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1/06/2025

O Pai Murphy - "Father Murphy - Série de televisão


"Father Murphy" é uma série de televisão americana que foi transmitida de 1981 a 1983, criada por Frank Lupo. O enredo gira em torno do Padre Murphy, um padre católico interpretado por Merlin Olsen, que, após a morte de seus pais, assume o papel de protetor e conselheiro de um grupo de órfãos. A trama se passa no Velho Oeste, no século XIX, e explora as dificuldades e desafios enfrentados por essas crianças enquanto tentam sobreviver e encontrar um propósito em suas vidas.

O Padre Murphy, originalmente um homem simples, decide assumir a identidade de um sacerdote para se infiltrar em um orfanato onde as crianças estão sendo maltratadas. Ao longo da série, ele ganha a confiança das crianças, ao mesmo tempo em que enfrenta uma série de obstáculos, como criminosos e autoridades corruptas. A série mistura elementos de drama, aventura e lições morais, com o padre desempenhando um papel paternal ao guiar as crianças em direção a um futuro melhor.

A série é conhecida por seu tom sensível e os conflitos internos dos personagens, explorando temas como a moralidade, a fé e a redenção, ao mesmo tempo em que traz à tona as dificuldades da vida no Oeste americano.

Em Portugal a série foi exibida por meados de 1985, aos sábados, a seguir ao almoço.


Ficha técnica:

Título: Father Murphy

Gênero: Drama, Aventura, Família

Criador: Frank Lupo

Emissora original: NBC

Exibição original: 1981 a 1983

Número de temporadas: 2

Número de episódios: 34

Duração média por episódio: 60 minutos

Michael Landon, actor de populares séries como "Bonanza", "Uma Casa na Pradaria" e  "Um Anjo na Terra", criou a série e foi o produtor executivo, dirigindo em parceria com William F. Claxton , Maury Dexter , Victor French e Leo Penn

Elenco principal:

Merlin Olsen como John Michael Murphy 

Moses Gunn como Moses Gage

Katherine Cannon como Mae Woodward/Murphy 

Timothy Gibbs como Will Adams

Scott Mellini como Ephram Winkler

Lisa Trusel como Lizette Winkler

Kirk Brennan como David Sims

Byron Thames como Matt Sims

Chez Lister como Eli Matthews

Richard Bergman como Padre Joe Parker


Banda sonora: Mike Post

Produção: Universal Television

Localização: Estados Unidos (exibido nacionalmente pela NBC)


12/05/2022

RTP Memória - Traz prá Frente


Aos Domingos, à noite, a RTP Memória tem-nos oferecido o "Traz prá Frente", um delicioso programa em que os intervenientes falam sobretudo sobre memórias, pessoas e factos de outros tempos e que povoaram a nossa RTP. Júlio Isidro é o mestre das memórias, ou não fosse a idade um posto, seguido de Álvaro Costa, mas os demais, bem mais novos, como a Inês Gonçalves, a moderadora, o Fernando Alvim e o Nuno Markl, mostram estar com a memória ainda fresca e assim naquelas diferentes gerações a conversa flui informalmente num registo de agradável tertúlia em que todos recordamos e aprendemos.

Leia-se a apresentação oficial do programa:

"Reciclamos o Cartaz TV e trazemos para a frente um debate divertido, mas doutorado, sobre o imaginário da televisão. Inês Lopes Gonçalves modera um debate com um painel de luxo: Fernando Alvim, Nuno Markl, Álvaro Costa, Júlio Isidro e um convidado especial. Numa conversa desempoeirada, lança-se a semana da RTP Memória à mesa, com os melhores conteúdos e surpresas em destaque".

No episódio de ontem, 4 de Dezembro, o 36º da 7ª temporada, foi com agrado que o nosso blogue, "Santa Nostalgia" foi citado pelo Álvaro Costa, a propósito de pesquisa sobre um dos assuntos falados no programa, no caso a dupla cómica "Olho Vivo e Zé de Olhão", interpretada por Herman José e Joel Branco, no saudoso programa de entretenimento "A Feira", isto na segunda metade da década de 1970.

De resto já Nuno Markl, aqui há uns anos, se tinha referido ao blogue numa das suas rubricas na Rádio Comercial a "Caderneta de Cromos", a propósito do cromo "carrinhos de rolamentos".

