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2/22/2023

Professor José Hermano Saraiva - Horizontes da Memória

 




O saudoso Professor Dr. José Hermano Saraiva, [Leiria, 3 de Outubro de 1919 – Palmela, 20 de Julho de 2012] dispensa apresentações tal foi a importância do seu nome e acção em várias vertentes da vida cultural no nosso país, tanto quanto na sua vida profissional de advogado e professor como também na sua passagem pelo Governo do Estado Novo enquanto Ministro da Educação e depois diplomata como embaixador português no Brasil, mas sobretudo pelo legado que deixou como especialista, investigador, autor e divulgador da nossa História, tanto pelos muitos livros que publicou mas sobretudo pelas várias séries televisivas de sua autoria que apresentou sempre na RTP ao longo de vários anos e praticamente até ao ano da sua morte (2012).

Foi autor do livro "História Concisa de Portugal", um best-seller, actualmente na sua 26.ª edição e com mais de 180 mil exemplares vendidos que de forma económica e acessével levou o conhecimento e gosto pela nossa História à generalidade dos portugueses.

Concerteza que foi uma figura algo controversa, nomeadamente por ter feito parte do antigo regime, e alvo da ira reaccionária e inflamada, mas sempre e desde os seus tempos de estudante, mostrou-se como um notável comunicador e que por essa via e clareza do seu discurso se tornou popular em todo o país e de um modo geral apreciado e considerado pelos portugueses que durante décadas seguiram com interesse os seus programas documentários. Sobre muitos dos momentos da nossa História, tinha uma visão muito própria, o que nem sempre agradou aos académicos, avançando tantas vezes com versões e possibilidades, mas sem nunca as garantir como verdadeiras mas como meras hipóteses. 

Não considero que o professor tenha reescrito a História de Portugal, mas soube dá-la a conhecer de uma forma simplificada e entendível à generalidade dos portugueses mas sem nunca a desvirtuar, antes pelo contrário.

Segue-se a lista das várias séries e documentários de televisão, iniciadas no início da década de 1970, todos exibidos na RTP:

1971 - O Tempo e a Alma, com 13 episódios;

1978-1979 - Gente de Paz, com 16 episódios;

1980 - O Acto e o Destino;

1986 - Histórias de Cidades, com 18 episódios;

1988 - Coisas do Mundo, com 12 episódios;

1989 - A Grande Aventura, com 15 apisódios;

1993 - A Bruma da Memória, com 13 episódios;

1993 - Se a Gente Nova Soubesse

1994 - Histórias que o Tempo Apagou, com 45 apisódios;

1995 - Lendas e Narrativas - com 45 episódios

1996-2003 - Horizontes da Memória, com 315 episódios;

1997 - Lisboa Sobre Carris, com 6  episódios;

2000 - Mitos Eternos, com 9 episódios;

2003-2011 - A Alma e a Gente, com 455 episódios;

2012 - História Essencial de Portugal.

De todos estes documentáriios, pelo número de episódios e sua duração temporal, merecem destaque as séries "A Alma e a Gente" e "Horizontes da Memória", que facilmente podem ser revistos porque disponíveis no Youtube ou nos arquivos da RTP. São, sem dúvidas, duas das séries mais emblemáticas da nossa televisão pública e que em muito ajudaram os portugueses a ter um melhor conhecimento tanto histórico como geográfico e social das nossas regiões, vilas e cidades e sua principais figuras. 

Para além da componente da divulgação, foi sempre um acérrimo defensor do nosso património, deixando críticas a entidades e ao próprio Estado, denunciando inúmeras situações de atentados, desmazelo e abandono de tantos elementos do nossos elementos históricos e na sua maioria classificados como património nacional. Castelos, mosteiros, conventos, igrejas, capelas, solares, etc, etc, foram tantas vezes mostrados na sua pobreza e ruína. Dessas muitas denúncias algumas colheram frutos e houve obras de conservação e requalificação, mas certamente muitas mais cairam em saco roto porque este país, as suas autoridades e municípios, nem sempre souberam estar à altura das responsabilidades.

