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10/24/2024

Marco Paulo, o adeus

 


A notícia já é conhecida por todo o país. Faleceu o Marco Paulo, essa figura incontornável da musica popular portuguesa, seja lá o que isso for.

Sobre a sua vida e obra pouco importa aqui acrescentar pois nada será novidade, já que por demais conhecidas, pois para além de ser cantor muito popular, teve uma longa ligação à televisão.

Neste momento da sua despedida, mesmo que já previsível face ao seu estado de saúde, verifico que em todos estes anos de blog Santa Nostalgia e entre centenas de artigos e memórias reavivadas, nunca foi dado qualquer destaque a esta figura. Concerteza que também de muitos outros, mas sem dúvida que mereceria um destaque, uma memória.

Não sei se foi por isso, essa falha, mas porventura por nunca ter sido um cantor que colhesse de minha parte um entusiasmo por aí além. Não regateio nem nem lhe retiro a mínima importância e popularidade de que gozou durante várias décadas no nosso panorama musical e de entretenimento, porque a teve, e de resto os números falam por si, mas a todo o seu vasto reportório nunca lhe dei qualquer importância. Talvez pelo seu estilo muito "azeiteiro", muito kitsch, talvez por ter cantado essencialmente covers, trabalhos de terceiros, limitando-se a ser a voz, o que nem foi pouco pois a esse nível era bom e profissional, mas seja como for, passou-me ao lado do apreço puramente artístico.

Apesar disso, foi de facto uma figura e pêras, e deixa um legado musical ao nível da interpretação que tão cedo não será esquecido e, goste-se ou não, deixou temas que serão emblemáticos durante muitos anos, até que passadas algumas gerações deixem de ser lembrados e, como tudo, passem à história, ficando então como meros registos documentais.

Esteja onde estiver, que repouse em paz o Marco Paulo. Teve fama e proveito mas também a sua dose de infortúnios, nomeadamente ao nível de saúde. Continuará, concerteza, a ser recordado e evocado por muito tempo.

[imagem:Fonoteca Municipal do Porto]

7/02/2024

Fausto - A saudade vai de saída

 

Fausto, nome artístico de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, foi um compositor e cantor português. Faleceu: 1 de Julho de 2024.

Parte um grande artista e deixa um rico legado musical. Que descanse em paz!

3/17/2021

Raphael - Cantigas e cinema

 


Pelos dias que correm é quase uma figura desconhecida, mas o espanhol Raphael (Miguel Rafael Martos Sánchez),  nascido em 5 de Maio de 1942 em Liñares - Andaluzia, ainda vivo, foi pelos idos anos das décadas de 1960 e 1970 um artista deveras popular, não só no seu país natal como nos países da América latina mas também em Portugal.

Sobretudo cantor, com duas passagens pelo popular Festival Eurovisão da Canção, em 1966 e 1967, obtendo o 7º e 6º lugares na classificação, que o internacionalizaram, também se tornou amplamente popular com suas participações em filmes que misturavam a música e os batidos romances.

O cartaz acima publicado, extraído do jornal "Diário Popular" de 12 de Maio de 1967, anunciava a exibição do filme "Quando Tu Não Estás!, nos cinemas Odéon e Europa. Dizia-se que um romance apaixonante e enternecedor onde se jogam o amor, a ambição, o triunfo e o desespero, tudo bons ingredientes temperados com as cantigas do Raphael.

5/29/2019

José Mário Branco - Permanente inquietação


Já falamos [aqui] de José Mário Branco, ilustrando então, como agora, o artigo com uma capa da emblemática revista Tele Semana de 12 de Julho de 1974.
Por estes dias, em que fez 77 anos de idade (nasceu a 25 de Maio de 1942), um grupo de uma dezena de músicos sobre a égide da Valentim de Carvalho lançou na véspera, sexta-feira, 24 de Maio, um disco de tributo e agradecimento ao cantautor, com a interpretação de várias das suas músicas que foram êxitos durante a sua longa carreira.

12/26/2016

Sequim de Ouro (Zecchino D´oro)

 

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Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste. 

O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.


O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).

Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.

“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival  já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).

