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3/05/2026

Pão com Manteiga - Revista de humor


Director: José Duarte

Coordenador- Geral: Bernardo Brito e Cunha

Colaboradores: Alexandre Carvalho, Artur Couto e Santos, Carlos Barradas, Carlos Cruz, Carlos Zíngaro, Fernando Ricardo, José António Pinheiro, José Duarte, José Fanha, Júlio Quirino, Kakrus, Luis Guimarães, Mário Zambujal, Nuno Gomes dos Santos, Rolo Duarte, Sam, Vasco, Zé Manel

A década de 1980 em Portugal foi um período de profunda mutação social e política. Entre a consolidação da democracia e a entrada na CEE, o humor desempenhou um papel vital na interpretação desta nova realidade. No centro dessa revolução satírica esteve a revista Pão com Manteiga, uma publicação que transpôs para o papel a acutilância de um dos programas de rádio mais icónicos da história nacional.

Da Rádio para o Papel: A Génese de um Sucesso

O projeto "Pão com Manteiga" teve a sua origem na Rádio Comercial, onde um grupo de mentes brilhantes — liderado por figuras como Bernardo Brito e Cunha, Carlos Cruz, Mário Zambujal e Orlando Neves — transformava as manhãs de fim de semana num exercício de liberdade criativa. O sucesso foi de tal ordem que a transição para o formato impresso se tornou inevitável, permitindo que o humor visual e a sátira escrita ganhassem uma nova dimensão.

A revista não era apenas um veículo de piadas; era um objeto de análise social. Com um grafismo moderno para a época, a publicação destacou-se por:

Num Portugal que ainda aprendia a rir dos seus governantes, a revista utilizava a ironia para dissecar as contradições do poder.

Contou com o génio de cartoonistas como António, Luís Afonso e Vasco, cujas ilustrações se tornaram tão ou mais lidas do que os textos.

Crónicas assinadas por nomes como Mário Zambujal trouxeram um rigor literário ao humor, provando que o riso não tinha de ser brejeiro para ser popular.

Mais do que uma revista, o "Pão com Manteiga" foi uma escola. Preparou o terreno para o que viria a ser o humor televisivo das décadas seguintes e influenciou gerações de jornalistas e criativos. A sua capacidade de observar os "tiques" da classe média portuguesa e a pompa das instituições nacionais permanece, ainda hoje, um exemplo de excelência editorial.

Recordar a revista "Pão com Manteiga" é visitar um Portugal que descobria a sua própria voz no pós-25 de Abril. Foi um período de ouro onde a inteligência e o riso caminharam de mãos dadas, deixando um espólio que merece ser preservado e estudado por todos os que se interessam pela história da comunicação em Portugal.






6/12/2025

A perder gás


Algures numa aldeia portuguesa, a perder gás, como quase todas no interior. Os anos não perdoam, nem mesmo aos elementos publicitários afixados há décadas na fachada granítica de um estabelecimento que vendia de tudo um pouco, desde as botijas de gás butano, a linhas, botões e agulhas até o fazer de posto dos Correios.

Mesmo nos dias de hoje, ainda que de outras marcas e tamanhos, as botijas (garrafas ou bilhas) são uma das principais fontes de abastecimento doméstico de gás. Quando comecei a construir a minha habitação ali por 1994, fui obrigado a apresentar um projecto próprio, e dotá-la com os respectivos ramais interiores, incluindo a caixa para o contador no muro da rua, prevendo-se a "futura" ligação à rede de gás natural. Passaram 30 anos, imagine-se, e a tal previsão foi um ar, ou mesmo um "gás" que se lhe deu, porque embora a rede fosse instalada em alguns locais, nunca chegou, de todo, a todos. O mesmo com as redes de água e saneamento. As empresas, municipais ou concessionárias, só fazem onde lhes dá lucro. Servir lugares ou ruas com duas ou três de casas é má gestão. Mas, permitem estas discriminações mesmo que, como papagueavam o presidente e a escritora há dois dias, somos todos da mesma massa de pureza. Balelas. Continuamos a ser diferentes, em muitas coisas como nos acessos aos serviços, à Justiça, à Educação, etc.

Os nossos políticos foram sempre assim, visionários, a olhar para o futuro, sendo que o políticos passam, o seu futuro sabe-se como é, garantido, bem remunerado, mas o nosso, o do povo, nunca mais chega.

Andamos, pois, a pagar desmandos, a gastar dinheiro em projectos, licenças, tubagens e caixas de contadores para nada. Permanecem por ali, pelo menos, como atestado de incompetência e de desgoverno. 

Lido no sítio da própria marca, "fundada em 1931 por dois engenheiros visionários, a Butagaz foi inicialmente chamada de URG (Uso Racional do Gás). Isso marcou o início do botijão de gás azul de 13 kg, que competia com a lenha e o carvão. Esse impulso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial e pela destruição quase completa do parque industrial em 1945. A década de 1950 marcou o renascimento da URG. Graças à reconstrução do parque industrial e à ampla disponibilidade de botijões de gás, 2 milhões de usuários já estavam convencidos, nessa década, do uso do gás para cozinhar, produzir água quente e aquecer residências.

Em ascensão, a Butagaz lançou o gás em botijões para particulares na década de 1960, atendendo às suas necessidades de aquecimento, água quente e cozinha. Esse sucesso imediato levou à construção de centros industriais e à automação da distribuição para atender a todas as demandas dos franceses. Essa era viu o nascimento de um dos mascotes franceses mais populares: o Urso Azul.

No início da década de 1980, a URG adotou o nome de sua marca principal: BUTAGAZ. Para ampliar sua oferta, a Butagaz modernizou sua distribuição, entrou no mercado de supermercados em 1985 e lançou sua primeira campanha publicitária na televisão em 1986.

Uma nova era começa para a Butagaz.


2/14/2025

Chuckie Egg - Nostalgia de 80


"Chuckie Egg" era um jogo de plataforma lançado pela A&F Software em 1983, com versões iniciais para o ZX Spectrum, BBC Micro e Dragon 32/64.