Por todas estas razões e mais algumas, o Professor José Hermano Saraiva merece justamente ser considerado uma das figuras maiores do nosso país e a ele somos devedores pela forma como nos ensinou a nossa História e a ter orgulho nela, com todos os seus perídos de glória ou inglória, altos e baixos, progressos e recuos, guerra e paz, miséria e progresso.

6/20/2021

História de Portugal - 4ª Classe - Prof. António Branco


Trazemos hoje à memória o livro escolar "História de Portugal" da 4ª Classe e admissão aos liceus e escolas técnicas.
Autoria e edição do Professor António Branco, com distribuição pela Porto Editora, L.da e Empresa Literária Fluminense, L.da,. 
Não tem data assinalada mas será da década de 1950 já que a páginas 167 faz referência à eleição do General Craveiro Lopes como presidente da República Portuguesa (de 9 de Agosto de 1951 a 9 de Agosto de 1958).
Em capa dura, com dimensões aproximadas de 15 x 21 cm, com 175 páginas com textos e gravuras em preto branco. Contém um mapa assinalando as rotas das descobertas e locais relacionados.

 




3/10/2021

Cristóvao Colombo

 


A 10 de Março de 1496 Cristóvão Colombo parte da Ilha Hispaniola com destino à Espanha, encerrando sua segunda visita ao hemisfério ocidental.

Apesar da sua importância na História, nomeadamente na epopeia dos Descobrimentos, continua a ser uma figura tão controversa quanto misteriosa e continuam por esclarecer ou confirmar muitos dos seus dados biográficos. Mesmo quanto à sua figura, parece não haver nenhum retrato pintado devidamente confirmado. A figura acima, por nós reproduzida, com base na pintura de Michele Di Ridolfo Del Ghirlandaio (Michele Tosini)  - 1525 - (Museo Navale - Genoa, Italy) é uma das que frequentemente são referenciadas à sua pessoa.

11/18/2020

Bartolomeu de Gusmão

Passam hoje, 18 de Novembro de 2020, 296 anos sobre a data da morte de Bartolomeu de Gusmão (18 de Novembro de 1724). 

Popularizado como o "padre voador", é uma daquelas figuras da nossa História que têm um lugar especial, que mais não seja, pela sua ligação à mítica "passarola voadora".

2/10/2020

Alexandre Herculano


Alexandre Herculano, umas das figuras grandes da nossa História, notabilizado como escritor, historiador jornalista e poeta, mas também militar e político. 

2/03/2020

Fernão de Magalhães


Fernão de Magalhães é uma figura por demais conhecida da nossa História, apesar do seu maior feito ter sido realizado ao serviço de Espanha e de algum modo ter sido considerado pelo monarca português, D. Manuel, uma traição à pátria. De facto notabilizou-se por ter organizado e iniciado a primeira viagem de circum-navegação ao globo de 1519 até 1522. Faleceu em Mactan - Filipinas a 27 de Abril de 1521 durante a referida jornada marítima.
O local e data de nascimento são incertos, havendo referências a Sabrosa e Ponte da Barca, mas também ao Porto, Viana do Castelo e Vila Real, e quanto à data o 3 de Fevereiro de 1480. A ser verdade, passam, pois, hoje, 540 anos. 

11/10/2016

Álvaro Cunhal - Olhe que não, olhe que não!


Passam hoje 103 anos sobre o nascimento de Álvaro Cunhal, umas das mais  características figuras da política contemporânea portuguesa.
Álvaro Barreirinhas Cunhal, nasceu em Coimbra em 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa em 13 de Junho de 2005.

Pode-se ou não apreciar o político a quem Mário Soares acusou em 6 de Novembro de 1975 (no célebre frente-a-frente na RTP) de pretender instalar uma ditadura comunista em Portugal, a que Cunhal respondeu sorridente com a famosa expressão "Olhe que não, olhe que não!". mas o líder histórico do Partido Comunista Português é sem dúvida um nome incontornável da nossa política antes e pós revolução do 25 de Abril de 1974..

