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1/17/2025

Twin Peaks - David Lynch


Na onda do recente falecimento do realizador David Lynch, trazemos à memória a série de TV, por si realizada, que foi um êxito pela década de 1990. Em Portugal, a série estreou a 22 de Novembro de 1990 na RTP1, e era transmitida no horário das 23:00 horas às quintas-feiras.

Criada por David Lynch e Mark Frost, "Twin Peaks" é uma série de televisão no estilo de mistério, drama e surrealismo que mergulha nos segredos sombrios de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos.

Tudo começa com a descoberta do corpo da bela Laura Palmer, uma popular estudante do ensino médio, encontrada morta à margem de um rio, embrulhada num saco de plástico. A brutalidade do crime abalou a tranquila cidade de Twin Peaks, expondo segredos profundos e perturbadores.

O agente especial do FBI, Dale Cooper (Kyle MacLachlan), é enviado para investigar o caso. Com seu método peculiar de trabalho – misturando intuição, sonhos e lógica – ele se torna uma figura central na busca pelo assassino de Laura. Conforme Cooper se aproxima da verdade, ele descobre um emaranhado de intrigas envolvendo os habitantes da cidade, que variam entre o excêntrico e o sinistro.

Mas "Twin Peaks" é muito mais do que uma investigação de um homicídio. A série combina elementos de mistério policial, drama psicológico e terror sobrenatural. Há forças obscuras em acção na cidade, incluindo a presença de entidades misteriosas como Bob, uma figura maligna que transcende a compreensão racional. O contraste entre o quotidiano aparentemente normal da cidade e os eventos cada vez mais bizarros cria um ambiente único e inquietante e que prendia os espectadores.

Repleta de personagens memoráveis, diálogos enigmáticos e uma atmosfera surreal, "Twin Peaks" explorava temas como dualidade, moralidade, e os limites entre o real e o sobrenatural. A série foi amplamente aclamada e de algum modo redefiniu a televisão nos anos 1990 e permanece uma obra-prima cult, influente e intrigante até hoje e que ajudou a notabilizar o realizador David Lynch.

Ficha Técnica de Twin Peaks

Título Original: Twin Peaks

Criadores: David Lynch e Mark Frost

Gênero: Drama, Mistério, Suspense, Sobrenatural

País de Origem: Estados Unidos

Idioma Original: Inglês

Informações da Série Original (1990–1991)

N.º de episósidos: 30, nas duas primeiras temporadas - 45 minutos cada.

Exibição Original: Emissora: ABC

Temporada 1: 8 de abril de 1990 – 23 de maio de 1990

Temporada 2: 30 de setembro de 1990 – 10 de junho de 1991

Música Original: Angelo Badalamenti

3.ª temporada:  2017 - 18 episódios

Título Alternativo: Twin Peaks: The Return

Temporada Única: 18 episódios

Exibição Original: 21 de maio de 2017 – 3 de setembro de 2017

Emissora: Showtime

1/06/2025

O Pai Murphy - "Father Murphy - Série de televisão


"Father Murphy" é uma série de televisão americana que foi transmitida de 1981 a 1983, criada por Frank Lupo. O enredo gira em torno do Padre Murphy, um padre católico interpretado por Merlin Olsen, que, após a morte de seus pais, assume o papel de protetor e conselheiro de um grupo de órfãos. A trama se passa no Velho Oeste, no século XIX, e explora as dificuldades e desafios enfrentados por essas crianças enquanto tentam sobreviver e encontrar um propósito em suas vidas.

O Padre Murphy, originalmente um homem simples, decide assumir a identidade de um sacerdote para se infiltrar em um orfanato onde as crianças estão sendo maltratadas. Ao longo da série, ele ganha a confiança das crianças, ao mesmo tempo em que enfrenta uma série de obstáculos, como criminosos e autoridades corruptas. A série mistura elementos de drama, aventura e lições morais, com o padre desempenhando um papel paternal ao guiar as crianças em direção a um futuro melhor.

A série é conhecida por seu tom sensível e os conflitos internos dos personagens, explorando temas como a moralidade, a fé e a redenção, ao mesmo tempo em que traz à tona as dificuldades da vida no Oeste americano.

Em Portugal a série foi exibida por meados de 1985, aos sábados, a seguir ao almoço.


