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10/15/2024

Litografia do Bom Jesus do Monte - Braga

 


Litografia com vista geral do Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga. Dimensões de 58 x 44 cm. Será da década de 1930. Das pesquisas feitas não consegui descortinar o autor. Há versões com a indicação de impressão na Lito Ignis - Porto e na Lito Minho - Braga.

Há uma outra versão (vista abaixo) muito similar mas com mais largura e será da mesma época.

7/05/2021

Passagem por Fátima - Exposição

 




Em Fátima, na instalação do Convivium de Santo Agostinho, na Basílica da Santíssima Trindade, está a decorrer a Exposição "OS ROSTOS DE FÁTIMA" - Fisionomias de uma paisagem espiritual. De 28 de novembro de 2020 a 15 de outubro de 2022

Entrada Livre - Segunda-feira a domingo: 09h00 às 12h45 (última entrada) e 14h00 às 17h45 (última entrada).

“Os rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual” é uma história de Fátima contada a partir dos nomes que a fizeram.

Em tempo de pandemia, a exposição convida a refletir sobre o tema da morte e da vida como momentos luminosos da peregrinação do homo viator.

Para além da vertente religiosa, uma interessante exposição artística e cultural com um vasto leque de elementos que contextualizam o tema de Fátima, das aparições e do Santuário.

2/07/2020

A Shell em Arouca

Cartaz publicitário de 1949 dos produtos e serviços Shell,  e relacionados à bonita vila de Arouca. 

Num grafismo de forte contraste de preto-branco, o cartaz remete-nos para o lado pitoresco de Arouca, sendo que, todavia, com um cenário relativo à freguesia de Burgo, junto à capela de Santo António. Curiosamente perto de outro interessante monumento o Memorial (ou Marmorial) de S.to António, mas no cartaz não enquadrado.

Abaixo uma fotografia do local, embora com um enquadramento ligeiramente diferente.

5/07/2014

Castanheira – Serra da Freita

 

castanheira serra da freita

- clicar na imagem para ampliar

 

Aldeia da Castanheira em plena Serra da Freita, na freguesia de Albergaria da Serra, concelho de Arouca, local onde se localiza o raro fenómeno geológico das pedras parideiras. Ao fundo pode vislumbrar-se a Frecha da Mizarela, uma cascata com uma queda abrupta no rio Caima.

8/29/2013

Férias 2013 – Casa Visconde de Chanceleiros

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Tal como referimos no artigo anterior, nesta última semana de férias, depois da vastidão do Alentejo, fomos passar uns dias por terras do Alto Douro Vinhateiro. Por recomendação de amigos e da excelente referência do TripAdvisor, estivemos na Casa do Visconde Chanceleiros, a 3 Km do Pinhão, na encosta da margem direita do rio Douro.

Da mais de centena de comentários de clientes que por ali passaram nos últimos tempos, estrangeiros na sua larga maioria, bastará ler alguns para se ficar com uma ideia muito descritiva e  positiva do local, da casa e do serviço. A tudo quanto se pode ler, pouco mais há a dizer senão apenas reforçar as impressões positivas.  A casa, mesmo sem vista directa para o rio Douro, pois na sua frente há uma baixa mas longa encosta que o esconde, usufrui de uma vista característica da região, com as belas encostas e suas vinhas dispostas em socalcos.

As instalações, do estilo rústico e algo provençal, são amplas e confortáveis. Os quartos estão dispostos em casinhas individuais, com entradas e terraços próprios. Todo o espaço envolvente é acolhedor, com jardins e vegetação, com sebes de alecrim, rosas e lavandas, incluindo as videiras, nesta altura com generosos cachos de uvas que se podem comer à vontade, e as tão características oliveiras. De resto, a quinta não tem produção comercial de vinho mas produz o seu azeite que é utilizado no serviço gastronómico da casa.

A Casa do Visconde de Chanceleiros dispõe de uma bela piscina, um confortável jacuzzi, sauna, dentro de uma pipa, court de ténis e outros elementos para desporto e lazer. Os jantares, sob reserva no próprio dia, são preparados de forma familiar na ampla cozinha rústica, que se pode frequentar, e para além do prato principal, incluem entradas e deliciosas sobremesas e sempre acompanhados por excelentes vinhos, portos, brancos e tintos, de quintas da zona. Fantástico o tinto da Quinta do Tedo, localizada a escassos quilómetros dali. Tanto os jantares como os pequenos-almoços são servidos na ampla varanda voltada a sul a qual permite um ambiente de repouso e harmonia com toda a envolvente. Não faltam recantos e esplanadas para desfrutar de uma bebida ou conversa, em conjunto ou de forma mais íntima.

