4/05/2020
3/30/2016
Pastorinhos de Fátima - Fotografia
5/07/2014
Castanheira – Serra da Freita
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Aldeia da Castanheira em plena Serra da Freita, na freguesia de Albergaria da Serra, concelho de Arouca, local onde se localiza o raro fenómeno geológico das pedras parideiras. Ao fundo pode vislumbrar-se a Frecha da Mizarela, uma cascata com uma queda abrupta no rio Caima.
8/29/2013
Férias 2013 – Casa Visconde de Chanceleiros
8/23/2013
Férias 2013
O Santa Nostalgia tem sido pouco produtivo nestes últimos dias devido ao merecido regime de férias. Ainda há uns dias para aproveitar. Na próxima semana andaremos por terras do Alto Douro, e espera-nos por algumas noites uma confortável cama numa conhecida quinta vinhateira na zona do Pinhão.
Nesta semana, que está a acabar, foi uma visita pela zona nascente do Alto Alentejo: Évora, Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, Terena, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz, Alqueva, Mourão, Olivença (sim, é portuguesa), Elvas, Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Nisa, Vila Velha de Ródão, entre outras, foram terras e locais que mereceram a nossa visita. É verdade que apanhamos o inferno alentejano com 42 de temperatura (34 às 23 horas em Mourão), mas valeu a pena. Ficamos com os olhos e a alma repletas de Alentejo, mesmo que tenha sido uma correria. As noites foram passadas na Vila Planície (Telheiro – Monsaraz) e no Hotel El-Rei D. Manuel (Marvão – fotos acima).
Apesar da situação, que julgamos nunca se ir resolver, porque coragem e coerência não são qualidades dos governantes, são notórias as marcas da pertença de Portugal, pelo menos no património já que na cultura poucos serão os que efectivamente terão interesse em que a cidade seja devolvida à administração portuguesa. Pela parte dos espanhóis, obviamente, puxam a brasa à sua sardinha.
5/20/2012
Apanhar grilos
Hoje não andei a apanhar grilos, no sentido do termo, como tantas vez fiz em criança, por estas alturas de Maio, pelo que não usei a palhinha para o tirar do seu buraquinho nem, como alguns, fiz xi-xi para o obrigar a sair do seu refúgio. Por outro lado, nada como ouvir as suas sinfonias de cri-cri ou gri-gri no próprio prado ao invés de o confinar numa pequena gaiola colorida atravancado de folhas de alface.
Hoje percorri o prado onde tantas vezes os apanhei e depois de intuir de onde vinha o seu cantar, aproximei-me e pacientemente esperei que viessem para fora apanhar os raios de sol deste Maio envergonhado. Para meu espanto, era um casal e, mesmo sem aproximar demasiado a câmara para os não assustar, lá consegui o retrato.
Os grilos, estes simpáticos insectos, remetem-nos para evocações de infância, quase sempre associadas às brincadeiras ou mesmo aos trabalhos do campo.
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3/20/2011
2/20/2011
Bandeira de Portugal
(clicar para ampliar)
PORTUGAL
Minha terra, quem me dera
Ser humilde lavrador,
Ter o pão de cada dia,
Ter a graça do senhor!
Cavar-te por minhas mãos,
Com caridade e amor.Minha terra, quem me dera
Ser um poeta afamado,
Ter a sina de Camões,
Andar em naus embarcado,
Mostrar às outras nações
Portugal alevantado.
António Correia de Oliveira
12/01/2010
Serra da Freita com manto de neve
Hoje aproveitei o dia de feriado para, com a família, dar um salto à sempre bela Serra da Freita. Como seria de esperar depois de alguns dias de muito frio, a serra apresentava-se repleta de neve, nalguns locais atingindo mantos uniformes com pelo menos 30 cm. Ao atravessar o belo planalto, não fossem os rodados de passagens de jipe, e não daria para ver o limite da estrada.
Na parte da manhã, viam-se ainda poucos visitantes, esperando-se maior afluência na parte da tarde, mas mesmo assim dava para ver algumas crianças deliciadas com a brancura, não resistindo à “guerra das bolas de neve”. Será certamente uma experiência inesquecível para os mais miúdos, sempre fascinados pela branca e macia neve.
Das muitas fotografias que colhi, ficam apenas algumas amostras, que podem ser ampliadas.
8/22/2010
Monsanto, Piódão e outros belos locais
Por estes dias, em registo de férias, visitei alguns locais do interior do nosso belo mas desprezado país, complementando visitas à região que havia feito no ano anterior. Agora, entre outros pontos de passagem, num dia visitei Castelo Branco (onde já havia parado há uns anos), Idanha-a-Nova, Monsanto e Penha Garcia e no dia seguinte Unhais da Serra e Piódão.
