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11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

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História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

4/21/2016

Penalty–Caderneta de cromos de futebol

 

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Hoje trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol dos anos 70, concretamente a "Penalty", uma edição da Sorcácius referente à época 77/78.
Com uma formato aproximadamente A4, é composta por 272 cromos, incluindo emblemas, treinadores e equipas da II Divisão (zonas norte, centro e sul. Tem ainda os cromos extra do Gomes do F.C. do Porto e Néné do Benfica referentes ao 1º e 2º classificados na lista de melhores marcadores da época anterior que, recorde-se, foi ganha pelo Benfica seguido do Sporting e F.C. do Porto (que viria a ganhar os próximos dois títulos (77/78 e 78/79).
A capa é composta por uma fotografia de um Benfica-F.C. do Porto, vendo-se Bento imponente a defender uma bola nas alturas.
Na contra-capa estão estampadas as equipas do Benfica, campeão nacional da I Divisão, Marítimo, campeão da II Divisão e Futebol Clube do Porto como vencedor da Taça de Portugal.
Esta colecção tinha um número de série na capa que habilitava, pelo lotaria do S. João no ano de 1978,  a vários prémios nomeadamente um moderna bicicleta casal, com mudanças no quadro, um órgão musical electrónico Bontempi e uma modernaça máquina fotográfica Anny 35. Como curiosidade, atente-se abaixo no grasso erro na descrição da bicicleta, com “volucidade” em vez da forma correcta “velocidade”. Acontece.

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5/24/2013

Ídolos dos Clubes 63/64 – Carsel – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de futebol "Ídolos dos Clubes", referente à época 63/64, uma das raras edições da Carsel.

Trata-se de uma caderneta que segue o esquema de muitas outras da época, com 11 cromos/jogadores por página e por equipa.
Os cromos representam as fotografias dos jogadores a meio-corpo sobre o emblema do clube.
A colecção é composta por 209 cromos representando 18 clubes e a Selecção Nacional. Sendo que está referenciada à época 63/64, significa que para além dos 14 clubes que faziam parte do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, bem como da Selecção Nacional, estão representados mais 4 clubes da Segunda Divisão, nomeadamente o Atlético Marinhense, da Zona Norte e o Farense, Desportivo de Beja e Leões de Santarém, da Zona Sul. Nesse época o vencedor da Segunda Divisão Foi o S.C. Braga (primeiro classificado da Zona Norte) que no apuramento do campeão venceu por 2-1 o Torreense (primeiro classificado da Zona Sul).
Equipas da Primeira Divisão: Benfica, Sporting, F.C. Porto, Belenenses, Vitória de Guimarães, Leixões, Académica de Coimbra, Lusitano de Évora, Olhanense, Vitória de Setúbal, G.D. da CUF, Barreirense, Seixal e Varzim.
Como seria de esperar, a colecção oferecia vários prémios e brindes incluindo uma bicicleta para homem ou senhora, contra a entrega da cadernete completa.

A Carsel, de Carvalho & Sobrinho, L.da, tinha a particularidade de estar implantada em Rossio ao Sul do Tejo - Abrantes - Ribatejo, no que era estranha à localização das principais casas da época que produziam cromos quase todas de Lisboa ou Porto.
Esta empresa, como outras ligadas à edição de cromos como brindes em rebuçados de caramelo, estava ligada à produção de confeitarias,  rebuçados e também a torrefação de cafés e ainda aos célebres jogos-brindes popularmente conhecidos como "cartazes de furos" ou "furinhos" que enfeitavam tentadoramente as nossas mercearias ou quiosques das vilas e aldeias.


São poucas e raras as edições de cromos de caramelos da Carsel pelo que naturalmente são valiosas no círculo de coleccionadores dos cromos.

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2/28/2012

Futebol 77 – A Grande Selecção – Caderneta de Cromos

 

 

Tenho na minha colecção, centenas de diferentes cadernetas de cromos, incluindo as do tema futebol. A maior parte coleccionada no devido tempo, com uma ou outra adquirida fora de prazo. Com tanta colecção, até já equacionei fazer como alguns espertalhões da nossa praça que digitalizam e vendem em DVDs, estes com a agravante de meterem no mesmo saco coisas que receberam de à borla de outros coleccionadores. Mas não! Claro que não! Há mínimos.

