Depois de toda a novela à volta da contratação ao S.C. Braga do treinador Jorge Jesus, pelo Benfica, afinal mais uma de muitas do futebol português, Jorge Jesus, o designado "mestre da táctica" já está a trabalhar ao serviço do Glorioso.
Esta carismática figura do futebol português tem-se distinguido como treinador de um já vasto leque de equipas. Jorge Jesus, teve, no entanto, uma relativa larga carreira e experiência como jogador de futebol, no lugar de médio, predominantemente na posição direita. Curiosamente, num dos cromos abaixo representados ao serviço do Riopele, é indicado como avançado. Quem o viu nos relvados, diz ter sido um jogador como centenas de outros, mediano quanto baste, mas a ter em conta alguns dos clubes por onde passou, nomeadamente o Sporting, o Belenenses, o Vitória de Setúbal e U. de Leiria, deduz-se que não terá sido assim tão vulgar, correspondendo a outras apreciações que o consideravam um jogador discreto, é certo, mas com boa qualidade técnica.
Jesus teve a sua formação no Sporting e depois, já como sénior, na época 73/74, foi cedido ao Peniche, a militar então na 2ª Divisão Nacional, e na época seguinte, 74/75, foi emprestado ao Olhanense (agora de regresso ao escalão maior do futebol lusitano). Regressa a Alvalade na época seguinte, não se conseguindo impor ( realizou 12 jogos, dos quais apenas 1 como titular), pelo que de seguida foi dispensado, rumando ao vizinho Belenenses, onde jogou em 76/77. O clube do Restelo tinha nessa altura um excelente plantel pelo que Jesus também não conseguiu singrar; Seguiu-se uma passagem pelo carismático clube fabril, o Riopele, acabado de subir ao escalão principal, onde esteve na época 77/78. O Riopele não se aguentou e desceu à 2ª Divisão e na época seguinte Jesus acabou por ir para o Alentejo ao serviço da Juventude de Évora, na 2ª Divisão. Na época posterior, em 79/80 já estava na cidade do Lis ao serviço da U. de Leiria (que subiu de divisão nessa época) e em 80/81 fazia parte do plantel do V. de Setúbal, onde se manteve por 3 épocas, situação inédita, contrariando as anteriores e curtas ligações de apenas uma época. Seguiu-se um regresso ao Algarve, concretamente ao S.C. Farense que serviu na época 83/84.
Já numa fase descendente da sua carreira, como é normal no futebol, alinhou ainda ao serviço do clube da Tapadinha, o Atlético Clube de Portugal, na época 84/85.
Finda a época, um novo salto para Jesus que entrou ao serviço do Estrela da Amadora (clube da sua terra, então na 2ª Divisão), e por ali se aguentou durante duas épocas. Segue-se uma passagem pelo Benfica de Castelo Branco (então na 3ª Divisão Nacional) e põe fim à carreira na época posterior ao serviço do Almancilense, novamente no Algarve.
A sua paixão pelo futebol não termina com o pendurar das chuteiras, enveredando de seguida pela carreira de treinador, cujo percurso é iniciado ao serviço do Amora F.C., seguindo-se o Felgueiras, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, U. Leiria, Belenenses, Braga e, actualmente, Benfica).
Não deixa de ser curiosa a sua ligação como treinador a alguns clubes onde foi jogador, como o Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, U. de Leiria e Belenenses. Quem se seguirá?
Para ilustrar parte dessa carreira como futebolista, ficam aqui alguns cromos soltos dedicados ao Jesus, hoje uma incontornável figura do nosso futebol.
