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6/20/2025

No tempo em que os jornais eram arte - Francisco Zambujal


"Roubada" por aí, esta é uma das muitas páginas do jornal "A Bola" com equipas do nosso futebol, caricaturadas pela mestria do saudoso Francisco Zambujal.

Neste exemplo, uma capa de 1978, quando decorria o Mundial de Futebol 1978, na Argentina, e depois do F.C. do Porto, treinado pelo carismático José Maria Pedroto, ter conquistado o título de campeão nacional, depois de um "seca" de 18 anos, já que o anterior título havia sido conquistado na época1958-1959, então com Béla Guttmann como seu treinador.

Quanto a Francisco Zambujal foi dos melhores caricaturistas portugueses, de sempre, com enfoque no desporto e futebol. Para além das inúmeras colaborações em jornais, sobretudo no "A Bola", foi autor de várias colecções de cromos de jogadores de futebol, de que tenho todas as colecções, nomeadamente: 

- Colecção de Cromos d'A Bola - Caderneta de cromos - 1978-1979

- Génios da Bola - Caderneta de cromos - 1978/7199

- Arte e futebol - Caderneta de cromos - 1979/1980

- Ídolos de Portugal - Caderneta de cormos - 1980/1981

- Caricaturas e Fotos, Mundial de Futebol Espanha - Caderneta de cromos - 1982

Quanto ao caricaturista, Francisco Manuel Marvão Gordilho Zambujal

nasceu em Moura, 15/03/1935 e faleceu em Faro, 12/04/1990. Estudou e foi professor durante 33 anos na Escola nº 1 de S. Luís, do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, em Faro. Foi também coordenador da Direção Geral da Educação de Adultos. Um dos mais famosos caricaturistas / cartoonistas de Portugal, colaborou em diversos jornais locais e nacionais e com "a sua entrada em 1963 para a redação de A Bola, transformou-se em caricaturista “profissional”, impondo-se como um ícone do humor desportivo, um cronista da história de três décadas do desporto em Portugal"

[fonte: Wikialgarve]

Quanto à formação da equipa acima caricaturada: Em cima da esquerda para a direita: Murça, Rodolfo, Simões, Gabriel, Freitas e Fonseca. Em baixo, pela mesma ordem: Duda, Seninho, Octávio, Gomes, Ademir e Oliveira.

4/09/2025

Abel Manta - Povo, MFA

Cartaz de João Abel Manta - 1975

João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta, nasceu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1928, sendo um reconhecido arquitecto, pintor, ilustrador, cartoonista e caricaturista português. É filho dos também pintores Abel Manta e Maria Clementina Carneiro de Moura Manta

Com uma produção artística diversificada, destacou-se principalmente na arquitectura, no desenho e na pintura, consolidando a sua presença no cenário cultural português desde o final dos anos 1940. Inicialmente dedicado à arquitectura, foi gradualmente direccionando o seu percurso para as artes visuais, tornando-se um dos mais importantes cartoonistas das décadas de 1960 e 1970.

Nos anos que antecederam e sucederam a Revolução de 25 de Abril de 1974, Abel Manta publicou, em jornais de grande circulação, trabalhos marcantes que retratavam o contexto político e social português durante esse período de transição — desde o fim da ditadura até à instauração da democracia. Foram populares, e já icônicos, os cartazes em que associava o povo ao MFA - Movimento das Forças Armadas. As suas caricaturas e desenhos satíricos são considerados documentos visuais importantes da história contemporânea portuguesa

Na década de 1980, voltou a reorientar a sua carreira, dedicando-se sobretudo à pintura, onde continuou a demonstrar o seu talento e versatilidade artística.

É ainda vivo, a caminho do centenário.

1/28/2025

Luís Filipe de Abreu - O mestre


Já falei aqui do grande mestre das artes plásticas, Luís Filipe de Abreu. Volto a falar, só para reavivar e reaviver a sua pessoa, já quase nos 90 anos, e a sua fantástica e multifacetada obra.