7/08/2016

A caminho da Índia


Parece que foi ontem, mas passam hoje 519 anos (8 de Julho de 1497) sobre a partida da expedição que levaria à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Vasco da Gama era o comandante e por esse feito é hoje uma das grandes figuras da História de Portugal.
Naquele sábado, partiram do Tejo 170 homens distribuídos por quatro embarcações, a São Gabriel, onde seguia Vasco da Gama, São Rafael, Bérrio e S. Miguel.

- Tópico relacionado: Link

6/07/2016

Tratado de Tordesilhas


Passam hoje 522 anos (7 de Junho de 1494) sobre a assinatura do Tratado de Tordesilhas por representantes das coroas portuguesa e espanhola, e ratificado pelos respectivos soberanos, D. Fernando e D. Isabel de Castela e D. João II de Portugal.
Para além do contexto e dos objectivos do tratado, parece ser ponto assente que foi um tratado que ninguém cumpriu. O incumprimento de contratos ou tratados é pois um pecado já bem antigo mesmo que assinados por reis e rainhas católicos.

6/24/2015

Batalha de S. Mamede











Passam hoje 887 anos sobre a Batalha de São Mamede. Foi travada a 24 de Junho de 1128, entre D. Afonso Henriques e as tropas dos barões portucalenses contra as tropas do Conde galego Fernão Peres de Trava, que se tentava apoderar do governo do Condado Portucalense. As duas fações confrontaram-se no campo de São Mamede, perto da cidade de Guimarães.

Com a derrota, D. Teresa e Fernão Peres abandonaram o governo condal, que ficou então nas mãos do infante e dos seus partidários, o que desagradou ao Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires, que cobiçava o domínio das terras. D. Teresa desistia assim da ambição de ser senhora de Portugal. Há rumores não confirmados que ela teria sido aprisionada no Castelo de Lanhoso. Há até quem relate as maldições que D. Teresa rogou ao seu filho D. Afonso Henriques. [fonte: wikipedia]

7/08/2014

Vasco da Gama – Descoberta do caminho marítimo para a Índia

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Passam hoje 517 anos (8 de Julho de 1497) sobre o início da primeira viagem marítima para a Índia, levada a efeito pelo navegador português Vasco da Gama, ao serviço do rei D. Manuel I.

Este notável feito da época quinhentista, é amplamente tratado nos manuais da escola primária, nomeadamente no que foi o meu livro de História de Portugal para a 4ª classe.

vasco da gama 02

10/22/2013

D. Fernando de Portugal

 

 

rei_d_fernando_portugal

Passam hoje 630 anos sobre o falecimento do rei D. Fernando de Portugal (Coimbra, 31 de Outubro de 1345 — Lisboa, 22 de Outubro de 1383).  Por não ter deixado filho varão, mas apenas D. Beatriz, casada com o rei D. João I de Castela, este reclama o direito ao trono português e assim é despoletada a crise de 1383-1385, um interregno que dilacerou o país, com convulsões sociais políticas e militares que vieram a culminar com a escolha do Mestre de Aviz para rei de Portugal com o nome de D. João I.

A garantia da independência face a Castela  só veio a ser assegurada após a resistência ao cerco de Lisboa, em 1384 e depois de várias batalhas entre as quais a de Aljubarrota em 14 de Agosto de 1385.

Com a morte de D. Fernando terminava a I Dinastia, a Afonsina, iniciada com D. Afonso Henriques e com  D. João I iniciava-se a II Dinastia, da Casa de  Aviz.

5/23/2013

Reconhecimento do Reino de Portugal

 

Passam hoje 834 anos (23 de Maio de 1179) sobre a bula papal Manifestis Probatum passada pelo Papa Alexandre III pela qual reconhece Portugal como reino independente e D. Afonso Henriques como seu legítimo rei.

d. afonso henriques

Manifestis_Probatum

A bula papal Manifestis Probatum

1/23/2013

D. Nuno Álvares Pereira

 

 

Passam hoje 95 anos (23 de Janeiro de 1918) sobre a beatificação de D. Nuno Álvares Pereira, uma das mais emblemáticas figuras da História de Portugal, imortalizada sobretudo pelo seu papel na Batalha de Aljubarrota - 14 de Agosto de 1385 - e no então processo de independência face a Castela.


