4/15/2025
5/24/2023
Plastic Man - Homem Plástico - Série de animação
Hoje trazemos à memória a série de animação "Plastic Man" na tradução portuguesa "Homem Plástico", com om origem nos Estados Unidos, a qual foi exibida originalmente entre 1979 e 1981. Há informação de que foram produzidos 29 episódios com uma duração aproximada de 20 minutos. Em Portugal a série passou também por essa altura, ainda com a RTP a preto e branco.
A série, num registo humorístico e divertido mostrava as as aventuras de Patrick "Pat" O'Brian, também conhecido como Plastic Man. Esta série foi baseada no famoso super-herói de banda desenhada, com o mesmo nome, do universo da DC Comics, criado por Jack Cole em 1941.
As aventuras giram em torno de Pat O'Brian, um divertido e habilidoso vigarista que acidentalmente adquire poderes elásticos após ser exposto a um misterioso líquido experimental. Com seus novos poderes, ele pode esticar e moldar o seu corpo em qualquer forma imaginável, tornando-se o super-herói elástico conhecido como Plastic Man.
Nos diferentes episódios, Plastic Man combate o crime na cidade de Coast City. Ele usa os seus poderes associados ao plástico ou mesmo borracha, para se infiltrar em locais inacessíveis, capturar criminosos e resolver problemas que surgem. No entanto, Plastic Man também enfrenta desafios pessoais, equilibrando sua vida de super-herói com suas tentativas de redenção por seu passado como vigarista.
Com uma mistura perfeita de ação, comédia e aventura, "Plastic Man" cativou o público infantil e adolescente com seu estilo de poderes muito sui géneris. Além do protagonista Pat O'Brian, outros personagens importantes na série incluem sua parceira de combate ao crime, a bonitona Penny, com quem viria a casar e ter um filho, o Baby Plas (figura que chegou a ter uma série própria) e o fiel amigo e parceiro de confiança, o polinésio Hula-Hula, num estereotipo de gorducho e trapalhão.
Plastic Man, para além da banda desenhada que lhe deu origem, teve várias outras versões de animação para além da aqui trazida à memória.
3/08/2023
Sport Billy - Série de animação
Hoje trazemos à memória a série de animação "Sport Billy", que conta as aventuras de um jovem alienígena chamado Billy, proveniente do planeta imaginário Olympus. Ele tem a capacidade de viajar no tempo e no espaço para salvar pessoas em apuros através do desporto.
Billy é acompanhado por sua amiga, a menina Lilly, e seu fiel companheiro de equipe, o cachorro Willy. Juntos, eles enfrentam vilões, como a malvada Raínha Vanda e salvam o mundo através de competições desportivas, usando os objectos que transportava dentro do seu super-saco. De facto de acordo com as exigências de cada momento, Billy retirava objectos em miniatura do seu saco dourado que rapidamente se transformavam no tamanho normal, fosse uma bola, um automóvel ou um helicóptero ou outros quaisuqer. Aquele saco, uma espécie de lancheira, era um poço sem fundo onde cabia tudo e mais alguma coisa.
A série é uma mistura de ficção científica e dsporto, com elementos de ação e aventura. Em cada episódio, Billy e a sua equipe viajam para diferentes períodos da história e diferentes partes do mundo para participar de jogos desportivos e ajudar aqueles que precisam. Eles jogam desde futebol até outras modalidades como esgrima e tiro com arco.
A animação "Sport Billy" foi produzida pela Filmation Associates, um estúdio de animação americano que produziu diversas séries animadas durante as décadas de 60, 70 e 80, como He-Man e She-Ra. A série teve uma grande repercussão na época de sua exibição e foi exibida em diversos países ao redor do mundo, se tornando um grande sucesso entre o público infantil. Pela sua popularidade a figura foi adoptada pela FIFA como mascote do Fair Play por alturas do Mundial de Futebol de 1982 que se disputou em Espanha. De resto o primeiro episódio da série tinha como tema o Mundial de 82.
