3/08/2026
3/06/2025
Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE)
O Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) foi uma das principais organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril de 1974. Fundado em 1969, atuava por meio de comissões democráticas eleitorais, visando a participação nas eleições legislativas.
Em 1973, esteve presente no Congresso Democrático de Aveiro , um marco na luta contra a ditadura.
Após a Revolução de Abril, transformou-se em partido político, integrando todos os Governos Provisórios , à exceção do VI. Concorreu isoladamente à Assembleia Constituinte de 1975 e, a partir de 1976, coligou-se com o PCP na Aliança Povo Unido (APU) .
A rutura com o PCP , em 1986, levou o MDP a afastar-se da Coligação Democrática Unitária (CDU) , apresentando listas próprias nas eleições de 1987. Nesse contexto, alguns militantes dissidentes fundaram a Intervenção Democrática (ID) , que até hoje integra a CDU, juntamente com o PCP e o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) .
Em 1994, o MDP fundiu-se com o grupo responsável pela revista Manifesto , dando origem ao movimento Política XXI , uma das correntes fundadoras do Bloco de Esquerda .
Algumas das figuras ligadas ao partido:
José Manuel Tengarrinha
Francisco Pereira de Moura
Custódio Maldonado de Freitas
Luís Catarino
António Mota Redol
Vítor Dias
Manuel Pereira, (Guarda, 1917 — Lisboa, 2002) foi um destacado poeta, compositor e sindicalista português, responsável pela implementação e dinamização do partido em Lisboa, principalmente, na Amadora
Helena Cidade Moura
António Vitorino de Almeida encabeçou a lista do MDP/CDE às eleições europeias de 1989.
[fonte:Wikipedia]
Cá pela terra, por esses primeiros anos de liberdades foi o partido que mais pintou: estradas, muros, fachadas, etc. Apesar disso, um pouco como no panorama nacional, nunca passou da insignificância eleitoral, o que mostra que nem sempre quem mais dá nas vistas ou mais alto fala é que é visto e ouvido.
10/18/2024
Naquele tempo a tinta era de qualidade
Fotografia captada no Sábado passado. Não foi, pois, em 1980. Há tinta que teima resistir ao tempo. Até mesmo o anacrónico Avante vai resistindo, até que se apague.
"A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.[1]
A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.[2] Foi a reacção à esquerda do centro à união de partidos de centro-direita e de direita representada na Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979. Mesmo com a união da esquerda moderada na coligação FRS, a AD voltaria a ganhar nas eleições de 1980."
[fonte: wikipedia]
10/17/2024
E que falta nos faz...
Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados.
Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.
3/15/2023
O ovo estrelado - Dístico de 90 Km
Hoje trago à memória o dístico autocolante com a indicação de 90, em caracteres a preto sobre fundo alaranjado, que durante vários anos e até final da década de 1980 era obrigatório afixar na traseira dos automóveis ligeiros conduzidos por quem tinha menos de 1 ano de carta de condução e que na prática limitava a velocidade máxima a 90 km.
Pela sua configuração, ficou conhecido popularmente como "ovo estrelado". Escusado será dizer que de um modo geral era algo que ninguém gostava de utilizar, pois revelava a todos que era um carro conduzido por um "maçarico", termo de calão para quem não tinha experiência, mas na verdade tinha a sua utilidade prática pois de algum modo, para além de servir de contenção para o próprio condutor, alertava os demais para terem algum cuidado e mesmo compreensão para com o novato na condução.
Ora nos últimos tempos têm circulado nas redes sociais e replicadas por jornais online, a quem se exige algum cuidado, publicações a sugerir quo o regresso do propósito deste dístico, mesmo que com outra configuração, seria novamente implementado, a partir do final do ano anterior, por via de alterações ao Código da Estrada, sendo mesmo invocado o seu art.º 122.º. Em contrapartida tal divulgação tem sido dado como falsa, nomeadamente verificada pelo fact-chech do Observador, e de facto o referido artigo do Código da Estrada nada fala sobre isso. Prova-se assim que uma mentira replicada muitas vezes parece tornar-se uma verdade. Mas não!
Eis a actual redacção do referido artigo:
1 - A carta de condução emitida a favor de quem ainda não se encontrava legalmente habilitado a conduzir qualquer categoria de veículos fica sujeita a regime probatório durante os três primeiros anos da sua validade.
2 - Se, no período referido no número anterior, for instaurado contra o titular da carta de condução procedimento do qual possa resultar a condenação pela prática de crime por violação de regras de circulação rodoviária, contraordenação muito grave ou segunda contraordenação grave, o regime probatório é prorrogado até que a respetiva decisão transite em julgado ou se torne definitiva.