É sempre gratificante saber que as memórias que partilhamos, pessoais mas simultaneamente colectivas, continuam ainda a mexer e a interessar a gente de várias gerações. De resto, com frequência somos contactados e solicitados a colaborar numa ou noutra situação, como já também aconteceu, de forma mutuamente enriquecedora, com o popular jornalista da RTP, Mário Augusto, aquando da publicação dos seus dois livros "A Sebenta do Tempo" e ainda o "Caderno Diário da Memória", dois tesouros de ricas memórias, que são dele, do Mário, mas seguramente de todos os da sua geração e à volta dela.

2/24/2022

Um homem chamado Felizardo - Série de televisão




Ainda nos seus primordios como estação e canal de televisão, a nossa RTP exibiu entre 5 de Janeiro e 2 de Fevereiro de 1963 o tele-folhetim, no que hoje se designaria de série, "Um homem chamado Felizardo". Foram 5 episódios realizados por Herlânder Peyroteo, com autoria de Armando Vieira Pinto e interpretado por Luís Cerqueira, Susana Prado, Fernando Muralha, Rodolfo Neves, Ema Paul, Grece de Castro, Tomás de Macedo, Vítor Tavares, Patrício Álvares.

Com a inevitável imagem a preto-e-branco e de baixa qualidade, a série baseava-se, num registo de comédia, nas dificuldades e peripécias dum homem de família, à procura de emprego há mais de quatro anos. 

Como se disse, a série reporta-se a 1963 mas 60 anos passados ainda há muito de actual na dificuldade de obtenção de emprego, umas vezes por problemas estruturais e de conjuntura econóima, outras porque na realidade não se quer trabalhar mas antes viver de expedientes incluindo os da dependência dos apoios do Estado. De resto, emprego já é raro. Quando muito, trabalho ocasional e a termo certo.

8/16/2018

Escrever é Lutar





Pelo ano de 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, a RTP iniciou  o programa "Escrever é Lutar", que se traduzia numa série de entrevistas concedidas por figuras públicas do momento ligadas à literatura, no contexto do rescaldo da revolução aos jornalistas José Carlos Vasconcelos e Fernando Assis Pacheco.

José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, José Tengarrinha, Maria Velho da Costa, Jorge Reis, Baptista Bastos, Manuel da Fonseca, António José Saraiva, José Augusto Seabra e Manuel Alegre, entre muitos outros, foram algumas das figuras entrevistadas num estilo muito próprio desses tempos em que a nossa  televisão era a preto-e-branco.

A rubrica decorreu entre os anos de 1974 a 1976. Cada entrevista tinha uma duração aproximada de 25 minutos. No arquivo da RTP onde felizmente é possível aceder, ver e ouvir muitas dessas entrevistas, estão disponíveis 26 episódios, sendo que não conseguimos apurar se tal número corresponde ao total de entrevistas produzidas se apenas uma parte.

Seja como for, o material disponível é muito abrangente e, em larga medida, todos os episódios são hoje importantes documentos  e testemunhos desse período muito específico, pela visão e pensamento de figuras ligadas à literatura.

12/07/2017

A Ilha da Fantasia - Série TV



A RTP Memória está a passar a série de televisão "A Ilha da Fantasia", do original norte-americano "Fantasy Island". 
Esta série foi produzida pela ABC, de 1978 a 1984, com sete temporadas, tendo sido realizados 157 episódios com a duração de cerca de 60 minutos cada. Em Portugal foi exibida originalmente pela RTP, em meados da década de 80, por isso já na parte final da produção.
Na paradisíaca ilha da Fantasia, algures no Pacífico sul, os vários visitantes podem ver as suas fantasias ou desejos realizados, pagando um preço para o efeito. Todavia nem sempre estes desejos são realizados, nomeadamente quando de carácter negativo ou maldoso.
Grosso modo, para além de muitas nuances algo misteriosas e fantasiosas que envolvem a ilha e o seu anfitrião, como convinha a cada história, a série tem muito do enredo de outras populares dessa época, como o "Barco do Amor", em que algumas situações e enredos recambolescos, criminais e amorosos e outros mais, acabam por ser resolvidos com a ajuda ou orientação do anfitrião e super-intendente da ilha, o galante e misterioso Sr. Roarke, sempre impecavelmente trajado de fato branco, acompanhado pelo seu amigo e ajudante, o simpático anão Tattoo.
Pelos vários episódios foram passando, em participação especial e esporádica, vários famosos actores.
No Youtube é possível rever vários episódio desta série, muito característica da primeira metade dos anos 80.