A Filmation Associates utilizava uma técnica de animação chamada "limited animation", que consistia em reduzir o número de quadros por segundo para economizar tempo e dinheiro na produção. Isso dava às animações da Filmation um estilo característico, com poucos movimentos fluidos e animações mais estáticas.
O personagem Sport Billy terá tido origem na Europa, a partir de banda desenhada, sendo depois adpatado como série de animação pelo estúdio norte-americano Filmation Associates.
Há algumas contradições quanto ao país e ano de exibição original sendo que terá sido por 1979-1980. Nos Estados Unidos foi exibida pela NBC.,
Em Portugal, a série de 26 episódios com cerca de 20 minutos cada, passou na RTP entre 03/07/1982 e 15/01/1983, por isso com início ainda durante a disputa do Mundial de Futebol de 1982. Ainda na década de 1980 a série foi reposta em 1986 mas então com legendas originais.
Pela sua popularidade e do próprio tema, "Sport Billy" deu lugar a vários produtos de merchandising, como uma colecção de cromos editada pela Disvenda (foto acima). Também a Editorial Notícias publicou durante cerca de um ano, uma revista quinzenal de banda desenhada, que mais tarde foi encadernada e venida em quatro volumes de capa dura.
Mas ainda outros produtos como autocolantes e até mesmo um disco com as canções na versão portuguesa interpretadas por Armando Gama. Ainda de destacar uma colecção de calendários de bolso editados pela Impala, com os personagens da série, ainda em poses de diferentes actividades desportivas e ainda sobre o Mundial de Futebol no México que se realizou nesse ano. Dessa colecção guardo algumas dezenas de exeplares sendo que não realizei a colecção completa que era de 104 calendários
Elenco de dobragem original (em inglês):
Russi Taylor como Sport Billy
Frank Welker como Willy
Nancy Cartwright como Lilly
Alan Oppenheimer como Vanda Darkstar
Lou Scheimer como Narrador
Dobragem em Portugal:
Ermelinda Duarte – Vanda
João Lourenço – Sipe
João Perry – Billy
Manuel Cavaco – Sportikus
Maria Emília Correia – Lilly / Pandusa
Rui Mendes
3/03/2023
Roger Ramjet - Série de animação
Hoje trazemos à memória a divertida série de animação "Roger Ramjet", criada pelo talentoso Fred Crippen (1928-2018).
Dos Estados Unidos, como habitualmente, foi produzida entre os anos de 1965 a 1969, com cinco temporadas e 156 episódios, com estes a terem uma curta duração de aproximadamente 5 minutos e meio.
Entre nós foi passando em diferentes alturas na RTP, tanto na década de 1970 como na década de 1980 e mesmo já nos anos 90.
A série segue as aventuras de Roger Ramjet, um super-herói americano, piloto de um caça, que lidera uma equipe de combatentes do crime conhecida como American Eagle Squadron. Com a ajuda de seus jovens companheiros, Roger luta contra uma série de diferentes vilões internacionais e alienígenas para proteger a América e o mundo. A série é conhecida por seu estilo de animação único, diálogos cómicos e personagens caricatos. Desde sua estreia, Roger Ramjet se tornou um ícone da cultura pop e tem sido lembrado como um clássico da animação americana.
Roger Ramjet é apresentado como herói impregnado de patriotismo amercicano e com um padrão de moralidade muito apurado tipo da América do seu tempo. Está constantemente em acções heróicas a "salvar o mundo", em missões do Governo organizadas pelo General GI Brassbottom, contando para isso com a ajuda de suas pílulas de energia de prótons ("PEP"), que lhe dão "a força de vinte bombas atômicas por um período de vinte segundos".
Roger Ramjet é retratado como um homem alto e musculoso, com um queixo proeminente e um penteado extravagante, envolto na sua roupa imaculadamente branca. Ele é extremamente corajoso e confiante em suas habilidades, mas muitas vezes age de forma impulsiva e ingênua, o que pode colocar ele e sua equipe em perigo. É claro que em rigor o herói é tudo menos isso e na maior parte das situações em que se envolve é apanhado, no que lhe valem os seus amigos do esquadrão, bem mais astutos e inteligentes.
