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10/17/2011

Pelos caminhos do Montemuro

 Ontem, com um grupo de três casais amigos, fomos dar uma voltinha por zonas de Montemuro, aproveitando este Verão tardio em que era suposto chover e estar frio. Rimou, mas este calor que esvazia os copos e enche esplanadas soa-nos a algo fora do sítio, desarrumado da cristaleira do tempo onde se alinham os delicados ciclos da natureza. Mas há que aproveitar até porque as cores quentes de Outono são sempre fascinantes por estas encostas do Douro.

A primeira paragem foi no centro de Cinfães, berço do explorador Serpa Pinto, cujo busto domina o belo jardim com o seu nome, ao lado da igreja matriz. 
Depois do pequeno almoço e um arejar no jardim, retomamos o passeio a caminho da Gralheira onde, com hora marcada, nos esperava um emblemático "cozido-à-portuguesa", esmerado e delicioso ou não fosse, a par da paisagem e os coelhos para os demasiados caçadores, o principal chamariz a esta aldeia de granito, em pleno Montemuro.
Paradoxalmente, neste terra de fortes sabores, a vitela arouquesa, cabrito e borrêgo, é apresentada como segunda especialidade a italiana "pizza". Ao que parece, como opção à mesa para os mais miúdos pouco dados aos substanciais comeres dos pais e avós.

Terminado o almoço, rumou-se a Resende, com um ligeiro desvio à curiosa Panchorra, onde a via e ponte romana sobre o rio Cabrum (minguado de águas) merecem destaque.
Já no alto do Montemuro, o soberbo miradouro no santuário de S. Cristóvao. Depois, a descida com passagem e paragem em S.ta Maria de Cárquere, um granítico monumento com elementos românicos e góticos, ligado historicamente às figuras de D. Afonso Henriques e Egas Moniz.
Belo, fotogénico, com as cores da História e do tempo, mas simultaneamente sujo e confundido com elementos urbanos numa espécie de anarquia visual que nos questiona sobre a qualidade da gestão destes espaços que deveriam estar melhor protegidos de certas misturas.

De Resende, terra de famosas cerejas e “cavacas”, um saltinho a Frende (Baião), já no lado norte do Douro, com um olhar rápido à capelinha de S. João e às enigmáticas sepulturas talhadas nos afloramentos rochosos.

Já com a tarde a declinar, voltamos para a margem sul e iniciamos o regresso, ainda com tempo para uma breve paragem na esplanada (cheia de gente) junto ao Douro em Caldas de Aregos.

Porque havia muita e sinuosa estrada (EN 222) pela frente, regressamos a casa com o disco alaranjado do sol a fazer companhia, esborratando de cor a limpidez do Douro em cada uma das suas muitas curvas.

Igreja matriz de Cinfães

Pórtico da Quinta da Fervença - Cinfães

Tendais - Moinho

Gralheira

Gralheira

Gralheira - Pormenor em fonte

Panchorra - Ponte romana sobre o rio Cabrum

Panchorra - Ponte romana sobre o rio Cabrum

Panchorra - Calçada romana

Vista do Santuário de S. Cristóvão

Mosteiro de Santa Maria de Cárquere - Resende

8/30/2009

Lua - Quarto Crescente de Agosto

lua quarto crescente agosto sn 01

Um mês depois, voltei a fotografar a Lua na sua fase de Quarto Crescente.

A principal diferença, relativamente às fotografias obtidas em finais de Julho, reside essencialmente no ângulo da zona iluminada o que pode ser verificado por comparação..

Por outro lado, obtive uma segunda fotografia com o uso de flash o que foi suficiente para lhe dar uma tonalidade mais laranja.

Lua em 27 de Julho

Lua em 31 de Julho

lua quarto crescente agosto sn 02

8/29/2009

Ovelha tresmalhada

 

Eu sei que hoje em dia os gostos estão muito massificados e correntemente gostamos das mesmas coisas que a maioria das pessoas gosta, seja naquilo que comemos, vestimos, calçamos mas também até nos aspectos culturais, do desporto, do entretenimento e do lazer.
Não admira, pois, que nesta altura do ano, marcada pelas férias de grande parte da nossa população, os destinos preferidos desta continuem a ser as zonas de praia, no litoral, de modo especial na costa algarvia.
No estrangeiro estão também muito massificados os chamados supermercados do turismo, nas zonas das Caraíbas e México, como Punta Cana, Cancun e outros.
Somos, assim, ovelhas de um enorme rebanho que seguem instintivamente na cola do rabo de outras, rumando a pastos comuns, abanando os mesmos chocalhos.