- Vencedora da edição de 2016

7/27/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






6/03/2016

Suzi Quatro


Está de parabéns neste dia 3 de Junho a cantora Suzi Quatro, nascida em 1950 em Detroit, Michigan - Estados Unidos.
Pelos anos 70 era uma figura com nome, literalmente, e algumas das suas músicas eram então muito populares entre a rapaziada da minha geração. O primeiro single "Rolling Stone", não alcançou grande popularidade mas, paradoxalmente, em Portugal chegou a top de vendas. Já o seu segundo single "Can the Can" de 1973, foi um êxito, chegando a número um em todo Europa e Austrália. Seguiram-se mais alguns sucessos como "48 Crash", e "Daytona Demon " ambos de 1973, "Devil Gate Drive"  de 1974 e "She's in love with you" de 1979, uma das que mais me ficou no ouvido.
Diz-se que teve mais êxito na Europa do que no seu país, de resto a dar razão de que "profetas não fazem milagres na sua terra", o que não é de estranhar já que em 1971 mudou-se para Inglaterra.
Suzi Quatro, um nome interessante que sem dúvida faz parte das personagens e memórias musicais da década de 70.

12/26/2013

Timothy - C'est la vie c'est joli


No Verão de 1977, debaixo do seu êxito  “C'est la vie c'est joli”,  chegava a Portugal um jovem naturalizado como belga, chamado Timothy. Não veio actuar mas apenas dar entrevistas e promover junta da imprensa o lançamento do seu próximo disco.
Na altura era anunciado como um concorrente ou rival de outro belga bem parecido que pela mesma altura fazia bater os corações do público feminino, exactamente o Art Sullivan, que até tinha uma música com o mesmo nome e que estivera a actuar em Portugal pela mesma altura.
 
Efectivamente basta ouvir os dois artistas para se perceber que o estilo romântico é muito semelhante. Todavia, não deixa de ser curioso que Timothy, talvez a pensar na comunidade portuguesa por terras francófonas, tenha interpretado alguns temas relacionados a Portugal, incluindo Lisboa e Alentejo. De resto, Timothy apaixonou-se por Portugal e chegou mesmo a viver em Lisboa. Fala fluentemente português e passa por cá longas temporadas várias vezes ao longo do ano.
 
Como muitos dos artistas cantores virados para o público feminino, apesar de alguns discos e alguns sucessos, Timothy passou à história, mas não deixa de ser motivo de nostalgia porque evoca toda uma época. Daí a nossa memória.
 
Como curiosidade, nesse Verão de 77, dominavam os tops de vendas em Portugal, entre outros, os singles “L´Oiseau et L´Enfant”, de Marie Myriam e “Dont´t Cry for me Argentina”, de Julie Convington e os LP´s “Hotel California” dos The Eagles e “Even in the Quietest Moments”, dos Supertramp.

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5/14/2013

António Mourão - “Oh tempo volta p´ra trás”

 

antonio mourao fadista fado

Das minhas muitas memórias ligadas ao mundo das canções e dos cantores em Portugal, António Mourão surge como um nome incontornável, desde logo, mas não só, pelo inesquecível tema " Oh tempo volta p´ra trás", cujo refrão ainda hoje é facilmente cantarolado até mesmo por malta de gerações mais novas.


António Mourão, é o nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, nascido no Montijo no ano de 1936, portanto a caminho dos 80 anos. Principiou a sua carreira de fadista no ano de 1964 e o seu grande e emblemático êxito, que atrás referimos, aconteceu em 1965, interpretado durante a revista "E viva o velho" no Teatro Maria Vitória.
Teve uma carreira bastante popular, recheada de temas que se tornaram êxitos nacionais e que andaram de boca-em-boca, como o já falado "Oh tempo volta p´ra trás", mas também "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", esta particularmente do gosto do meu saudoso pai, "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".
Ainda tenho presente a sua característica voz a saír do velho gira-discos do meu tio quando no princípio dos anos 70 visitava a casa de meus avôs maternos e em pleno terraço da casa montava ali a aparelhagem oferecendo música a todo o lugar, no que então era uma quase novidade.

antonio mourao Chiquita Morena

antonio mourao cuca gaio

antonio mourao fadista nova vaga

antonio mourao fado

antonio mourao mao em mao

antonio mourao o fadista da nova vaga

antonio mourao sou campino

Fonte: Link

Youtube

5/04/2012

Bilú Tetéia – Márcio Ivens

 

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Quem se recorda desta pérola musical dos anos 70, “Bilú Tetéia” cantada por Márcio Ivens ?

Independentemente da qualidade da música e da respectiva letra, hoje certamente analisada com outro olhar crítico,  a verdade é que na época o raio da música andava na boca de toda a gente que a cantarolava nos mais diversos sítios e ocasiões. Ainda hoje, para quem viveu esses tempos, pode surpreender-se com a coisa.