Apesar dos quase 60 anos da série, o estilo de desenho é muito interessante e até dentro dos conceitos da animação actual, e muito caricatural, o que dá à série uma importância gráfica e identidade muito particulares.
2/23/2022
As aventuras de Flash Gordon
Com algum atraso, hoje trago à memória a série de televisão em animação "As aventuras de Flash Gordon", do original "The adventures of Flash Gordon".
A série é composta por 24 episódios com a duração de aproximadamente 20 minutos, tendo sido produzida pela Filmation Associates, nos Estados Unidos, entre 1979 e 1982. Foi baseada nas histórias de banda desenhada por Alex Raymond na década de 1930 e com alguma influência do filme Star Wars que estava a ser um sucesso após o seu lançamento em 25 de Maio de 1977..
As aventuras da série centram-se na figura do aventureiro espacial Flash Gordon, a sua bela namorada, Dale Arden e o cientista Dr. Hans Zarkov.
O Dr. Zarkov inventa um foguetão no qual embarcam os três numa viagem que os leva ao planeta Mongo. Com a nave em dificuldades acabam por entrar no planeta precipitando-se no mar.
O planeta Mongo é formado por vários reinos e habitado por civilizações diferentes, algumas tecnologicamente avançadas, outras nem por isso, mas que estão ambas sob o domínio implacável do tirano imperador Ming, o Impiedoso, uma das figuras centrais das histórias.
Logo após sua chegada a Mongo e depois de serem resgatados, os três terrestres fazem amizade com o príncipe Barin, com uma aparência medieval tipo Robin dos Bosques, o qual será o herdeiro legítimo do trono usurpado por Ming. O príncipe e seus seguidores foram banidos por Ming para o reino de Arbória, uma espécie de floresta tropical - incluindo a própria filha, Aura, noiva de Barin mas que conhecendo Flash se enamora por ele e o salva em diferentes situações.
Flash, Dale e Zarkov juntam-se então à luta de Barin para recuperar o trono, juntando-se a eles outros reinos e civilizações e figuras como a de Vultan, rei dos homens-falcão, a Raínha Fria, do reino gelado Frígia, Thun, o Homem-Leão, bem como a própria filha de Ming, a voluptuosa Aura.
A série desenvolve-se num gênero de ficção científica mas com uma mistura de aventura e fantasia em ambientes exôticos, numa mistura de elementos que remetem para períodos bem menos dados à ficção científica. Assim, tanto temos uma batalha com naves espaciais e homens montados em falcões figantes, soldados robôs com armas a laser e ainda espadas, arcos e flechas.
No fundo, no planeta Mongo temos simultaneamente diferentes civilizações em diferentes tempos, como se numa analogia ao planeta Terra, se desenvolvessem em simultâneo as épocas da grécia clássica, a idade média e algo mais futurista.
Outra das particularidades da série que não passava despercebida à malta mais crescida, era a representaçação de uma certa voluptuosidade com as mulheres, tanto as que rodeavam o imperador Ming como as demais, incluindo Dale e Aura, com corpos esbeltos e com trajes reduzidos no que hoje se diria de super sexys.
Em resumo, esta série, no tempo e contexto em que foi produzida e exibida tornou-se um produto interessante a cativador para os mais novos e mesmo os mais crescidotes, que a seguiam com interesse e algum entusiasmo.
Escusado será dizer, mas diz-se, que as aventuras de Flash Gordon foram desde o seu início muito populares e deram lugar a variados géneros, desde a inicial banda desenhada, à literatura, bem como rádio, televisão e cinema. Mesmo em animação existem várias outras versões, como a de 1996, "New Adventures of Flash Gordon", com 26 episódios de 30 minutos cada
10/31/2021
Zé Colmeia - Yogi Bear
Hoje trago à memória uma popular série de animação, que na RTP do preto-e-branco, pelos idos finais dos anos de 1960 e 1970 animava a criançada. No caso, a série "Zé Colmeia ", " Yogi Bear " no original dos produtivos estúdios de animação Hanna Barbera, nos Estados Unidos.