É verdade que nesta  zona do Alto Douro há igualmente espaços semelhantes, baseados nas quintas vinhateiras, e porventura até mais baratos, mas esta casa vale sobretudo pela harmonia de todo o conjunto e ambiente informal em que ao fim de poucas horas nos sentimos como parte de uma família e não meros clientes. Mesmo no serviço dos bares, com self-service, basta tomar nota do que se consome, não havendo qualquer controlo para além da seriedade de cada um. Tanto a patroa, Úrsula, como a governanta, a Adelaide, bem como o restante pessoal, são de uma simpatia extremas.

Resumindo, foram uns dias deliciosos e marcantes. Caro para o nosso normal nível de vida, é verdade, mas adequado a uma ocasião especial que se queira inesquecível.  Para quem não se quiser ficar apenas pelo aconchego e tranquilidade da casa e do que dela se pode usufruir, é possível percorrer a zona em pouco tempo, visitando quintas, em que muitas oferecem serviços de degustação e venda de vinhos, azeites e mel, como também dar um salto a localidades como Sabrosa, S. Martinho de Anta (terra de Miguel Torga), Tabuaço, S. João da Pesqueira, Favaios, Alijó, etc. Por outro lado, locais mais divulgados como Vila Real, Peso da Régua e Lamego estão relativamente próximos. Os acessos são bons e fáceis e em pouco mais de uma hora, se por auto-estrada, chega-se do Porto à região.

Por tudo quanto se disse mas sobretudo pelo quanto se experienciou, recomenda-se esta Casa do Visconde de Chanceleiros, mas no mínimo para duas ou três noites de modo a absorver o clima de familiaridade mesmo que a vizinhança seja na sua maioria composta por estrangeiros.

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8/23/2013

Férias 2013

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O Santa Nostalgia tem sido pouco produtivo nestes últimos dias devido ao merecido regime de férias. Ainda há uns dias para aproveitar. Na próxima semana andaremos por terras do Alto Douro, e espera-nos por algumas noites uma confortável cama numa conhecida quinta vinhateira na zona do Pinhão.

Nesta semana, que está a acabar, foi uma visita pela zona nascente do Alto Alentejo: Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, Terena, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz, Alqueva, Mourão, Olivença (sim, é portuguesa), Elvas, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, Vila Velha de Ródão, entre outras, foram terras e locais que mereceram a nossa visita. É verdade que apanhamos o inferno alentejano com 42 de temperatura (34 às 23 horas em Mourão), mas valeu a pena. Ficamos com os olhos e a alma repletas de Alentejo, mesmo que tenha sido uma correria. As noites foram passadas na Vila Planície (Telheiro – Monsaraz) e no Hotel El-Rei D. Manuel (Marvão – fotos acima).

De todos os belíssimos locais visitados, repletos de História, se tivesse que escolher os mais marcantes, sem dúvida Marvão, Castelo de Vide  e Monsaraz. Numa nota de 1 a 10, Marvão, com nota 10, será porventura uns dos locais mais belos deste nosso Portugal, até pelo aspecto cuidado da zona histórica, o que, infelizmente, é pouco vulgar no nosso país. Castelo de Vide é também uma preciosidade mas, pelo menos no burgo medieval dentro da muralha, bem como zona envolvente, salta à vista o desleixo e a necessidade de obras de requalificação. Também espectacular é a bela Olivença (que os espanhóis teimam em não devolver).

Apesar da situação, que julgamos nunca se ir resolver,  porque coragem e coerência não são qualidades dos governantes, são notórias as marcas da pertença de Portugal, pelo menos no património já que na cultura poucos serão os que efectivamente terão interesse em que a cidade seja devolvida à administração portuguesa. Pela parte dos espanhóis, obviamente, puxam a brasa à sua sardinha.

