Pesquisar no Blog

6/13/2026

Kolinos - Pasta dentífrica

 



A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme dental foi criada pelo dentista Neal Jenkins e produzida em escala industrial pela "Kolynos Company". O nome da marca tem provável origem latina, derivado de "collino", que significa untar com, friccionar ou esfregar.

O produto começou a ser importado para o mercado brasileiro em 1917, ano em que foi publicado o seu primeiro anúncio no país (na revista *Selecta*) com o slogan "limpa os dentes e a escovinha também". Devido ao grande sucesso de vendas, a empresa acabou por construir uma fábrica no Brasil, tornando-se líder da categoria. A sua identidade visual caracterizou-se pela fidelidade às cores verde e amarela na embalagem.

No final da década de 1990, a marca foi adquirida pela multinacional norte-americana Colgate-Palmolive por um montante de 1,040 milhar de milhão de dólares (dos quais 760 milhões de dólares foram destinados especificamente ao mercado brasileiro).

A transação gerou fortes protestos por parte de empresas concorrentes, em especial a Procter & Gamble (P&G). Argumentava-se que a fusão faria com que a Colgate passasse a deter cerca de 79% do mercado de higiene bucal no Brasil, o que comprometeria a concorrência saudável. O caso tornou-se um marco nas discussões sobre a lei antitruste e na atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Como consequência do processo de fusão e das exigências regulatórias, a marca Kolynos foi descontinuada no mercado brasileiro em 1997, sendo substituída pela recém-criada marca "Sorriso".

A Kolynos é frequentemente apontada como um caso de sucesso extremo na fixação de marca. Mesmo após ter sido retirada de circulação em 1997, permaneceu durante anos como a marca de pasta de dentes mais lembrada pelos consumidores brasileiros nas sondagens "Top of Mind", tendo perdido a liderança para a sua substituta, a "Sorriso", apenas no ano de 2003.

Em Portugal a marca teve pouca relevância e praticamente não é lembrada.

6/12/2026

Pós Keating - O exterminador da bicharada

 


Cartaz publicitário do ano de 1930


O anúncio refere-se aos célebres "Pós de Keating" (Keating's Powder), um dos insecticidas mais famosos do século XIX e do início do século XX. O produto tornou-se um verdadeiro fenómeno global de marketing e higiene doméstica.

A marca foi criada por Thomas Keating, um farmacêutico/químico britânico sediado em Londres , cuja actividade remonta ao final do século XVIII ou início do século XIX.

Durante o século XIX, a farmácia de Keating sustentava-se com dois produtos principais: pastilhas para a tosse no inverno e o pó insecticida no verão.

 O produto era exportado para todo o Império Britânico e distribuído internacionalmente. Em Portugal, o registo e a distribuição destas marcas estrangeiras ganharam força nas últimas décadas do século XIX e início do século XX, altura em que este anúncio específico em português foi publicado, apresentando-o como "O Rei dos Insecticidas".

Ao contrário dos pesticidas sintéticos modernos, o pó de Keating era feito à base de piretro (frequentemente comercializado na época como "Pó da Pérsia" ou "Persian Insect Powder". Tratava-se de um pó obtido a partir de flores secas e moídas de certas espécies de crisântemos (Chrysanthemum cinerariifolium).

O piretro contém compostos naturais (piretrinas) que atacam o sistema nervoso dos insectos por contacto, sendo altamente eficaz contra pulgas, percevejos, baratas, formigas e traças, mas apresentando baixa toxicidade para mamíferos e seres humanos.

O produto era tão popular que, durante a I Guerra Mundial, muitos soldados levavam pacotes de pó de Keating para as trincheiras para combater as infestações de piolhos e pulgas.

O negócio original de insecticidas começou a declinar nas décadas de 1920 e 1930 devido à melhoria geral das condições de saúde pública e, mais tarde, ao surgimento de insecticidas sintéticos (como o DDT). Curiosamente, a empresa familiar Thomas Keating Ltd. acabou por se reinventar, transitando para a engenharia de precisão e ferramentas, existindo ainda hoje no Reino Unido sob o mesmo nome, mas dedicada à fabricação de instrumentos científicos de alta tecnologia.

5/26/2026

O que tu queres é Sugus

 


Sugus é uma antiga e popular marca de rebuçados e de um modo ou outro já terá ajudado a adoçar a boca de muita gente.

Procurando na rede informações sobre a sua história, dizem que foram criados por 1931 na Suíça, pela empresa de chocolate Suchard. O nome escolhido, "Sugus", deriva do verbo escandinavo suge, que significa chupar,, e ficaram mundialmente conhecidos pela sua textura macia e invólucros coloridos que indicavam o respetivo sabor.