A criação de Zé Colmeia remonta a 1958, então como personagem secundária na série conhecida entre nós por "D. Pixote", no original "The Huckleberry Hound Show". Ora Zé Colmeia foi bastante do agrado da audiência televisiva que logo depois, em 1961, teve direito a uma série própria.
A série decorria no Jellystone, um fictício parque natural que de algum modo remetia para o verdadeiro Yellowstone. Zé Colmeia, com o seu companheiro de trapalhadas, o pequeno urso Boo Boo Bear, entre nós conhecido como Catatau, passava os episódios a arranjar esquemas para roubar cestas com lanches e merendas aos visitantes e campistas do parque, no que invariavelmente corria mal apesar dos seus engenhosos planos.
Outra figura recorrente era o Guarda Smith, que na maior parte das vezes sem fazer nada, acabava sempre por frustrar os planos do urso.
Em vários episódios aparecia também a personagem Cindy Bear, a bem dizer a namorada do Zé Colmeia, a qual lhe reprovava as artimanhas, mas sem sucesso.
O tema do Zé Colmeia deu azo, anos mais tarde a versões em 3D, nomeadamente a versão em filme de 2010, como a outros suportes, como livros de banda desenhada.
Os episódios eram curtos, a rondar os 6 minutos, mas em rigor seguiam invariavelmente os mesmo esquemas. Todavia, para a criançada dessa época, era sempre divertido ver o Zé Colmeia, mesmo que com a ausência da cor.
6/01/2018
Era uma vez...o Homem - Série de animação
Hoje trazemos à memória a série animada de televisão "Era uma vez... o Homem", do original francês "Il était une fois… l'homme".
Em Portugal a série passou pela primeira vez na RTP logo após a sua produção, portanto ainda fresquinha, de 1978 a 1979, por isso exibida ainda na era do preto-e-branco. A exibição em Portugal era legendada, por isso narrada em francês por Roger Carel. Em exibições posteriores a série foi dobrada para português.
A série foi muito popular e não surpreende que por isso tenha dado lugar a diversos sucedâneos, hoje ditos produtos de merchandising, incluindo livros, colecções de cromos, etc.
Hoje em dia creio que é possível adquirir a série em DVD ou mesmo visualizar os episódios disponíveis em canais como o Youtube, embora aqui com uma qualidade de imagem que deixa muito a desejar. Mas serve, sim, para matar saudades e rever, uma vez que os factos ensinados são intemporais.
Por tudo isto e mais alguns motivos, a série "Era uma vez... o Homem" foi sem dúvida uma das mais emblemáticas que passaram na nossa RTP e que de algum modo foram marcantes para quem por esses idos tempos do final da década de 70 era criança ou adolescente. Ainda hoje, pela sua actualidade e intemporalidade, sabe bem ver e rever.
9/21/2016
A Família Prudêncio
Pelos primeiros anos da década de 1970, a RTP, a preto-e-branco, pois claro, passava com frequência a pequena animação "A Família Prudêncio", a qual, encomendada por entidade estatal, num registo ligeiro e divertido informava e instruía o Portugal rural dos procedimentos de higiene e segurança a ter com os pesticidas.
O Valorfito, sistema integrado de gestão de embalagens e resíduo em agricultura, aproveitando o conceito, deu uma nova vida à família Prudêncio, com outro grafismo e com as modernas tecnologias mas, não, não é a mesma coisa.
6/02/2016
Vasco Granja e Lotte Reiniger
5/19/2016
Silvestre & Tweety
As histórias são por demais conhecidas e resumem-se às constantes perseguições e tramóias do gato Silvestre para apanhar e comer o passarinho Tweety, mas, por atrapalhação, esperteza do pássaro ou intromissão da dona, a vóvó, as coisas correm invariavelmente mal para o bichano que, contudo, nunca desiste, apesar da porrada a que se sujeita.