O rápido sucesso do jogo levou à sua adaptação para diversos computadores, como o Commodore 64, Acorn Electron, MSX, Tatung Einstein, Amstrad CPC e a família Atari de 8 bits. Posteriormente, o jogo foi reeditado para sistemas mais modernos, incluindo o Commodore Amiga, Atari ST e computadores compatíveis com IBM PC.

A autoria do jogo é atribuída ao británico Nigel Alderton, na época apena com 16 ou 17 anos de idade. Depois de alguns meses dedicados ao do jogo, Alderton levou uma versão preliminar de seu código para o Spectrum até a A&F, uma empresa de software, então com apenas dois anos de existência, fundada por Doug Anderson e Mike Fitzgerald (representando as iniciais "A" e "F", respectivamente). Doug ficou responsável pelo desenvolvimento da versão para o BBC Micro, enquanto Mike Webb, um dos colaboradores da A&F, trabalhou na adaptação para o Dragon.

Embora as versões de diferentes plataformas variem em alguns aspectos técnicos, os níveis do jogo permaneceram em grande parte os mesmos. As edições para os sistemas de 8 bits são amplamente reconhecidas como clássicos, sendo lembradas até hoje por sua jogabilidade envolvente e seu impacto no gênero de jogos de plataforma.

Pessoalmente, não sendo de jogos electrónicos, confesso que então já detentor de um ZX Spectrum 128 K+, com um monitor, fartei-me de perder horas com este jogo até alcançar todos os diferentes níveis.

Outros tempos em que para além de tudo havia paciência para além de que, coisa ao alcance de poucos.

Na onda, chegue a aprender Sinclair Basic e até programei umas pequenas coisas, incluindo algumas múiscas feitas por bips.

Bons tempos!


Aqui, uma interessante entrevista do Nigel Alderton sobre a sua criação, embora já de 2011.



1/16/2025

A Nikita do Elton, que era tão inglesa como ele

Anya Major - A Musa de "Nikita".

Nos anos 1980, os videoclipes desempenhavam um papel central na promoção de músicas, muitas vezes criando narrativas visuais inesquecíveis. Um exemplo marcante foi "Nikita", de Elton John, lançado em 1985. O videoclipe tornou-se um clássico não só pela música emotiva, mas também pela participação da bela Anya Major, a mulher que, nascida em 1966,  deu vida à personagem-título e se tornou um ícone visual daquela era.

Quem era, afinal a Nikita? Soviética, alemã oriental?

Anya Major não era uma actriz ou modelo muito conhecida na época, mas já havia chamado atenção em outro projecto marcante. Ela tinha sido a protagonista do famoso comercial "1984" da Apple, dirigido por Ridley Scott, no qual destrói simbolicamente o controle opressivo do "Big Brother". Esse papel destacou sua presença atlética e forte, características que a tornaram perfeita para o videoclipe de "Nikita".

Antes de sua fama em "1984" e "Nikita", Anya Major era uma atleta britânica, conhecida por sua determinação e carisma natural. Sua habilidade de combinar força e feminilidade chamou a atenção de produtores, garantindo-lhe oportunidades como essa.

 O Contexto do videoclipe de "Nikita"

A canção "Nikita", escrita por Elton John e Bernie Taupin, é uma balada romântica que captura a melancolia e as limitações impostas pela divisão política da Guerra Fria. A letra narra a história de um amor impossível entre o narrador e Nikita, uma agente da polícia de fronteira da Alemanha Oriental, que então separava o outro lado do muro de Berlim.

No videoclipe, dirigido por Ken Russell, Anya Major encarna a figura de Nikita, vestida em um uniforme militar e o emblemático gorro de pelo, mas com traços de vulnerabilidade e doçura. A sua personagem simboliza a humanidade que transcende as barreiras ideológicas. Apesar do uniforme rígido, o olhar de Anya transmitia emoções que contrastavam com a frieza política do cenário.

O Impacto do videoclipe

"Nikita" foi lançado em uma época em que a tensão entre o Ocidente e o Bloco Soviético era um tema constante na mídia e na cultura popular. O videoclipe, com uma narrativa simples e nem sempre consentâneo com a história cantada, ressoou, contudo, com as audiências de todo o mundo. Anya Major tornou-se a personificação visual de Nikita, eternizando seu papel como o rosto de um amor que desafiava barreiras.

Curiosamente, a canção gerou alguma controvérsia após seu lançamento. Na letra, "Nikita" é referida como um homem, já que, em russo, Nikita é um nome masculino. No entanto, o videoclipe reinterpretou a narrativa, apresentando Nikita como uma mulher, o que ajudou a universalizar a mensagem da música.

Anya Major após "Nikita"

Após o sucesso de "Nikita", Anya Major optou por uma vida mais discreta, afastando-se dos holofotes. Seu papel no videoclipe, no entanto, permanece como um marco na cultura pop, sendo lembrado por sua beleza, força e a emoção que trouxe à história visual da música de Elton John.

Um Símbolo de resistência e emoção

O videoclipe de "Nikita" não seria o mesmo sem a presença magnética de Anya Major. Ela conseguiu transmitir a tensão de uma época e a ternura de um amor impossível com um simples olhar. Sua atuação reforçou a mensagem da música: a de que barreiras políticas podem separar pessoas, mas não têm o poder de apagar os sentimentos que elas compartilham.

Anya Major será para sempre lembrada como a guarda de fronteira que, mesmo sem palavras, nos contou uma história que atravessou décadas.

1/06/2025

O Pai Murphy - "Father Murphy - Série de televisão


"Father Murphy" é uma série de televisão americana que foi transmitida de 1981 a 1983, criada por Frank Lupo. O enredo gira em torno do Padre Murphy, um padre católico interpretado por Merlin Olsen, que, após a morte de seus pais, assume o papel de protetor e conselheiro de um grupo de órfãos. A trama se passa no Velho Oeste, no século XIX, e explora as dificuldades e desafios enfrentados por essas crianças enquanto tentam sobreviver e encontrar um propósito em suas vidas.