Intérpretes e personagens:
Ricardo Montalbán - Sr. Roarke (1978-1984)
Hervé Villechaize - Tattoo (1978-1983)
Kimberly Beck - Cindy (1978-1979)
Wendy Schaal - Julie (1980-1982)
Christopher Hewett - Lawrence (1983-1984)


11/08/2017

Os Três Duques - "The Dukes of Hazzard"


Embora tardiamente, hoje trago à memória uma das emblemáticas séries de televisão, precisamente "Os Três Duques", no original "Dukes of Hazzard", com origem nos Estados Unidos e produzida pela CBS. 
A série original desenrolou-se em 147 episódios ao longo de sete temporadas entre 1979 e 1985. Estreou em 26 de Janeiro de 1979 e foi exibida até 8 de Fevereiro de 1985.

O enredo da série era muito básico mas repleto de situações engraçadas, por isso num estilo de comédia. Basicamente as histórias, que raramente tinham continuidade para o episódio seguinte (mas também), giravam em torno da família Duke composta pelo ancião tio Jesse (Denver Pyle) e os seus três sobrinhos e primos entre si, Bo Duke (John Schneider), Luke Duke (Tom Wopat) e a bela Daisy Duke (Catherine Bach). Para além destas personagens, tão principais quanto elas, desfilavam o chefe da polícia e de todo o condado de Hazzard o chefe  J. D. Hogg (Sorrel Booke), o xerife e seu cunhado  Rosco P. Coltrane e os ajudantes deste Enos e Cletus e ainda com muita frequência o mecânico amigo dos Dukes, Coater.

Com todas estas principais personagens e o não menos importante General Lee, o carro cor-de-laranja dos Dukes, um Dodge Charger de 1969, os episódios desenrolavam-se com perseguições de carros, invariavelmente entre os polícias e os primos  Dukes bem como todas as tramóias do J.D. Hogg, em certa medida o personagem principal, sempre a arranjar formas desonestas de prejudicar e prender os primos.

Esta série foi exibida originalmente em Portugal na RTP, ainda a preto e branco e mais tarde por outros canais.
Como não podia deixar de ser devido à sua popularidade, a série teve outras posteriores versões incluindo em filme.

À data em que escrevo estes apontamentos, a série está a passar na RTP Memória, por volta das 21:00 horas.
No Youtube facilmente se encontram episódios bem como o tema de abertura.

6/06/2017

Jogos Sem Fronteiras







A RTP Memória tem estado a passar o popular e histórico programa de entretenimento televisivo “Jogos Sem Fronteiras”.
Este emblemático programa, com conceito criado por Guy Lux, Pierre Brive, Claude Savarit e Jean-Louis Marest, foi contudo inicialmente pensado por Charles de Gaulle, esse mesmo o histórico presidente francês, como um elemento de amizade entre países europeus, numa época ainda com fortes feridas da II Guerra Mundial.
 
A primeira edição dos jogos  teve lugar no ano de 1965 participando apenas quatro países, concretamente, França, Bélgica, Alemanha e Itália.
Grosso modo, o conceito resumia-se a vários jogos com uma forte componente de força, resistência e destreza física por parte dos elementos das equipas, num cenário divertido e com elementos cómicos e caricaturais, muitas vezes realizados em ambientes aquáticos. A água e as consequentes quedas e banhadas eram um elemento quase omnipresente nas diversas edições.
 
Por sua vez, cada país participante, em cada diferente edição, era representado por uma cidade ou vila. Do mesmo modo, em cada época , cada edição era organizada e realizada em cada um dos diferentes países.
Os  jogos eram disputados na época do verão e transmitidos para muitos países da Europa via Eurovisão.
 