Destas muitas cadernetas, existem por conseguinte algumas que são marcantes, por um ou outro motivo, mas desde logo por estarem associadas ao tempo infanto-juvenil. É o caso da colecção “Futebol 77 – A Grande Selecção”.

Trata-se de uma edição da Acrópole, referente à época 76/77. É constituída por 190 cromos (a colar), sendo que na realidade são mais, já que esta colecção tinha, entre outras, uma particularidade especial: é que em plena fase de apuramento para o Campeonato do Mundial de Futebol 78, que teve lugar na Argentina, as páginas centrais destinavam-se à selecção portuguesa de futebol, com a possibilidade do coleccionador fazer a sua própria equipa das quinas, escolhendo os preferidos entre as diversas opções. Por conseguinte, os cromos dos jogadores da selecção não tinham numeração, mas apenas os últimos três (188, 189 e 190), que se referiam ao seleccionador nacional (Pedroto), o treinador (Juca) e o preparador físico (Rodrigues Dias.

Esta formação da equipa nacional traduzia-se num concurso promovido pela própria editora e que se baseava precisamente na possibilidade de cada coleccionador tentar adivinhar qual a  formação mais regular durante três dos jogos que Portugal disputaria na fase de apuramento para o Mundial 78, concretamente o Portugal-Polónia, em 16/10/11976, o Portugal – Dinamarca, em 17/11/1976 e o Chipre-Portugal, em 05/12/1976.

Para o efeito, o coleccionador deveria colar os jogadores que entendesse serem os que alinhariam nas referidas partidas e depois de destacar as páginas centrais da caderneta (uma aberração, diga-se), teria que enviar por correio registado para a editora.

Os prémios incluíam, a cinco acertadores da formação inicial, 5 viagens para casais, acompanhando a selecção nacional precisamente a Chipre, à Dinamarca e à Polónia.

Para além da formação, devia-se tentar adivinhar o resultado, o que serviria para casos de desempate. Caso os vencedores fossem mais do que cinco, então haveria lugar a sorteio.

Finalmente ainda outro possível prémio, já que caso a selecção portuguesa ficasse apurada para o Mundial 1978, a caderneta que fosse a mais votada receberia 5$00 por cada uma das cadernetas submetidas a concurso. Portugal, infelizmente, não se apurou e o prémio gorou-se e a editora teve menos essa despesa.

Resta acrescentar que a editora aconselhava os coleccionadores a lerem a sua revista “Panorama Desportivo” onde poderiam acompanhar o dia-a-dia da selecção nacional e com isso ficarem informados sobre as perspectivas de poder acertar no onze.

Para além da questão do concurso, a caderneta tem aspectos muito interessantes,  desde a disposição dos jogadores nas páginas, como se ocupassem os seus lugares no terreno de jogo, até à questão dos cromos da selecção nacional. A qualidade gráfica é inconsistente pois oferece excelentes cromos, bons instantâneos em movimento, como também cromos com jogadores quase irreconhecíveis ou em posições pouco ortodoxas (Barros – Benfica, Branco – Boavista, Tito – V.Guimarães, Rui Rodrigues – Ac. de Coimbra, Gilberto-Montijo) ou mesmo em grande estilo (Artur-Benfica, Botelho-Boavista, Luis Horta – Belenenses, Almiro e Abreu -V.Guimarães, Lito e sabú – V. Setúbal, Mário Wilson – Atlético, Celestino – Montijo.

Também de assinalar o facto de muitos jogadores, nomeadamente os da selecção nacional, terem os equipamentos pintados à mão (o que se compreende face aos artesanais meios de edição gráfica da altura). De referir também as equipas do Leixões, Portimonense e Montijo, exibindo-se em campos pelados.

