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3/12/2025

Cromos MAY - Chewing Gum


Reproduzo o habitual reverso dos cromos MAY, tão populares que foram pelas décadas de 60/70, e ainda hoje são cobiçados, vendendo-se a preços como se de ouro ou prata revestidos.

Pudesse recuar no tempo e tinha guardado as centenas deles que coleccionei. Não obstante, alguns resistiram às vicissitudes do tempo, pelo que ainda tenho um bom lote deles. 

5/08/2019

Adeus, Camolas!





As notícias destes dias deram-nos conta do falecimento de José Carlos da Silva Camolas, antigo avançado que se sagrou bicampeão nacional pelo Benfica em 1966/67 e 1967/68, faleceu segunda-feira, aos 71 anos, ainda relativamente novo.

Camolas representou outros clubes como o S.C. Varzim, Os Belenenses e União de Tomar, clube onde esteve oito épocas e onde se tornou porventura mais popular e reconhecido. Na parte descendente da carreira alinhou também por clubes como o Benfica de Castelo Branco, Alcains, Escalos de Cima e Palmelense.

Para além da notícia, sempre triste mas natural, porque todos morremos, o desaparecimento do mundo dos vivos do Camolas tem o significado de que os nomes populares e emblemáticos do nosso futebol e do nosso imaginário dos anos 60 e 70 também morrem. Foi assim com José Torres, Vitor Baptista, Eusébio e com muitos outros, de vários clubes e não só do Benfica, e assim continuará a ser.
Camolas, para além da qualidade que naturalmente evidenciava como futebolista, tinha o dom de ser um nome de futebolista, daqueles que pegam à primeira e se tornam inesquecíveis pela forma redonda e fácil como saem da boca. Um nome digno de cromo, como, de resto, muitos outros e os exemplos seriam mais que muitos.

Figurará sempre nas nossas memórias e em muitas das nossas cadernetas de cromos, mesmo que naqueles de caramelos, impressos tão toscamente que em muito aumentam a mística e a saudade desses tempos e dessas figuras que povoavam e ainda moram em algumas das nossas cadernetas e colecções.
Que descanse em paz o Camolas! 

6/10/2018

Mundial de Futebol México 86 - Caderneta de cromos



O Campeonato do Mundo em Futebol, edição de 2018, a realizar na Rússia, está prestes a começar e a selecção portuguesa voltará a marcar presença, o que faz com regularidade desde a edição de 2002. Neste contexto, mas numa viagem ao passado, trazemos à memória o mesmo campeonato mas na edição de 1986 realizada no México. A selecção portuguesa esteve presente mas com uma participação de má memória, tanto desportivamente, em que não passamos da fase de grupos, como ao nível da organização e de indisciplina, uma situação que ficou conhecida como Saltillo, no que tem sido considerada como uma das páginas negras do nosso futebol. Portugal até começou bem a prova, com uma vitória sobre Inglaterra, golo de Carlos Manuel, mas as derrotas contra a Polónia (0-1) e Marrocos (1-3), ditaram a sorte e agravaram a tal má imagem. O campeonato veio a ser ganho pela Argentina que derrotou na final a Alemanha por 3-2.

Mas deixando de lado essa triste participação, a propósito dessa edição no México, que de resto já havia recebido a prova em 1970, foram produzidos muitos produtos de merchandising associados ao evento, nomeadamente colecções de cromos. E, numa altura em que ainda não estavam em moda os monopólios e exclusivos, foram várias as editoras a lançar no mercado algumas colecções, nomeadamente a brasileira Editora Morumbi, com uma bela cadernetas, com muito boa qualidade gráfica, em Portugal patrocinada pelas marcas Corte Inglês e Triple Marfel, que vestiram e equiparam a selecção nacional, baptizada de "Os Infantes".

Como atrás se disse, esta colecção foi editada em Portugal pela Editora Morumbi, no entanto certamente sob licença da Panini, já que na realidade para outros países a editora da mesma colecção é precisamente a Panini. Mas não deixa de ser surpreendente esta situação já que na edição da Morumbi não aparece qualquer referência de direitos à Panini.

A selecção portuguesa lá está representada, tanto na contra-capa (imagem abaixo) como nos cromos individuais (16), a saber: Bento, Damas, João Pinto, Venâncio, Frederico, Morato, Inácio, Veloso, André, Sousa, Jaime Pacheco, Carlos Manuel (autor do célebre e monumental golo na Alemanha e contra a respectiva selecção, em 16 de Outubro de 1985) que na última jornada nos deu o apuramento), Futre, Gomes, Diamantino e Jordão. O seleccionador era José Torres, o "Bom Gigante".

Uma fantástica equipa, com jogadores de excelência mas que, infelizmente, numa época em que por cá grassava muito amadorismo na condução do futebol de selecções, ficaram muito aquém das expectativas. De algum modo, o caso Saltillo serviu de exemplo e emenda e hoje em dia podemos apontar muitos defeitos e vícios à Federação Portuguesa de Futebol, mas não seguramente no aspecto de organização e criação de condições para as diferentes selecções, no que tem dado frutos.

11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

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História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

10/14/2016

Toni - Benfica - 70 anos


Toni,  o conhecido ex-futebolista do Benfica e treinador, está, neste dia 14 de Outubro, de parabéns já que completa 70 anos. Aquando do seu 67º aniversário fizemos aqui referência à data, com algumas notas da sua biografia e carreira e ainda com um lote de cromos onde  ao longo de toda a década de 70 fez parte de muitas cadernetas.
Parabéns, Toni! Venham muitos mais e bons!