O Padre Murphy, originalmente um homem simples, decide assumir a identidade de um sacerdote para se infiltrar em um orfanato onde as crianças estão sendo maltratadas. Ao longo da série, ele ganha a confiança das crianças, ao mesmo tempo em que enfrenta uma série de obstáculos, como criminosos e autoridades corruptas. A série mistura elementos de drama, aventura e lições morais, com o padre desempenhando um papel paternal ao guiar as crianças em direção a um futuro melhor.

A série é conhecida por seu tom sensível e os conflitos internos dos personagens, explorando temas como a moralidade, a fé e a redenção, ao mesmo tempo em que traz à tona as dificuldades da vida no Oeste americano.

Em Portugal a série foi exibida por meados de 1985, aos sábados, a seguir ao almoço.


Ficha técnica:

Título: Father Murphy

Gênero: Drama, Aventura, Família

Criador: Frank Lupo

Emissora original: NBC

Exibição original: 1981 a 1983

Número de temporadas: 2

Número de episódios: 34

Duração média por episódio: 60 minutos

Michael Landon, actor de populares séries como "Bonanza", "Uma Casa na Pradaria" e  "Um Anjo na Terra", criou a série e foi o produtor executivo, dirigindo em parceria com William F. Claxton , Maury Dexter , Victor French e Leo Penn

Elenco principal:

Merlin Olsen como John Michael Murphy 

Moses Gunn como Moses Gage

Katherine Cannon como Mae Woodward/Murphy 

Timothy Gibbs como Will Adams

Scott Mellini como Ephram Winkler

Lisa Trusel como Lizette Winkler

Kirk Brennan como David Sims

Byron Thames como Matt Sims

Chez Lister como Eli Matthews

Richard Bergman como Padre Joe Parker


Banda sonora: Mike Post

Produção: Universal Television

Localização: Estados Unidos (exibido nacionalmente pela NBC)


1/05/2025

E continuamos com Triumph



No seguimento do anterior artigo, novamente dois cartazes às reduzidas roupinhas da Triumph. Ano de 1985. In "Crónica Feminina"

1/03/2025

Lingerie Triumph - Pelo prazer de ser mulher

 



Dois cartazes publicitários à marca de roupa lingerie feminina, a Triumph. 1985 - in Crónica Feminina

Já falámos aqui da Triumph, popular marca de roupa íntima de senhora.

Hoje partilhamos dois cartazes similares, com a mesma bela modelo, mas com diferentes peças - mas nem tanto.

10/18/2024

Naquele tempo a tinta era de qualidade

 

Fotografia captada no Sábado passado. Não foi, pois, em 1980. Há tinta que teima resistir ao tempo. Até mesmo o anacrónico Avante vai resistindo, até que se apague.

"A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.[1]

A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.[2] Foi a reacção à esquerda do centro à união de partidos de centro-direita e de direita representada na Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979. Mesmo com a união da esquerda moderada na coligação FRS, a AD voltaria a ganhar nas eleições de 1980."

[fonte: wikipedia]

7/11/2024

Brian do Alf, agora no outro mundo

 


Soube da notícia da morte de Benji Gregory, a criança que, no papel de Brian, participou na série Alf - Uma coisa do outro mundo.

Benji Gregory, que participou em quatro temporadas da série, morreu aos 46 anos. A morte, inesperada terá tido causas por agora desconhecidas e terá ocorrido já a 13 de junho mas só agora foi revelada.

Numa publicação feita na rede social Facebook, a irmã de Benji revelou que o seu irmão foi encontrado morto dentro do carro, com o seu cão, também ele morto. Acredita ela que o irmão adormeceu no automóvel e acabou por morrer devido ao calor dentro da viatura.

Aguardam-se melhores conclusões. Para quem viu a série ficam naturalmente uma pena e nostalgia. Que descanse em paz!

7/07/2024

Fizz de limão - A frescura dos verdes anos 80

 



Quem gosta de gelados, sobretudo dos mais clássicos, terá memórias do Fizz de limão, da Olá.

Apareceu o verdinho na década de 1980, depois saíu de cena e por 2012 era anunciado o seu relançamento um pouco a reboque do programa de memórias do Nuno Markl.

Depois terá voltado novamente a hibernar e agora está aí de novo, pelo menos é o que vai dizendo a propaganda.

Esta coisa dos gelados, marcas e variantes é de modas e tantas vezes por questões de negócio porque na realidade tudo gira em torno do dinheiro.

Seja como for, hoje voltei a saborear o Fizz, com a suas características, forma, cor e sabor. E gostei, porque fresco, bem fresco e com o sabor a limão bem conseguido, muito dentro do natural e já não tanto ao que depressa se percebe que é sintético.

Gostei de recordar e, de facto, por momentos recuei às quentes tardes de Verão da década de 1980. Pena que a viagem seja curta porque gelado no Verão é como manteiga em nariz de cão, pouco dura e não resiste a mais que duas ou três lambidelas.

5/27/2024

Motorizada GT - EFS Super Sachs

 


De um antigo catálgo das motorizadas EFS, o robusto modelo GT. Publicação rara e que resgatei em imagens algures numa pequena oficina de uma terra de Trás-os-Montes.


Quanto à EFS, a ter em conta alguns dados publicados pela web, a marca nasceu em 1911, fundada por Eurico Ferreira de Sucena, com estabelecimento na Borralha, em Àgueda, então como fabricante de de acessórios para bicicletas e para o ciclismo. Anos depois, em 1939, a EFS fabricou as primeiras bicicletas a pedais e posteriormente em 1952 iniciou a produção de bicicletas equipadas com motor.

A década de 1960 foi muito positiva para a marca de Eurico Ferreira de Sucena, com um incremento das encomendas para o mercado interno mas também com o início das exportações dos seus veículos para alguns países europeus, americanos e mesmo asiáticos.

A empresa continuou a crescer nos anos seguintes e em 1974 entrou em laboração uma segunda unidade industrial, localizada em Avelãs de Caminho - Anadia, dando-se simultaneamente a mudança da sede e administração da EFS.

O grosso da produção centrava-se então nos ciclomotores mas em 1978 a empresa dá corpo aos motociclos com a fabricação de uma moto de 125 cm3 equipada com motor Puch, de dois tempos. De resto a empresa não tinha motor de fabrico próprio e os seus modelos eram equipados sobretudo com motores Sachs, Zundapp, Casal, Puch e Kreidler, Cucciolo, Derbi, Minarelli e até mesmo da japonesa Yamaha.