Os jogos tornaram-se muito populares em Portugal na primeira metade dos anos 70, deliciando as famílias aos sábados à noite, e por isso em 1979 também entrou nos jogos, com a participação de Braga. Por sua vez nesse ano, e como organizador, a primeira edição realizada no nosso país teve lugar na Praça de Touros de Cascais, com a equipa Estoril-Cascais que acabou por ficar em penúltimo do conjunto de oito países participantes. Na grande final desse ano, realizada em Bordéus - França, a equipa de Braga ficou num "honroso" último lugar da classificação ganha pela equipa francesa de Bar Le Duc.
Como curiosidade, a edição em Portugal em 5 de Setembro de 1979 foi transmitida a cores mas apenas para os países que já tinha essa tecnologia televisiva pois por cá o arco-íris televisivo só chegou em 1980 com a transmissão do Festival RTP da Canção.

Umas das imagens de marca da transmissão dos jogos, eram os habituais apresentadores portugueses Eládio Clímaco e Fialho Gouveia, bem como os árbitros dos primeiros jogos Gennaro Olivieri (1965–1982) e Guido Pancaldi (1966–1989).
 
Portugal participou em 15 edições das quais venceu 5 finais (1980, 1981, 1988, 1989, 1997), só ultrapassado pela Alemanha com 6 vitórias em 16 edições. o que faz do nosso país um dos principais vencedores e que demonstrou de facto de ter jeito para a coisa. Vilamoura foi a primeira equipa portuguesa a vencer, na final em 10 de Setembro de 1980 em jogos realizados na Bélgica (Namur - Esplanade de la Citadelle). A localidade algarvia de Vilamoura conquistou o direito a participar na final pois na época de 1980 foi a melhor classificada com o segundo lugar precisamente na edição organizada pelo nosso país nesse ano.
 
A vitória portuguesa na final do ano de 1981, realizada em 8 de Setembro, em Belgrado - Jugoslávia, foi conseguida por Lisboa, ex-aequo com a localidade de Dartmouth da Grã-Bretanha. Lisboa conquistou o direito a participar na final desse ano com a vitória caseira em Belém junto à Torre de Belém, em 24 de Junho de 1981. Em 1988 venceu a Madeira em edição realizada em Bellagio - Itália, em 15 de Setembro desse ano. Em 1989 venceu a representação dos Açores, com vitória na final realizada na Madeira, em 23 de Setembro de 1989. Finalmente, em 7 de Setembro de 1997 venceu a localidade da Amadora em final realizada em Lisboa, junto à Torre de Belém. Foi a última das 5 vitórias em finais por representações portuguesas, sendo que dois anos depois terminariam os Jogos Sem Fronteiras. Obviamente que para além das 5 grandes finais, muitas outras localidades portuguesas venceram durante as jornadas das diversas épocas. Como se depreende, as equipas de cada país que participavam na grande final eram aquelas que durante a época tinham obtido melhores classificações.

Certo é que tendo terminado os Jogos Sem Fronteiras em 1999, ainda houve intenções e projectos para os retomar em 2007 mas perante crises financeiras e outras, a ideia foi sendo adiada e e mesmo arrumada pelo que parece ter morrido. Faz agora parte da nossa memória televisiva colectiva e com toda a justiça como um dos grandes e históricos programes de entretenimento. É caso para se dizer, já não se fazem programas assim.

11/09/2016

Crime, Disse Ela - Murder, She Wrote - Série TV




Está a passar na RTP Memória uma das populares séries de televisão dos anos 80. "Crime, disse ela", no original americano "Murder, she wrote".

Jessica Fletcher (interpretada por Angela Lansbury) é uma professora reformada e escritora, com um livro policial em mão com o título que dá nome à série "Murder, She Wrote", e que na comunidade local, Cabot, no Estado do Maine - Estados Unidos, frequentemente se intromete nas investigações policiais sobre casos de homicídio, assaltos, fraudes, etc, acabando por desvendar os crimes e revelar os autores, mesmo quando a polícia os dá como resolvidos ou por resolver, de resto um pouco à imagem de Miss Marple, de Agatha Christie. Não raras as vezes, pelo seu envolvimento, Jessica se vê ela própria em situações de perigo e mesmo como suspeita.