A beatificação foi concedida pelo Papa Bento XV. A canonização ocorreu em 2009 pelo Papa Bento XVI, no que não deixa de ser uma situação curiosa quanto ao nome do Papa e sua numeração.

A relembrar esta ímpar figura da nossa memória colectiva, duas páginas do meu livro de História de Portugal, da 4ª classe.

 

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2/17/2011

Gago Coutinho

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Passam hoje 142 anos sobre a data de nascimento do almirante Gago Coutinho (17 de Fevereiro de 1869 – Lisboa), uma das figuras emblemáticas da nossa História de Portugal, que, conjuntamente com Sacadura Cabral, realizou o então (1922) enorme feito da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo de um frágil hidrovião, o Lusitânia.

Desconheço se essa é uma façanha ensinada nas escolas actuais, mas no meu tempo sim, no caso através do livro de História de Portugal, da 4ª classe.
Do mesmo livro, e a propósito da data e em memória desses heróis, de modo especial o Gago Coutinho, publico aqui as duas respectivas páginas.

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- Fica aqui o link para um excelente sítio sobre esta figura ímpar da nossa História, repleta de documentos.

11/22/2010

Vasco da Gama – A caminho da Índia

Há 503 anos, em 22 de Novembro de 1497, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, sensivelmente a meio de uma longa e imprevisível viagem  marítima, iniciada em 8 de Julho do mesmo ano, em Lisboa, e  que o levaria à India, onde atracou em Calecute, na costa ocidental, em 20 de Maio de 1498.

É uma data memorável para Portugal dos Descobrimentos. Todavia, o Cabo tinha sido dobrado pela primeira vez uns anos antes, em 1488 pelo navegador Bartolomeu Dias, então um feito assinalável  e fundamental para a posterior viagem de Gama. Esse acidente geográfico na costa sul do continente africano, devido às dificuldades de navegação, tinha sido baptizado pelo mesmo Bartolomeu como o Cabo das Tormentas ou Tormentoso, obscura e temida morada do Adamastor, mas quando vencido o medo e dobrado o “bicho de mares nunca dantes navegados”, fez renascer uma nova esperança para a empreitada das navegações quinhentistas pelo que foi rebaptizado por D. João II por ver no feito uma abertura da ampla porta que conduziria à Índia.

Pessoalmente, o mesmo 22 de Novembro é uma data sempre presente pois corresponde ao nascimento da minha filha, primeiro fruto surgido 3 anos e pouco após o casamento. Quase seis anos depois, seguiu-se mais um rebento, desta feita um rapaz.
Há assim datas que têm o dom de ter um duplo significado, seja colectivo ou pessoal.

A aprendizagem da História de Portugal no ensino primário teve sempre um peso significativo noutros tempos (actualmente nem tanto e apenas numa fase mais tardia) pelo que as grandes datas e os grandes heróis fazem parte da bagagem cultural e patriótica da malta da minha geração e o Vasco da Gama e o seu enorme feito, é uma espécie de 2+2, ou seja, coisa sabida e de fácil memória. É claro que igualmente muitos outros, mas o Gama e a sua viagem, que mudou indelevelmente o trajecto da nossa História, será sempre uma das primeiras figuras.

Para lembrar o facto e a data, deixo aqui uma das belas páginas do meu Livro de História da 4ª classe, o tal com o castelo de Almourol na capa. (Podem ser ampliadas).

vasco da gama sn2

A seguir, do Google Maps, algumas imagens do Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope), território da África do Sul, símbolo ou ponto de passagem do Oceano Atlântico para o Oceano Índico.

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3/04/2010

O Infante D. Henrique

 

 

A 4 de Março de 1394 (passam hoje 616 anos) nascia Henrique, o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Com seus irmãos formou a chamada "Ínclita Geração" (1).
Diz-se que nasceu na cidade do Porto, embora há quem diga que não ou que essa ideia carece de provas ou fundamentos.
Para a História ficou conhecido como o Infante D. Henrique, grande impulsionador da ciência das navegações, das viagens marítimas e descobertas de novos mundos.
Por tudo isso, tornou-se num dos principais vultos da História de Portugal e desde sempre foi uma figura a merecer destaque nas lições dos nossos livros escolares, tanto nos livros de leitura como nos livros de História.
Como exemplo disso, publico abaixo duas páginas sobre o Infante D. Henrique,inclusas no meu Livro de Leitura da Terceira Classe e duas outras páginas do meu Livro de História da Quarta Classe.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