Já na década de 1980, embora ainda com muita venda de ciclomotores, a EFS deparou-se com forte concorrência, nomeadamente de outros países e acabou por entrar em decadência e veio mesmo a encerrar as portas. De resto esta mexida no mercado por essa época afectou muitas empresas do ramo, como a Macal, Casal, Famel e muitas outras que caíram inapelavelmente deixando um rasto de história.

Por sua vez, a metalurgia Casal foi fundada em 1964 por João Francisco do Casal. Foi a maior fábrica de motores nacionais, produzindo motores de diversas cilindradas para diversos fins, incluindo motociclos. A Casal foi a marca portuguesa que atingiu maior notoriedade e chegou a exportou para diversos países.

A Famel, Fábrica de Produtos Metálicos, foi fundada em 1949 na Mourisca, em Águeda, por João Simões Cunha, Augusto Valente de Almeida e Agnelo Simões.

1/12/2024

Uma Casa na Pradaria - Série de televisão

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Uma Casa na Pradaria", tradução do título original "Little House on the Prairie". 

A série foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, de 11 de Setembro de 1974 até 21 de Março de 1983, sendo que no último ano teve  o título de "Little House: A New Beginning". A série foi baseada na obra literária de Laura Ingalls Wilder. Teve um total de 183 episódios com uma duração de 45 minutos cada. 

Em Portugal, a data em que foi estreada é incerta já que algumas fontes dizem que a série apenas foi exibida originalmente na RTP a partir de 7 de Janeiro de 1984, por isso já depois de ter terminado a sua produção e exibição nos Estados Unidos. Outra fonte diz ter iniciado em 1980. Ainda uma terecira fonte consultada informa que foi exibida entre 1978 e 1984. 

O espaço temporal da série desenrola-se na década de 1870. O enredo acompanha o dia-a-dia da família Ingalls, liderada pelo patriarca Charles Ingalls (interpretado por Michael Landon), sua esposa Caroline (por Karen Grassle) e suas  filhas, Mary (Melissa Sue Anderson), Laura (Melissa Gilbert), que era a narradora habitual, Carrie (pelas gémeas Lindsay e Sidney Greenbush) e Grace. Ainda o Albert, filho adoptivo.

Determinada a construir uma vida melhor, a família de pioneiros estabelece-se em Walnut Grove, uma pequena cidade na fronteira do oeste americano.

A série aborda temas como as lutas diárias da vida na fronteira, o espírito de comunidade, a superação das dificuldades, perigos e desafios e as relações familiares e comunitárias. Charles Ingalls é um homem trabalhador e compassivo, enquanto sua esposa Carolline é uma mulher forte e dedicada à família. A narrativa destaca a educação das filhas, as amizades na comunidade e os obstáculos enfrentados pelos pioneiros, como os rigores do clima, conflitos com povos nativos americanos e a busca pela prosperidade em uma terra ainda selvagem.

Ao longo de suas nove temporadas, "Little House on the Prairie" tornou-se um clássico da televisão, cativando o público com suas histórias emocionantes e personagens memoráveis, enquanto oferecia uma visão nostálgica e romântica da vida no oeste americano do século XIX.

Entre nós a série foi igualmente popular e seguida com muita devoção. A figura de Charles Ingalls beneficiava da popularidade do intérprete Michael Landon na série de western "Bonanza", como Little Joe.

Pessoalmente assisti a alguns episódios mas em rigor nunca me prendeu demeasiado a atenção. Gostos. Daí, talvez, só agora trazer à memória esta série apesar de ter sido uma das mais emblemáticas dessa metade da década de 1970 e toda a década seguinte. Mesmo que tardiamente é justo que fique aqui a referência.

1/09/2024

Gina - A revista com cores da liberdade


Já tivemos a oportunidade de trazer aqui à memória a revista GINA, um dos ícones dos primórdidos da liberdade pós-revolução e da década de 1980.

Esta revista de cariz pornográfico foi na época uma quase novidade e mesmo lida, partilhada e guardada às escondidas, ficou na memória de toda uma geração, sobretudo dos jovens rapazes, sendo que naturalmente, embora de forma mais discreta, por algumas raparigas.

Recorde-se que esta revista teve publicação desde Setembro de 1974 até 2005,com 196 números. O êxito foi, imediato com o preço de capa inicial em 25 escudos mas alterado com frequência de acordo com a inflacção da procura.

A publicação da editora Pirâmide, liderada por Mário Gomes e seu irmão Acácio, fundamentava-se, essencialmente, em conteúdos provenientes do próspero e liberal mercado alemão. Estes eram traduzidos ou adaptados por Mário, sem uma preocupação literária evidente. As capas, concebidas para a exposição nos quiosques, geralmente mantinham uma postura discreta, exibindo rostos de mulheres com uma aparência feliz e recatada, remetendo à inocência virginal, o oposto do que se encontrava no interior das páginas, onde as cenas eram notavelmente mais audaciosas. O papel utilizado era brilhante, apresentando tons vibrantes.

Queira-se ou não, a revista Gina faz parte do imaginário colectivo da geração das décadas de 1970 e 1980.

7/21/2023

O meu ZX Spectrum 128K +2

A malta de agora, os mais novos, claro, não sabem destas coisas porque desde os primeiros momentos em que abriram os olhos e as orelhas ao mundo, ainda antes de se lhes tapar a moleirinha, já viam certamente os seus pais com telemóveis e depois já pela escola começaram a familiarizar-se com os computadores, entre eles os Magalhães, oferecidos às toneladas pelo bondoso do malabarista Sócrates (sendo que não foi por aí que o país escorregou para a bancarrota). Depois pelos aniversários, páscoas e natais, as consolas, as Segas, as Play Stations, os Nitendos, etc, etc., bem como de seguida a procissão com os andores de todas as demais santas tecnologias, que quase num passe de mágica se tornaram comuns e familiares e hoje qualquer um de nós, desde uma imberbe criança a frequentar o Jardim Escola até aos mais velhinhos no Lar, tem pelo menos um computador no bolso, com apps (aplicações) para tudo e mais alguma coisa, só faltando mesmo fazer francesinhas e tirar finos. Mas com tempo...