Fica a memória…e a letra:

Quando eu era criança mamãe dizia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pegava eu no colo, mostrava pra vizinha
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Que me segurava, dizia que gracinha...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
O tempo foi passando e eu fui crescendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E de fazer Bilu, mamãe foi se esquecendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Agora eu estou grande, estou é barbadinho não encontro
mais ninguém pra me fazer um Biluzinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

Brincava de casinha, ninguém dizia nada...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E a filha da vizinha era minha namorada
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Agora eu estou moço não tenho liberdade
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pra falar com a vizinha é uma calamidade...
Se quizer um Biluzinho tenho que fazer sozinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

 

3/10/2011

Art Sullivan – Em Portugal em Outubro de 1976

 

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Como o tempo passa, e estão já quase decorridos dois anos e meio após termos recordado aqui uma das figuras musicais da segunda metade dos dos anos 70, o belga Art Sullivan, que na plenitude do seu êxito e popularidade, com as suas canções românticas  arrebatou o coraçao de muitas portuguesas.

Hoje relembramos uma das suas passagens por Portugal, com um cartaz publicitário estampado numa das revistas da época.

O espectáculo, “a pedido das suas admiradoras”, estava marcado para o Pavilhão dos Desportos, em cascais, no dia 10 de Outubro de 1976, pelas 21:45 horas.


2/04/2011

Torneró – I Santo Califórnia

 

Hoje veio-me à memória uma das inesquecíveis baladas italianas, exactamente "Torneró", dos "I Santo Califórnia", um grupo italiano formado em meados dos anos 70, composto por Pietro Barbella (vozes e teclado), Gianni Galizia (guitarra), Donato Farina (bateria), Domenico Ajello (baixo) e Massimo Caso (guitarra).


"Torneró" (Voltarei), foi de facto o seu maior êxito e extravasou a Itália para se tornar popular em todo o mundo com um registo superior a 10 milhões de cópias vendidas.


Os “I Santo Califórnia”  participaram em 1977 no clássico festival musical "San Remo" com o tema "Mónica" que se classificou em 3º lugar.
Com o tempo o grupo foi perdendo notoriedade mas em função de "Torneró" fará sempre parte das boas recordações dos temas românticos italianos dos anos 70. Continua assim a ser escutado com agrado, principalmente naqueles momentos mais melancólicos. Para além da música, a letra também se “põe a jeito”.

 

- Uns anos depois…

i santa california 2

i santa california

Tornerò
Rivedo ancora il treno
allontanarsi e tu
asciughi quella lacrima
Tornerò

Com'è possibile
un anno senza te.

Adesso scrivi aspettami
il tempo passerà
un anno non è un secolo
Tornerò

Com'è difficile
restare senza te.

Sei
sei la vita mia
quanta nostalgia
senza te
Tornerò, tornerò.

Da quando sei partito è, cominciato per me la solitudine
intorno a me c'è il ricordo dei giorni belli del nostro amore
la rosa che mi hai lasciato si è ormai seccata
ed io la tengo in un libro che non finisco mai di leggere.

Ricominciare insieme
ti voglio tanto bene
il tempo vola aspettami
Tornerò

pensami sempre sai
e il tempo passerà.

Sei
sei la vita mia (amore mio)
quanta nostalgia (un anno non è un secolo)
senza te
Tornerò
Tornerò
pensami sempre sai
tornerò
tornerò


2/10/2010

Joselito – A voz de rouxinol

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 Em finais dos anos 60 e também pelos anos 70 fora, aos Domingos à tarde a RTP brindava-nos com a exibição de muitos e bons filmes, nomeadamente os incluídos na popular rubrica "Tarde de Cinema". Foram tantos e tantos que é impossível elencar os mesmos, mas, com os meus gostos de criança, preferia sobretudo os filmes recheados de aventura e emoção, incluindo o clássico Tarzan e uma variante, o Bomba, designado de filho de Tarzan, bem como umas boas e valentes cowboyadas e até filmes de capa-e-espada, como Os Três Mosqueteiros, Zorro, Robin Hood, filmes de corsários e piratas e outros mais.

Entre esta miríade de aventuras, por vezes lá vinham os clássicos filmes portugueses, com os inesquecíveis António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho e Beatriz Costa, os filmes humorísticos, com Charlot, os irmãos MarxCantiflas, e também filmes marcadamente musicais, com o popular Gianni Morandi, Elvis Presley, Cliff Richards,  The Beatles e outros. Destes outros, porque recordo-me de ver vários, trago à memória a figura de Joselito, uma criança cantora, espanhola, e que teve muita popularidade nos anos 50 e 60, pelos seus discos e pelos seus filmes, tanto em Espanha, como em Portugal e na América Latina. Entre nós era muito admirado e quase ninguém gostava de perder os seus filmes, sobretudo as mulheres e raparigas, mais dadas a lamechices.
Actualmente, no Youtube, é possível recordar Joselito em alguns dos seus filmes e múiscas.