Pode ser um terrível defeito, mas nunca gostei de alinhar por essa maioria pelo que neste período fujo do litoral como o diabo da cruz. Põem-me doente as estradas cheias de carros apressados, os estacionamentos atafulhados e as praias apinhadas de pessoas que, contudo, cada uma por si, age como se estivesse isolada no seu cantinho, na sua casa, seja na forma de se exibir, de comer, conversar, jogar a bola, fazer (quase) sexo, enfim, perturbar os outros a cada instante e em cada momento.

Neste sentido, adoro a praia em Dezembro ou em Janeiro, fria e ventosa, mas deserta, sem o tal rebanho massificado. Para a frequentar prefiro o gorro e o cachecol ao calção. As poucas vezes que faço praia resulta do sentido de sacrifício pelos filhos.


Como opção a estes lugares onde toda a gente vai, escolho sempre destinos no interior do nosso belo Portugal. Desta feita, depois de Chaves - Trás-os-Montes, no ano passado, optei pela região da Guarda, a cidade mais alta do país (1056 m). Fiquei por uns dias num excelente hotel, localizado mesmo à saída da A25,  e aproveitei o tempo para visitar não só a cidade, onde de resto já havia estado há anos, mas sobretudo para fazer uma série de percursos repletos de história e cultura, nomeadamente o circuito das aldeias históricas.

Assim, para além da cidade da Guarda, com destaque para a Sé Catedral, a Torre de Menagem, a Torre dos Ferreiros e toda a zona histórica envolvente, incluindo o Museu da Guarda, Igreja da Misericórdia, etc, visitei com alguma calma a judaica Belmonte, a granítica Sortelha, Sabugal, aos pés do rio Côa, Alfaiates, Almeida e Castelo Bom. No primeiro dia, à vinda para a Guarda, já tinha feito paragens em Penalva do Castelo, incluindo na Casa da Ínsua, um belo palacete rodeado de belos jardins.

Depois, no regresso a casa, visitei a bela Linhares com o seu castelo de duas torres e o casario encastrado nos penedos e ainda  Vouzela (onde almocei naquinhos de vitela solteira de Lafões, na localidade de Cambra), passagem pelas Termas de S. Pedro do Sul (bem conhecida de outras visitas) e percurso final subindo a Serra da Freita, por S. Crístovão de Lafões (mosteiro da Ordem de Cister), Santa Cruz de Trapa (solar dos Malafaias) e por Manhouce (cantado por Isabel Silvestre), onde, à sombra da sua ponte romana,  me refresquei nas águas cantantes do límpido rio Teixeira seguindo-se o resto da subida até Albergaria da Serra - Arouca, onde o rio Caima se despenha na majestosa Mizarela. Depois, finalmente, um salto final até casa, já não muito longe.

Para muitos, admito,  seria um calvário percorrido em quase 800 Km, por vales, serras e planaltos, mas para mim e para quem me acompanhou, foram alguns dias repletos de coisas boas: história, cultura, paisagem, gastronomia (cabrito, javali, vitela de lafões, vitela arouquesa, doces regionais e conventuais) e contacto com gente ainda pura, como a velhinha de quase 90 anos, em Sortelha, tecendo cestinhos de junco ou do não menos velhinho de Alfaiates que se dignou servir de guia.

Para finalizar e servir de simples testemunho, de seguida ficam algumas das centenas de fotografias que colhi.

 

(clicar nas imagens para ampliar)

casa da insua sn 01

Penalva do Castelo -Casa da Ínsua

casa da insua sn 02

Penalva do Castelo -Casa da Ínsua

guarda se sn 01

Guarda - Sé Catedral - vista norte

guarda se sn 02

Guarda - Sé Catedral - vista sul

guarda se sn 03

Guarda - Sé Catedral - pormenor interior

belmonte castelo sn 01

Belmonte - castelo

belmonte sn 02

Belmonte - Igreja de S. Tiago

belmonte sn 03

Belmonte - Vista do castelo

sortelha sn 04

Sortelha - castelo

sortelha sn 05

Sortelha - casario

sabugal sn 01

Sabugal - castelo

sabugal sn 02

Sabugal - interior do castelo

sabugal sn 03

Sabugal - vista do castelo

alfaiates sn 01

Alfaiates - castelo

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Alfaiates - igreja da Misericórdia

almeida sn 01

Almeida - vista parcial

linhares sn 01

Linhares - castelo

linhares sn 02

Linhares - vista do castelo

vouzela sn 01

Vouzela - ponte romana sobre o rio Zela

vouzela sn 02

Vouzela - igreja matriz - Nª Sª Assunção - estilo românico

mizarela sn 01

Serra da Freita - rio Caima - frecha da Mizarela

 