Ora eu e outros como eu, os cotas, podemos dizer que já fomos a Marte e a Saturno e que regressamos porque de facto o salto, gigantesco, foi quase cósmico, e nunca o aforismo do "ir do 8 ao 80" fez tanto sentido.

Andamos, pois, já acostumados a ter um potente computador no bolso e para além da função básica de fazer e receber chamadas telefónicas há toda uma catrefada de ferramentas tecnológicas para tudo e mais alguma coisa, que o 5G veio exponenciar, e com a AI, Inteligância Artificial, a permitir ao mais burros e iletrados da escola a possibilidade de se fazerem passar por génios, seja lá em que área, tanto a que lhes ensinam a somar 2 + 2,  a plantar alfaces, como a elaborar uma tese de mestrado ou mesmo a contruír um míssel hipersónico. Desde o puro entretenimento e arte de encher chouriços até às engenharias e ciências, tudo cabe ali e está ao alcance da ponta do dedo. E se não cabe, compra-se uma coisa ainda mais potente, com mais gigas, mais memória, mais velocidade nos processadores. E se um Android é coisa de pobretanas, vai-se num iphone xpto que é outra música e sobretudo dá estatuto. Aquela maçã trincada ali na parte de trás da coisa vale agora mais que noutros tempos um livre trânsito para entrar no campo de jogos do clube da aldeia ou na discoteca do bairro com direito a um Highland Clan.

Mas retomando o fio à meada, nos idos da década de 80,  quando os telemóveis eram ficção científica antes de começarem a ser tijolos, e os computadores profissionais coisas tipo sapateiras que ocupavam uma sala e pesavam tanto como um tractor, eu tive um computador portátil, maneirinho. Só não terei sido o primeiro na aldeia porque o comprei ao primeiro, então como agora passados 40 anos, inapto a usar tudo o que tenha teclas. Por isso, posso dizer que o comprei quase virgem, ainda com a caixa a cheirar a novo, e com um custo para o qual dispendi três ordenados e dava para comprar uma motorizada.

Foi, pois, ali por 1986 e uns picos, com o ZX Spectrum 128K +2, também conhecido como Sinclair ZX Spectrum +2, que foi lançado em Setembro desse ano. Então foi uma versão actualizada do ZX Spectrum, um popular computador doméstico lançado pela Sinclair Research Ltd. A versão +2 trouxe algumas melhorias em relação ao modelo anterior, incluindo a capacidade de carregar jogos e programas através de um leitor de cassetes de fita embutido, além de possuir 128KB de memória RAM. Essa actualização fez então do ZX Spectrum +2 um computador ainda mais atractivo para os ainda poucos utilizadores da época.

Convém lembrar que o computador só por si não tinha ecrã pelo que era comprado à parte, sendo que podia ser ligado à televisão e para os jogos poderia ainda ser ligado um joystick. Como se perceberá, com 128K de memória não dava para absolutamente nada de acordo com os actuais padrões, eventualmente para uma imagem de baixa qualidade, mas naquela altura dava para coisas que já pareciam impossíveis. É claro que o ponto forte da sua utilização era os jogos, que podiam ser carregados a partir de uma vulgar cassete do tipo de música, mas cujo carregamento só por si demorava aí uns 5 a 10 minutos e por vezes falhava o carregamento após esse tempo. Era o tempo em que a paciência era uma arte. Por sua vez os jogos nas cassetes podiam ser comprados ou então, como agora, pirateados.

Verdade se diga, então rudimentares como agora sofisticados, nunca me entusiasmaram os jogos de computador, tirando um ou outro, como o popular Chukie Egg, em que alcançar um outro nível era quase como atingir um orgasmo, mas preferia programar outras coias, incluindo músicas cujo som era apenas o monocórdico bip. Mas nesse espírito aprendi a linguagem de programação que o computador usava, o Visual Basic, chegando mesmo a tirar formação e comprando livros. Fiz assim programas de contabilidade e outros na altura inovadores.

A verdade é que não mexendo na coisa há muitos anos, e mesmo que o monitor tenha ido prestar contas ao criador, a verdade é que ainda tenho o computador lá por casa e uma catrefada de cassetes. No fundo são memórias ainda muito vivas e palpáveis e que mais não seja, servem para nos trazer à realidade dos tempos actuais e ter em conta o fosso gigantesco ocorrido em apenas três décadas. 

Nem vale a pena lembrar, mas é claro que desde lá para cá, fomos tomando parte no processo de desenvolvimento e passando por todas as fases, a contar as versões do Windows, a sentir o peso e volume dos computadores e monitores a diminuirem, depois a internet e com ela todo um mundo como a digitalização dos serviços e empresas, as redes sociais, a inteligência artificial, etc. etc, etc.

É o que é, e só quem trilhou essas duas partes do caminho, como nas realidades ou fantasias do país maravilhoso de Alice, dividido pelo espelho, é que pode sentir as diferenças e com elas espantar-se, ou não. Os mais novos, estou certo, nunca as conhecerão nem se espantarão porque entraram e viajarão sempre com o combóio em alto andamento.

Mas fica aqui para os meus seguidores a memória e o testemunho, sobretudo para quem não acredita que foi assim no passado não muito distante.


É BOM SABER:

Ainda a propósito do computador de que falei, na época do lançamento do ZX Spectrum 128K +2 em 1986, havia vários computadores concorrentes no mercado, alguns dos quais competiam directamente com o ZX Spectrum e outros que faziam parte do cenário geral de computadores domésticos da década de 1980. Alguns dos principais concorrentes do ZX Spectrum +2 incluíam:

Commodore 64: Lançado em 1982, o Commodore 64 era um dos concorrentes mais fortes do ZX Spectrum. Ele tinha uma ampla base de utilizadores e uma grande biblioteca de jogos e programas.