A série resultou de uma co-produção da CBS e Universal TV e depois com a Corymare Productions.
Foi uma série longa, com 12 temporadas com um total de 264 episódios com cerca de 50 minutos cada e ainda mais uns quatro filmes. Foi produzida e exibida entre os anos de 1984 e 1996. Em Portugal, na RTP, foi exibida sensivelmente no mesmo período.

7/27/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






3/29/2016

Blackadder - Série inglesa





















Está a passar na RTP Memória (de segunda a sexta-feira, por volta das 21:30 horas, a série inglesa "Blackadder" que na RTP passou originalmente em meados dos anos 80. A série foi produzida na primeira metade dos anos 80 e serviu de catapulta artística de Rowan Atkinson que veio a ser popularizada pela interpretação de Mr. Bean.

Descrição da série a partir da Wikipédia:
Blackadder (em português Víbora negra) é a denominação de quatro séries de televisão da BBC One. Foram produzidas por John Lloyd e estreladas por Rowan Atkinson (conhecido por interpretar Mr. Bean) como o anti-herói epónimo "Edmund Blackadder" e Tony Robinson como seu subalterno/criado, Baldrick.

A primeira temporada foi escrita por Richard Curtis e Rowan Atkinson, e as 3 outras foram escritas por Curtis and Ben Elton.

Apesar de cada série ambientar-se em diferentes épocas, todas seguem as fortunas (ou melhor, infortúnios) de Edmund Blackadder (Interpretado por Atkinson), quem em cada série é um membro de uma dinastia familiar inglesa presente em muitos significantes períodos e lugares na História Inglesa.

Embora o personagem comece sendo pouco inteligente na primeira série e gradualmente se torna inteligente e mais perceptivo através de cada passagem de geração (ao mesmo tempo cai seu status social), cada Blackadder é cínico, covardemente oportunista interessado com a manutenção e o crescimento de seu próprio status e fortuna, independentemente do que o cerca. Em cada série, Blackadder é usualmente uma cínica (quase moderna) voz que mostra suas pretensões e estupidez daqueles que estão ao seu redor, e que podem ser vistas (através de seus modernos olhos) como as mais ridículas e insanas peripécias da história.

A vida de cada um dos Blackadders é também entrelaçadas com seus serventes, todos da família Baldrick (interpretados por Tony Robinson). Cada geração atua como o capacho de seu respectivo Blackadder. Eles ficam cada vez mais burros (e cada vez mais porcos) assim como o intelecto de seu mestre aumenta. Cada Blackadder e Baldrick estão acompanhados de um aristocrata estúpido, cuja presença Blackadder de certa forma tolera. Esse papel foi interpretado nas duas primeiras séries por Lorde Percy Percy (Tim McInnerny), na terceira série por Príncipe George, Príncipe Regente e na quarta pelo Tenente George, os dois últimos interpretados por Hugh Laurie (Dr. House).

Cada série foi ambientada em períodos diferentes da História Inglesa, começando em 1485 e terminando em 1917, compreendendo seis episódios de meia hora. A primeira série, feita em 1983, foi chamada The Black Adder. Seguida de Blackadder II em 1985, Blackadder the Third em 1987 e finalmente Blackadder Goes Forth em 1989.

12/18/2014

Eu Show Nico

 

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Hoje trago à memória o programa de entretenimento televisivo “Eu Show Nico”, de autoria e apresentação do conhecido Nicolay Breyner, com produção da EDIPIM e realização de Nuno teixeira.

Foram duas as séries produzidas, a primeira exibida em 1980/1981 e a segunda já quase no final da década, em 1987/1988. Ambas as séries tinham aspectos comuns, desde logo o humor como tema central, com várias personagens a serem interpretadas pelo Nicolau, sendo que na primeira havia momentos musicais com artistas convidados, de que recordo particularmente o Carlos Paião. Para além das figuras vividas pelo autor do programa, ficou na memória colectiva a interpretação do Badaró  com o seu chinesinho que para se “isplicar” só complicava.

Uma das rubricas da primeira série era “Moita Carrasco”, designada jocosamente de primeira telenovela portuguesa e que de algum modo brincava com as populares telenovelas brasileiras da época. Curiosamente, não sendo obviamente uma telenovela a sério, antecedeu aquela que foi considerada a primeira telenovela portuguesa, a “Vila Faia”, onde também participou o Nicolau Breyner como João Godunha, o motorista.