 

barra2_santa nostalgia

8/07/2009

Lua Cheia de Agosto

lua cheia santa nostalgia 1

(clicar na imagem para ampliar)

Ontem, lá consegui, finalmente, fotografar a Lua na sua fase de Cheia. Em rigor, já não, pois já se nota uma ligeira sombra da sua próxima fase, a Minguante.
Mesmo assim, foi a mais circular que consegui obter. Infelizmente, a nebulosidade da última semana, com os dias e as noites pouco límpidas, não permitiram uma melhor definição. Fossem as noites quentes e límpidas e tudo seria diferente. Talvez daqui a um mês, ou, quem sabe, em Janeiro.

Também convém explicar, penso eu, que a Lua fotografada nas fases de Quarto Crescente ou Quarto Minguante, apresentam um melhor contraste em virtude da luz solar incidir de forma lateral, provocando o efeito de sombra no relevo e  crateras. Ora na fase de Lua Cheia, a luz é total e mais directa pelo que o tal efeito de sombra é menor ou quase inexistente

7/31/2009

Lua – Quarto Crescente - II

 

Na sequência do anterior post sobre a Lua, na sua fase de Quarto Crescente, ontem voltei a fazer-lhe o retrato, notando-se o consequente aumento da área iluminada. Da próxima vez, conto fazê-lo a uma hora mais tardia já que o respectivo disco se apresenta com maiores dimensões. Par além disso, como já havia referido, é minha intenção fazer a fotografia na próxima quarta/quinta-feira quando estiver Lua Cheia. Esperemos que o tempo o permita.

Para esta foto utilizei uma lente 70/300 mm, tripé e cabo disparador. É natural que nas diversas fotos que captei, com diferentes aberturas e velocidades até tenha melhores resultados, mas, assim de repente, sem grande selecção, foi esta a escolhida.

 

lua quarto crescente santa nostalgia 02

(clicar na imagem para ampliar)

 

barra2

5/12/2009

Coisas sentidas - 1

 

Eu sei. Eu sei que não sou poeta nem almejo a esse enlevado estado de alma, tão intrínseco dessas criativas criaturas, capazes de nos arrebatar a estados de sublimes emoções. Mas, pronto… por vezes, mesmo que a um simples mortal, surge om lampejo de sensibilidade, um raro vislumbre de sentimentos e a coisa dá para algo parecido com poesia, se calhar nem tanto no âmago mas pelo menos na forma.

Sendo assim, e porque também importam em nostalgias, permitir-me-ão os meus visitantes, que de vez em quando por aqui rabisque alguns desses lamentos ou exaltações emocionais. Em suma, deixem-me tentar ser poeta, ainda que por efêmeros instantes.

solidao santa nostalgia 12052009 02

(clicar para ampliar)

 

Solidão

Gosto da solidão da alma,
Como da solidão dos montes,
Planícies doces e vagas.
Gosto dessa paz, dessa calma,
Do suave cantar das fontes
Do morno calor das fragas.

 

*****Santa Nostalgia*****

3/25/2009

Lisboa antiga - 2

 

Damos continuidade à publicação de mais algumas fotografias que nos mostram parte de uma Lisboa de outros tempos.

lisboa antiga 06

lisboa antiga 07

lisboa antiga 08

lisboa antiga 09

(clicar nas fotos para ampliar)

*****SN*****

3/24/2009

Lisboa antiga - 1

 

Recebi por estes dias, no meu email, uma das habituais apresentações Power Point. Entre muita coisa fatela e curriqueira, por vezes aparecem coisas curiosas e interessantes, como foi o caso de uma que continha fotos antigas de cidade de Lisboa. A apresentação vem assinada por um Wilcocs, pelo que não posso fazer melhor referência ao autor ou à origem das fotos.

Para quem de facto conhece a actual realidade dos locais retratados, não pode deixar de se surpreender pela rápida e radical transformação dos sítios. Esta mudança, a que chamam progresso e desenvolvimento, é de facto mais notória e impressionante nas grandes cidades, como é o caso de Lisboa.

Aqui ficam algumas:

lisboa antiga 01

lisboa antiga 02

lisboa antiga 03

lisboa antiga 04

lisboa antiga 05

(clicar nas imagens para ampliar)

*****SN*****

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