Amstrad CPC: A série de computadores Amstrad CPC, lançada em 1984, também era uma concorrente directa do ZX Spectrum. O Amstrad CPC oferecia gráficos e som melhorados e foi uma escolha popular para jogos e aplicações educacionais.

Atari 8-bit: A linha de computadores Atari 8-bit, incluindo modelos como o Atari 800 e o Atari 800XL, também competia com o ZX Spectrum. Foram bastante populares nos EUA e noutros países.

MSX: O padrão MSX foi uma plataforma de computador amplamente adoptada por várias empresas de electrônicos no Japão e noutros lugares. Embora não tenha sido tão popular em algumas regiões, os computadores MSX eram concorrentes do ZX Spectrum em vários mercados.

Apple II: Embora fosse mais comum nos Estados Unidos, o Apple II também foi vendido noutros países  e competia com outros computadores domésticos da época, incluindo o ZX Spectrum.

Esses são apenas alguns exemplos dos computadores concorrentes do ZX Spectrum 128K +2 na década de 1980. O mercado de computadores domésticos já era diversificado e competitivo naquela época, com várias opções disponíveis para os consumidores. Cada um desses computadores tinha as suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha do computador muitas vezes dependia das preferências pessoais e do conteúdo de software disponível para cada plataforma.

De lá para cá o salto foi gigantesco mas em muitos aspectos foram padronizados os sistemas enquanto plataformas, sobretudo no hardware, ficando a diversidade por conta do software e serviços.

6/13/2023

Terrahawks



Hoje trazemos à memória a série de TV "Terrahawks". Trata-se de uma série de televisão de animação e marionetes criada por Gerry Anderson, conhecido por suas produções icônicas como foram  "Thunderbirds" e "Captain Scarlet". A série foi ao ar originalmente entre 1983 e 1986 e possui um total de 39 episódios.

"Terrahawks" decorre no século XXI, em 2020, e retrata um futuro distópico em que a Terra é ameaçada por uma raça alienígena conhecida como Zelda. Para enfrentar essa ameaça, a Terra estabelece uma organização de defesa chamada Terrahawks, liderada pelo Dr. Tiger Ninestein e a sua equipa de especialistas, que controlam uma base secreta chamada "Hawkwing".

A série combina elementos de ficção científica, ação e comédia. A principal característica visual de "Terrahawks" são as marionetes, que dão vida aos personagens. As marionetes são controladas por fios e têm expressões faciais articuladas, criando uma estética única e distintiva. 

Dentro dos actuais padrões, esta série é de facto muito rudimentar mas na época, com a informática e os computadores a darem os primeiros passos, a coisa apresentava-se com um certo encanto, sobretudo para o público a que se dirigia, o infanto-juvenil. Mesmo o ano de 2020, em que se localizava no tempo, parecia então muito distante e no entanto já passamos por ela e ainda andamos apenas com ideias sobre a futura e ainda distante colonização da Lua e Marte. De resto, um pouco como a emblemática série Espaço 1999. Já agora e a propósito, há uma óbvia semelhança de rostos nestas marionetas com alguns dos intervenientes na série Espaço 1999. Ou será apenas a nossa impressão?

Ao longo dos episódios, os Terrahawks enfrentam as ameaças de Zelda e sua horda de monstros alienígenas. Eles utilizam uma variedade de veículos e armas futuristas para combater as forças do mal, incluindo a nave espacial "Terrahawk" e uma série de robôs de combate chamados de "Zeroids".

"Terrahawks" é conhecida por sua abordagem divertida e cheia de ação, bem como por seu estilo visual único. A série atraiu fãs de todas as idades, oferecendo um entretenimento cativante e emocionante. Embora tenha sido lançada há algumas décadas, "Terrahawks" continua a ter uma base de fãs leais e é lembrada como uma das criações notáveis de Gerry Anderson.



Ficha técnica da série "Terrahawks":

- Criador: Gerry Anderson
- Ano de exibição: 1983-1986
- Gênero: Animação, Ação, Ficção Científica
- País de origem: Reino Unido
- Número de temporadas: 3
- Número de episódios: 39
- Produtor executivo: Gerry Anderson
- Compositor da trilha sonora: Richard Harvey
- Estúdio de Produção: Anderson Entertainment
- Distribuidora: ITC Entertainment
- Duração média do episódio: Aproximadamente 25 minutos

Principais Membros do Elenco:

- Jeremy Hitchen: Dr. Tiger Ninestein (voz)
- Anne Ridler: Mary Falconer (voz)
- Denise Bryer: Zelda (voz)
- Windsor Davies: Sgt. Major Zero (voz)
- Ben Stevens: Capitão Kate Kestrel (voz)
- Robbie Stevens: Tenente Hiro (voz)
- Jeremy Hitchen: Tenente Hawkeye (voz)
- Denise Bryer: Dix Huit (voz)
- David Graham: Dr. 'Tiger' Ninestein (voz)

Alguns apontamentos técnicos sobre a série "Terrahawks":

1. Técnica de Marionetes: "Terrahawks" utiliza marionetes como forma de representação dos personagens. As marionetes são feitas de materiais como plástico e metal, possuindo articulações que permitem movimentos limitados. Os manipuladores operam as marionetes através de fios e sistemas de controle, dando-lhes vida e expressão.

2. Efeitos Especiais: A série faz uso de uma variedade de efeitos especiais, considerando as limitações da época. Os efeitos incluem explosões e tiros a laser, implementados com o auxílio de miniaturas, chroma key e técnicas de edição.

3. Modelagem de Cenários: Os cenários em "Terrahawks" são construídos em miniatura e projetados para simular diferentes ambientes. A equipe de produção cria maquetes detalhadas, incluindo paisagens alienígenas, bases secretas e espaçonaves.

4. Design de Personagens: Cada personagem é cuidadosamente projetado e construído para refletir sua personalidade e papel na história. Os trajes, acessórios e características faciais das marionetes são elaborados para transmitir as características únicas de cada personagem.

5. Trilha Sonora: A música desempenha um papel importante na série, fornecendo uma atmosfera emocional e destacando a ação. A trilha sonora de "Terrahawks" foi composta por Richard Harvey e apresenta uma mistura de sons eletrônicos e orquestrais.