Ficha técnica:

Título: Father Murphy

Gênero: Drama, Aventura, Família

Criador: Frank Lupo

Emissora original: NBC

Exibição original: 1981 a 1983

Número de temporadas: 2

Número de episódios: 34

Duração média por episódio: 60 minutos

Michael Landon, actor de populares séries como "Bonanza", "Uma Casa na Pradaria" e  "Um Anjo na Terra", criou a série e foi o produtor executivo, dirigindo em parceria com William F. Claxton , Maury Dexter , Victor French e Leo Penn

Elenco principal:

Merlin Olsen como John Michael Murphy 

Moses Gunn como Moses Gage

Katherine Cannon como Mae Woodward/Murphy 

Timothy Gibbs como Will Adams

Scott Mellini como Ephram Winkler

Lisa Trusel como Lizette Winkler

Kirk Brennan como David Sims

Byron Thames como Matt Sims

Chez Lister como Eli Matthews

Richard Bergman como Padre Joe Parker


Banda sonora: Mike Post

Produção: Universal Television

Localização: Estados Unidos (exibido nacionalmente pela NBC)


4/03/2023

Jesse James - Bandido ou herói?

 








Passam hoje 141 anos (3 de Abril de 1882) sobre a data da morte do famoso bandido do oeste americano, Jesse James
Acima alguns dos cartazes de alguns dos vários filmes que foram realizados à volta dessa mítica figura.
Até mesmo na Banda Desenhada a figura de Jesse James foi sempre muito utilizada, incluindo o seu aparecimento num dos álbus de Lucky Luke, de autoria de Morris.

3/13/2023

Doutor Jivago - Doctor Zhivago

 



Hoje trazemos à memória o filme clássico "Dr. Jivago", do original "Doctor Zhivago", um drama romântico épico lançado em 1965, realizado por David Lean e baseado no romance homônimo de Boris Pasternak. A história se passa na Rússia czarista e segue a vida do médico e poeta Yuri Jivago, interpretado por Omar Sharif, durante a Revolução Russa.

Jivago é casado com a bela Tonia, interpretada por Geraldine Chaplin, mas se apaixona pela jovem Lara, interpretada por Julie Christie. A trama segue a jornada de Jivago e Lara, enquanto lutam para ficar juntos em meio ao turbilhão político da Rússia, que culmina na Revolução Bolchevique.

Enquanto isso, Jivago também se envolve com a luta política, ao ser arrastado para o movimento revolucionário liderado por seu meio-irmão, interpretado por Alec Guinness. O filme retrata de forma realista e emocionante a luta pelo poder na Rússia, enquanto Jivago tenta manter sua vida e seu amor intactos em meio ao caos político.

"Dr. Jivago" foi um grande sucesso de bilheteira no seu tempo e aclamado pela generalidade da crítica, tendo sido indicado a 10 Oscars, dos quais ganhou 5, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O filme é lembrado como um dos grandes épicos românticos da história do cinema, com suabanda sonora marcante, cenários deslumbrantes e performances memoráveis de todo o elenco.

O filme "Dr. Jivago" foi rodado em diversas localizações na Europa e na Ásia. Algumas cenas foram filmadas na Finlândia, na Espanha e no Egipto, mas a maior parte do filme foi filmada na Itália. O cenário da neve foi filmado nos Alpes italianos, enquanto a cidade de Moscovo foi recriada em estúdios de filmagem em Roma. Alguns locais notáveis em Roma usados para filmar o filme incluem o Cinecittà Studios e a Praça de Espanha. A produção também usou algumas locações naturais na Rússia, como o rio Volga e o deserto de Karakum.

3/02/2021

King Kong

 


Passam hoje 88 anos sobre a data da estreia do filme "King Kong", no Radio City Music Hall de Nova Iorque. Foi em 2 de Março de 1933.

Este filme, visto hoje como básico e rudimentar, na época traduzia o que melhor se fazia quanto a efeitos especiais.

Por tudo isso e mais qualquer coisa, o filme "King Kong" é um dos mais emblemáticos da indústria do cinema. De resto, em 1991, essa versão foi considerada "cultural, histórica e esteticamente significativa" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e como tal selecionada para preservação no National Film Registry. 

Como aconteceu com vários filmes emblemáticos, também "King Kong" não escapou a posteriores remakes, nomeadamente em 1976, 2005 e 2017, para além de ter servido de inspirações para criações similares em que invariavelmente as bestas apaixonam-se e protegem as belas, num contraste cinéfilo entre o grotesco e o delicado. O resto é uma amálgama de terror e destruição. Essa influência passou da esfera da sétima arte para outras formas, como a literatura e sobretudo a banda desenhada. 


