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4/23/2025

Cartilha Moderna - M.A. Amor


AMOR, Manuel Antunes, 1881-1940

Cartilha Moderna : método legográfico analítico-sintético de ensino inicial educativo / por

Manuel Antunes Amor. – Nova ed. – Lisboa : J. Rodrigues [deposit.], 1930. – 2 vol. : il. ;

19 cm. – (Como Lili e Lulu foram educados no primeiro ano de escola).

1.ª Parte: Método. – 68 p.


MANUEL ANTUNES AMOR, Educador e Professor, natural da Freguesia de Igreja Nova (Ferreira do Zêzere), nasceu em 1881 e faleceu a 11-07-1940. Diplomado pela Escola Normal de Leiria, começou a exercer o magistério primário em 1902 no lugar da Serra, em Tomar. Posteriormente, foi transferido para a escola do Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes). Em 1907, foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo na Alemanha. Visitou escolas primárias alemãs, austríacas, suíças e francesas, frequentou em Leipzig, a Escola do Magistério Primário, o Instituto de Pedagogia e Psicologia Experimental e as cadeiras pedagógicas da Faculdade de Letras (onde foi aluno de Wundt). 

Regressou a Portugal em 1909 e, na escola primária do Rossio de Abrantes, utiliza os novos métodos pedagógicos que aprendeu na Alemanha. De 1911 a 1912 foi inspector primário nos currículos escolares de Abrantes e Moimenta da Beira. De 1912 a 1916 foi professor de Alemão e de Desenho no Liceu Colonial, em Cernache de Bonjardim. Em 1916 foi para a Índia, como inspector primário, e introduz nas suas escolas os mais modernos métodos de ensino. Em 1919, segue para Macau com a função de superintendente das escolas municipais, regendo também um curso de Pedagogia. Em 1922, voltou à Índia, reassumindo as suas antigas funções. 

Em 1930, aposentou-se devido a doença. Manuel Antunes Amor é um dos autores de referência da primeira metade do Século XX. Apesar de não ter tido uma acção preponderante no ensino normal, como desejava, o seu trabalho na divulgação de novos métodos de ensino foi extremamente importante. A sua carreira como autor didáctico iniciou-se em 1906 com a aprovação oficial do seu Compêndio de Desenho e continuou, em 1910, com a publicação do Manual de Estenografia e Caligrafia. No entanto, foi com a divulgação, que se iniciou nesse mesmo ano, da sua Cartilha Moderna, que o tornou conhecido. Esta obra, que tinha como subtítulo “Método Legográfico Analítico-Sintético de Ensino Inicial Educativo”, era produto da sua imaginação e dos princípios pedagógicos que observara no estrangeiro e ensaiara já em Portugal. 

Mais tarde, em 1929, criou a Caixa Legográfica, ou seja “uma máquina universal para o ensino inicial da leitura e da escrita simultâneas e combinadas”, cuja patente registou em vários países e que ganhou a medalha de prata da Exposição Colonial de Paris, em 1931. Para além desta actividade central, Manuel Antunes Amor colaborou regularmente com a imprensa pedagógica, com artigos sobre “o professor actual e o mestre-escola antigo” (Revista Pedagógica, 1904), o “ensono do Desenho” (Revista Pedagógica, 1904), o “Cinema na Escola” (Revista Escolar, 1923-1924), a “Instrução Elementar na Índia” (Educação Nova, 1924), o “Ensino da Escrita” (Revista Escolar, 1933-1934). Manuel Antunes Amor deu um contributo importante para a inovação do ensino da leitura e da escrita em Portugal. A sua “Caixa Legográfica”, que doou à Biblioteca-Museu do Ensino Primário e que, ainda na década de 1980, se encontrava exposta na Escola do Magistério Primário de Lisboa, ilustra bem o seu esforço como educador.

O seu nome faz parte da Toponímia de: Ferreira do Zêzere (Penedinho, Freguesia da Igreja Nova – Estrada Manuel Antunes Amor).