Não vou entrar em detalhes da sua vida, tanto de criança como de adulto (com menos popularidade) até porque podem ser consultados numa excelente página sobre o artista, recheada de aspectos biográficos, fotos, discos e outros. A página está em francês mas tem versão em inglês e facilmente pode ser traduzida para português.
Joselito e a sua voz vibrante, de rouxinol, de facto nessa época cantava e encantava e pelo meio de uns filmes de aventuras, também sabia bem ver e ouvir Joselito.

Quem se recorda?


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joselito pastor

10/20/2009

Patrick Hernandez – Born to be alive

 

Estávamos no final da década de 70 e a chamada disco music estava mais ou menos no seu apogeu, muito à custa da populariadde de filmes como "Saturday Night Fever", de 1977, com John Travolta e a banda sonora dos famos Bee Gee.

No meio deste reboliço musical, surgiu um francês chamado Patrick Hernandez que fez sucesso em 1979 com o tema “Born to be alive”. O sucesso estendia-se desde a venda do disco até à sua passagem constante na rádio, na televisão e nas discotecas.

É certo que Patrick Hernandez ainda teve um tema que também vendeu bem, “Loosing sleep over you”, até porque no Brasil fez parte da banda sonora de uma popular telenovela, “Baila Comigo”, mas praticamente desapareceu a partir de meados de 80. Todavia, a partir daí, e ainda quase até aos nossos dias, continuou a ser solicitado para cantar esse seu grande êxito. Deste modo, Patrick Hernandez é sinónimo de “Born to be alive”.

Pessoalmente este tema traz-me fortes memórias do meu tempo de adolescente, e obviamente todo esse ambiente e essa cultura que foi o disco music. Só por esse facto, Patrick Hernandez, apesar do seu estilo algo piroso, merece ser aqui recordado.

 

patrick hernandez born to be alive santa nostalgia

 

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9/04/2009

MINI POP – My Holyday Girl – Menina de Luto

 

No início dos anos 70, o conjunto MINI POP obteve um relativo êxito no nosso panorama musical, principalmente junto das crianças e adolescentes.
Esta banda, que surgiu em 1969 na cidade do Porto, era formada por quatro crianças, com idades entre os 8 e 12 anos, os irmãos Mário, Eugénio e Pedro Barreiros, filhos de Mário Barreiros que era o manager do grupo e ainda  Abílio Queiróz. Estas crianças que foram crescendo, tornando-se adolescentes, seguiam a linha da moda musical de então, exibindo roupas extravagantes e cabelos compridos à ”Beatles”. Cantavam em português e em inglês.

O primeiro êxito do grupo foi uma versão da conhecida musica popular “Era uma casa muito engraçada”.
Os MINI POP tornaram-se mais populares depois da sua participação no Festival RTP da Canção, onde interpretaram a canção "Menina de Luto" com a qual obtiveram um sétimo lugar. Contudo, já antes, em 1971, participaram no Festival de Vilar de Mouros.


Durante a sua carreira, para além de um grande número de espectáculos, o grupo gravou perto de uma dezena de singles, dos quais destaco o "My Holiday Girl", com composições do conhecido Paulo de Carvalho.
Como curiosidade final, o grupo, depois de uma tentativa de internacionalização, com o nome de TANGA, nomeadamente em Espanha,  depois de 12 anos de percurso, terminou já na década de 80 dando lugar à conhecida banda "JÁFUMEGA", a que se juntaram aos irmãos Barreiros outros elementos como o vocalista Luis Portugal. Os JÁFUMEGA surgiram no chamado movimento do rock português, sensivelmente na mesma altura de Rui Veloso, UHF, Trabalhadores do Comércio, GNR, entre muitos outros.

 

mini pop my holiday girl santa nostalgia

 

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4/21/2009

Al Bano & Romina Power - Uma dupla musical

 

Hoje quero trazer à memória uma das mais populares duplas da canção internacional dos anos 80 e 90, precisamente Al Bano e Romina Power. Ele italiano, nascido Albano Carrisi, em 1943 e ela, uma bela norte-americana, nascida em 1951, filha do conhecido actor Tyrone Power.
Conheceram-se durante a rodagem do filme "Nel Sole", em 1967 e casaram um Julho de 1970.
O primeiro álbum conjunto da dupla, "Dialogo" surgiu em 1975, depois de alguns trabalhos ligados ao cinema e de Romina como solista depois de interromper a sua carreira de actriz.