12/16/2016

“O Casal McMillan”–Série de TV

 

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Hoje trago à memória "O Casal McMillan", do original "McMillan and Wife", uma série de televisão com origem nos Estados Unidos. Com um total de quarenta episódios com duração entre os 90 e 120 minutos, foi produzida e exibida pela NBC nos anos 70.
Stewart McMillan (Rock Hudson) e a esposa Sally (Susan Saint James), são um casal como muitos outros mas cuja vida é condicionada pela profissão de Stewart, comissário da polícia de S. Francisco.Não raras vezes, Sally envolvia-se nos casos do seu marido, ajudando mesmo à solução dos mesmos e a sua personalidade mais ligeira e bem disposta ajudava a contrabalançar a seriedade da vida policial de Stewart.
Na última das seis temporadas, entre 1976 e 1977, a série passou a designar-se de "McMillan" já que a actriz Susan Saint James abandonou o elenco.
Por curiosidade, esta série era exibida pela NBC de forma alternada cm outras populares séries do género policial, como "Columbo" e "McLoud"  integradas numa rubrica designada de “NBC Mystery Movie” entre os anos de 1971 e 1977.

Na RTP em 1973 a série passava às segundas-feiras por volta das 22:00 horas.

Intérpretes e personagens:

Rock Hudson como Comissário Stewart McMillan
Susan Saint James como Sally McMillan
John Schuck como Sargento Charles Enright
Nancy Walker como Mildred
John Astin como Sykes
Richard Gilliland como Sargento DiMaggio
Bill Quinn como Chefe Paulson
Martha Raye como Agatha
Gloria Stroock como Maggie

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6/20/2016

Errol Flyn - Robin Hood e Gavião dos Mares








Passam hoje 107 anos sobre o nascimento de Errol Flyn (20 de junho de 1909 — 14 de outubro de 1959), um famoso actor australiano e naturalizado em 1942 como cidadão dos Estados Unidos, que brilhou nos cinemas entre os anos 30 e 50. 
Dos filmes mais emblemáticos em que participou como figura maior, ligados a aventuras, afinal aqueles que mais despertavam o interessa da criançada e às suas brincadeiras aos "artistas" destaco sobretudo "Captain Blood", de 1935, "The Adventures of Robin Hood", de 1938, "The Sea Hawk" de 1940, e "Adventures of Don Juan", de 1948. 
Errol Flyn também interpretou um bom punhado de filmes de cowboys ("westerns"), como “Dodge City”  de 1939 e “Santa Fe Trail” de 1940.
Errol Flyn é sem dúvida um dos grandes nomes de sempre do cinema e por isso faz parte do imaginário de aventuras de muita rapaziada do meu tempo de criança, ali pelos anos 60 e 70.


5/20/2016

James Stewart





Passam hoje 108 anos sobre o nascimento de James Stewart, actor norte-americano (Indiana, 20 de maio de 1908 – Los Angeles, 2 de julho de 1997). Foi um actor de eleição, tanto no cinema como no teatro e televisão.

Da sua vasta filmografia ao longo de mais de meio século, as minhas memórias vão principalmente para as suas interpretações em filmes western, de resto traduzidas numa das populares colecções de cartões (cromos) de cowboys que pelo final dos anos 60 eu e a malta da minha geração coleccionava. Recordo "A Conquista do Oeste", "Flecha Quebrada"  e "Winchester 73", entre outros. Fora da temática do western, recordo "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock e "Águia Solitária - The Spirit of St. Louis" em que recria a façanha aeronáutica de Charles Lindberg ao fazer a travessia do atlântico norte.

 Nota: O fotograma que deu lugar ao cromo acima reproduzido (Nº8 de uma colecção de 99) foi extraído do filme "Flecha Quebrada" (Broken Arrow), de 1950, a que se referem também as outras duas imagens que ilustram este artigo. Abaixo o poster oficial do filme.


