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11/10/2016

Álvaro Cunhal - Olhe que não, olhe que não!


Passam hoje 103 anos sobre o nascimento de Álvaro Cunhal, umas das mais  características figuras da política contemporânea portuguesa.
Álvaro Barreirinhas Cunhal, nasceu em Coimbra em 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa em 13 de Junho de 2005.

Pode-se ou não apreciar o político a quem Mário Soares acusou em 6 de Novembro de 1975 (no célebre frente-a-frente na RTP) de pretender instalar uma ditadura comunista em Portugal, a que Cunhal respondeu sorridente com a famosa expressão "Olhe que não, olhe que não!". mas o líder histórico do Partido Comunista Português é sem dúvida um nome incontornável da nossa política antes e pós revolução do 25 de Abril de 1974..

5/06/2016

Gaiola Aberta - O fado provisório


Capa da revista "Gaiola Aberta", correspondente ao Nº 6 com data de 15 de Agosto de 1974. 

No inconfundível traço do José Vilhena, três dos grandes protagonistas da cena política  do pós-revolução do 25 de Abril desse ano: Mário Soares, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal. Dos três, ainda por cá o Soares, embora já debilitado pela idade.

Quarenta e picos anos passados sobre esse momento da nossa História, mudaram-se as caras dos políticos mas as coisas e as vontades parecem ser as mesmas e Portugal parece viver na meia-luz do interior de uma casa de fados onde fadistas mais ou menos "artistas" vão, norma geral com mau acompanhamento, entoando fadunchos à medida da clientela que, já de ouvido treinado, vai perdoando a desafinação.

4/25/2011

25 de Abril de 1974 – Reaprender a Liberdade


 

25 de abril 1974 dia da iberdade

Trinta e sete anos depois da data da revolução de 25 de Abril de 1974, continuamos na mesma pequenez e dependência de políticos e governantes incapazes. Os valores de Abril continuam a ser evocados como banalidades de ocasião, como balões e confetis numa qualquer festa de aniversário, mas no essencial, aparte um progresso que se obteve mas que nos endividou, porque alicerçado sempre acima das nossas reais possibilidades, porque temos casa, carro, televisão e sofás que somos incapazes de pagar ao Banco, continuamos numa ditadura da incerteza do futuro imediato, numa ditadura da insegurança, numa ditadura do desemprego, num faz de conta que vivemos à grande e à francesa com o dinheiro dos outros.

É certo que agora podemos pensar, exprimir e reclamar, no que se chama de exercício da Liberdade, mas, verdade se diga, já de pouco nos serve, porque são moucos os ouvidos daqueles que nos deviam escutar.

Como agravante de tudo, se noutros tempos éramos quase todos inocentes e vítimas do controlo e prepotência de um Governo que se perpetuava, agora somos co-autores de tudo quanto está a acontecer, pelo que não nos podemos demitir das nossas (ir)responsabilidades porque entramos nesta comédia de gente gastadora, com ares de bem de vida e porque legitimamos quem sucessivamente nos tem desgovernado.

Agora é aguentar e aproveitar a lição para se reaprender o sentido da Liberdade, que muitos ainda teimam em confundir com libertinagem, como se a Liberdade seja apenas o lado brilhante e visível da Lua, ignorando-se que o outro lado, embora oculto, representa a disciplina, os deveres e obrigações, afinal o justo equilíbrio.

12/28/2009

Figuras & Figurões - 4

 Continuamos com a colagem virtual de mais alguns cromos da colecção Figuras & Figurões, que, recorde-se, representa em caricatura, um grupo de influentes figuras, políticos e militares, de todo o período pós 25 de Abril de 1974.

Anteriores artigos:

melo antunes_figuras e figuroes_santa nostalgia_13

acacio barreiros_figuras e figuroes_santa nostalgia_14

pereira de moura_figuras e figuroes_santa nostalgia_15

10/23/2009

Figuras & Figurões - 3

 Damos continuidade à publicação dos cromos da caderneta FIGURAS & FIGURÕES, colando hoje mais três, correspondentes a outras tantas figuras importantes da cena política nacional de um passado relativamente recente.

alvaro cunhal figuras e figuroes santa nostalgia 10

vasco lourenco figuras e figuroes santa nostalgia 11

salgado zenha figuras e figuroes santa nostalgia 12

9/23/2009

Figuras & Figurões - 2

Dando continuidade à publicação dos cromos da caderneta FIGURAS & FIGURÕES, colámos hoje mais cinco, correspondentes a outras tantas figuras importantes da cena política nacional de um passado relativamente recente.

francisco sa carneiro figuras e figuroes santa nostalgia 5

pires veloso figuras e figuroes santa nostalgia 6

galvao de melo figuras e figuroes santa nostalgia 7

freitas do amaral figuras e figuroes santa nostalgia 8

otelo saraiva de carvalho figuras e figuroes santa nostalgia 9

5/16/2009

25 de Abril de 1974 – Ainda…

 

Ainda a propósito do artigo sobre o 25 de Abril de 1974, fiz na altura uma série de simples ilustrações comemorativas, das quais algumas publiquei. Uma vez que algumas sobraram, a título de aproveitamento, deixo-as nest post, para a posteridade, até porque o verdadeiro espírito de Abril deve ser lembrado, Sempre!

