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3/06/2026

Binaca - Pasta de dentes


A marca Binaca representa um dos casos mais fascinantes de globalização e marketing do século XX, unindo a precisão científica europeia ao pulsar cultural do sul da Ásia. 

Criada originalmente na Suíça pela gigante farmacêutica CIBA, a pasta dentífrica distinguia-se pela sua fórmula à base de sulfo-ricinoleato, promovida como uma inovação tecnológica para a saúde oral. Identificável pelas suas bisnagas metálicas de tampa octogonal e pelo selo de qualidade suíço, a marca expandiu-se para o mercado indiano no início da década de 1950 através da subsidiária Hindustan Ciba-Geigy. 

Foi na Índia que a Binaca transcendeu a sua função utilitária para se tornar um fenómeno social sem precedentes. Ao patrocinar o Binaca Geetmala na Radio Ceylon, o primeiro grande programa de contagem decrescente de músicas de Bollywood, a marca ancorou-se na memória afectiva de milhões de ouvintes, tornando-se sinónimo de entretenimento num período em que a publicidade comercial era restrita na rádio estatal indiana. Além da música, a estratégia de incluir miniaturas de animais de plástico coleccionáveis nas embalagens garantiu uma lealdade geracional inquebrável. 

Com o passar das décadas, as reestruturações corporativas globais da CIBA e a formação da Novartis levaram à venda das divisões de consumo. Na Índia, por questões de licenciamento, a marca evoluiu para Cibaca antes de ser absorvida pela Colgate-Palmolive e, posteriormente, pela Dabur, enquanto o seu famoso spray de hálito se mantinha como um ícone de estilo de vida. 

Actualmente, o que começou como um rigoroso produto de higiene suíço sobrevive como uma das marcas mais nostálgicas da história publicitária, ilustrando como a ciência de laboratório e o marketing emocional podem fundir-se para criar um legado duradouro.


(Nota: As diversas fontes de informação foram analisadas e resumidas por modelo de IA, pelo que pode padecer de erros ou lapsos)

2/24/2026

Aliança - Bolachas Shortcake


Publicidade às bolachas "Shortcake", da Aliança. Anos 60. 

A origem da empresa remonta a 1919, com a fundação da Sociedade Industrial Aliança. A sua criação foi o culminar de um período de forte expansão e consolidação no sector da moagem em Portugal, resultando da fusão estratégica entre a Companhia de Moagem Invicta (Porto) e duas unidades de referência em Lisboa: a Fábrica do Caramujo e a Cruces & Barros. Embora tenha dado os primeiros passos focada em massas e bolachas, a marca expandiu-se nas décadas seguintes, diversificando o seu portefólio para o segmento da confeitaria, com a produção de rebuçados, caramelos e chocolates. 

Em 1997 a marca foi adquirida pela empresa Vieira de Castro – Produtos alimentares S.A.

Continua, pois, a adoçar a boca dos portugueses.

1/16/2026

Doces e gelados de café



Publicidade ao consumo de café pela Junta de Exportação de Café.

A "Junta de Exportação do Café" (JEC) foi uma entidade estatal colonial portuguesa, criada em 1940, que controlava e padronizava a produção e exportação de café de Angola e outras colónias, atuando como um mecanismo de intervenção económica para gerir o setor cafeeiro, sendo posteriormente extinta em 1961 para dar lugar a outros institutos. 

Principais Funções e Contexto:

Intervenção Económica: 
Tinha como objetivo gerir o mercado do café nas colónias portuguesas, controlando preços, qualidade e volumes de exportação.
Padronização: 
Implementou práticas de estandardização do café, supervisionadas por agrônomos, garantindo a qualidade do produto para exportação.

Dados e Estatísticas: 
Produzia e compilava dados estatísticos sobre a produção e comércio de café, como mostra um relatório dos seus primeiros anos de atividade.

Contexto Colonial: 
Era parte de uma estrutura mais ampla do Império Português para gerir os produtos coloniais. 

Fim da Junta:
Foi extinta em 31 de dezembro de 1961, substituída por novas instituições, como o Instituto do Algodão de Angola, em um período de reestruturação da administração colonial. 

Em resumo, a Junta de Exportação do Café foi um órgão fundamental na história económica do café colonial português, especialmente em Angola, antes de ser desmantelada no contexto das mudanças políticas e administrativas da época. 

1/14/2026

Os furinhos dos gelados Rajá




Os mais velhos que se recordam da Rajá, associam a marca aos gelados, que se vendiam junto às praias pelos idos de 60 e 70. Esta marca acabou por ser absorvida pela empresa dos gelados Olá (Unilever e Jerónimo Martins) pelo início da década de 1970.

Apesar da associação aos gelados, a Rajá, com fábrica em Monsanto - Lisboa, começou pela produção de chocolates e bombons, drops, rebuçados e caramelos. É desse período (anos 50 e 60) a caixinha de furos (na imagem acima) que nas lojas e mercearias da aldeia determinavam o sorteio da guloseima. Caixas semelhantes e até mais conhecidas e generalizadas, esravam relacionadas aos chocolates Regina.

6/12/2025

A perder gás


Algures numa aldeia portuguesa, a perder gás, como quase todas no interior. Os anos não perdoam, nem mesmo aos elementos publicitários afixados há décadas na fachada granítica de um estabelecimento que vendia de tudo um pouco, desde as botijas de gás butano, a linhas, botões e agulhas até o fazer de posto dos Correios.