10/17/2011

Pelos caminhos do Montemuro

 Ontem, com um grupo de três casais amigos, fomos dar uma voltinha por zonas de Montemuro, aproveitando este Verão tardio em que era suposto chover e estar frio. Rimou, mas este calor que esvazia os copos e enche esplanadas soa-nos a algo fora do sítio, desarrumado da cristaleira do tempo onde se alinham os delicados ciclos da natureza. Mas há que aproveitar até porque as cores quentes de Outono são sempre fascinantes por estas encostas do Douro.

A primeira paragem foi no centro de Cinfães, berço do explorador Serpa Pinto, cujo busto domina o belo jardim com o seu nome, ao lado da igreja matriz. 
Depois do pequeno almoço e um arejar no jardim, retomamos o passeio a caminho da Gralheira onde, com hora marcada, nos esperava um emblemático "cozido-à-portuguesa", esmerado e delicioso ou não fosse, a par da paisagem e os coelhos para os demasiados caçadores, o principal chamariz a esta aldeia de granito, em pleno Montemuro.
Paradoxalmente, neste terra de fortes sabores, a vitela arouquesa, cabrito e borrêgo, é apresentada como segunda especialidade a italiana "pizza". Ao que parece, como opção à mesa para os mais miúdos pouco dados aos substanciais comeres dos pais e avós.

Terminado o almoço, rumou-se a Resende, com um ligeiro desvio à curiosa Panchorra, onde a via e ponte romana sobre o rio Cabrum (minguado de águas) merecem destaque.
Já no alto do Montemuro, o soberbo miradouro no santuário de S. Cristóvao. Depois, a descida com passagem e paragem em S.ta Maria de Cárquere, um granítico monumento com elementos românicos e góticos, ligado historicamente às figuras de D. Afonso Henriques e Egas Moniz.
Belo, fotogénico, com as cores da História e do tempo, mas simultaneamente sujo e confundido com elementos urbanos numa espécie de anarquia visual que nos questiona sobre a qualidade da gestão destes espaços que deveriam estar melhor protegidos de certas misturas.

De Resende, terra de famosas cerejas e “cavacas”, um saltinho a Frende (Baião), já no lado norte do Douro, com um olhar rápido à capelinha de S. João e às enigmáticas sepulturas talhadas nos afloramentos rochosos.

Já com a tarde a declinar, voltamos para a margem sul e iniciamos o regresso, ainda com tempo para uma breve paragem na esplanada (cheia de gente) junto ao Douro em Caldas de Aregos.

Porque havia muita e sinuosa estrada (EN 222) pela frente, regressamos a casa com o disco alaranjado do sol a fazer companhia, esborratando de cor a limpidez do Douro em cada uma das suas muitas curvas.

Igreja matriz de Cinfães

Pórtico da Quinta da Fervença - Cinfães

Tendais - Moinho

Gralheira

Gralheira

Gralheira - Pormenor em fonte

Panchorra - Ponte romana sobre o rio Cabrum

Panchorra - Ponte romana sobre o rio Cabrum

Panchorra - Calçada romana

Vista do Santuário de S. Cristóvão

Mosteiro de Santa Maria de Cárquere - Resende

8/28/2011

Hotel Rural Quinta de Novais - Arouca

 

Ainda em ritmo de férias, o Santa Nostalgia tem andado molengão, logo pouco actualizado.
Mas as férias, apesar de curtas e pobres pelas condicionantes de um país que se arrasta em crise (embora esta não pareça afectar muita gente), devem ser precisamente um clique no botão do abrandamento, o levantar o pé do acelerador, o desligar de algumas rotinas.


Por nossa parte, fugimos do litoral como o diabo da cruz e preferimos o sossego de zonas mais interiores, mesmo que não distantes. Neste contexto, por estes dias, mesmo a curta distância, fomos pernoitar num ninho acolhedor e tranquilo chamado Hotel Rural Quinta de Novais.

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Localizado a cinco minutos do centro da bela vila de Arouca, na freguesia de Santa Eulália, o Quinta de Novais surpreendeu pelo encanto do lugar, pela harmonia dos espaços e da arquitectura onde o rústico das alvenarias de pedra, telhados e cornijas, se conjuga com o moderno, na forma da amplos envidraçados em estrutura de ferro, mas, sobretudo, o sossego e tranquilidade que envolvem o local com uma exuberante e frondosa manta de carvalhos, plátanos e castanheiros que dominam a encosta disposta em socalcos até ao fundo do vale onde a ribeira corre entre viçosos campos de milho.

