Mensagens

Petróleo Químico Nally (na cabeça do Salazar)

Imagem
Cartaz publicitário de meados da década de 1930 ao Petróleo Químico Nally. O produto era anunciado como "contra a queda do cabelo", mas convenhamos que as designações "petróleo" e "químico" fazem tocar os sinos de alerta  porque coisas que em princípio não devem servir para besuntar a cabeça. Provavelmente o efeito seria o contrário do anunciado, ou talvez não. Mas então era assim e parece que o produtor era famoso a ponto de ter como clientes o António Olivera Salazar e antes dele a raínha D. Amélia, aquando no exílio. Este era um dos vários produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925). 

Corona - Máquina de escrever

Imagem
  Cartaz publicitário às máquinas de escrever "Corona" - Década de 1930. A Smith Premier Typewriter Company foi estabelecida em 1886, nos Estados Unidos, e lançou uma máquina de escrever com teclado duplo, nomeando-a "Smith" em 1889. Uma década antes, em 1879, a Remington já havia introduzido uma máquina de escrever capaz de imprimir tanto letras maiúsculas quanto minúsculas, o que a colocou em concorrência direta com a Smith. No entanto, em 1893, ambas as empresas se uniram para formar a Union Typewriter Company. Apesar dessa aliança empresarial, a Union entrou em litígio contra a Smith Premier Typewriter Company, proibindo-a de continuar utilizando o design que permitia aos dactilógrafos visualizar o papel durante o processo de escrita. Em consequência disso, os irmãos Smith decidiram sair da empresa e, em 1914, criaram o modelo "Corona", mudando o nome da marca para L. C. Smith Corona Typewriter. Na década de 1980, com a generalização dos computadores e...

"Deliciosa" - margarina

Imagem
  Cartaz publicitário à margarina "Deliciosa", da FIMA. Será da década de 1940. A Margarina "Deliciosa" terá começado a ser importada e comercializada pelos Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da, na segunda metade da década de 1920. Essa mesma empresa começou por sua vez a actividade industrial pelo início da década de 1940 com a instalação da FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da, em Sacavém. Para além da margarina, incluindo a "Deliciosa", eram ali produzidos os óleos alimentares que então se começaram a popularizar em substituição do azeite. A FIMA deu várias voltas no universo empresarial e na actualidade pertencerá à Unilever com a designação de Unilever Fima.

Aliança - Bolachas, biscoitos e massas

Imagem
  Cartaz publicitário às bolchas, biscoitos e massas Aliança. Ano de 1930. Já falamos aqui desta emblemática marca. Tal como então escrevi, das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

Áquila - Rádio - Recomendado pela Renascença

Imagem
  Cartaz publicitário do final da década de 1930 ao aparelho  receptor de rádio da marca Áquila, da Phonograph Corporation New York, comercializado pela Imperial Rádio, L.da - Lisboa. Do que pesquisei sobre esta marca, pouco colhi, pelo que é uma daquelas muitas coisas que a passagem do tempo obscureceu. Pela descrição, o aparelho estava dotado de modernas tecnologias para a época, nomeadamente os super-heteródinos americanos. Ressalta da descrição, a recomendação pela "Rádio Renascença" e com condições de venda vantajosas aos sócios daquela emissora. A Rádio Renascença foi fundada por Monsenhor Manuel Lopes da Cruz, e as suas emissões experimentais ocorreram no início em Junho de 1936 com um emissor instalado em Lisboa.  As emissões regulares terão começado a 1 de Janeiro de 1937. Das grandes emissoras de rádio portuguesas que despontaram na década de 1930, é a única que mantem inalterado o seu nome inicial. 

Uma verdadeira canja de galinha...

Imagem
  Cartaz publicitário aos populares caldos de galinha Knorr. A publicidade sempre vendeu, na década de 1970 e 1980 como hoje. Acreditamos, ontem como hoje, que num cubinho de gordura concentrada está o segredo de uma deliciosa canja para toda a família, somente por meia dúzia de tostões. E anda a minha patroa, enganada, a criar galinhas caseiras e depois dela bem madurinha e espremida, juntando-lhe os seus ovos, a perder tempo a confeccionar uma canja como achava que devia ser, realmente caseira. Perda de tempo, pois basta usar o cubinho mágico e depois no prato basta fingir que é da galinha gorada que está no galinheiro.

Pois, pois, Jota Pimenta

Imagem
  Os mais velhos reconhecerão facilmente o slogan da popular publicidade televisiva da década de 1970 à venda de apartamentos em edifícios em altura: «Pois, pois, J. Pimenta» J. Pimenta referia-se ao popular construtor João Gonçalves Pimenta. Nascido na aldeia do Souto, perto de Abrantes, nas bordas do Tejo, e cedo começou como servente na construção civil. Em 1956 fundou a empresa «J. Pimenta, SARL » a qual veio a ter um impacto enorme na construção de apartamentos de habitação na época, décadas de 1960 e 1970. Terá iniciado por edificar habitações na Reboleira e posteriormente em Cascais, Paço de Arcos, e outras zonas da Grande Lisboa. Faleceu por Abril de 2015 com 90 anos. Os apartamentos construídos pela J.Pimenta, vieram revolucionar o mercado imobiliário da época, quer pela dimensão dos empreendimentos quer pelas apostas inovadoras dos apartamentos de baixo custo que se vendiam já mobilados bem como com uma actividade muito publicitada o que a popularizava. Após a revolução d...