3 - O regime probatório não se aplica às cartas de condução emitidas por troca por documento equivalente que habilite o seu titular a conduzir há mais de três anos, salvo se contra ele pender procedimento nos termos do número anterior.
4 - Os titulares de carta de condução das categorias T, AM e A1 ou B1 ficam sujeitos ao regime probatório quando obtenham habilitação para conduzir outra categoria de veículos, ainda que o título inicial tenha mais de três anos de validade.
5 - O regime probatório cessa uma vez findos os prazos previstos nos n.os 1 ou 2 sem que o titular seja condenado pela prática de crime, contraordenação muito grave ou por duas contraordenações graves.
Todos os anteriores pontos foram revogados com a mais recente actualização do Código.
Apesar disso e da suposta falsidade das publicações, há quem não concorde com estes limites pois no caso do "ovo estrelado" fez algum sentido quando foi implementado, numa época em que havia uma alta sinistralidade nas nossas estradas, os carros eram menos seguros e as estradas de pior qualidade, mas na actualidade, nesses aspectos as coisas melhoraram. Por outro lado também há quem considere, pelos mesmos motivos, que já não faz sentido que a velocidade máxima nas auto-estradas seja de 120 Km, limite que foi implementado em 1973.
Seja como for, sendo pretextos com algum sentido, a verdade é que na actualidade há muitos mais veículos a circular e o que não falta por aí é pilotos de Fórmula 1 a excederem bem acima dos limites de velocidade, tanto nas auto-estradas como dentro das localidades. De resto a maior parte dos acidentes rodoviários resultam de excesso de velocidade e incumprimento dos respectivos limites. Por isso tudo o que possa contribuir para o cumprimento dos limites, mesmo que com algum sinal que ningém gosta de estampar na traseira, será melhor. Caldos de galinha e água benta...
Já agora, algumas curiosidades e evolução de regras ao longo do tempo:
1901 - limite de velocidade nas localidades: 10 km/h.
1928 – é estabelecida a circulação e cedência de passagem à direita
1931 - obrigatoriedade de equipamento dos veículos com pneumáticos
1973 - fixação do limite de 120 km/h nas autoestradas
1977 – utilização do cinto de segurança
1983 – definição do limite de taxa de alcoolemia
1992 – estipuladas as inspeções periódicas aos veículos
1994 – passa a ser obrigatória a utilização de sistemas de retenção para crianças, as “cadeirinhas”.
6/01/2017
4/06/2017
3/25/2017
3/24/2017
Fosforeira Portuguesa - Miúdos
3/23/2017
Quinas–Sociedade Nacional de Fósforos
Grafismo de uma das etiquetas das caixas de fósforos QUINAS da Socoedade Nacional de Fósforos – Porto.
7/12/2016
E vão 54 anos
6/10/2016
8/05/2011
Livros escolares antigos - Capas
7/21/2011
Totobola
Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos e baixos mas perdeu notoriedade e interesse por parte dos apostadores principalmente a partir da introdução de outros concursos, como o Totoloto, que surgiu no ano de 1985.
Para combater este desinteresse dos apostadores, têm sido feitas alterações no sistema e no regulamento, mas parece que a coisa não tem resolvido e por isso continua a despertar pouco entusiasmo.
Nos seus tempos áureos, nos anos 60 e 70, o TOTOBOLA despertava o interesse do país e de todos quantos semana a semana alimentavam a esperança de obter o primeiro prémio, o que acontecia quando se acertava na totalidade dos 13 resultados, ou mesmo um segundo prémio, acertando em 12.
Apesar disso, nem sempre um primeiro prémio era garantia de muito dinheiro pois este concurso fundamentava-se em muito no factor surpresa. Ora seguindo-se a lógica do favoritismo das equipas que jogavam em casa ou mesmo das equipas mais fortes em cada época, o normal era existir muitos apostadores com a chave certa. Esta quase regra era apenas quebrada quando existia um resultado considerado surpresa, como seja uma equipa pequena, do fundo da tabela ou de um escalão inferior (o que acontecia com frequência em jogos da Taça de Portugal) ir empatar ou até mesmo ganhar a casa de um dos grandes. Aí, sim, era quase certo que se o 13, a haver, daria bom dinheiro.
Para ilustrar esta memória, publica-se aqui um boletim do TOTOBOLA, datado de 29 de Janeiro de 1967. Como se poderá ver, tinha um grafismo elementar e clássico, com alguma publicidade e a característica folha papel-químico, que permitia a duplicação do boletim de modo a ficar como elemento de prova para o apostador. Claro que era necessário assinar o boletim caso contrário o mesmo era considerado nulo.
Como se compreenderá, desde então as coisas mudaram muito até aos nossos dias, em plena era da informática e do digital, onde até é possível apostar via internet e saber os resultados quase na hora.
