[Nota: Artigo em reposição, publicado no Santa Nostalgia há dez anos, em 29/05/2009]
5/29/2019
Erva de S. Roberto
[Nota: Artigo em reposição, publicado no Santa Nostalgia há dez anos, em 29/05/2009]
5/09/2010
Flor de laranjeira
(clicar para ampliar)
Hoje colhi estas duas fotos no meu pomar e por elas saltaram-me algumas memórias relacionadas com a flor de laranjeira. Noutros tempos, eram presença quase obrigatória nos ramos e cabelos das noivas que casassem na época da floração, que por cá ocorre entre Abril e Maio.
A flor de laranjeira sempre teve na cultura popular um simbolismo de pureza e simplicidade. Sendo tão brancas e tão delicadas, são imensamente perfumadas e ao redor das árvores, em dia de sol, o seu doce perfume é inebriante.
É verdade que os tempos mudaram e as noivas hoje em dia preferem outras flores, mais vistosas, mais comerciais, mais exôticas. Mas por outro lado, diga-se com alguma ironia, a simplicidade e a pureza (no sentido de virgindade) há muito que deixaram de ser atributos da maior parte das noivas. Mudam-se os tempos….
Para além do simbolismo, beleza e perfume, as flores de laranjeira têm diversas aplicações, desde perfumes, culinária, xaropes, licores e chã, sendo este recomendado sobretudo como calmante ou para combatar as insónias (pessoalmente uso com êxito misturando folhas de passiflora). Tem ainda propriedades como adstringente, sendo anti-séptica, amaciante, emoliente, hidratante, anti-acne, e recomendada para peles oleosas.
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5/30/2009
Maio - Mês das cerejas
Em Portugal, Maio é considerado o mês das cerejas. É claro que mesmo Junho é ainda abundante, mas por tradição creio que o mês das flores merece essa distinção.
5/29/2009
Erva de S. Roberto – Serafim, torce, torce!
Sendo bastante vulgar, é uma planta há muito conhecida pelas suas fantásticas propriedades medicinais, sendo indicada sobretudo para inflamações, problemas na boca, como aftas, úlceras, hemorragias, hemorróides, cálculo dos rins, nefrite, infecções ao nível dos olhos, gastrites e muitas outras.
Esta erva é por conseguinte muito abundante na minha aldeia e desde há muitos anos que conheço as suas propriedades e indicações.
Mais do que pelas características de erva medicinal, recordo esta planta sobretudo pelas suas sementes características em forma de espigão, ou até mesmo de espermatozóides gigantes. Quando maduras uma vez separadas cada uma das sementes do invólucro, os respectivos chicotes retorcem-se ao calor do sol. Por esse motivo, as crianças do meu tempo costumavam espetar na roupa esses espigões para os ver a retorcer, a encaracolar sobre si. Quando isto acontecia, dizíamos uma pequena lenga-lenga: Serafim torce, torce! Serafim torce, torce!.
É claro que ignoro a origem desta brincadeira, mas sei que era muito conhecida por todas as crianças do meu tempo.
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