9/10/2009
Tempo de vindimas
7/19/2009
Produtos de higiene para bébé - Johnsons
3/20/2009
As quatro estações do ano - Primavera, Verão, Outono e Inverno
No meu pomar, estão em flor as cerejeiras, as pereiras e algumas ameixoeiras, em tons de branco e ainda os pessegueiros em tons de rosa, para além das folhas que começam a cobrir outras árovores que se despem no Outono e Inverno, como a nogueira, o diospireiro e as figueiras. No meu jardim, a relva ganha nova cor e vigor. Aliás o ditado diz que "...em Março a erva cresce nem que lhe dês com um maço.".
2/22/2009
Cera líquida Dabri - Para móveis e soalhos
12/03/2008
Sardinhas salgadas
Hoje em dia a sardinha é quase um alimento de luxo, pelo alto preço a que é vendida. Então em época das festas populares, nomeadamente pelo S. João, o preço é deveras exorbitante, mesmo com o abastecimento da sardinha espanhola (que dizem de inferior qualidade relativamente à pescada na nossa costa).
Neste contexto, guardo algumas memórias e recordações à volta das sardinhas e da sua importância na alimentação das pessoas.
Noutros tempos, noutras épocas, a sardinha era o bife dos pobres, principalmente do povo da aldeia, dos lavradores.
Duas batatas cozidas, um monte de couves e uma sardinha assada ou cozida, era um prato muito generalizado, mas mesmo assim com algum requinte, pois mesmo a um preço acessível, nessa altura (anos 60 e 70), a sua compra frequente não estava ao alcance da maioria do povo. Recordo-me perfeitamente do tempo em que uma sardinha era dividida por dois ou três irmãos.
Lembro-me da visita do peixeiro à aldeia, duas ou três vezes por semana, numa camioneta de caixa aberta. Logo que o tempo se aprontava frio, portanto no final do Outono e Inverno, algumas famílias com mais bocas para alimentar, compravam uma caixa completa de sardinhas, que depois salgavam. Com este tipo de conservação tradicional, herdada já dos tempos dos romanos, a caixa, bem administrada, durava umas valentes semanas do Inverno, pois nessa altura do ano era muito difícil a venda da sardinha, devido ao estado do mar mas também por não ser tão gostosa. A este respeito, o povo diz que a sardinha é boa nos meses sem R (portanto Maio, Junho, Julho e Agosto). Depois perde qualidades. Nesta, como noutras coisas, é certa a sabedoria popular.
Hoje em dia a sardinha é consumida habitualmente fresca e quando importa conservar é congelada. Já ninguém salga sardinhas e mesmo que o fizessem as mesmas ficariam intragáveis e rançosas. No entanto, nessa altura as sardinhas conservavam-se com boa qualidade e sempre deliciosas, mesmo depois de salgadas por várias semanas. Para além do mais, não havia outra alternativa à sua conservação pois arcas congeladoras era equipamento que ninguém tinha.
10/27/2008
Sabonete Rexina - Há sempre lugar para mais um...
Por sua vez, em casa, esse bocado de barra ainda era mais fraccionado, mais ou menos no tamanho dos sabonetes, de forma a tornarem-se manuseáveis. Claro que nos primeiros dias de uso, era algo inconveniente, com as arestas demasiado vincadas. Depois, com o uso, o bocado de sabão tornava-se num autêntico sabonete, macio e arredondado, apenas, por norma, menos bem cheiroso. Neste aspecto, o Clarim, era dos mais perfumados.
9/20/2008
Coisas do antigamente - Sacos, sacas e cestas
É certo, que numa onda de preocupações relacionadas com o ambiente, há já locais de venda que cobram por cada saco utilizado, "obrigando" assim a um aproveitamento racional de sacos de compras anteriores. Outros locais, usam sacos de papel, com nítidos benefícios ambientais. Ambas as situações, infelizmente, são ainda muito raras.
Como contraponto, noutros tempos, as mulheres da aldeia, onde quer que fossem às compras (e estas nem eram frequentes nem abundantes) levavam consigo um saco, de pano, quase sempre, de nylon, ou mesmo uma cesta ou cabaz de vime ou verga. Havia mesmo quem levasse à cabeça uma giga, daquelas tradicionais, muito utilizadas nas aldeias.
Por outro lado, hoje em dia todos os produtos são vendidos devidamente embalados. Mesmo os que tradicionalmente o não são, como a fruta e os legumes, uma vez seleccionados e pesados são logo acondicionados em sacas de plástico. Por cada produto uma embalagem que há-de ir para o lixo.