Pessoalmente tenho uma enorme admiração desde que, em criança, tomei contacto com os livros de leitura da primeira e segunda classes, que ilustrou a meias com a saudosa Maria Keil.

Por outro lado, já tive o privilégio de ver por is autografados esses dois livros,  que naturalmente, me marcaram, bem como dele recebi, como oferta, uma bela ilustração em técnica de aguarela e ainda uma serigrafia com o castelo cá do sítio.









10/15/2024

Litografia do Bom Jesus do Monte - Braga

 


Litografia com vista geral do Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga. Dimensões de 58 x 44 cm. Será da década de 1930. Das pesquisas feitas não consegui descortinar o autor. Há versões com a indicação de impressão na Lito Ignis - Porto e na Lito Minho - Braga.

Há uma outra versão (vista abaixo) muito similar mas com mais largura e será da mesma época.

9/09/2019

Henri de Toulouse-Lautrec


Passam hoje 118 anos sobre a data da morte do francês Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de Novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois, 9 de Setembro de 1901).

Foi uma das grandes figuras da pintura pós-impressionista francesa, conhecido e popularizado por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX. Também ele, um assumido boêmio, foi vítima das extravagâncias e para prejuízo próprio e da arte faleceu precocemente apenas com 36 anos, vítima de consequências de sífilis e alcoolismo. 
Apesar da sua curta vida artística,  resumida apenas a vinte anos, deixou um importante e vasto legado artístico.

Toulouse-Lautrec, também litógrafo, revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários na época, contribuindo decisivamente no estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. 

6/02/2016

Vasco Granja e Lotte Reiniger



O Google lembra-nos hoje com um dos seus doodles a data de nascimento da artista germânica Lotte Reiniger (2 de Junho de1899 – 19 de Junho de 1981), mas antes do Google, pelos idos anos de 70 e 80, Vasco Granja (Lisboa, Campo de Ourique, 10 de Julho de 1925- Cascais, 4 de Maio de 2009)  nos seus programas  "Cinema de Animação" (1974-1976), "Os Mestres da Animação" (1977-1984) e "Imagens e Imagens" (1985-1988),  já nos falava e dava a conhecer muitos dos trabalhos desta talentosa e original artista germânica.
Vasco Granja deu-nos a mostrar e a conhecer muita e boa animação, não só da mais comercial proveniente dos Estados Unidos, mas muita, mais experimentalista, dos países de leste e também, com frequência, passava a animação inconfundível saída da arte e paciência de Lotte Reiniger, a qual usava técnicas de recorte de papel e respectivas silhuetas em slow motion. Esta artista germânica deixou um legado rico, inconfundível e quase irrepetível. Os temas das suas curtas, médias e longas metragens giravam essencialmente à volta do mundo da fantasia e das fábulas com títulos como Cinderela, o Gato das Botas, A Bela Adormecida, Aladino e a Lâmapada Mágica, O príncipe Sapo, e muitos outros produzidos ao longo de seis décadas, de 1919 até 1979.

4/22/2016

Matt Marriot–Tony Weare

 

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Da Banda Desenhada que lia pelos anos 70 e por aí fora, no que a cowboyadas diz respeito, tenho para mim como das melhores as aventuras de Matt Marriot, do autor inglês Tony Weare (1912-1994).
As aventuras deste cowboy, sempre acpmpanhado pelo seu companheiro Luke "Powder" Horn, com o seu característico chapéu militar, foram publicadas no diário inglês London Evening News, no clássico formato de tiras diárias e a dominicais. A sua publicação teve início no ano de 1955 e terminou em 1977, 22 anos depois. As histórias eram escritas por Jim Edgar

Em Portugal Matt Marriot andou sobretudo pelas páginas da revista Mundo de Aventuras, da colecção Tigre, Condor, Jornal do Cuto, mas outras mais

A arte de Tony Weare é intensa  e expressiva, genial mesmo, de traço inconfundível caracterizado por fortes constrastes de luz e sombras, sobretudo pelo uso de tramas que em muitos dos quadros dispensa e substitui o contorno.

