Cartaz publicitário dos fósforos "Caravela" da Sociedade Nacional de Fósforos . 1942.
Grafismo de uma das etiquetas das caixas de fósforos QUINAS da Socoedade Nacional de Fósforos – Porto.
Trazemos hoje à memória algumas das doze caixas de fósforos com a colecção de etiquetas referentes a Moinhos Nacionais. A edição é da Sociedade Nacional de Fósforos – Porto (fundada em 1926 e extinta em 1993), do início dos anos 70. As caixas continham 40 amorfos, vendidas ao preço de 35 centavos.
Foram produzidas pelo menos duas variantes na cor de fundo, o vermelho e o azul.
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Passam hoje 159 anos sobre o falecimento de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, conhecida como raínha portuguesa D. Maria II (Rio de Janeiro, 4 de Abril de 1819 – Lisboa, 15 de Novembro de 1853). Filha do rei D. Pedro IV (D. Pedro I como imperador do Brasil) recebeu o cognome de A Educadora.
Remetendo esta figura da História de Portugal para as nossas memórias de infância ela surge como uma das belas notas de 1000 escudos a qual entrou em circulação em 1967 e foi retirada 20 anos depois, em 1987.
Tudo indica que o desenho da nota seguiu o quadro de Sir Thomas Lawrence (1769-1830) representando a jovem raínha com a idade de 10 anos. (curiosamente em algumas fontes o retrato é dado como de autor desconhecido).
Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.
Num anterior artigo [link] falámos aqui de uma fantástica colecção de carteiras de fósforos, editada nos anos 60 pela Sociedade Nacional de Fósforos - Lisboa, composta por 90 carteiras, com ilustrações de José Pargana, retratando alguns dos nomes mais sonantes do desporto portuiguês de então, nomeadamente nas modalidades de futebol, hóquei em patins, ciclismo e atletismo.
Hoje damos à estampa mais alguns exemplares.
[clicar nas imagens para ampliar]
No final dos anos 70 a Fosforeira Portuguesa – Espinho, lançou uma interessante colecção de carteiras de fósforos, com o tema “Figuras de Sempre”, retratando figuras ou profissões típicas do nosso Portugal. Não faltam profissões ou figuras como o vendedor de gravatas, o pedinte, o calceteiro, o soldado, a varina, a empregada doméstica, o vendedor de castanhas, o bêbado, o amolador, a fadista, etc.
Ao todo são 24 carteiras, com outros tantos belos desenhos num estilo caricaturado e deveras peculiar. Não consegui obter o nome do artista. Ainda cheguei a alvitrar o nome de Abel Manta, mas o estilo….Talvez os leitores possam ajudar a esclarecer esta autoria. Infelizmente, neste aspecto de obtenção de informações e dados sobre o filuminismo em Portugal, de facto constata-se uma lacuna enorme de informação. Sendo um tema clássico do coleccionismo, porventura a par da filatelia e numismática, e deveras interessante pela beleza e diversidade de temas, impressiona negativamente que quase não exista informação ao nível da web. Mesmo o Museu dos Fósforos, sediado na cidade de Tomar, que representa uma das maiores colecções europeias, não disponibiliza qualquer informação online, o que seria interessante até para incentivo deste coleccionismo em particular. Mas, enfim…é o que temos.
Esta colecção, “Figuras de sempre”, embora de estilo diferente, está dentro da temática de outra colecção similar da mesma fábrica, a “Figuras Típicas”, também dos anos 70.
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Casa do Pão-de-Ló de Arouca - A. Teixeira Pinto