Gostei sobretudo das emblemáticas aldeias de Monsanto, da vizinha Penha Garcia e Piódão. Diferentes mas iguais na beleza e encanto e reveladoras da milenar capacidade de adaptação do homem a difíceis condições de interioridade e território. Semelhantes igualmente em aspectos menos positivos, como o lixo, omnipresente, degradação e ruínas em muitas das edificações e muitos aspectos que desvirtuam o conjunto, seja com construções fora de contexto seja no excesso de poluição visual como os cabos de electricidade e telefones bem como antenas e outros pingarelhos bem à maneira portuguesa. Comum também o desaproveitamento das suas potencialidades, carecendo de estruturas de apoio a quem as visita, nomeadamente no aspecto de restauração e outras infra-estruturas. Continuam assim a ser diamantes brutos à espera de melhores dias e de melhores sensibilidades das entidades. Não surpreende, pois, que ainda seja mais fácil e apelativo a muitos citadinos dar um saltinho a Paris, Londres, Roma, Barcelona ou Madrid.
No caso particular de Piódão, cujo acesso fiz da Covilhã, pela N230, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra, e depois no regresso por Arganil, o percurso é magestoso quanto tenebroso, sobretudo na Serra do Açôr, com uma estrada serpenteando os cumes e encostas, lado-a-lado com profundos desfiladeiros sem qualquer protecção lateral, não dando margem a distracções mesmo que para contemplar a soberba paisagem, principalmente para quem conduz. A solução é ir parando nos diversos miradouros. O acesso de Vide a Piódão, pela EM1134, com passagem por Chãs de Éguas, é horrível, sinuoso, estreito e com algo parecido com um pavimento em estado péssimo. Apesar disso, paisagens deslumbrantes. Resta acrescentar que são sítios para rever, eventualmente noutras alturas do ano.
Abaixo deixo algumas fotografias.
- Castelo Branco
- Castelo Branco
- Idanha-a-Nova
- Monsanto
- Monsanto
- Monsanto
- Monsanto
- Penha Garcia
- Piódão
- Piódão
- Piódão
5/09/2010
Flor de laranjeira
(clicar para ampliar)
Hoje colhi estas duas fotos no meu pomar e por elas saltaram-me algumas memórias relacionadas com a flor de laranjeira. Noutros tempos, eram presença quase obrigatória nos ramos e cabelos das noivas que casassem na época da floração, que por cá ocorre entre Abril e Maio.
A flor de laranjeira sempre teve na cultura popular um simbolismo de pureza e simplicidade. Sendo tão brancas e tão delicadas, são imensamente perfumadas e ao redor das árvores, em dia de sol, o seu doce perfume é inebriante.
É verdade que os tempos mudaram e as noivas hoje em dia preferem outras flores, mais vistosas, mais comerciais, mais exôticas. Mas por outro lado, diga-se com alguma ironia, a simplicidade e a pureza (no sentido de virgindade) há muito que deixaram de ser atributos da maior parte das noivas. Mudam-se os tempos….
Para além do simbolismo, beleza e perfume, as flores de laranjeira têm diversas aplicações, desde perfumes, culinária, xaropes, licores e chã, sendo este recomendado sobretudo como calmante ou para combatar as insónias (pessoalmente uso com êxito misturando folhas de passiflora). Tem ainda propriedades como adstringente, sendo anti-séptica, amaciante, emoliente, hidratante, anti-acne, e recomendada para peles oleosas.
*
8/30/2009
Lua - Quarto Crescente de Agosto
Um mês depois, voltei a fotografar a Lua na sua fase de Quarto Crescente.
A principal diferença, relativamente às fotografias obtidas em finais de Julho, reside essencialmente no ângulo da zona iluminada o que pode ser verificado por comparação..
Por outro lado, obtive uma segunda fotografia com o uso de flash o que foi suficiente para lhe dar uma tonalidade mais laranja.
8/29/2009
Ovelha tresmalhada
Eu sei que hoje em dia os gostos estão muito massificados e correntemente gostamos das mesmas coisas que a maioria das pessoas gosta, seja naquilo que comemos, vestimos, calçamos mas também até nos aspectos culturais, do desporto, do entretenimento e do lazer.
Não admira, pois, que nesta altura do ano, marcada pelas férias de grande parte da nossa população, os destinos preferidos desta continuem a ser as zonas de praia, no litoral, de modo especial na costa algarvia.