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6/17/2014

Exposição dos pintores Margarida e Filipe Abreu

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Tive o privilégio de receber um convite da Galeria S. Franciso (Rua Ivens, 40 – Lisboa) para participar na inauguração da exposição conjunta dos pintores e irmãos Margarida de Abreu e Filipe Abreu, que se realiza neste Sábado, dia 21 de Junho, das 15:00 às 19:00 horas.

De realçar que Margarida (Lisboa – 1966) e Filipe (Lisboa 1970) são filhos do ilustre e conceituado artista plástico Luis Filipe de Abreu, que por diversas vezes já aqui temos feito referência, desde logo porque foi um dos ilustradores dos belos livros de leitura da primeira e segunda classes da escola primária pelos quais  eu e muitos milhares de portugueses aprenderam a ler e a escrever. Mas claro que a grandeza artística de Luis Filipe de Abreu é deveras mais basta e multifacetada.

Dada a distância, não poderei marcar presença, mas sinto-me honrado com o convite e triste por não poder apreciar in loco os trabalhos daqueles irmãos pintores que certamente terão algumas influências comuns de seu pai, até porque estamos certos que estes “filhos de peixe sabem nadar”.

6/19/2012

Luis Filipe de Abreu – Artista plástico

luis filipe de abreu foto

Luís Filipe de Abreu, artista plástico português - (1935 - Torres Novas)

Professor Catedrático da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Membro efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes . Desempenhou funções de consultor artístico e técnico no domínio das artes visuais e design junto de entidades públicas, privadas e organismos do Estado.
Tem desenvolvido actividade artística em campos muito diversificados da pintura e do design. Trabalhando em continuidade junto de empresas especializadas em técnicas gráficas de alta precisão e segurança para a produção de notas de banco, obteve elevado nível de especialização neste difícil e raro campo de actividade.
É presença frequente em exposições colectivas (Pintura, desenho, tapeçaria, serigrafia, filatelia, medalhística).

Actividade profissional diversa:
Pintura de cavalete (óleo, acrílica, aguarela: Representado em colecções particulares nacionais e estrangeiras e em numerosos edifícios públicos.

Pintura integrada em espaços arquitectónicos, (murais realizados a têmpera de ovo, de caseina, encáustica, etc): Hotéis Ritz, Fénix, Mundial, em Lisboa; Hotéis Alvor-Praia, Delfim, no Algarve; paquete Infante D.Henrique; Edifício Telecomunicações, Funchal; Banco Fonsecas & Burnay em Lisboa e Fundão.

Vitral: Academia Militar, Lisboa; Hospital Regional de Portalegre; Museu da Fundação Medeiros e Almeida, Lisboa; Hotel Eden, Estoril.

Cerâmica (painéis de azulejos ): Hospital Regional de Portalegre; Quinta das Flores, Cascais; Edifício das Telecomunicações, Funchal; Caixa Geral de Depósitos, Cova da Piedade; Praça 5 de Outubro, Torres Novas; Metropolitano de Lisboa, Estação Saldanha I.

Tapeçaria: Hotéis Alvor-Praia, Alvor; Madeira Palácio, Funchal; Capitol, Lisboa; Altis, Lisboa; Delfim, Alvor; Companhia de Diamantes de Angola; Banco Pinto & Sotto Mayor, Porto; Casino da Praia da Rocha (act.Lisboa); Tribunal Militar de Elvas; Dan Cake Portugal; Manufactura de Portalegre; Banco de Portugal, Edif.Almirante Reis Lisboa; CTT, sede em Lisboa;

Ilustração: Obra muito vasta distribuida principalmente pelas áreas jornalismo e editorial. (Diário Popular, Diário de Lisboa, A Ilustração, outros, Revista Colóquio, Almanaque, revistas e boletins empresariais, etc); ilustração institucional e publicitária de prestígio (Sacor, Petrogal, Tap, TV-Caron, Instit. do Café, painéis em exposições em Portugal e estrangeiro, etc); ilustração editorial (Bertrand, Sá da Costa, Estúdios Cor, Ulisseia, Convergência, Inquérito, Círculo de Leitores, Philae, etc.); várias dezenas de capas; destaque para obras de Aquilino Ribeiro, José Rodrigues Miguéis, António Sérgio, Dostoyewsky, Puskin, Eça de Queiroz, D.H.Lawrence, Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, Lendas de Portugal, Livros de Leitura de 1ª 2ª Classe ( com Maria Keil);