Fonte: “Dicionário de Educadores Portugueses”, (Direcção de António Nóvoa, Edições Asa, 1º Edição, Outubro de 2003, Pág. 90, 91 e 92)

10/17/2024

E que falta nos faz...

 


Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados.

Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.  

1/02/2024

Compêndio de Geografia - Livro escolar antigo

 



Compêndio de Geografia, para o Ensino Primário Complementar, de António C. de Magalhães Mateus - Edição da Atlântida - Coimbra - Ano de 1949. Dimensões de 12 x 18 cm - 108 páginas.

10/04/2023

Tabuada Escolar Ratinho


Capa de uma das antigas tabuadas Ratinho da Papelaria Fernandes.



Outras capas da Tabuada Ratinho



Esta tabuada Ratinho tem já uma longa história e ao longo dos anos conheceu diferntes versões mas ainda continua no mercado.


Sobre a Papelaria Fernandes:

A génese da Papelaria Fernandes remonta a 1891, ano em que Joaquim Lourenço e o seu sobrinho Artur Lourenço fazem uma sociedade tomando de trespasse uma loja na então Rua do Rato, onde hoje encontramos o Largo do Rato, em Lisboa.

O nome 'Fernandes' foi herdado do anterior proprietário da loja, mas o facto de os clientes assim tratarem Artur Lourenço, levou os dois sócios a adoptar oficialmente a designação de "Fernandes & Companhia, Lda" em 1919.

A designação manteve-se até 1957, data em que a empresa foi transformada em sociedade anónima e se passou a chamar "Papelaria Fernandes, SARL" até 1986.

A actividade industrial do grupo data de 1917, com o arranque da tipografia e do fabrico de sobrescritos e, mais tarde, com encardernação, litografia, gravura e cartonagem. Já a expansão da rede de lojas acontece a partir de 1935, com a abertura de um primeiro espaço na rua do Ouro. 

Em 1986, a empresa volta a mudar de designação, desta feita para "Papelaria Fernandes - Indústria e Comércio, SA", e a admissão à cotação na Bolsa de Valores de Lisboa dá-se um ano mais tarde. Atingiu o seu máximo histórico em Agosto de 1993, ao cotar nos 6,4 euros (valor ajustado à transição para a moeda única).

Em 1988, dá-se a entrada da Inapa no capital, accionista que passa a controlar a gestão da empresa. Assegura a sua reorganização orgânica, criando várias empresas, entre as quais a Transfer (transportes), a Papelaria Fernandes - Lojas e a Fernandes Téc nica - Desenho e Reprodução.

A partir de 2000, a Inapa aliena a sua participação e é substituída pela "Fundação Ernesto Lourenço Estrada "e por Joe Berardo.

Alguns anos mais tarde, em 2009, a "Papelaria Fernandes" lá declarou a insolvência e em Agosto do ano seguinte encerrou 12 das suas então 14 lojas. Restaram as lojas lisboetas no Largo do Rato e na Rua do Ouro. Em 2013 foi inaugurada uma nova loja que se juntou às duas que haviam sobrevivido. 

Na actualidade, a avaliar pela informação no site indexado à empresa, existem 6 lojas em diferentes locais do país. Loja do Rato, Loja Moda e Loja do Saldanha, em Lisboa ainda a Loja Tortosendo - Covilhã, Loja Abrantes e Loja Almada.

(fonte principal: Diário de Notícias)

8/30/2022

ABC Nacional - Livro escolar da primeira classe - 1937

 




Hoje trazemos à memória o livro da escola primária "ABC Nacional", de João Romão e Natália Correia. É uma 1ª edição do ano de 1937, da Livraria Enciclopédia de João Bernardo - Lisboa.

O livro corresponde à 1ª classe do ensino primário, por isso destinado à aprendizagem das primeiras letras, palavras e leituras. Em cada lição  tem ilustrações de apoio, muito básicas.