Já na segunda série, baseada essencialmente em sketchs humorísticos bem mais elaborados, ficou na memória o quadro “Os Piratas”, que terminava com uma ´canção que brincava com as situações políticas e do dia-a-dia da época, que ficou no ouvido dos portugueses e se tornou popular:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!

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A RTP Memória tem reposto este recreativo e ainda ontem passou precisamente o último programa da primeira série.

Creio que o “Eu Show Nico” faz merecidamente parte do património de programas da RTP e na área do humor e entretenimento tem um lugar de destaque e por isso é sempre recordado com saudade e ainda é bom de rever.

3/28/2014

A Aldeia da Roupa Branca

 

Ontem a RTP Memória passou o popular filme português “Aldeia da Roupa Branca”, realizado por Chianca de Garcia, com Beatriz Costa num dos principais papéis. Este filme de 1938, estreado no início de 1939, é um dos incluídos  na chamda idade de ouro do cinema português. Apesar das inúmeras vezes que tem passado na televisão, é sempre agradável de ver e recordar pelo pitoresco das personagens e sobretudo pela enorme rixa entre povo e músicos na cena da romaria.

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Aqui ficam as letras de duas das músicas cantadas pela Beatriz Costa

ALDEIA DA ROUPA BRANCA

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Roupa no monte a corar
Vê lá bem tão branca e leve
Dá ideia a quem olhar
Vê lá bem que caiu neve

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Olha ali o enxoval
Vê lá bem de azul da esperança
Parece o monte um pombal
Vê lá bem que pombas brancas

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormimos nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

 

AS PRINCESAS DA CIDADE

As princesas da cidade, oh, ai!
São bonequinhas de armar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Toma lá, dá cá
Quem não tem não dá
Quem estala a capa do canejo
Quem não deu, não dá
Quem já deu, dará
Não sejas tola
Dá-me um beijo

Nossos braços são quentinhos, oh ai!
Têm força para abraçar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Não temos bocas pintadas, oh ai!
Não temos a carne mole
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

1/31/2014

A Morgadinha dos Canaviais

 

Está a passar na RTP Memória, às quintas-feiras, ao serão, a série de televisão "A Morgadinha dos Canaviais", baseada na obra homónima de Júlio Dinis.
Trata-se de uma série de 1990, com Virgílio Castelo, no papel de Henrique de Souselas, São José Lapa, no papel de Morgadinha dos Canaviais, Eunice Muñoz como Tia Doroteia, Curado Ribeiro, Natália Luiza, António Assunção, Luís Mascarenhas e muitos outros.

Para além de ser uma das mais populares obras de Júlio Diniz, “A Morgadinha dos Canaviais”  já havia dado argumento para o filme com o mesmo nome no remoto ano de 1949, uma produção dos Estúdios Cinelândia, L.da, realizado pelos italianos  Amadeu Ferrari e o italiano Caetano Bonucci.  O papel de morgadinha foi então interpretado por Eunice Muñoz, curiosamente a participar na série mais recente de que acima falamos, mas agora como tia Doroteia.

Quanto ao livro, que havia lido há mais de 25 anos, a reboque da série estou agora a reler. Os livros são assim, intemporais.

 

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1/20/2014

Banacek – Série TV


Hoje trazemos à memória a série de televisão "Banacek", de género policial. Original dos Estados Unidos, foi exibida pela NBC entre 1972 e 1974. Em Portugal foi exibida em 1974 e passava às segundas-feiras a partir das 22:00 horas.
 
Thomas Banacek, era um detective privado, com origens polacas, ao serviço de empresas seguradores e que procurava descobrir crimes de burlas e outras falcatruas (trabalhasse no Portugal dos últimos tempos e não teria mãos a medir). Os episódios tinham como pano de fundo a cidade de Boston.

Como curiosidade, referia-se que George Peppard, o intérprete principal, uns anos mais tarde, nos anos 80, participou na série de acção e humor "Soldados da Fortuna", do original "The A-Team", que ficou muito popular entre nós. Nessa série interpretava o papel do Coronel John "Hannibal" Smith, chefe da equipa de veteranos da guerra do Vietnam que, perseguidos injustamente pela polícia militar, iam ajudando muitas pessoas a resolver conflitos com maus e vilões, sempre num registo de comédia..