Recordo que durante muito tempo, ainda em criança, a ida semanal às compras à mercearia da aldeia, era executada por mim e por um irmão mais velho. Recordo, pois, muito bem, que tudo o que comprava era vendido a granel, pesado e acondicionado em sacos de papel, em vários tamanhos de acordo com o que se pretendia. Era assim com o arrroz, com a massa, o feijão, o açúcar, a farinha, as bolachas, a manteiga, o queijo, a marmelada, as azeitonas, o café, etç, etç. Até mesmo os produtos líquidos, como o vinho, o azeite e o petróleo eram vendidos de forma avulsa, pelo que tinha que se ir prevenido com garrafas ou garrafões. Mesmo o chouriço, conservado em grandes latas com azeite, era vendido a granel e embrulhado em papel vegetal. Os papeleiros eram assim grandes fornecedores das mercearias, com papel, sacos (chamávamos de cartuchos) e saquetas. Havia cartuchos para quantidades de 1/4 de quilo, meio-quilo, um quilo, dois, cinco, etç. Para coisas pequenas, principalmente para azeitonas e amendoins, era tradicional elaborar-se com uma quadrado de papel uma saqueta em cone, tipo o actual corneto, o gelado da Olá.
Como se vê, outros tempos, outras condições. Tudo funcionava bem. Hoje em dia estes procedimentos e estas formas de vender são impensáveis. É certo que hoje em dia há uma melhor conservação dos alimentos, mais cuidados de higiene e um apertado controlo de qualidade. O que é certo, é que a forma de fabricar, produzir, armazenar e vender os produtos, implica o frequente recurso a produtos adicionais como conservantes, anti-oxidantes e outras mixórdias terminadas em "antes". Claro está, com nítido prejuízo da saúde das pessoas.
É fácil concluir que noutros tempos as coisas produziam-se para consumo imediato, principalmente os produtos perecíveis. Hoje, os mesmos produtos são feitos para duraram mais tempo, nos armazéns e nas prateleiras e poderem ser manuseados por milhares de mãos nos locais de exposição e venda. Até neste aspecto as coisas mudaram, pois hoje toda a gente pega, mexe, volta a pousar, volta a pegar e por aí fora. No antigamente não: Havia uma coisa chamada balcão, que limitava o espaço entre quem vendia e quem comprava. As coisas eram pedidas pelo nome e pelas quantidades desejáveis. Só depois é que eram aviadas. Com este processo, comprava-se o que se queria ou, quase sempre, o que se podia. Hoje, pelo contrário, as pessoas compram o que precisam, é certo, mas muitas vezes o que não precisam e o que não podem comprar. É o consumismo, o apelo da imagem e do marketing no seu melhor.
Com tudo isto, é fácil perceber que hoje em dia há situações que se valorizaram para bem do consumo e do consumidor, nem poderia ser o contrário, mas muitos dos hábitos e procedimentos do antigamente perderam-se de forma irremediável e com eles muitos aspectos e valores positivos. O caso das embalagens é apenas um deles. Os restantes, as pessoas que, como eu, viveram esse período e o actual, facilmente aquilatarão.
8/05/2008
Publicidade nostálgica - Sabão Clarim
Sabão Clarim. Com Clarim, toca a lavar! Este slogan ainda hoje está presente na memória de muita gente. De facto este produto foi sempre muito popular e ainda hoje é muito usado apesar de já quase ninguém lavar à mão. Mas há sempre aquela peça de roupa que não justifica ir à máquina.
Recordo o Clarim e o seu inconfundível perfume a fresco e recordo sobretudo as longas horas que a minha mãe e todas as mulheres da aldeia dedicavam à lavagem manual da roupa, que era uma tarefa bastante dura e ingrata, especialmente em dias de inverno. Para além de repetitiva, exigia grandes esforços, desde o transportar a roupa à ida e à volta (ainda mais pesada), até ao ensaboar, esfregar na pedra áspera de granito e ao torcer. Depois de todo o processo era ainda necessário estender a roupa num sítio adequado para ficar a corar. O aparecimento e a generalização das máquinas de lavar veio desafogar as mulheres domésticas de um trabalho deveras penoso.
Para facilitar essa tarefa comum e quase quotidina, e porque era na altura uma importante infra-estrutura comunitária, quase todas as aldeias tinham um ou mais lavadouros públicos, dispersos por vários lugares, onde se juntavam várias mulheres ou raparigas, sempre em ambiente de amena conversa, com boatos e mexericos na ordem-do-dia e até mesmo a cantar. Assim transformava-se uma tarefa ingrata num momento de alegria. Havia ainda quem lavasse a roupa na borda de um regato ou em qualquer outro sítio com água corrente, proporcionando assim quadros pitorescos do diário da aldeia.
Por isso, quando se passava por um destes locais, para além do tagarelar do mulherio sentia-se esse perfume a sabão Clarim, que assim lavava a roupa e até a água. Depois, como diz a cantiga da Aldeia da Roupa Branca, na voz da inconfundível Beatriz Costa, "...ai rio não te queixes, ai que o sabão não mata, ai até lava os peixes, ai põem-nos como prata..."
Outros tempos, outros usos e costumes.
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