6. Direção de Voz: As vozes dos personagens são dubladas por atores de voz profissionais. Cada ator trabalha em conjunto com os manipuladores de marionetes para sincronizar os diálogos e os movimentos das marionetes.

7. Roteiro e Direção: A série foi concebida por Gerry Anderson, que também foi o produtor executivo. Anderson trabalhou em colaboração com uma equipe de roteiristas para desenvolver a história e os episódios individuais. A direção dos episódios foi realizada por diferentes diretores ao longo da série.

Esses apontamentos técnicos destacam alguns aspectos da produção de "Terrahawks" e mostram como a combinação de técnicas de marionetes, efeitos especiais e design visual criou um mundo cativante e distintivo para a série.

6/12/2023

Starman - Série TV




Hoje trazemos à memória a série de TV "Starman", de origem nos Estados Unidos e exibida originalmente na ABC de 1986 a 1987. Na RTP foi exibida pouco depois. Esta série foi baseada no filme de mesmo nome de John Carpenter de 1984 e no aproveitamento da popularidade que algum tempo antes, em 1982, teve o filme E.T. de Stevem Spielberg.

A série foi protagonizada por Robert Hays como o personagem principal, o extraterrestre Starman, que veio à Terra para encontrar seu filho. Christopher Daniel Barnes interpretou o papel do filho de Starman.

"Starman" foi uma série de ficção científica e aventura que se concentrava na jornada de Starman enquanto ele tentava entender a cultura humana e encontrar seu filho perdido. A série misturava elementos de drama familiar com temas de exploração espacial e encontros com seres extraterrestres.

Embora a série tenha recebido uma resposta geralmente positiva da crítica, ela teve uma duração curta, com apenas uma temporada de 22 episódios com duração de 60 minutos. Apesar disso, "Starman" desenvolveu uma base de adeptos dedicada e ainda é recordada como uma importante série entre as muitas produzidas nos Estados Unidos na década de 1980.

As performances de Robert Hays e Christopher Daniel Barnes foram elogiadas por trazerem humanidade e empatia aos seus respectivos personagens. A química entre os dois atores também foi destacada como um ponto forte da série.


Título: Starman

Ano de produção: 1986-1987

Gênero: Ficção científica, Aventura

Criador: Bruce A. Evans, Raynold Gideon

Elenco principal:

Robert Hays como Starman

Christopher Daniel Barnes como Scott Hayden

Michael Cavanaugh como George Fox

Wendy Phillips como Jenny Hayden

5/24/2023

Plastic Man - Homem Plástico - Série de animação




Hoje trazemos à memória a série de animação "Plastic Man" na tradução portuguesa "Homem Plástico", com om origem nos Estados Unidos, a qual foi exibida originalmente entre 1979 e 1981. Há informação de que foram produzidos 29 episódios com uma duração aproximada de 20 minutos. Em Portugal a série passou também por essa altura, ainda com a RTP a preto e branco.

A série, num registo humorístico e divertido mostrava as as aventuras de Patrick "Pat" O'Brian, também conhecido como Plastic Man. Esta série foi baseada no famoso super-herói de banda desenhada, com o mesmo nome, do universo da DC Comics, criado por Jack Cole em 1941.

As aventuras giram em torno de Pat O'Brian, um divertido e habilidoso vigarista que acidentalmente adquire poderes elásticos após ser exposto a um misterioso líquido experimental. Com seus novos poderes, ele pode esticar e moldar o seu corpo em qualquer forma imaginável, tornando-se o super-herói elástico conhecido como Plastic Man.

Nos diferentes episódios, Plastic Man combate o crime na cidade de Coast City. Ele usa os seus poderes associados ao plástico ou mesmo borracha, para se infiltrar em locais inacessíveis, capturar criminosos e resolver problemas que surgem. No entanto, Plastic Man também enfrenta desafios pessoais, equilibrando sua vida de super-herói com suas tentativas de redenção por seu passado como vigarista.

Com uma mistura perfeita de ação, comédia e aventura, "Plastic Man" cativou o público infantil e adolescente com seu estilo de poderes muito sui géneris. Além do protagonista Pat O'Brian, outros personagens importantes na série incluem sua parceira de combate ao crime, a bonitona Penny, com quem viria a casar e ter um filho, o Baby Plas (figura que chegou a ter uma série própria)  e o fiel amigo e parceiro de confiança, o polinésio Hula-Hula, num estereotipo de gorducho e trapalhão.

Plastic Man, para além da banda desenhada que lhe deu origem, teve várias outras versões de animação para além da aqui trazida à memória.

3/08/2023

Sport Billy - Série de animação



Hoje trazemos à memória a série de animação "Sport Billy", que conta as aventuras de um jovem alienígena chamado Billy, proveniente do planeta imaginário Olympus. Ele tem a capacidade de viajar no tempo e no espaço para salvar pessoas em apuros através do desporto.

Billy é acompanhado por sua amiga, a menina Lilly, e seu fiel companheiro de equipe, o cachorro Willy. Juntos, eles enfrentam vilões, como a malvada Raínha Vanda e salvam o mundo através de competições desportivas, usando os objectos que transportava dentro do seu super-saco. De facto de acordo com as exigências de cada momento, Billy retirava objectos em miniatura do seu saco dourado que rapidamente se transformavam no tamanho normal, fosse uma bola, um automóvel ou um helicóptero ou outros quaisuqer. Aquele saco, uma espécie de lancheira, era um poço sem fundo onde cabia tudo e mais alguma coisa.

A série é uma mistura de ficção científica e dsporto, com elementos de ação e aventura. Em cada episódio, Billy e a sua equipe viajam para diferentes períodos da história e diferentes partes do mundo para participar de jogos desportivos e ajudar aqueles que precisam. Eles jogam desde futebol até outras modalidades como esgrima e tiro com arco.

