Dois cartazes publicitários ao Algarve, datados de 1967, por isso há já 50 aninhos.
8/18/2017
Quando o país desce ao Algarve para marcar o ponto e comer "peixinho"
Dois cartazes publicitários ao Algarve, datados de 1967, por isso há já 50 aninhos.
9/20/2013
Barcelos
- Cartaz de 1976.
Barcelos, a bela cidade do Baixo Minho, do rio Cávado, do galo de barro com o seu nome, da festa das Cruzes entre muitos outros pontos de interesse.
Analisando o cartaz acima, hoje em dia o turismo deixou de ser um assunto em que cada município agia e promovia por si para se tornar em algo mais amplo com interesse regional e nacional. Pela Lei n.º 33/2013, de 16 de Maio está agora organizado em cinco principais entidades regionais, tendo sido extintas as anteriores entidades. Todavia estas organizações e reorganizações, mais do que o interesse supremo do turismo nacional, andam sempre mais ou menos ao sabor da disposição de cada Governo e dos “tachos” dos seus afilhados, pelo que não surpreende que mais cedo ou mais tarde a coisa venha a ter nova mexida, ou seja, “reorganizada”.
Lista das actuais entidades:
- Turismo do Porto e Norte de Portugal, com sede em Viana do Castelo;
- Turismo Centro de Portugal, com sede em Aveiro;
- Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, com sede em Lisboa;
- Turismo do Alentejo, com sede em Beja e
- Região de Turismo do Algarve, com sede em Faro.
8/29/2013
Férias 2013 – Casa Visconde de Chanceleiros
8/23/2013
Férias 2013
O Santa Nostalgia tem sido pouco produtivo nestes últimos dias devido ao merecido regime de férias. Ainda há uns dias para aproveitar. Na próxima semana andaremos por terras do Alto Douro, e espera-nos por algumas noites uma confortável cama numa conhecida quinta vinhateira na zona do Pinhão.
Nesta semana, que está a acabar, foi uma visita pela zona nascente do Alto Alentejo: Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, Terena, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz, Alqueva, Mourão, Olivença (sim, é portuguesa), Elvas, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, Vila Velha de Ródão, entre outras, foram terras e locais que mereceram a nossa visita. É verdade que apanhamos o inferno alentejano com 42 de temperatura (34 às 23 horas em Mourão), mas valeu a pena. Ficamos com os olhos e a alma repletas de Alentejo, mesmo que tenha sido uma correria. As noites foram passadas na Vila Planície (Telheiro – Monsaraz) e no Hotel El-Rei D. Manuel (Marvão – fotos acima).
Apesar da situação, que julgamos nunca se ir resolver, porque coragem e coerência não são qualidades dos governantes, são notórias as marcas da pertença de Portugal, pelo menos no património já que na cultura poucos serão os que efectivamente terão interesse em que a cidade seja devolvida à administração portuguesa. Pela parte dos espanhóis, obviamente, puxam a brasa à sua sardinha.
3/25/2013
Bom Jesus do Monte
O Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, é daqueles sítios que por si só são sinónimos de passeios de autocarro. Creio que não há aldeia do norte de Portugal, mas não só, que não tenha ido já num qualquer Domingo em excursão ao Bom Jesus do Monte, levando atrás de si os incontornáveis farnéis.
Não fujo à regra e embora não o revisitando há vários anos, tenho de memória pelo menos quatro passeios realizados em diferentes tempos, tanto em criança como em adolescente e já em adulto.
Dos poucos quadros ou gravuras que me lembro de em criança ver pendurados na casa de meus pais, a par do retrato do seu casamento, da Alexandrina de Balsar, do Santuário de Fátima e do Sagrados Coração de Jesus e Maria, lá estava o do Bom Jesus do Monte, o seu escadório e o seu elevador, exactamente igual à da segunda imagem que acima reproduzo.
Se tivéssemos que reunir uma antologia de postais de sítios turísticos emblemáticos e populares deste nosso belo Portugal, o Santuário do Bom Jesus do Monte, e sobretudo o seu sumptuoso escadório, teria que ser presença obrigatória.
Vem esta memória à tona do tempo porque completam-se hoje 131 anos (25 de Março de 1882) sobre a data da inauguração do elevador funicular, outro elemento característico e emblemático do Santuário.
10/17/2011
Pelos caminhos do Montemuro
A primeira paragem foi no centro de Cinfães, berço do explorador Serpa Pinto, cujo busto domina o belo jardim com o seu nome, ao lado da igreja matriz.
Depois do pequeno almoço e um arejar no jardim, retomamos o passeio a caminho da Gralheira onde, com hora marcada, nos esperava um emblemático "cozido-à-portuguesa", esmerado e delicioso ou não fosse, a par da paisagem e os coelhos para os demasiados caçadores, o principal chamariz a esta aldeia de granito, em pleno Montemuro.
Paradoxalmente, neste terra de fortes sabores, a vitela arouquesa, cabrito e borrêgo, é apresentada como segunda especialidade a italiana "pizza". Ao que parece, como opção à mesa para os mais miúdos pouco dados aos substanciais comeres dos pais e avós.
Terminado o almoço, rumou-se a Resende, com um ligeiro desvio à curiosa Panchorra, onde a via e ponte romana sobre o rio Cabrum (minguado de águas) merecem destaque.
Já no alto do Montemuro, o soberbo miradouro no santuário de S. Cristóvao. Depois, a descida com passagem e paragem em S.ta Maria de Cárquere, um granítico monumento com elementos românicos e góticos, ligado historicamente às figuras de D. Afonso Henriques e Egas Moniz.
Belo, fotogénico, com as cores da História e do tempo, mas simultaneamente sujo e confundido com elementos urbanos numa espécie de anarquia visual que nos questiona sobre a qualidade da gestão destes espaços que deveriam estar melhor protegidos de certas misturas.
De Resende, terra de famosas cerejas e “cavacas”, um saltinho a Frende (Baião), já no lado norte do Douro, com um olhar rápido à capelinha de S. João e às enigmáticas sepulturas talhadas nos afloramentos rochosos.
Já com a tarde a declinar, voltamos para a margem sul e iniciamos o regresso, ainda com tempo para uma breve paragem na esplanada (cheia de gente) junto ao Douro em Caldas de Aregos.
Porque havia muita e sinuosa estrada (EN 222) pela frente, regressamos a casa com o disco alaranjado do sol a fazer companhia, esborratando de cor a limpidez do Douro em cada uma das suas muitas curvas.
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