É um livro extremamente raro, por isso com significativo valor numa qualquer colecção de antigos livros escolares.

10/03/2021

Meu livro, meu amigo! - Leituras para o 2º ano de escolaridade

 


Hoje trazemos à memória o livro escolar "Meu livro, meu amigo!", de leituras para o 2º ano de escolaridade.

Uma edição da Porto Editora do ano de 1986 de autoria de Conceição Neves e Rosa Costa. Dimensões de 170 x 245 mm, com 112 páginas profusamente ilustradas por Otília Santos.

Foi desenvolvido para a disciplina do Meio Físico e Social e integra fichas  e gramática.



9/22/2021

Ciências Geográfico-Naturais - 3ª Classe - Prof. Luís Reina - 1967

 

No seguimento do nosso anterior artigo, hoje trazemos à memória o mesmo manual escolar de Ciências Geográfico-Naturais - 3ª Classe, do Prof. Luís Reina, mas referente a uma edição anterior, a do ano de 1967.

Da mesma editora, com as mesmas dimensões, número de páginas e temas. Igualmente com ilustrações de Sousa Rocha, embora aqui apenas a duas cores.






9/19/2021

Ciências Geográfico-Naturais - 3ª Classe - Prof. Luís Reina (1974)

 












Hoje trazemos à memória o livro escolar Ciências Geográfico-Naturais, para a 3ª Classe do Ensino Primário, de autoria do Professor Luís Reina.

Trata-se de uma edição da Livraria - Papelaria Aviz - Porto, com impressão nas oficinas da AMBAR. É do ano de 1974 e no caso corresponde à 6ª edição.

Tem as dimensões de 160 x 230 mm, com 60 páginas profusamente ilustradas por Sousa Rocha. Do mesmo título, autor e ilustrador e seguindo a mesma lista de assuntos tratados,  embora com um grafismo diferente, temos no nosso arquivo uma edição de 1967 que partilharemos oportunamente.

9/12/2021

Girassol - Livro de leitura

 






Hoje trazemos à memória o livro de leitura para o 2º ano da 2ª fase do Ensino Primário, "Girassol".

Com as dimensões de 160 x 223 mm, com 116 páginas, com muitas ilustrações e um grafismo algo inovador face aos livros de leitura anteriores. É uma edição do ano de 1976, da Plátano Editora, de autoria de Luísa Ducla Soares e Maria Cândida Mendonça, com ilustrações e grafismo de Zé Paulo.

6/20/2021

História de Portugal - 4ª Classe - Prof. António Branco


Trazemos hoje à memória o livro escolar "História de Portugal" da 4ª Classe e admissão aos liceus e escolas técnicas.
Autoria e edição do Professor António Branco, com distribuição pela Porto Editora, L.da e Empresa Literária Fluminense, L.da,. 
Não tem data assinalada mas será da década de 1950 já que a páginas 167 faz referência à eleição do General Craveiro Lopes como presidente da República Portuguesa (de 9 de Agosto de 1951 a 9 de Agosto de 1958).
Em capa dura, com dimensões aproximadas de 15 x 21 cm, com 175 páginas com textos e gravuras em preto branco. Contém um mapa assinalando as rotas das descobertas e locais relacionados.

 




1/28/2020

Leituras da 2ª Classe - Filipe de Oliveira



Hoje trazemos à memória o antigo manual escolar "Leituras para a 2ª Classe", de Filipe de Oliveira - Livraria Popular Francisco Franco.
Não tem data mas seguramente de meados da década de 1920 já que se refere como aprovado pelo Governo para o sexénio de 1922-23 a 1927-28.

Com um grafismo próprio desse tempo, com algumas ilustrações e fotografias e preto-branco.
Capa mole, com 62 páginas num formato de 12 x 18 cm.

Como curiosidade, terá sido o manual daqueles que nos dias de hoje, se vivos, são centenários. O tempo voa.






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