A animação "Sport Billy" foi produzida pela Filmation Associates, um estúdio de animação americano que produziu diversas séries animadas durante as décadas de 60, 70 e 80, como He-Man e She-Ra. A série teve uma grande repercussão na época de sua exibição e foi exibida em diversos países ao redor do mundo, se tornando um grande sucesso entre o público infantil. Pela sua popularidade a figura foi adoptada pela FIFA como mascote do Fair Play por alturas do Mundial de Futebol de 1982 que se disputou em Espanha. De resto o primeiro episódio da série tinha como tema o Mundial de 82.

A Filmation Associates utilizava uma técnica de animação chamada "limited animation", que consistia em reduzir o número de quadros por segundo para economizar tempo e dinheiro na produção. Isso dava às animações da Filmation um estilo característico, com poucos movimentos fluidos e animações mais estáticas.

O personagem Sport Billy terá tido origem na Europa, a partir de banda desenhada, sendo depois adpatado como série de animação pelo estúdio norte-americano Filmation Associates. 

Há algumas contradições quanto ao país e ano de exibição original sendo que terá sido por  1979-1980. Nos Estados Unidos foi exibida pela NBC.,

Em Portugal, a série de 26 episódios com cerca de 20 minutos cada, passou na RTP entre 03/07/1982 e 15/01/1983, por isso com início ainda durante a disputa do Mundial de Futebol de 1982. Ainda na década de 1980 a série foi reposta em 1986 mas então com legendas originais.

Pela sua popularidade e do próprio tema, "Sport Billy" deu lugar a vários produtos de merchandising, como uma colecção de cromos editada pela Disvenda (foto acima). Também a Editorial Notícias publicou  durante cerca de um ano,  uma revista quinzenal de banda desenhada, que mais tarde foi encadernada e venida em quatro volumes de capa dura. 

Mas ainda outros produtos como autocolantes e até mesmo um disco com as canções na versão portuguesa interpretadas por Armando Gama. Ainda de destacar uma colecção de calendários de bolso editados pela Impala, com os personagens da série, ainda em poses de diferentes actividades desportivas e ainda sobre o Mundial de Futebol no México que se realizou nesse ano. Dessa colecção guardo algumas dezenas de exeplares sendo que não realizei a colecção completa que era de 104 calendários


Elenco de dobragem original (em inglês):

Russi Taylor como Sport Billy

Frank Welker como Willy

Nancy Cartwright como Lilly

Alan Oppenheimer como Vanda Darkstar

Lou Scheimer como Narrador


Dobragem em Portugal:

Ermelinda Duarte – Vanda

João Lourenço – Sipe

João Perry – Billy

Manuel Cavaco – Sportikus

Maria Emília Correia – Lilly / Pandusa

Rui Mendes

1/15/2023

Dallas - Série de televisão

Hoje trago à memória a série de televisão "Dallas", dos Estados Unidos, exibida originalmente pela cadeia CBS entre 2 de Abril de 1978 a 3 de maio de 1991. Foi, pois, uma longa série, que pela sua popularidade marcou toda essa época.

Tratava-se de uma história centrada numa grande família com interesses empresariais no ramo do petróleo, pela empresa Ewing Oil, e criação de gado no seu amplo rancho Southfork, ambientada na cidade de Dallas, no estado do Texas.

Interesses e intrigas familiares, jogos de poder, relações amorosas, traições, infidelidades, crimes, atentados, bem como outros ingredientes no contexto social e empresarial, tecem a trama da família e da sua extensa história.

As figuras principais são J.R. Ewing (interpretado por Larry Hagman), o mau da fita, com poucos ou nenhuns escrúpulos para alcançar os seus objecticos, Sue Ellen (Linda Grey), esposa de J.R., Bobby Ewing (por Patrick Duffy) e a sua bela esposa Pamela Barnes (por Victoria Principal), mas obviamente muitas mais, num vasto elenco.

Pessoalmente nunca fui grande apreciador da série, embora tenha assistido a vários episódios, alguns a espaços. Sendo certo que a trama prendeu e cativou largos milhões de tele-espectadores em todo o mundo, inlcuindo em Portugal, por outro lado, para mim, às tantas tornava-se fastidiosa. No fundo não era mais que um novela igual ou parecida com as dezenas que vinham do Brasil e que também por essa altura já passavam na RTP.

Seja como for, é uma das séries de televisão com maior reconhecimento mundial e ainda hoje é recordada por muita boa gente. Em face disso, por já ser um verdadeiro clássico, tomei conhecimento de que a RTP Memória se prepara para a repor, creio que de forma diária e já a partir do dia 26 de Janeiro, pelas 22:35 horas. Será, pois, para os fãs da série, uma boa oportunidade para reverem.

11/09/2022

"Um anjo na terra" - "Highway to Heaven" - Série TV

Hoje trago à memória a série de televisão com origem nos Estados Unidos, "Um anjo na terra", do original "Highway to Heaven". À data em que escrevo este apontamento, a série está a passar na RTP Memória.

A personagem principal, um misterioso anjo na pele de um simples humano, Jonatham Smith, é interpretada por Michael Landon (Forest Hills, Nova Iorque, 31 de Outubro de 1936 – Malibu, Califórnia, 1 de Julho de 1991), também e principalmente conhecido das populares séries "Bonanza" e "Uma casa na pradaria". 

A série, de 111 episódios em cinco temporadas, foi produzida e exibida pela NBC entre 1984 e 1989. 

Michael Landon interpreta Jonathan Smith, um anjo enviado à Terra com a missão de ajudar pessoas em necessidade.

Para o ajudar nas suas missões, conta com a ajuda de Mark Gordon, um polícia reformado interpretado por Victor French.

O tema da série é muito simples em que Jonatham procura resolver conflitos, promover encontros, ajudar e resolver vidas através de acções muito simples e raramente usando os seus poderes concedidos por Deus (The Boss).

No geral, a série teve bastante popularidade, pelas mensagens positivas que transmitia,  embora longe do habitual registo de séries de acção, brutalidade e perigosas aventuras, quase sempre a regra nas séries americanas.

Por tudo, "Um anjo na terra" faz parte das boas memórias de quem pela década de 1980 via televisão com regularidade.

Michael Landon veio a falecer poucos anos depois da série terminar. Mesmo o seu amigo na série, Victor French, também morreu pouco antes da exibição dos últimos episódios.

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