Seja como for, esta “Futebol 77 – A Grande Selecção” é uma caderneta de cromos que nos faz transbordar de recordações e nostalgias.

 

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1/04/2012

Os Futebolistas e seus Autógrafos

 

 

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Já há bastante tempo que não recordo aqui as cadernetas de cromos de futebol, pelo que agora, a começar o ano, trago à memória umas das excelentes colecções produzidas nos anos 80. Trata-se da caderneta "Os Futebolistas e seus Autógrafos", da editora Francisco Más, L.da, referente à época futebolística de 82/83, portanto com quase trinta anos.


A caderneta tem um formato sensivelmente de tamanho A4. A colecção é composta por 272 cromos referentes às equipas do Sporting, Benfica, FC Porto, Vitória SC (Guimarães), Rio Ave, Portimonense, Sporting de Braga, Vitória FC (Setúbal), Boavista, SC Espinho, Amora FC, Estoril Praia, Varzim SC, Ginásio de Alcobaça, Marítimo, Salgueiros e FC Vizela. Cada equipa tem um total de 16 cromos, incluindo dois guarda-redes. O emblema de cada clube está estampado na página da própria caderneta. Cada cromo tem as dimensões de 46 x 86 mm, com fotografias em pose, a corpo inteiro, estampadas em papel brilhante.


Este alinhamento das equipas não deixa de ser curioso, sobretudo pela presença do FC Vizela, como a 17ª equipa (a 1ª Divisão então tinha 16 equipas). Na realidade o alinhamento diz respeito à classificação da época de 81/82, exceptuando as equipas do  FC Penafial, Académico de Viseu, Belenenses e União de Leiria, que nessa época desceram à divisão secundária, e incluindo os novos primo-divisionários Varzim, SC Espinho, CS Marítimo e Ginásio de Alcobaça.
A presença do FC Vizela é assim quase um enigma já que esta equipa integrou a 1ª Divisão apenas na época 84/85, na qual terminou em último lugar da tabela regressando à divisão inferior. Está aqui um mistério ou uma particularidade que seria interessante esclarecer.


Esta colecção é sem dúvida uma das melhores dos anos 80, tanto pela particularidade ou originalidade de em cada cromo comportar  a reprodução do autógrafo de cada futebolista, bem como pelo grafismo e pela qualidade gráfica em geral. Por conseguinte, é uma caderneta relativamente pouco abundante e muito valorizada no meio do coleccionismo de cromos. Completa e em bom estado, apesar do mercado em baixa, atinge facilmente os 100 euros mas já a vi transacionada por 150 euros.

Como seria de esperar, a colecção engloba os famosos futebolistas da época, como Bento, Humberto Coelho, Néné, Chalana (do benfica), Eurico, Inácio, Gomes, Costa, Jaime Pacheco (do FC Porto), Manuel Fernandes, Oliveira, Jordão (do Sporting), entre muitos outros, até jogadores mais ou menos conhecidos, mais ou menos desconhecidos, mas seguramente com nomes típicos do mundo do nosso futebol, como Carraça, Paquito e Barrinha (do V. Guimarães), N´Habola, Cabumba e Patriota (do Rio Ave), Borota e Roçadas (do Portimonense), Paris e Dito (do SC Braga), Trindade e Cerdeira (do V. Setúbal), Palhares, Bravo e Queiró (do Boavista), Vivas, Móia e Bábá (do Espinho), Botelho, Babalito, Caio Cambalhota, Canoa e Marlon (do Amora), Cansado, Vitinha e Manaca,  (do Estoril), Lito, Jarbas e Folha (do Varzim), Lelo, Cavungi, Modas e Russo (do Alcobaça), Olavo, Águas, Maravalhas, Marineu e Escurinho (do Marítimo), Barradas, Costeado, e Joy (do Salgueiros), Roque, Perrichon, Cartucho e Queimado (do Vizela).

 

- Outros tópicos mais ou menos relacionados.

3/25/2011

Fósforos – Caixas antigas

 

Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.

 

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8/06/2010

Fruto Real – Refrigerante – A fruta que todos querem!