"Silvestre e Tweety" foi produzida pela Looney Tunes com distribuição pela Warner Brothers, entre 1942 e 1964, comportando 46 episódios. Tweety foi criado por Robert Clampett em 1942 e Sylvester por Friz Freleng em 1945.
Esta série foi criada para rivalizar com a famosa dupla "Bugs Bunny & Daffy Duck". Foi nomeada por três vezes para os óscares tendo sido premiada por duas, a primeira logo em 1947 e a segunda dez anos depois.
Da mesma produção, o gato Sylvester também fez dupla com o também famoso ratito Speedy Gonzalez, mantendo-se a filosofia do binómio perseguidor/perseguido em que ao primeiro tudo corre mal por esperteza e rapidez do perseguido.
2/02/2016
O Vitinho faz hoje 30 aninhos
12/17/2013
The Simpsons
Parecendo que não, a série de animação "The Simpsons" completa neste dia 24 anos. Foi em 17 de Dezembro que a FOX transmitiu o primeiro episódio. Decorrido quase um quarto de século, foram exibidos 535 episódios e em Setembro passado teve início a sua 25ª temporada.Pelo meio, em 2007, uma versão em filme que, tal como a série, foi um êxito.
Nada mau para uns peculiares bonecos alaranjados que aos poucos se impuseram por todo o mundo com um humor mordaz e non-sense, afinal de contas o fiel reflexo de uma típica família urbana americana mas quase sempre o espelho de uma qualquer família de classe-média ocidental, mesmo à portuguesa. Quantas vezes não temos tido atitudes e opções à Homer e não revemos nos nossos filhos a Liza e o Bart? Quanta da nossa juventude, que cresceu a ver a família de Springfield não está bartizada, no bom e no mau exemplo?
A série criada por Matt Groening tem somado referências e prémios e por isso, vai continuando o seu percurso para gáudio dos milhões de seguidores das peripécias e trapalhadas de Hommer, Bart e C.ia.
10/30/2013
Candy Candy – Um vale de lágrimas
"Candy, Candy", é uma das míticas séries de animação japonesa, produzida entre 1975 e 1979 e que em Portugal, na RTP, foi exibida parcialmente entre os anos de 1983 e 1984.
Dos 115 episódios originais, no nosso país terão sido passados pouco mais de meia centena, já que a série foi retirada da grelha de programação, ao que parece por uma justificação de que estava a causar impactos indesejados junto do público alvo, adolescentes e pré-adolescentes, raparigas na sua maioria, por alegadamente transmitir uma carga de violência e pressão psicológicas negativas, que na série era vítima constante a figura principal.
Este será um dos poucos casos conhecidos na televisão portuguesa de auto-censura por parte de um canal. Infelizmente hoje em dias somos autenticamente torturados com realitys-shows e outras badalhoquices do entertenimento dos nossos canais, como o constante apelo ao “ligue ligue”” e não há quem se queixe ou quem faça auto-censura. Pelo contrário, a maioria parece gostar e consumir e o resultado, de forma maciça e constante, é mais do mesmo.
O argumento de "Candy Candy" girava à volta da vida de Candice White Ardlay, uma menina orfã, abandonada, com alguns bons amigos mas também com um grupo de pessoas más que de forma quase sistemática lhe faziam a vida difícil e a maltratavam psicológicamente, pelo que frequentemente cada episódio era uma sessão de choro e tristeza para os fãs da série. Ainda por cima, devido à suspensão, sem o “happy end” que seria a recompensa final por tanta dor e sofrimento. Deste modo, para milhares de adolescentes, “Candy Candy” deixou marcas profundas até porque nunca foi resolvida emocionalmente.
Apesar do registo de telenovela mexicana e do seu final precoce, a série foi um êxito e isso reflectia-se em toda a panóplia de produtos de merchandising, como é o exemplo da colecção de 165 cromos (imagem acima) editada em 1984 pela profícua Disvenda.