A série é composta por 16 episódios de cerca de 90 minutos cada e ainda por um episódio piloto. No Youtube é possível assistir a vários episódios.

Principais intérpretes – personagens:
George Peppard - Thomas Banacek
Ralph Manza - Jay Drury
Murray Matheson - Felix Mulholland


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6/07/2013

As Solteironas – Série TV

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Mary Tyler Moore na capa da revista de televisão Tele Semana de 22 de Março de 1974.


 Em 1974 a RTP passava aos domingos à noite a série "As Solteironas", da original norte-americana "The Mary Tyler Moore Show".
Na série, em que desempenhava o papel de Mary Richards, ela era uma solteirona de 30 anos que exercia a função de produtora de uma estação de televisão.

A série é bastante longa, com 168 episódios de cerca de 30 minutos cada produzidos e apresentados ao longo de sete temporadas, entre 1970 e 1977. Desconhecemos se na RTP foi exibida na sua totalidade. Será um facto a apurar.
Como será de supor, os diferentes episódios giravam à volta do quotidiano da estação de televisão e das vidas e particularidades dos personagens.

A par da Mary Tyler, um dos principais intérpretes era Gavin MacLeod, no papel de Murray Slaughter, funcionário da estação e amigo de Mary, que veio a reforçar a sua popularidade nos anos 80 (1977/1987) com a popularíssima série “O Barco do Amor”, da original norte-americana “The Love Boat”, em que desepenhava o papel de comandante do barco de cruzeiro,  o capitão Merrill Stubing.

Alguns detalhes sobre a série: Link

5/29/2013

Os Melchiores – Série TV

 

Em 1977, a partir de Maio,  passava na RTP, aos sábados à tarde,  a série "Os Melchiores", originária da Alemanha ("Die Melchiors"), composta por 26 episódios  com a duração de 25 minutos cada. Foi produzida em duas temporadas (1972/1973),
A série mostrava a vida e as peripécias de uma família de comerciantes de Luebeck, composta por Richard Melchior, um rico e nobre mercador e conselheiro da cidade, a sua esposa Svea Melchior e os seus oito filhos.  As dificuldades das diferentes missões comerciais e diplomáticas, um pouco por toda a Europa, em plena era da Liga Hanseática, as lutas e rivalidades entre concorrentes, o problema dos salteadores, bem como as coisas próprias da numerosa família incluindo os casos de amor, marcavam os diferentes episódios.

 

Personagens/Intérpretes:

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5/18/2013

Os Robinsons Suiços – Série TV

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Já tivemos a oportunidade de falar aqui sobre o livro de R. Wyss, “A família do Robinson Suiço”. A este propósito trazemos hoje à memória a série de televisão “Os Robinsons Suiços” (no original “The Swiss Family Robinson”),  baseada no mesmo livro, composta por 26 episódios de 30 minutos cada, produzida entre 1973/75 pela estação canadiana CTV e pela inglesa  ITV. Apenas foi realizada uma temporada porque entretanto, em 1975, a ABC dos Estados Unidos pegou no tema para também produzir uma série (The Adventures Of Swiss Family Robinson), o que veio dificultar a comercialização da versão canadiana naquele mercado.  Na RTP passava no início de 1976, às quartas-feiras, logo a seguir ao Telejornal 1.

Como se poderá verificar, este tema baseado no livro, deu “pano para muitas mangas”, ou seja, tem sido motivo para várias versões e formatos e em diferentes tempos, numa prova de que as séries de aventuras sempre foram populares porque despertam a nossa imaginação, sobretudo dos mais novos, bem como reacendem o espírito aventureiro à volta de viagens marítimas, ilhas desertas, espírito de luta e  sobrevivência, união e camaradagem. De tudo isto nos fala esta interessante série bem como todos os sucedâneos da obra de R. Wyss.

Elenco:

Diana Leblanc como Elizabeth Robinson (mãe)
Chris Wiggins como Johann Robinson (Pai)
Michael Duhig como Ernest Robinson
Ricky O'Neill como Franz Robinson
Heather Graham como Marie Robinson

 

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Versão em animação


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