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O FRUTO REAL era um refrigerante muito apreciado nos anos 70 e 80. De certo modo era o principal rival do popular SUMOL. Pessoalmente preferia o FRUTO REAL até porque, volta e meia atribuía uns brindes à criançada. Era o caso de umas colecções sobre o Homem Aranha e o Flash Gordon, com gravuras estampadas nas películas vedantes do interior das caricas. Cheguei a coleccionar umas tantas mas acabaram por se perder.

Essas gravuras, que  representavam diversas cabeças do Homem Aranha e do Flash Gordon, podiam ser coladas nuns posters próprios que eram distribuídos nas revistas desses super-heróis, completando-se assim o corpo em diversos movimentos. Quando as colecções estivessem completas, havia direito a uuns distintivos ou crachats, que podiam ser reclamados em qualquer uma das camionetas da distribuição do FRUTO REAL. De referir ainda que muitas das caricas referiam-se a diversos prémios que também podiam ser reclamados.

Ao FRUTO REAL deve-se ainda a publicação de um conjunto de livros, tipo formato de bolso, editados com a designação BIBLIOTECA FRUTO REAL, e que comportava títulos recheados de aventuras, de que destaco, Coração, A Ilha do Tesouro, A cabana do Pai Tomás, Huckleberry Finn, As viagens de Marco Polo, Robinson Crusoé, Robin dos Bosques e Miguel Strogoff. Pessoalmente tenho uma meia-dúzia de números.

Relativamente à fabricante e proprietária da marca, não consegui descobrir grandes pormenores. Talvez um destes dias.

6/10/2010

10 de Junho – Dia de Camões e de Portugal

 

À passagem do 10 de Junho, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades, trago à memória uma das belas colecções de cromos produzidas e editadas em Portugal. Trata-se da clássica caderneta “Camões”, editada em 1966  pela Agência Portuguesa de Revistas. narrando a biografia dessa imortal figura do nosso Portugal, autor dos Lusíadas.

A caderneta, de formato quase quadrado, 220 x 225 mm, é composta por 124 cromos, estes com as dimensões de 56 x 76 mm, resultantes de belos guaches do fantástico artista Carlos Alberto Santos, profícuo pintor, desenhador e ilustrador que dedicou tantos anos à APR. Os cromos  são legendados na caderneta por José de Oliveira Cosme. Cada página, das 31,  comporta 4 cromos e possui belas ilustrações temáticas, monocromáticas, também de autoria de Carlos Alberto.

Esta caderneta de cromos, a par da “irmã” “História de Portugal” – da mesma editora e do mesmo artista - terá sido porventura uma das mais populares e duradouras, do muito quanto produziu a APR nos anos 60, cujo êxito levou à produção de diversas edições. Sendo uma colecção de muita qualidade, artística e documental, é relativamente fácil de encontrar devido às inúmeras edições que teve.

Pessoalmente, ainda me recordo de comprar algumas carteiras de cromos das edições finais. Nessa altura não cheguei a completar a caderneta (o dinheiro era escasso), mas guardei religiosamente os cromos e mais tarde tive a oportunidade de adquirir a colecção completa e em estado impecável, da qual deixo agora algumas belas imagens.

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5/22/2010

Filuminismo – Carteiras de fósforos com desportistas - 2

 

Num anterior artigo [link] falámos aqui de uma fantástica colecção de carteiras de fósforos, editada nos anos 60 pela Sociedade Nacional de Fósforos - Lisboa, composta por 90 carteiras, com ilustrações de José Pargana, retratando alguns dos nomes mais sonantes do desporto portuiguês de então, nomeadamente nas modalidades de futebol, hóquei em patins, ciclismo e  atletismo.

Hoje damos à estampa mais alguns exemplares.