A popularidade deste duo pode dizer-se que começou em 1976 pela sua participação no Euro Festival da Canção (ano em que Portugal foi representado por Carlos do Carmo, com "Flor de verde pinho"), em representação de Itália, com o tema "E Fu Subito Amore", que obteve um excelente sétimo lugar. No ano seguinte, em 1976, um novo impulso na popularidade do casal, com a participação no prestigiado festival de S. Remo, conseguindo o segundo lugar com o tema "Felicita", que veio a tornar-se numa das suas músicas mais emblemáticas e que em pouco tempo vendeu milhões de cópias em toda a Europa.

Em 1984 voltaram a S. Remo para vencerem com a música "Ci Sara", outra das mais conhecidas da sua discografia.
Durante os anos 80 o casal de cantores continuou a sua saga de êxitos e popularidade, com a edição de diversos álbuns.
A sua participação no S. Remo voltou a acontecer em 1991, com o tema "Oggi Sposi", no ano em que comemoraram bodas-de-prata (25 anos) de carreira e de novo em 1996, interpretando "È La Mia Vita".

O drama bateu à porta do casal, em 1997, com o desaparecimento da filha Ylenia, que, ao que se sabe, não mais voltou a aparecer, apesar da mãe continuar a alimentar a esperança de que ainda continue viva.


Como não há bela sem senão, este famoso casal, unido pelo amor e pela música, talvez pelo cansaço de uma longa carreira e pelo drama do desaparecimento da filha, acabaram por se separar em 1999.
Romina Power mudou-se em 2008 para os Estados Unidos, exercendo uma vida de artista, sobretudo como escritora e pintora (veja o seu sítio), enquanto que Al Bano se ficou pela sua Itália, novamente como Albano Carrisi (visite o seu sítio), continuando uma carreira a solo e como homem de negócios explorando a sua propriedade vinícola e o seu hotel.

Curiosamente, visitando os sítios destas duas figuras, é impressionante a forma como ambos quase omitem a forte interligação de mais de 30 anos, quer como casal quer como artistas, como se toda essa fantástica carreira fosse para esquecer. Aliás, o sítio de Romina acompanha-nos com uma sombria e pesarosa música de fundo, emprestando um ambiente mais de tristeza do que contemplação. É pena que seja assim, mas as coisas são como são e nem sempre o presente se serve das boas heranças do passado.


Al Bano e Romina Power formaram assim, durante mais de 30 anos, um casal unido pela música, sempre com a popularidade em alta, deixando um legado de belas canções, num estilo pop-ligeiro, mas sempre com o romantismo presente, bem à maneira italiana.
Muitas das suas obras ficaram para sempre na nossa memória musical.
Pessoalmente dava comigo muitas vezes a cantarolar os seus principais êxitos, como "Felicitá", "Vivirlo otra vez" e  "Ci Sara", tentando imitar a característica voz aguda do Al Bano.

Quem não se recorda das muitas músicas deste casal musical?

Vivirlo otra vez

Sharazan

Sempre sempre

Santa Maria

Gli Innamorati

Domani domani

Fragile

Impossibili

Angeli

Abbandonati

Grazie

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("Felicitá", apresentada em S.Remo, em 1976).

 

*****SN*****

2/17/2009

Procol Harum - A whiter shade of pale

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Pronto. Chamem-me o que quiserem, mas para mim o tema "A whiter shade of pale", da banda inglesa "Procol Harum", é uma das melhores músicas de sempre. Pelo menos está seguramente entre o Top Ten da minha lista pessoal.

Para além deste emblemático tema, a banda, classificada como de rock progressivo, tem muitos outros, igualmente de forte sonoridade, pelo que estão sempre presentes no meu leitor MP3.

Esta ligação aos Procol Harum e ao "A whiter shade of pale",  não é, obviamente, de agora. Já vem do início dos meados dos anos 70, era eu pouco mais do que uma criança. Posso até dizer que a minha paixão pelos Procol Harum é ainda anterior aos The Beatles, outra das minhas paixões musicais. Digamos que foi paixão à primeira audição, mesmo que num dos pequenos rádios (transistores) a pilhas, daqueles que tinham uma interminável antena, imensamente maior do que o pequeno rádio do tamnho de um sabonete.

Resta acrescentar que "A whiter shade of pale",  é consideras como uma das músicas mais passadas na rádio, desde sempre.



A whiter shade of pale
We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.

The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.
She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be

One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.
And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.

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