25 de abril sempre santa nostalgia

flor de abril

(clicar para ampliar)

 

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4/25/2009

25 de Abril de 1974 - 35 liberdades depois

 

cravos de abril

Recordo-me bem do dia 25 de Abril de 1974. Recordo-o sobretudo porque nessa tarde fomos mandados da escola para casa. Depois, durante o resto do dia, a televisão em constantes transmissões, onde sobretudo se via gente, muita gente na rua, misturada com soldados.

No imediato, no meu mundo de criança, não me apercebi da verdadeira dimensão do acontecimento, das suas origens e dos seus objectivos. Confesso que em todo esse período nunca tive noção do regime político em que o país estava mergulhado. Lembro-me, apenas, creio que pela segunda-classe, de um qualquer colega de carteira ter dito no recreio que quem falasse do Caetano seria preso. Veio-me logo à ideia o Sr. Caetano, um nosso vizinho, lavrador abastado e barrigudo. Seria esse o Caetano? Durante mais alguns anos pensei que sim pelo que quando calhava em cruzar com o homem, todo eu era educação e respeito, não fosse mandar-me prender.

Bom...o certo é que pelos anos seguintes fui tomando a natural noção do significado da Revolução que veio a ser baptizada "dos cravos". Hoje, à distância de 35 anos, dou como sábias as palavras de alguém que deixou mais ou menos escrito que as revoluções são pensadas por idealistas, levadas a cabo por fanáticos e aproveitadas por toda a espécie de oportunistas. Sem grandes considerações filosóficas e análises histórico-sociais profundas, quase sou obrigado a concordar com este sumário da nossa Revolução.

É certo que a liberdade conquistada permitiu a que Portugal encontrasse o seu próprio destino e retomasse um caminho de progresso e desenvolvimento, que dizem ter sido atrasado 40 anos, mas hoje, à distância de quase outro tanto tempo, sobram muitas desilusões conquistadas nesse histórico dia de Abril. A liberdade hoje está transformada em libertinagem; O exercício do poder, seus tentâculos, clientelismo, oportunismo, corrupção e favorecimento, continuam piores, com a agravante de exercidos de forma clara. O povo continua a ser o pião das nicas e a sua liberdade só serve para legitimar governos, governantes e políticos quase sempre incompetentes.

image 

Hoje reconheço que nessa época da nossa História havia medo, não um medo generalizado mas um medo elitista, da classe pensadora, dos homens e mulheres, não do campo e das fábricas, mas dos livros, da cultura e das artes. O povo, na sua maioria, não tinha medo. Tinha medo do fantasma real da guerra, isso sim, e esse terá sido o pecado capital do regime, que nos afogou em mortes e adiou o progresso, mas não tinha medo da insegurança, pelo que os seus filhos brincavam alegremente na rua, na escola, nos pinhais. As portas das casas e dos comércios podiam ficar escancaradas durante o dia e durante a noite. Hoje temos medo de deixar sair as nossas crianças fora da porta e até a escola tornou-se tudo menos um exemplo de virtudes, educação e disciplina. Quem então trabalhava para o sustento do dia-a-dia hoje continua a ter que o fazer, com a agravante de ter que ganhar para o pão e para os livros da escola mas também para os carros, para a casa, para todo um conjunto de inutilidades, para pagar os medicamentos para curar as nossas depressões, para engordar os bancos e os cofres públicos. Os outros, a tal classe elitista, foi quem mais ganhou com o 25 de Abril, porque deixou de ter medo e hoje é quem ocupa os grandes cargos  dos governos, das instituições, enfim, o poder, o seu exercício e as suas altas benesses.

Hoje reconheço que a liberdade teve um preço demasiado caro e vivemos mergulhados numa crise, num desemprego que fustiga quase todas as famílias, onde a economia geral atinge valores idênticos aos dos anos 70, onde a criminalidade, ligeira e violenta enche as páginas dos jornais e os ecrãs da televisão, onde os criminosos vivem e actuam sem medo de um sistema que os devia castigar e onde o povo, desprotegido, continua a ter que "pagar as favas", onde quem tem dinheiro é que se defende, onde quem tem  "padrinhos" é que aspira aos melhores cargos e lugares.

Enfim, o povo continua unido (nesse dia gritava-se " O povo unido jamais será vencido"), mas unido no desfavorecimento, na insegurança e na incerteza, porque no resto continua dividido, porque as desigualdades que existiam antes do 25 de Abril continuam a vigorar 35 anos depois.

Foi para isto que serviu o 25 de Abril de 1974? Claro que não, mas, por desgraça do nosso destino, tenho dúvidas que no cômputo geral estejamos melhor. Livres, é certo, mas inseguros, endividados e desprotegidos, face ao presente e sobretudo face ao futuro, já não tanto de nós próprios (os da minha geração e mais velhos), mas fundamentalmente dos nossos filhos e dos nossos netos.

Mas eu quero acreditar que, mesmo assim, apesar de nem tudo ter sido perfeito, o 25 de Abril de 1974 valeu de facto a pena. Tenhamos esperança, pois nela ainda reside a génese dessa Revolução.

25 de abril de 1974 img3

 (fonte: santa nostalgia - clicar para ampliar)

25 de abril de 1974 img4

 (fonte: santa nostalgia - clicar para ampliar)

 

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