Design gráfico: Concepção de edições especiais de livros e publicações várias (Fund. Gulbenkian, Sacor, Petrogal, Grupo Cuf, etc.); criação de logotipos e símbolos gráficos (Galp, IPPAR, (vários prémios em concursos);

Cenografia: Criação de cenários e figurinos para teatro, ópera e bailado.

Medalhística: Criação de cerca de 120 medalhas.

Desenho de selos postais: Criação de mais de cento e quarenta originais para selos postais, alguns premiados em concursos; em Outubro de 2001 a Março de 2002 a Fundação Portuguesa das Comunicações promoveu uma exposição de grande parte dessa produção; a mesma exposição esteve posteriormente patente no Funchal, Madeira.

Desenho fiduciário: Desde 1980 até finais dos anos noventa produziu o design e a ilustração integral de 12 notas emitidas pelo Banco de Portugal, além de outros projectos.

Alguns dos trabalhos:

luis filipe de abreu - voo nocturno

- Voo Nocturno – pintura

luis filipe de abreu - castor e polux

- Castor e Polux – pintura

luis filipe de abreu - arvore

- Árvore – pintura

luis filipe de abreu - barcos

- Barcos – pintura

luis filipe de abreu - ferragudo

- Ferragudo - pintura

luis filipe de abreu - o rapto de helena

- O Rapto de Helena – pintura

luis filipe de abreu - venus frente ao sol

- Vénus Frente ao Sol – pintura

luis filipe de abreu - pintura - jacob e o anjo

- Jacob e o Anjo – pintura

luis filipe de abreu - pintura - morte de siegmund

- A morte de Siegmund - pintura

luis filipe de abreu - retrato h einemann

- Retrato H. Einemann - pintura

luis filipe de abreu - tapecaria alvor
- Tapeçaria

luis filipe de abreu - tapecaria banco portugal

- Tapeçaria

luis filipe de abreu - nota 2000 1

luis filipe de abreu - nota 2000 2

5000 escudos antero de quental santa nostalgia

5000 escudos vasco da gama santa nostalgia

- Desenho fiduciário

1676

1677

- Selos

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- Ilustrações

luis filipe de abreu - capas 1

luis filipe de abreu - capas 2

luis filipe de abreu - capas 3

luis filipe de abreu - capas 4

- Capas de livros

- Tenho por Luís Filipe de Abreu uma admiração que remonta à minha infância, precisamente a partir da altura em que pela primeira e segunda classes da escola primária, tomei contacto com os livros de leitura (primeira e segunda), com fantásticas ilustrações deste artista e da Maria Keil que, já com saudade, nos deixou há escassos dias, depois de uma longa vida dedicada às artes plásticas.
Desde então, sempre fui um entusiasta da obra destes dois artistas, de modo especial do Luís Filipe, pelo deslumbramento da composição, da plasticidade das formas, da geometria das cores e sombras, do traço e pinceladas numa aparência descuidada mas profunda. Mas mais do que as palavras, é a emoção que cada pintura ou ilustração provoca.
Há pouco tempo tive o privilégio de contactar o Luís Filipe de Abreu e foi com natural satisfação que vejo que apesar dos seus cabelos brancos, ainda está pleno das suas capacidades artísticas, continuando a aumentar a sua extensa obra nas mais diversas vertentes como acima se demonstra nas notas biográficas.
Este artigo é assim um simples reconhecimento que me merece o artista imenso que é o Luis Filipe de Abreu. Aos poucos este artigo será melhorado sobretudo com a publicação de algumas amostras do muito que criou. É mais do que justo que, face a poucas referências existentes na web, que não no meio artístico, onde todos lhe reconhecem o génio, seja aberto um espaço onde se dê a conhecer um pouco mais deste fantástico artista português e do mundo.

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