A série, como muitas outras do género e do universo do manga japonês, foi marcante para todos os adolescentes da década de 80 e hoje em dias poucos são aqueles que dela não se recordam.
“Candy Candy” está bem referenciada na web pelo que é fácil obter mais pormenores, nomeadamente a sinopse da história, bem como até ver alguns episódios no Youtube, mesmo que em espanhol.
4/13/2012
Diário das Fábulas da Floresta Azul
Esta belíssima série é de origem holandesa, no original, “Falbeltjeskrante”, produzida em 1968, com bonecos animados pela técnica “stop motion”. Só há relativamente pouco tempo é que descobri a (quase improvável) origem da série, pois até aí estava inclinado a admitir tratar-se de uma produção da RTP, o que não deixava de ser esquisito pois as referências a ela eram inexistentes.
10/29/2011
Jacky, o urso de Tallac
Hoje trazemos à memória uma das mais populares séries de animação, “Jacky, o Urso de Tallac”, bem na linha de outras séries da época, como “Heidi” e “Marco”. Produzida em 1977 pela japonesa Nippon Animation, tendo como base o livro de Ernest Thomson Seton (1860/1946)
Em Portugal passou na RTP em 1979, com um total de 26 episódios de cerca de 30 minutos cada, cujo tema musical do genérico de abertura era cantado pelo “Avô Cantigas”, o Carlos Alberto Vidal e o Tozé Brito.
Passados quase vinte anos a série voltou à televisão portuguesa, na SIC, mas com o nome de “Jacky e Jill”. Há entre uma e outra versões algumas diferenças, tanto na dobragem como até nos nomes das personagens devido ao facto da primeira ter tido origem na versão espanhola e a segunda na versão alemã.
A série, pela sua natureza, tornou-se popular e muito querida dos mais novos e não só. Deu origem a vários produtos de merchandising, nomeadamente vestuário, bonecos em PVC, livros e, claro está, uma caderneta de cromos, editada em 1980 pela Disvenda, composta por 410 cromos em 28 páginas, que contam de forma resumida a história de Jacky.
A série contava as histórias da relação de uma criança índia, Senda, e dois ursinhos, Jacky e Nuca, deixados órfãos de sua mãe, Grisle, morta a tiro por Bonamy, um caçador mau e sem escrúpulos.
Depois eram as peripécias do dia-a-dia, nos montes de Tallac, na Serra Nevada na Califórnia, as brincadeiras, os perigos, as relações com os animais e com a natureza, o envolvimento com a tribo de Senda e os mauzões dos caçadores, como o Bonamy, com seus cães e ainda o envolvimento da pequenita Olga, amiga de Senda e filha do rancheiro Sr. Forrester. que passava as férias na cabana da floresta próximo da tribo de Senda.
A série termina já com Jacky como um urso jovem adulto e que na impossibilidade de viver na companhia dos homens retirou-se com a sua irmã Nuca para o interior da montanha onde viverian a sua vida plena e em total liberdade.
Hoje em dia, este tipo de séries e as suas narrativas repletas de valores como a amizade, o respeito pelos animais e natureza, está bastante em desuso. Basta acompanhar o que vai passando na televisão, para se perceber que a preponderância é a violência, os tiros, as explosões, as fantasias dos heróis e super-herois muito pouco humanizados, e linguagem onde a violência e o sexo estão omnipresentes, mesmo em séries supostamente dirigidas a um público mais adulto mas que na realidade acabam por ser vistas pelas crianças, tal como as séries da FOX, “Family Guy”, American Dad”, “Cleveland Show, “South Park”, etc.
Depois, com toda esta carga negativa, ainda há quem se surpreenda pela violência e desrespeito que vão pautando o dia-a-dia nas escolas? É o que temos. Neste contexto, rever uma série como “Jacky, o urso de Tallac” é quase como uma desintoxicação.
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