*

(1)

Filhos de D. João I:

Do casamento de D. João I com Filipa de Lencastre (1359-1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:

* Branca de Portugal (1388-1389), morreu jovem
* Afonso de Portugal (1390-1400), morreu jovem
* Duarte I de Portugal (1391-1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
* Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449), foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
* Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394-1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
* Isabel (1397-1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras
* Branca de Portugal (1398), morreu jovem
* João, Infante de Portugal (1400-1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela
* Fernando, o Infante Santo (1402-1443), morreu no cativeiro em Fez

D. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:

* Afonso (1377-1461), primeiro Duque de Bragança
* Beatriz (ca. 1386-1447), casada com Thomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel

(fonte: Wikipedia)

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10/07/2009

Dia Nacional dos Castelos

 Hoje, 7 de Outubro, é Dia Nacional dos Castelos.

Os castelos são símbolos presentes de tempos passados. Erigidos a granito pelo querer e força bruta do homem, estes monumentos assumiram no seu tempo posições estratégicas de defesa de regiões, territórios e cidades.
Dentro das suas muralhas ou ao redor das mesmas, floresceram vilas e cidades. Alguns de arquitectura tosca e rudimentar, mas outros como autênticas obras de engenharia e arquitectura militar.
Desde os mais discretos e elegantes até aos mais sólidos e consistentes, Portugal está semeado destes notáveis monumentos, repletos de História e de histórias, reais e lendárias. De norte a sul e de oeste a este, resistem ainda bons exemplos como verdadeiros e palpáveis pedaços da nossa nacionalidade, recordando os tempos de independência, expansão e defesa do território que é hoje o nosso Portugal. Alguns bem conservados e dinamizados pelas autarquias e associações, outros, porém, abandonados à sua sorte, padecendo as agruras do tempo e dos tempos, mas também da indiferença das entidades oficiais.
Esta importância e este testemunho destes nossos monumentos militares estão gravados na própria bandeira portuguesa com o simbolismo dos sete castelos.

Para além dos aspectos históricos ligados a estas construções, enquanto fortalezas militares, com origens que se perdem nas primeiras civilizações, os castelos sempre nos transmitiram os ecos desses longínquos tempos bem como das batalhas dentro e fora das suas torres e ameias. Muitas vezes palcos sangrentos de lutas senhoriais mas também de defesa de soberanias e identidades, de povos e nações.

Todo esse tempo, que decorre dos primeiros tempos do Condado Portucalense até à consolidação do país e depois todo o período da Idade Média até ao séc. XV, sempre exerceu em mim um fascínio especial, desde criança, desde que tomei contacto com os primeiros livros de História. Este fascínio era ainda alimentado pelos filmes e séries de TV, como o Robin Hood, a Flecha Negra, e na Banda Desenhada com Oliver (Robin dos Bosques) herói habitual da revista O FALCÃO e ainda as aventuras do PRÍNCIPE VALENTE, pela pena do mestre Hal Foster.
 
Como memória desta data, publicamos de seguida um conjunto de 16 imagens de outros tantos castelos, reproduções de um conjunto de cadernos escolares dos anos 70, editados pela Ambar, denominado “Colecção Castelos de Portugal”. Esta colecção, muito bonita, para além das gravuras dos diferentes monumentos, representadas nas capas, apresenta nas contra-capas as histórias de cada castelo. Tenho a colecção completa, com os 16 cadernos, em estado de novos.
É uma colecção bem representativa dos castelos portugueses mas outros mais, igualmente belos e repletos de História, poderiam aqui ser lembrados, como o Castelo de Linhares da Beira, o Castelo de Celorico da Beira, o castelo de Trancoso, de Penela, do Lindoso, de Lamego, de Chaves, de Ansiães, de Belmonte, de santaré, de Tomar, de Sesimbra, do Marvão, de Arraiolos, do Alandroal e muitos outros, incluindo os fortes de Valença e Almeida.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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