No estrangeiro estão também muito massificados os chamados supermercados do turismo, nas zonas das Caraíbas e México, como Punta Cana, Cancun e outros.
Somos, assim, ovelhas de um enorme rebanho que seguem instintivamente na cola do rabo de outras, rumando a pastos comuns, abanando os mesmos chocalhos.
Pode ser um terrível defeito, mas nunca gostei de alinhar por essa maioria pelo que neste período fujo do litoral como o diabo da cruz. Põem-me doente as estradas cheias de carros apressados, os estacionamentos atafulhados e as praias apinhadas de pessoas que, contudo, cada uma por si, age como se estivesse isolada no seu cantinho, na sua casa, seja na forma de se exibir, de comer, conversar, jogar a bola, fazer (quase) sexo, enfim, perturbar os outros a cada instante e em cada momento.
Neste sentido, adoro a praia em Dezembro ou em Janeiro, fria e ventosa, mas deserta, sem o tal rebanho massificado. Para a frequentar prefiro o gorro e o cachecol ao calção. As poucas vezes que faço praia resulta do sentido de sacrifício pelos filhos.
Como opção a estes lugares onde toda a gente vai, escolho sempre destinos no interior do nosso belo Portugal. Desta feita, depois de Chaves - Trás-os-Montes, no ano passado, optei pela região da Guarda, a cidade mais alta do país (1056 m). Fiquei por uns dias num excelente hotel, localizado mesmo à saída da A25, e aproveitei o tempo para visitar não só a cidade, onde de resto já havia estado há anos, mas sobretudo para fazer uma série de percursos repletos de história e cultura, nomeadamente o circuito das aldeias históricas.
Assim, para além da cidade da Guarda, com destaque para a Sé Catedral, a Torre de Menagem, a Torre dos Ferreiros e toda a zona histórica envolvente, incluindo o Museu da Guarda, Igreja da Misericórdia, etc, visitei com alguma calma a judaica Belmonte, a granítica Sortelha, Sabugal, aos pés do rio Côa, Alfaiates, Almeida e Castelo Bom. No primeiro dia, à vinda para a Guarda, já tinha feito paragens em Penalva do Castelo, incluindo na Casa da Ínsua, um belo palacete rodeado de belos jardins.
Depois, no regresso a casa, visitei a bela Linhares com o seu castelo de duas torres e o casario encastrado nos penedos e ainda Vouzela (onde almocei naquinhos de vitela solteira de Lafões, na localidade de Cambra), passagem pelas Termas de S. Pedro do Sul (bem conhecida de outras visitas) e percurso final subindo a Serra da Freita, por S. Crístovão de Lafões (mosteiro da Ordem de Cister), Santa Cruz de Trapa (solar dos Malafaias) e por Manhouce (cantado por Isabel Silvestre), onde, à sombra da sua ponte romana, me refresquei nas águas cantantes do límpido rio Teixeira seguindo-se o resto da subida até Albergaria da Serra - Arouca, onde o rio Caima se despenha na majestosa Mizarela. Depois, finalmente, um salto final até casa, já não muito longe.
Para muitos, admito, seria um calvário percorrido em quase 800 Km, por vales, serras e planaltos, mas para mim e para quem me acompanhou, foram alguns dias repletos de coisas boas: história, cultura, paisagem, gastronomia (cabrito, javali, vitela de lafões, vitela arouquesa, doces regionais e conventuais) e contacto com gente ainda pura, como a velhinha de quase 90 anos, em Sortelha, tecendo cestinhos de junco ou do não menos velhinho de Alfaiates que se dignou servir de guia.
Para finalizar e servir de simples testemunho, de seguida ficam algumas das centenas de fotografias que colhi.
(clicar nas imagens para ampliar)
Penalva do Castelo -Casa da Ínsua
Penalva do Castelo -Casa da Ínsua
Guarda - Sé Catedral - vista norte
Guarda - Sé Catedral - vista sul
Guarda - Sé Catedral - pormenor interior
Belmonte - castelo
Belmonte - Igreja de S. Tiago
Belmonte - Vista do castelo
Sortelha - castelo
Sortelha - casario
Sabugal - castelo
Sabugal - interior do castelo
Sabugal - vista do castelo
Alfaiates - castelo
Alfaiates - igreja da Misericórdia
Almeida - vista parcial
Linhares - castelo
Linhares - vista do castelo
Vouzela - ponte romana sobre o rio Zela
Vouzela - igreja matriz - Nª Sª Assunção - estilo românico
Serra da Freita - rio Caima - frecha da Mizarela
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