Mesmo nos dias de hoje, ainda que de outras marcas e tamanhos, as botijas (garrafas ou bilhas) são uma das principais fontes de abastecimento doméstico de gás. Quando comecei a construir a minha habitação ali por 1994, fui obrigado a apresentar um projecto próprio, e dotá-la com os respectivos ramais interiores, incluindo a caixa para o contador no muro da rua, prevendo-se a "futura" ligação à rede de gás natural. Passaram 30 anos, imagine-se, e a tal previsão foi um ar, ou mesmo um "gás" que se lhe deu, porque embora a rede fosse instalada em alguns locais, nunca chegou, de todo, a todos. O mesmo com as redes de água e saneamento. As empresas, municipais ou concessionárias, só fazem onde lhes dá lucro. Servir lugares ou ruas com duas ou três de casas é má gestão. Mas, permitem estas discriminações mesmo que, como papagueavam o presidente e a escritora há dois dias, somos todos da mesma massa de pureza. Balelas. Continuamos a ser diferentes, em muitas coisas como nos acessos aos serviços, à Justiça, à Educação, etc.

Os nossos políticos foram sempre assim, visionários, a olhar para o futuro, sendo que o políticos passam, o seu futuro sabe-se como é, garantido, bem remunerado, mas o nosso, o do povo, nunca mais chega.

Andamos, pois, a pagar desmandos, a gastar dinheiro em projectos, licenças, tubagens e caixas de contadores para nada. Permanecem por ali, pelo menos, como atestado de incompetência e de desgoverno. 

Lido no sítio da própria marca, "fundada em 1931 por dois engenheiros visionários, a Butagaz foi inicialmente chamada de URG (Uso Racional do Gás). Isso marcou o início do botijão de gás azul de 13 kg, que competia com a lenha e o carvão. Esse impulso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial e pela destruição quase completa do parque industrial em 1945. A década de 1950 marcou o renascimento da URG. Graças à reconstrução do parque industrial e à ampla disponibilidade de botijões de gás, 2 milhões de usuários já estavam convencidos, nessa década, do uso do gás para cozinhar, produzir água quente e aquecer residências.

Em ascensão, a Butagaz lançou o gás em botijões para particulares na década de 1960, atendendo às suas necessidades de aquecimento, água quente e cozinha. Esse sucesso imediato levou à construção de centros industriais e à automação da distribuição para atender a todas as demandas dos franceses. Essa era viu o nascimento de um dos mascotes franceses mais populares: o Urso Azul.

No início da década de 1980, a URG adotou o nome de sua marca principal: BUTAGAZ. Para ampliar sua oferta, a Butagaz modernizou sua distribuição, entrou no mercado de supermercados em 1985 e lançou sua primeira campanha publicitária na televisão em 1986.

Uma nova era começa para a Butagaz.


6/02/2025

Canada Dry - Beba...como ela


A Canada Dry é uma marca de refrigerantes com uma história rica que remonta ao início do século XX, conhecida principalmente pela sua Ginger Ale (refrigerante de gengibre).

Origens e Inovação

A história da Canada Dry começa em 1890 com John J. McLaughlin, um farmacêutico e químico canadense que abriu uma fábrica de água carbonatada em Toronto. Em 1904, McLaughlin aperfeiçoou a fórmula da Canada Dry Pale Ginger Ale, uma versão mais leve e menos doce do que as outras ginger ales da época. O termo "Dry" no nome da marca refere-se justamente a essa característica menos açucarada, similar à classificação de um vinho "seco".

Popularidade e Expansão

A Canada Dry Ginger Ale começou a ganhar popularidade e, em 1919, McLaughlin expandiu a sua operação para Nova Iorque devido à crescente demanda. Após a sua morte em 1914, o negócio foi vendido em 1923, formando a Canada Dry Ginger Ale, Inc.

A sua popularidade disparou durante a Lei Seca nos Estados Unidos, pois o sabor marcante da ginger ale ajudava a mascarar o gosto das bebidas alcoólicas caseiras. Era frequentemente chamada de "champanhe dos refrigerantes" e comercializada para um público mais refinado. Nos anos 1930, a Canada Dry expandiu-se globalmente, chegando a cerca de 30 países.

Evolução e Propriedade

Ao longo dos anos, a marca passou por várias mudanças de propriedade. A Canada Dry foi adquirida pela Dr Pepper em 1982, e depois vendida para a unidade Del Monte Foods da R.J. Reynolds em 1984. Em 1986, a R.J. Reynolds Nabisco vendeu o seu negócio de refrigerantes para a Cadbury Schweppes. Hoje, a Canada Dry pertence à Keurig Dr Pepper, que foi desmembrada da Cadbury Schweppes em 2008.

O logotipo da marca, que historicamente incluiu um mapa do Canadá com uma coroa real (adicionada em 1907), também evoluiu ao longo do tempo, com remodelações em 1975, 2000 e 2010 para modernizar o seu visual.

A Canada Dry continua a ser uma marca de refrigerantes reconhecida mundialmente, oferecendo uma variedade de sabores, embora a Ginger Ale permaneça o seu produto mais icónico e apreciado.

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