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[clicar nas imagens para ampliar]

4/15/2010

Grandes Campeões do Futebol – 65/66 – A Francesa – Cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos "Grandes Campeões do Futebol", uma edição de "A Francesa".
Esta caderneta é justamente considerada uma das melhores do seu estilo porque não se limitou a reproduzir os cromos das habituais equipas do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão (que era a regra) e foi mais além incluindo equipas na altura de divisões secundárias, mas que pela editora eram consideradas como "os principais clubes", se calhar uma consideração algo discutível.
Seja como for, com 12 cromos por clube (4 colunas por 3 linhas), incluindo o cromo do emblema, a caderneta é composta por 264 cromos, um número considerável para a época.


Importa desde já dizer que a "Grandes Campeões do Futebol" é da época 65/66. Esta data não está indicada em qualquer local da caderneta e pelo número de clubes, incluindo da Segunda Divisão, torna-se complicado datar a mesma tendo em conta o alinhamento das equipas que nessa época participaram no campeonato maior do futebol português (em que o Sporting foi o campeão seguido do Benfica e Porto).


A cópia desta caderneta foi-me oferecida por um amigo que na altura também não a soube datar.
Pessoalmente cheguei à época de 65/66 pela leitura dos jogadores das principais equipas e sobretudo pelo guarda-redes Botelho, que nessa época defendeu as cores do clube "Sport Grupo Scalabitano Os Leões", de Santarém", que, improvavelmente, também faz parte da caderneta. Nessa época ficou em 10º lugar no Campeonato da 2ª Divisão - Zona Sul.
Quanto a Botelho foi um excelente guarda-redes formado no Benfica e que depois dos "Leões de Santarém" defendeu as cores do Atlético (por 2 ocasiões), Sporting (por 3 ocasiões), Boavista, Benfica, Amora e Seixal.


Quanto à inclusão na caderneta de clubes secundários como o "Sport Grupo Scalabitano Os Leões", fundado em 1916 e que em 1969 fundiu-se com o Sport Grupo União Operária, ando lugar ao actual União Desportiva de Santarém, poderia ser apenas uma opção comercial da editora. Provavelmente a zona de Santarém seria um bom mercado na venda dos cromos de caramelos. Particularidades das cadernetas de cromos de caramelos que entre outras as transformaram em coleccionáveis raros e muito valorizados.

Lista das equipas que integram a colecção:
Sporting, Benfica, Vitória Guimarães, FC Porto, Varzim, CUF, Belenenses, FC Barreirense, Académica de Coimbra, Vitória de Setúbal, Braga, Lusitano Évora, Leixões, Sp. Covilhã, Salgueiros, Sanjoanense, Portimonense, Casa Pia, Atlético e Leões de Santarém.
A capa da caderneta é interessante, com um grafismo colorido e bem equilibrado que reproduz duas cenas de jogo em movimento, em jogos Benfica-Porto e Benfica-Sporting.


Os cromos também têm um grafismo colorido e apelativo, onde se destaca o emblema do clube como cenário de fundo, ao alto, seguindo-se a meio uma faixa amarela e na base o verde do relvado. Os jogadores, claro está, represnetados em pose a corpo inteiro.
Para conlcuir, escusado será dizer que por todos os motivos, logo pela quantidade de cromos, é uma colecção muito rara e valiosa. Quem a tiver, principalmente completa e em bom estado, tem um pequeno tesouro.

 

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3/31/2010

Efeméride de 31 de Março– Benfica campeão de futebol em 56/57

 

Faz hoje anos, em 31 de Março de 1957, disputava-se a última jornada do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, com o S.L. Benfica a vencer a Académica de Coimbra por 2-0, sagrando-se campeão com 41 pontos. Ocuparam os lugares imediatos o F.C. do Porto, C.F. Belenenses, Sporting e Lusitano de Évora, com 40, 33, 31 e 30 pontos, respectivamente. Atlético C.P. e Sp. Covilhã ocupando os últimos dois lugares desceriam de Divisão.


A ilustrar esta efeméride, a equipa do Benfica dessa época, numa caderneta de cromos de caramelos da F.C. Esteves, "Os Astros do Futebol". Na aquipa encarnada pontuavam brilhantes jogadores como Carlos Pereira, Ângelo, Jacinto, Caiado, Artur, Alfredo, Palmeiro, Coluna, Águas, Salvador e Cavém.

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