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4/12/2023

Banco Pinto & Sotto Mayor - Cartão de crédito, direitos da mulher e o encanto discreto...

 



Cartazes publicitários do ano de 1974 ao cartão de crédito do Banco Pinto & Sotto Mayor.

As origens do Banco Pinto & Sotto Mayor remontam à casa bancária Pinto & Sotto Mayor, criada em 30 de junho de 1914, por Cândido Sotto Mayor Júnior e António Vieira Pinto. Na altura tomaram de trespasse o estabelecimento de câmbios e papéis de crédito de José Ferreira Chumbo.

Com sede em Lisboa, na Rua do Comércio, a casa bancária tinha por objeto social o comércio de compra e venda de papéis de crédito, moedas e as demais transações inerentes ao ramo bancário. O capital social da firma era de 30 contos.

Em 1925, procurando fortalecer o negócio, o pacto social é alterado e são admitidos novos sócios na instituição, 25 em nome individual e 2 instituições de crédito: o Banco Português do Brasil e o Banco Comercial do Rio de Janeiro. De referir as fortes ligações que havia entre a casa comercial e o Brasil, através da pessoa de Cândido Sotto Mayor, pai do fundador da casa Pinto & Sotto Mayor.

Assim, por escritura de 28 de março de 1925 (Diário do Governo, III série, de 04 de abril), a casa bancária é transformada em sociedade anónima de responsabilidade limitada, sob a denominação de Banco Pinto & Sotto Mayor com o capital de 30.000 contos.

O Banco Pinto & Sotto Mayor participou no capital social de diversas empresas, tais como a Fosforeira Nacional, a Companhia de Seguros “Sagres”, a Companhia Ocidental Portuguesa e a União Elétrica Nacional. Participou também na criação do Banco Colonial Português (1919), do Banco Nacional Agrícola (1921), do Banco Colonial e Agrícola Português (1923) e incorporou o Banco Mercantil de Viana.

Na década de 20, deu início à sua expansão geográfica no território nacional, com a abertura de uma filial no Porto e de balcões em Braga, Coimbra Viseu, Viana do Castelo, Chaves, Celorico da Beira e Régua. A partir dos anos 50, acompanhando o clima favorável da economia nacional, o banco expandiu-se em Lisboa, no Porto, em Águeda, Fundão, Barcelos, Vila Nova de Gaia e Oliveira de Azeméis. Em 01 de abril de 1952, o capital social é aumentado para 45.000 contos.

Os anos 60 ficaram marcados pela entrada de António Champalimaud na instituição e pelo alargamento da rede de agências ao território ultramarino. Este alargamento, principalmente a Angola e Moçambique visava acompanhar o desenvolvimento dos negócios e interesses de António Champalimaud no Ultramar. Abriram-se numerosas agências nestas províncias. Nesta época, o Banco Pinto & Sotto Mayor participou na fundação do Blantyre Commercial Bank of Malawi (1968), estabeleceu delegações em Paris e no Luxemburgo, a partir de acordos com o Crédit Commercial de France e o Crédit Européen, e abriu agências em Dusseldorf, na Alemanha, e no Canadá, em Toronto e Montreal (1970).

A necessidade de abertura de uma agência em Ponta Delgada levou à aquisição, em 1971, do Banco Agrícola de São Miguel.

O clima de expansão e desenvolvimento foi interrompido com a revolução de abril de 1974 e com a consequente nacionalização da banca nacional, decretada em 14 de março de 1975 (Decreto-Lei nº 132-A/75). Com o estatuto de empresa pública (Decreto-Lei nº 729-F/75), em 1977, o banco foi reestruturado e incorporou o Banco Intercontinental Português.

Em 1982, o pacto social ser alterado e o capital social elevado a 4.000.000 contos. Em 1989, o capital é novamente alterado para os 20.000.000 contos. Em setembro de 1990, o mesmo foi aumentado para os 26.000.000 contos. Ainda neste ano, o estatuto do banco é alterado para sociedade anónima e em 1992, o capital é novamente elevado, para 30.500.000.

Em 29 de julho de 1993, através da Resolução do Conselho de Ministros nº 52/93 (Diário da República, I série, de 02 de agosto), é regulado o processo de reprivatização do banco. Em 1994, foi adquirido pela Companhia de Seguros Mundial Confiança, SA, 80% do capital, tendo o restante, sido colocado à disposição de funcionários da instituição, pequenos subscritores e emigrantes (Resolução do conselho de Ministros nº 14-A/95).

Em 2000, a Caixa Geral de Depósitos fica com o controlo da Mundial Confiança e do banco. Nesse mesmo ano, as assembleias gerais do Banco Pinto e Sotto Mayor e do Banco Comercial Português chegam a acordo para a integração do primeiro na estrutura do Banco Comercial Português (*), tendo-se firmado essa fusão em dezembro de 2000.


[fonte do historial: Banco de Portugal]       

(*) Relativamente ao Banco Comercial Português, fundado em 1985, a partir de 2004 mudou o seu nome para Millennium BCP.

11/07/2013

Cerâmica da Pampilhosa

 

fabrica ceramica pampilhosa mourao 1907

- Publicidade de 1907

 

A Fábrica de Cerâmica da Pampilhosa, de Mourão, Teixeira Lopes & C.a, fundada em 1901 foi uma das três fábricas de cerâmica que laboraram na localidade de Pampilhosa do Botão, do concelho da Mealhada, junto ao entroncamento ferroviário da Linha do Norte com a Linha da Beira Alta. Ambas, a par de outras unidades industriais que ali se desenvolveram, foram impulsionadas pela passagem do caminho-de-ferro, o que de resto transformou uma pacata localidade num apetecido polo de desenvolvimento industrial.

A fábrica aqui referida  encerrou a sua actividade em meados da década de 1990 .

Sobre este assunto, será oportuno ler o  artigo documentário incluso no sítio da Junta de Freguesia da Pampilhosa.

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