5/16/2016

Debra Winger - Oficial e Cavalheiro



Está neste dia de parabéns a Debra Winger (Cleveland - Estados Unidos), 16 de Maio de 1955).
Desta actriz norte-americana, destaco sobretudo a sua participação num dos emblemáticos filmes dos anos 80 (1982), "Oficial e Cavalheiro" (An Officer and a Gentleman) em que no papel de Paula Pokrifki contracenou com Richard Gere, este como Zack Mayo. De resto por esta sua participação foi nomeada para os óscares de 1983, juntamente com Sissy Spacek, Jessica Lange, Julie Andrews e Meryl Streep, perdendo para esta  última com a sua interpretação no filme "Sophie´s Choice."
Como curiosidade, Debra Winger assegurou a voz do boneco extra-terrestre E.T. no filme de 1982, embora alterada digitalmente.
Fica, pois, nesta data do seu aniversário esta simples evocação de uma bonita e excelente actriz mas obviamente muito mais para além disso

4/17/2016

Colditz–Série TV

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Hoje, com algum atraso, trago à memória "Colditz", uma das boas séries TV que passou na RTP pelos idos anos 70. Foi co-produzida pela BBC e Universal Studios e exibida originalmente entre 1972 e 1974. Teve duas séries ou temporadas e comporta 28 episódios com cerca de 50 minutos cada. Em Portugal foi exibido originalmente no ano de 1977, com início em Abril e não teve dia nem hora certos de exibição tendo passado às terças, quartas e quintas tanto pelas 21:00 como 22:00 horas.

A revista Tele Semana de 3 de Junho de 1977, edição Nº 228, quando já tinham sido exibidos 8 episódios, dedicava-lhe um destacável com um descrição detalhada de cada um dos episódios restantes até ao 28º e último, intitulado “Libertação”, em que a fortaleza nazi foi tomada pelos aliados.

Colditz, com o nome de código Oflag IV-C, era um castelo alemão convertido em prisão de alta segurança pelo regime nazi em plena II Guerra Mundial destinada a oficiais britânicos, americanos e franceses capturados no teatro de guerra, tidos como tipos duros e alguns já evadidos de outras prisões. A trama girava em torno das relações entre prisioneiros e guardas, os planos e várias e elaboradas tentativas de fuga. Tinha por isso uma boa dose de aventura, ainda que confinada ao castelo, e muito suspense.

Algumas das figuras principais: Robert Wagner no papel de Tenente Phill Carrington, David McCallum como Tenete Simon Carter, Peter Chapman como capitão George Brent, Bernard Hepton como comandante da fortaleza de Colditz, Jack Hedley como Tenente Coronel John Preston, Richard Heffer como Capitão Tim Downing. Obviamente muitos outros personagens alguns dos quais participaram apenas em alguns episódios.

Este tema de Colditz deu posteriormente motivo a uma mini-série, com duas partes, no ano de 2005.
Alguns dos episódios de “Colditz” podem facilmente ser encontrados e visualizados no Youtube.

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2/15/2016

Yes Minister–Yes Prime Minister –Série TV

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A quem pretender trazer à memória uma lista das muitas e boas séries de televisão produzidas na Inglaterra entre os anos 70 e 80, será imperdoável que nela não inclua "Yes Minister" ("Sim Senhor Ministro") e sua sequela “Yes Prime Minister”.

Esta série com textos saídos da pena de Sir Antony Jay e Jonathan Lynn, foi protoganizada por Paul Eddington no papel de Jim Hacker, ministro dos Assuntos Administrativos, Nigel Howthorne como Sir Humphrey Appleby, o secretário permanente do ministro e Derek Fowlds como o secretário particular do ministro Bernard Woolley.

Foi exibida originalmente pela BBC entre 1980 e 1984, em três temporadas, sendo composta por 21 episódios de cerca de 30 minutos cada e um episódio mais longo (60 minutos). Seguiu-se a sequela “Yes, Prime Minister” (Sim, Primeiro Ministro), entre 1986 e 1988 com 16 episódios e com os mesmos atores.

A série procura retratar com o inigualável humor británico os meandros do Governo de sua majestade e as relações entre todo o pessoal político e administrativo, a socieade e os média. Por outro lado descreve um ministro novo e cheio de boas intenções, disposto a efectuar cortes de despesas e redução da pesada máquina do funcionalismo britânico mas invariavelmente esbarra ou embate mesmo no próprio aparelho protagonizado pelo seu secretário permanente que, sempre numa ardilosa teia de interesses e teorias feitas de um discurso emaranhado, confunde o ministro e acaba por o demover ou fazer gorar as suas intenções. Claro está que com o desenrolar da série o próprio ministro acaba por trocar o passo ao seu secretário mas de um modo geral vê-se obrigado a desistir, a protelar ou mesmo a inverter as suas posições muitas vezes tomadas tendo em vista a sua boa imagem face aos média. Acima de tudo, salve-se o cargo.