Terá sido um dos primeiros rebuçados a incorporar sumo de fruta natural. Após a II Guerra Mundial, o sucesso levou à sua internacionalização, chegando a países como Portugal, Argentina e Brasil.

A marca foi adquirida pela Kraft Foods em 1990 e, mais tarde, em 2004, os direitos do doce passaram para a Wrigley Company. 

Em Portugal os rebuçados Sugus chegaram a ser fabricados pela TOFA, empresa a que também pertencia a Tofa Cafés.

Uma das suas características identitárias refere-se ao formato do invólucro do conjunto e dos próprios rebuçados, paralelepípedos, de base quadrada.


foto: wikipedia

5/19/2026

Leixões S. C. Época 1968/1969

 


Equipa do Leixões Sport Clube da época de 1968/1969.

Em cima, da esquerda para a direita: Fonseca, Nicolau, Barros, Adriano, Gentil e Geraldinho.

Em baixo, pela mesma ordem: Ricardo, Horácio, Bené, Neca e Jorge Calado.

Na classificação do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, esta equipa de Matosinhos classificou-se em 11.º lugar entre 14 clubes, com 21 pontos. 26 jogos, 7 vitórias, 7 empates e 12 derrotas. 21 golos marcados e 30 sofridos.

Nessa época, o Campeonato foi conquistado pelo SL Benfica, com 39 pontos, seguindo-se FC do Porto e Vitóra de Guimarães.

5/13/2026

Boavista Futebol Clube - 1975/1976

 


Boavista Futebol Clube, da época de  1975-1976.

Uma fantástica equipa que ficou em 2.º lugar do campeonato, a 2 pontos do campeão Benfica. Na tabela classificativa seguiram-se Belenenses, F.C. do Porto e Sporting.

Esta mesma equipa venceu a Taça de Portugal nessa época em confronto final com o Vitória de Guimarães, por 2-1. Já na época anterior, de 1974/1975 venceu na final o S.L.  Benfica por 2-1. Repetiria a proeza na Taça vencendo em 1978/1979 contra o Sporting, com direito a final e finalíssima.

Em cima, da esquerda para a direita: Carolino, Mário João, Taí, Alberto, Celso e Botelho.

Em baixo, pela mesma ordem: Francisco Mário, Mané, Salvador, Acácio e João Alves.

Era treinador o carismático José Maria Pedroto.

5/12/2026

S. L. Benfica - 1974/1975 - Em dia de dérby


Equipa do S.L. Benfica em jogo de dérby no Estádio José de Alvalade. No final da partida, um empate de 1-1. De resto o mesmo resultado quando o Benfica recebeu o rival. Marcaram pelo Benfica o Diamantino Costa e pelo Sporting o Fraguito. Apesar disso, o clube encarnado sagrou-se campeão nacional. O Sporting nessa época ficou-se pelo 3.º lugar, atrás do Benfica e F-C. do Porto.

Em cima, da esquerda para a direita: Nené, Toni, Víctor Baptista, Diamantino Costa, António Simões, Milorad Pavic (treinador) e Moinhos. Em baixo pela mesma ordem: Messias, Artur, Humberto Coelho, Barros e Bento.

Curiosidade, tanto o Simões como o Artur foram "apanhados" em posições pouco fotogénicas. Mesmo o treinador a olhar para o chão, talvez a apreciar o penteado do Bento.

5/05/2026

S.L. Benfica - 1974/1975

 


Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda composta por estrangeiros.

Em cima, da esquerda para a direita: Eurico, Toni, Barros, Shéu, Bento.

Em baixo, pela mesma ordem: Nelinho, Artur, Nené, V. Martins, Jordão, Moinhos.

Era treinador:  Milorad Pavic

5/04/2026

Grupo Desportivo da CUF - 1967/1968

 


Uma das boas equipas do saudoso clube Grupo Desportivo da CUF. Época de 1967/1968.

Em cima, da esquerda para a direita: Vítor Cabral, Augusto Durand, Bambo, Medeiros, Mário João e Abalroado.

Em baixo, da esquerda para a direita: Vieira Dias, José Monteiro, Fernando Oliveira, Sério e Capitão-Mor.

4/17/2026

7UP - Beber e arrotar

 

A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Europa. Tudo teve início em 1929, em St. Louis, nos Estados Unidos, onde Charles Leiper Grigg dedicou dois anos a testar 11 fórmulas diferentes. O objetivo era combinar sete sabores naturais num refrigerante de lima-limão único, resultando na receita que, em 1933, adotou definitivamente o nome pelo qual a conhecemos hoje.