O hotel dispõe de uma apetecível piscina, jacuzzi, ginásio e um campo de mini-golfe, e espaços envolventes que convidam a uma caminhada ao som dos pássaros, da folhagem e da água. São 16 quartos e uma casa em que esta é adequada a uma família ou a um grupo de casais.


A simpatia é a palavra de ordem, desde o gerente Sr. Henrique e esposa, até aos funcionários, solícitos e competentes.


O restaurante oferece qualidade no serviço e pratos bem elaborados onde primam a inevitável vitela arouquesa e o cabrito da serra da Freita mas também um soberbo bacalhau com broa.
A carta de vinhos é adequada. A entrada sugerida é um sortido equilibrado de sabores e texturas. As sobremesas são fantásticas de onde destacamos as Fritas de Maçã.
O pequeno almoço em buffet, sem ser extravagante, é equilibrado e suficiente de onde se realça o excelente sumo natural de laranja.
O restaurante tem uma mais valia que é a de estar aberto ao público em geral, portanto acessível a quem não está hospedado.


Para quem conhece Arouca e o concelho, não importa estar a ensinar o padra-nosso ao vigário, mas para quem vem de fora e pouco conhece, há um vasto leque de pontos de interesse desde monumentos, de onde se destaca o inevitável Convento,  mas sobretudo a invejável diversidade paisagística e geológica, que de resto justifica o estatuto de Geoparque. Os vales dos rios Paiva, Arda e Caima, a serra da Freita, suas encostas abruptas e seu planalto, os  testemunhos das minas de volfrâmio de Rio de Frades e Regoufe, as aldeias típicas de Drave, Covelo de Paivô, Meitriz e muitas outras. A gastronomia onde a a carne de vitela arouquesa é raínha, é também por si só um motivo de procura de muitos e bons restaurantes do concelho.

É verdade que ainda falta melhorar alguns acessos centrais para que seja mais fácil chegar a Arouca (falta sobretudo a ligação rápida Arouca-Santa Maria da Feira, em projecto há vários anos). Quando essa via rápida for concretizada (está executada apenas uma parte) será fácil o acesso a partir do IC2, da A1 ou mesmo da A32, em fase final de execução e que em conjunção com a A41 permitirá uma excelente e rápida ligação à zona litoral e exterior ao Grande Porto.

Seja como for, gostamos desta escapadinha e da passagem pelo Hotel Rural de Quinta de Novais pelo que, obviamente, recomenda-se.

8/21/2011

Festa da Senhora D´Agonia

 

 

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Estive ontem em Viana do Castelo, no segundo dia das Festas da Senhora D´ Agonia.
Comparativamente ao que tinha visto há já há alguns anos, fiquei terrivelmente decepcionado. Não duvido que seja uma das maiores e populares romarias deste nosso Portugal, mas, como seria de esperar, a massificação transformou este evento em algo demasiado confuso, descaracterizado, até.

A organização espera um milhão de visitantes e certamente a avaliar pelo dia de ontem, o número até será superior, e disso parece fazer alarde. Todavia, pelo que se viu, em rigor não tem condições de receber condignamente um terço dessa quantidade.
O  parque da cidade, onde habitualmente é proibido acampar, transformou-se numa espécie de Woodstock pejado de portugueses típicos com tendas montadas e caravanas estacionadas com dias de antecedência, com gente a dormir e a comer em tudo quanto é sítio, com artistas a churrascar febras e a assar sardinhas no meio do acampamento, incomodando tudo e todos, numa aparente indiferença; Os carros a ocuparem os passeios e zonas relvadas; O trânsito caótico e sem espaços adequados para as dezenas de autocarros; Os sanitários portáteis, em plástico, a tresandarem a imundície num largo raio de distância; Os sacos de lixo a abarrotarem sem sinais de limpeza e sem capacidade de recolha diferenciada.

O trânsito, como já referi, caótico e pouco limitado, tornando a travessia entre a zona marginal e a zona interior da baixa uma autêntica e constante acrobacia. Apesar desta desorganização, aparentemente organizada, não se via nem um polícia. Aliás em toda a cidade, não vi mais do que meia dúzia de agentes.