Apesar das suas vicissitudes, o TOTOBOLA é um dos símbolos emblemáticos de outros tempos e justo morador de memórias passadas. Teve um tempo de ouro e até teve lugar a um programa próprio na RTP, o "Vamos Jogar no Totobola", nos anos 80/90, já num período onde se adivinhava a sua decadência, a qual tem crescido notoriamente nos tempos actuais.
12/10/2009
Postais de Natal - 1
9/21/2009
21 de Setembro – Dia Internacional da Paz
Dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de Setembro e foi declarado pela ONU em 30 de novembro de 1981.
Pensamento:
O homem não gosta da paz. Gosta só de conquistá-la. Entre uma coisa e outra há muita gente estendida. É a que tem a paz verdadeira.
Virgílio Ferreira
Eu sei que a necessidade de Paz continua tão actual nos nossos dias quanto no tempo das guerras travadas à espadada e cacetada entre romanos e bárbaros ou portugueses e mouros . A paz é por isso um bem desejado por todos mesmo, hipocritamente, por aqueles que fomentam a guerra. Deste modo estamos condenados a que a Paz seja sempre o oposto de Guerra e caminhem lado a lado como se uma não pudesse existir sem a outra. Guerra e Paz, não é apenas um livro de León Tolstoi ou um jogo de palavras mas antes uma realidade que permanece presente.
A Paz, na sua plenitude, será sempre uma utopia porque, ensina-nos a História do Homem, já com dezenas de séculos, que esta esteve sempre ameaçada porque a Guerra tornou-se a luz ou a chama que a projecta. Será mais um ciclo ou um antagonismo irreversível: Guerra e Paz como Bem e Mal, Luz e Escuridão, Riqueza e Pobreza, Poder e Subjugação.
É claro que a Paz pode ter um sentido menos universal, menos abrangente e mais intimista, mais pessoal: A paz de espírito ou de alma, a paz do repouso ou do descanso; A paz da missão ou do dever cumprido; A paz da alegria ou do bem que se sente e pratica pelo próximo. A paz é assim um intervalo das nossas próprias guerras ou guerrinhas, travadas no dia-a-dia com os outros ou connosco próprios, usando armas de arremesso como a inveja, o ódio e a maldicência. Armas que ferem e matam.
Quanto à representação simbólica ou gráfica da Paz, eu não sou muito adepto da eterna pombinha branca, a esvoaçar radiosa sob um sol da manhã, com ou sem o raminho de oliveira no bico. Eu sei que a sua origem resulta de tempos bíblicos numa altura em que o mundo se debatia com o diluvio e Noé e a sua enorme arca representavam a salvação de uma humanidade e animalidade reduzida a pares perecendo todo o resto na sua iniquidade, mas mesmo assim prefiro outras representações.
Pessoalmente identifico melhor o simbolismo da Paz com a sombra de uma frondosa árvore, com um regato cantante ou um pássaro a saltar de ramo em ramo ou até mesmo uma paisagem imensa, natural e solitária sem que homem algum a tivesse ja conspurcado.
Neste contexto, para lembrar a data, deixo aqui a minha simples árvore, sinal da minha Paz e da que desejo para mim e para os meus. Também a desejo, mesmo que utopicamente, ao mundo moderno das armas sofisticadas e das guerras nos Iraques, nos Afeganistões e noutras paragens deste planeta onde cada recanto de cidade, sopé de montanha ou curva de um rio ou estrada pode ser visitada na simplicidade virtual de um clique mas que cada vez mais está distante nos valores fundamentais da paz, concórdia e respeito mútuo.
Como dizia alguém, é certo que podemos desejar cristãmente a paz a todos os homens de boa vontade mas, infelizmente, estaríamos a fazê-lo a um número reduzido de pessoas.
De facto, nos tempos que correm, são mesmo poucos os homens de boa vontade e mais os homens de más vontades, poderes e caprichos.
Deixo aqui a minha árvore da paz, riscada (plantada) pelas minhas próprias mãos. Não sei se é uma oliveira mas é de certeza de paz e os seus frutos podem apenas ser de amor e a sua colheita pode ser intemporal.
(clicar para ampliar)
9/03/2009
Notas portuguesas antigas
Todos sabemos do conjunto de dificuldades de adaptação ao novo dinheiro, bem como a curiosidade que na altura despertou. A curiosidade passou, é certo, mas as dificuldades, principalmente de conversão, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, de modo especial dos idosos. Actualmente, de um modo geral, já estamos mais ou menos familiarizados com o sistema, mas de facto foi uma etapa marcante para todos os portugueses e obviamente para a população dos Estados que aderiram ao sistema.
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