A série é pois um constante manancial de bom humor inglês com protagonistas à altura e um excelente retrato satírico dos meandros da política e governantes, não fosse o facto dos escritores terem assessores que trabalhavam na própria máquina do Governo. Não custa nada a acreditar que “Yes Minister” é um retrato demasidp real de muitos dos governos democráticos desta nossa Europa.

Esta série, para além de ter dado azo a outros subsidiários televisivos, em Portugal inspirou séries como “A mulher do Sr. Ministro”, com Ana Bola e Vitor de Sousa  (um pseudo-ministro do Governo de António Guterres, a sua sequala “A Senhora Ministra”  e mais recentemente “A Mãe do Senhor Ministro”, 20 anos depois ainda com Ana Bola, Vitor de Sousa e Manuel Marques no papel de ministro. Obviamente que apesar da boa fonte da inspiração, estas três versões lusitanas nunca passaram de engraçadas e quase sempre com enredos e piadas pobres e a viver em muito da força humorística dos intérpretes, nomeadamente Ana Bola e Manuel Marques. Mas foi o que se arranjou.

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3/28/2014

A Aldeia da Roupa Branca

 

Ontem a RTP Memória passou o popular filme português “Aldeia da Roupa Branca”, realizado por Chianca de Garcia, com Beatriz Costa num dos principais papéis. Este filme de 1938, estreado no início de 1939, é um dos incluídos  na chamda idade de ouro do cinema português. Apesar das inúmeras vezes que tem passado na televisão, é sempre agradável de ver e recordar pelo pitoresco das personagens e sobretudo pela enorme rixa entre povo e músicos na cena da romaria.

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Aqui ficam as letras de duas das músicas cantadas pela Beatriz Costa

ALDEIA DA ROUPA BRANCA

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Roupa no monte a corar
Vê lá bem tão branca e leve
Dá ideia a quem olhar
Vê lá bem que caiu neve

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Olha ali o enxoval
Vê lá bem de azul da esperança
Parece o monte um pombal
Vê lá bem que pombas brancas

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormimos nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

 

AS PRINCESAS DA CIDADE

As princesas da cidade, oh, ai!
São bonequinhas de armar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Toma lá, dá cá
Quem não tem não dá
Quem estala a capa do canejo
Quem não deu, não dá
Quem já deu, dará
Não sejas tola
Dá-me um beijo

Nossos braços são quentinhos, oh ai!
Têm força para abraçar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Não temos bocas pintadas, oh ai!
Não temos a carne mole
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

12/20/2013

John Steinbeck – As vinhas da ira

 

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Passam hoje 45 anos sobre a morte do escritor norte-americano  John Steinbeck (27 de Fevereiro de 1902 - 20 de Dezembro de 1968).


Recordo-o sobretudo como autor do livro "As Vinhas da Ira", de 1939, considerada a sua obra-prima, que li em adolescente. O livro, no formato de bolso, edição da Europa-América, ainda mora na minha estante apesar de algumas folhas soltas, como era característica desses livros, devido ao sistema da lombada colada, que ressequia e quebrava.

Um pouco paradoxalmente, porque pouco dado a filmes, nunca cheguei a ver do princípio ao fim  a versão no grande ecrã, de 1940, com John Ford.

7/04/2013

Alice no País das Maravilhas

 

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Passam hoje 148 anos (4 de Julho de 1865) sobre a publicação de "Alice's Adventures in Wonderland", em português como  "Alice no País das Maravilhas", a mais emblemática e conhecida obra literária de Charles Lutwidge Dodgson, pseudônimo de Lewis Carroll.


As aventuras narradas no livro, passadas num mundo para além do espelho da menina Alice, com mais ou menos pormenores são conhecidas de todos, transpondo gerações e certamente que no futuro vai continuar a ser palco para o sempre fértil  imaginário infantil.

Ao longo do tempo, o livro e a história foram pretexto, inspiração e adaptação para filmes e outros géneros artísticos desde teatro, musicais, animação e até filmes no âmbito da pornografia. Certamente que no futuro continuará a ser um filão inesgotável para outras adaptações.

O mais recente filme é de 2010, de Tim Burton, com Mia Wasikowska e Johnny Deep, “Alice in Wonderland”. Outro marco importante é o filme de animação da Disney, de 1951, também intitulado “Alice in Wonderland”. Toda a lista de adaptações e variações começou no distante ano de 1903 com o filme mudo, de Cecil M. Hepworth e Percy Stow,  para variar, também com o mesmo título.

A propósito: Vai um joguinho? Outro?

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