O crescimento da marca foi fulgurante, alcançando o pódio das bebidas mais consumidas no mundo já no final da década de 40. Mais tarde, nos anos 60, a 7UP pioneirizou o segmento de baixas calorias com o lançamento da sua versão "light" (originalmente chamada LIKE), que evoluiu para a atual 7UP Zero Açúcar. Em Portugal, a marca entrou oficialmente nos anos 70, conquistando rapidamente a liderança absoluta no segmento de lima-limão, posição que mantém até aos dias de hoje no mercado nacional.

A identidade da bebida ficou também marcada por ícones da cultura popular, com destaque para o licenciamento do boneco Fido Dido pela PepsiCo em 1988, que se tornou a mascote oficial e um símbolo de irreverência nos anos 90. Mais recentemente, em 2023, a 7UP renovou a sua imagem global, adotando um design mais dinâmico e atualizando a nomenclatura dos seus produtos, mas preservando o sabor cítrico e refrescante que a define há quase um século.

4/13/2026

Seara Nova - Revista


A revista "Seara Nova" foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. O primeiro número foi publicado a 15 de outubro de 1921, após um conjunto de reuniões preparatórias realizadas nesse ano.

Na sua fase inicial, a revista assumiu-se como uma publicação de “doutrina e crítica”, com objetivos pedagógicos e políticos, procurando aproximar a elite intelectual portuguesa da realidade social.

Após o golpe de 28 de maio de 1926 e durante a Ditadura Nacional e o Estado Novo, a Seara Nova tornou-se um dos principais órgãos de oposição democrática ao regime, apesar da censura e de dificuldades financeiras. Ao longo das décadas seguintes, desempenhou um papel relevante na resistência intelectual e na renovação do pensamento da esquerda portuguesa.

A revista manteve publicação relativamente regular até 1979, atingindo então os números 1598/1599. A partir desse ano passou a editar apenas um número anual para manter o título ativo, situação que se prolongou até 1985, quando regressou com uma nova série.

Posteriormente, retomou a publicação periódica, passando por diferentes fases e formatos, incluindo uma reorganização da numeração a partir de 2004.


4/06/2026

As Pupilas do Senhor Reitor

 


"As Pupilas do Senhor Reitor" - Um Clássico da Identidade Rural: 

Publicada originalmente em formato de folhetim em 1866, a obra "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis, permanece como um dos marcos fundamentais da transição entre o romantismo e o realismo na literatura portuguesa. Ambientada numa aldeia minhota em meados do século XIX, a narrativa explora o contraste entre a simplicidade da vida rústica e as influências, por vezes desestruturantes, do meio urbano.

A história centra-se em duas irmãs órfãs, Margarida (Guida) e Clara, conhecidas como as "pupilas" por estarem sob a tutela e proteção do bondoso reitor da aldeia. A trama desenvolve-se através dos seus paralelos amorosos com os filhos do abastado lavrador José das Dornas: Pedro e Daniel.

Pedro e Clara: Representam a face mais impulsiva e, por vezes, frágil da juventude. Pedro é um homem do campo, trabalhador e sério, enquanto Clara é descrita como alegre e despreocupada, vivendo intensamente o presente sem medir consequências.

Daniel e Margarida: Daniel personifica o conflito entre a cidade e a aldeia. Após anos a estudar Medicina no Porto, regressa à terra natal com a arrogância de quem se sente superior ao meio rural, negligenciando a promessa de infância feita a Margarida. Esta última, por sua vez, simboliza a virtude e a abnegação, actuando como professora e mantendo-se fiel aos seus princípios.

O romance é célebre pela sua capacidade de retratar o quotidiano de uma comunidade portuguesa oitocentista, povoada por figuras memoráveis como o excêntrico e tradicionalista Dr. João Semana. Através do desenrolar dos conflitos amorosos e sociais, Júlio Dinis defende a ideia da "regeneração pelo amor" e a harmonia dos valores tradicionais face à modernidade.

Dada a sua riqueza descritiva e popularidade, a obra foi alvo de diversas adaptações, incluindo a versão cinematográfica de 1960 realizada por Perdigão Queiroga,  cujo cartaz, acima, ilustra a estética da época e o impacto duradouro desta história no imaginário nacional.

A obra foi ainda motivo para duas telenovelas brasileiras, uma de 1970 e outra de 1994.

Kolinos - Pasta dentífrica

  A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme...

Populares