Um familiar teve um pequeno acidente no parque, esfarrapando um joelho e foi impossível descobrir uma farmácia de serviço, ou um posto de bombeiros ou da Cruz Vermelha.


A procissão da Senhora da Agonia, o momento alto do programa do Sábado, é certamente um bonito espectáculo visual, sobretudo o seu percurso no rio Lima, quando vinda do mar se dirige até à ponte metálica e ali dá a volta. De resto, acreditamos que a componente da devoção exista sobretudo nas gentes da ribeira da cidade, mas no resto é um mero espectáculo, um mero folclore, com barcos alugados aos visitantes, embarcações de recreio e muitas motos de água.

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Mesmo durante a missa, pelas 14:30, que foi campal devido à enorme multidão, era notória a pouca devoção da maior parte das pessoas, inclusive com vendedores de banha da cobra e seringadores a rondar e a abordar as pessoas, no que me fizeram recordar os vendilhões do templo. A cerca de 100 metros da zona da igreja e durante a missa, ía tocando a Banda de Música da Pocariça, perturbando nitidamente o desenrolar da cerimónia religiosa.


Sinceramente, toda esta romaria é uma orgia de confusão, onde a componente religiosa, a sua génese, está totalmente abafada e subvertida ao visual, ao barulho.

Até mesmo os famosos tapetes floridos de algumas ruas, afinal não são de flores, mas sim de sal colorido. É verdade que a execução dos mesmos comporta muito trabalho e dedicação mas quanto à arte, não nos parece que seja por aí além, já que todo o processo é repetido com moldes, a exigirem menos arte paciência como é o caso do uso de flores e pétalas.

Algumas das ruas estão transformadas em espécies de sambódromos com bancadas para se assistir à procissão. Vão longe os tempos em que as procissões eram algo para nelas se participar. Agora são um mero desfile folclórico, um espectáculo para as massas e para as objectivas dos milhares de fotógrafos.

As igrejas, locais de silêncio, estão pejadas de gente a fotografar e a falar alto sem a mínima decência. Entra-se na igreja como quem entre numa tasca ou num campo de futebol. Onde deveria haver alguma tranquilidade, aparecem os vendedores de chapéus, de águas, de peúgas e toalhas, berrando a sete pulmões num frenesim de malucos. As praças inundadas com vendedores de balões e pensos, pedintes prostrados nas praças exibindo macabramente as suas deficiências (uns sem pernas, outros sem braços) como chamariz para a piedosa pedinchisse.

As lojas, sempre a facturar, é certo, mas no grosso vendendo chinesices, mesmo que na forma das tradicionais peças do traje vianês, como as camisas de linho bordadas, saias, coletes, xailes, etç. Escapavam algumas tendas  na Feira de Artesanato.

Pode parecer negativista esta nossa análise mas de facto, dada a dimensão, prestígio e popularidade da romaria, a organização deveria ser mais rigorosa de modo a minimizar os inconvenientes dos inevitáveis afluxos descontrolados dos visitantes. Ora esta organização nunca foi visível em toda a vasta extensão da romaria, tanto na zona histórica como na zona marginal e parques. Não basta publicitar o evento e chamar as pessoas à cidade; É necessário criar e oferecer as condições adequadas nos diferentes aspectos de logística, tanto no estacionamento e trânsito como na segurança. saúde e higiene.

É sempre interessante regressar à bela Viana do Castelo, mas é de evitar fazê-lo nestes dias, próprios de loucos, uma autêntica agonia.

12/01/2010

Serra da Freita com manto de neve

 

Hoje aproveitei o dia de feriado para, com a família, dar um salto à sempre bela Serra da Freita. Como seria de esperar depois de alguns dias de muito frio, a serra apresentava-se repleta de neve, nalguns locais atingindo mantos uniformes com pelo menos 30 cm. Ao atravessar o belo planalto, não fossem os rodados de passagens de jipe, e não daria para ver o limite da estrada.

Na parte da manhã, viam-se ainda poucos visitantes, esperando-se maior afluência na parte da tarde, mas mesmo assim dava para ver algumas crianças deliciadas com a brancura, não resistindo à “guerra das bolas de neve”. Será certamente uma experiência inesquecível para os mais miúdos, sempre fascinados pela branca e macia neve.

Das muitas fotografias que colhi, ficam apenas algumas amostras, que podem ser ampliadas.

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