os números...

Naquele tempo a tinta era de qualidade

  Fotografia captada no Sábado passado. Não foi, pois, em 1980. Há tinta que teima resistir ao tempo. Até mesmo o anacrónico Avante vai resistindo, até que se apague. "A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.[1] A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.[2] Foi a reacção à esquerda do centro à união de partidos de centro-direita e de direita representada na Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979. Mesmo com a união da esquerda moderada na coligação FRS, a AD voltaria a ganhar nas eleições de 1980." [fonte: wikipedia]

E que falta nos faz...

  Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados. Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.  

Litografia do Bom Jesus do Monte - Braga

  Litografia com vista geral do Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga. Dimensões de 58 x 44 cm. Será da década de 1930. Das pesquisas feitas não consegui descortinar o autor. Há versões com a indicação de impressão na Lito Ignis - Porto e na Lito Minho - Braga. Há uma outra versão (vista abaixo) muito similar mas com mais largura e será da mesma época.

Ajax, que não o de Amesterdão

  Já aqui falamos desta emblemática marca de detergente de uso doméstico, o Ajax. Em resumo,  esta marca ainda existe e faz parte da habitual panóplia de artigos de limpeza de qualquer casa (para pavimentos, louças sanitárias e vidraças), mas a sua longa história e popularidade merecem uma referência especial. Para além da qualidade que lhe é reconhecida nos produtos actuais, e que já nesses tempos apregoava a tripla acção proporcionada pelos grânulos brancos, azuis e verdes, na variedade de detergente para a roupa, este produto, creio que ainda é propriedade da Colgate-Palmolive, tendo sido lançado por 1947, tornou-se popular pela forte publicidade que com frequência passava na rádio e TV para além de ser presença habitual em jornais e revistas.

Petróleo Químico Nally (na cabeça do Salazar)

Cartaz publicitário de meados da década de 1930 ao Petróleo Químico Nally. O produto era anunciado como "contra a queda do cabelo", mas convenhamos que as designações "petróleo" e "químico" fazem tocar os sinos de alerta  porque coisas que em princípio não devem servir para besuntar a cabeça. Provavelmente o efeito seria o contrário do anunciado, ou talvez não. Mas então era assim e parece que o produtor era famoso a ponto de ter como clientes o António Olivera Salazar e antes dele a raínha D. Amélia, aquando no exílio. Este era um dos vários produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925). 

Corona - Máquina de escrever

  Cartaz publicitário às máquinas de escrever "Corona" - Década de 1930. A Smith Premier Typewriter Company foi estabelecida em 1886, nos Estados Unidos, e lançou uma máquina de escrever com teclado duplo, nomeando-a "Smith" em 1889. Uma década antes, em 1879, a Remington já havia introduzido uma máquina de escrever capaz de imprimir tanto letras maiúsculas quanto minúsculas, o que a colocou em concorrência direta com a Smith. No entanto, em 1893, ambas as empresas se uniram para formar a Union Typewriter Company. Apesar dessa aliança empresarial, a Union entrou em litígio contra a Smith Premier Typewriter Company, proibindo-a de continuar utilizando o design que permitia aos dactilógrafos visualizar o papel durante o processo de escrita. Em consequência disso, os irmãos Smith decidiram sair da empresa e, em 1914, criaram o modelo "Corona", mudando o nome da marca para L. C. Smith Corona Typewriter. Na década de 1980, com a generalização dos computadores e...

"Deliciosa" - margarina

  Cartaz publicitário à margarina "Deliciosa", da FIMA. Será da década de 1940. A Margarina "Deliciosa" terá começado a ser importada e comercializada pelos Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da, na segunda metade da década de 1920. Essa mesma empresa começou por sua vez a actividade industrial pelo início da década de 1940 com a instalação da FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da, em Sacavém. Para além da margarina, incluindo a "Deliciosa", eram ali produzidos os óleos alimentares que então se começaram a popularizar em substituição do azeite. A FIMA deu várias voltas no universo empresarial e na actualidade pertencerá à Unilever com a designação de Unilever Fima.

Aliança - Bolachas, biscoitos e massas

  Cartaz publicitário às bolchas, biscoitos e massas Aliança. Ano de 1930. Já falamos aqui desta emblemática marca. Tal como então escrevi, das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

Áquila - Rádio - Recomendado pela Renascença

  Cartaz publicitário do final da década de 1930 ao aparelho  receptor de rádio da marca Áquila, da Phonograph Corporation New York, comercializado pela Imperial Rádio, L.da - Lisboa. Do que pesquisei sobre esta marca, pouco colhi, pelo que é uma daquelas muitas coisas que a passagem do tempo obscureceu. Pela descrição, o aparelho estava dotado de modernas tecnologias para a época, nomeadamente os super-heteródinos americanos. Ressalta da descrição, a recomendação pela "Rádio Renascença" e com condições de venda vantajosas aos sócios daquela emissora. A Rádio Renascença foi fundada por Monsenhor Manuel Lopes da Cruz, e as suas emissões experimentais ocorreram no início em Junho de 1936 com um emissor instalado em Lisboa.  As emissões regulares terão começado a 1 de Janeiro de 1937. Das grandes emissoras de rádio portuguesas que despontaram na década de 1930, é a única que mantem inalterado o seu nome inicial.