7/25/2016

10 anos de nostalgias

É verdade! Parecendo que não, completam-se hoje 10 anos de Santa Nostalgia. O primeiro post está datado de 25 de Julho de 2006, dedicado aos velhinhos cromos dos "bichinhos", dos rebuçados Vitória. Ainda na mesma data, a abrir, a apresentação do Blog, que ainda se mantém actualizada nos objectivos e propósitos.
De lá para cá, com maior ou menor regularidade, foram mais de 1100 artigos, a maior parte deles a recordar e reviver memórias de outros tempos, centradas essencialmente nos anos 60, 70 e 80.
A data e a ocasião justificariam agora um blog remodelado e com uma nova imagem, mas temos tido problemas no editor de modelos do Blogger, que ninguém tem conseguido resolver, o que tem inviabilizado as mexidas. Exportar o blog para outra plataforma, até mesmo para o Sapo, seria uma solução mas todo o processo, devido ao grande volume de fotografias, é complicado e moroso e daí ainda não termos tomado essa opção. Sendo assim por enquanto a coisa vai rolando desta maneira e entretanto ver-se-á.
Neste dia especial deixamos um agradecimento especial a todos os habituais visitantes e subscritores.




4/21/2016

Penalty–Caderneta de cromos de futebol

 

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Hoje trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol dos anos 70, concretamente a "Penalty", uma edição da Sorcácius referente à época 77/78.
Com uma formato aproximadamente A4, é composta por 272 cromos, incluindo emblemas, treinadores e equipas da II Divisão (zonas norte, centro e sul. Tem ainda os cromos extra do Gomes do F.C. do Porto e Néné do Benfica referentes ao 1º e 2º classificados na lista de melhores marcadores da época anterior que, recorde-se, foi ganha pelo Benfica seguido do Sporting e F.C. do Porto (que viria a ganhar os próximos dois títulos (77/78 e 78/79).
A capa é composta por uma fotografia de um Benfica-F.C. do Porto, vendo-se Bento imponente a defender uma bola nas alturas.
Na contra-capa estão estampadas as equipas do Benfica, campeão nacional da I Divisão, Marítimo, campeão da II Divisão e Futebol Clube do Porto como vencedor da Taça de Portugal.
Esta colecção tinha um número de série na capa que habilitava, pelo lotaria do S. João no ano de 1978,  a vários prémios nomeadamente um moderna bicicleta casal, com mudanças no quadro, um órgão musical electrónico Bontempi e uma modernaça máquina fotográfica Anny 35. Como curiosidade, atente-se abaixo no grasso erro na descrição da bicicleta, com “volucidade” em vez da forma correcta “velocidade”. Acontece.

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5/28/2015

Postais do S.L. Benfica – Época 71/72


Hoje trago à memória a colecção de cromos de futebolistas do S. L. e Benfica, em formato postal (105 x 155 mm),  editada pela já desaparecida editora Agência Portuguesa de Revistas, na época futebolística de 1971/1972.
São 18 belos postais, sem numeração, representando individualmente os seguintes jogadores:
José Henrique, Bento, Artur, Humberto Coelho, Malta da Silva, Jaime Graça, Adolfo, Diamantino, Vitor Martins, Toni, Simões, Rui Rodrigues, Artur Jorge, Eusébio, Néné, Messias, Jordão e Vitor Baptista.
É uma colecção extremamente rara e pouco vista mesmo em sítios online de vendas e leilões, Já uma colecção anterior, com jogadores do final da década de 60, com os jogadores represnetados a meio corpo, é mais vulgar e essa aparece com frequência.
Como curiosidade, o facto do guarda-redes José Henrique se fazer fotografar com as três “balizas de prata”, troféus que tinha vencido como o mais regular no campeonato (troféu instituído pela revista “Crónica Feminina” editada pela própria Agência de Revistas.
Graficamente, cada jogador é minuciosamente recortado e “montado” sobre o mesmo cenário o que empresta homogeneidade à colecção. Na parte posterior do postal, um resumo biográfico de cada jogador escrito em português, inglês e francês. Cada postal nessa altura tinha um custo de 2$50 no Continente e 3$50 no Ultramar.
 

 
 

3/12/2014

Cromos rebuçados Victória – Estão de volta

 cromos rebucados victoria
A reboque da nostalgia do passado, alguém decidiu oportunamente relançar as saudosas colecções de cromos dos rebuçados Victória.

É uma iniciativa interessante e que permite matar saudades para quantos nos anos 50,60 e 70 coleccionaram os “bichinhos” ou os “animais” enquanto lambiam rebuçados. 
Infelizmente, à custa disso, já não falta quem por aí, em conhecidos sítios de vendas online,  procure revender as cadernetas novas a preços exorbitantes, como se das originais se tratasse, e anunciando-as com a propositada omissão quanto ao facto de serem uma nova edição. 

Do mesmo modo vendem-se cromos novos, avulsos como se fossem dos antigos. É caso para se dizer que alguém pretende vender o cromo do gato pelo cromo da lebre. Convém estar atento e pedir os prévios esclarecimentos.

Oportunistas sempre houve e o seu sucesso assenta no desconhecimento ou ignorância dos demais. Haja, pois, cuidado com estas coisas novas que se pretendem que sejam antigas, porque, convenhamos, no que ao valor das colecções diz respeito uma coisa não tem nada a ver com a outra. 

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2/27/2014

Coluna – S. L. Benfica

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Faleceu nesta Terça-Feira, 25 de Fevereiro, Mário Coluna, popularizado como “Monstro Sagrado”, antigo futebolista do S. L. e Benfica e grande figura das suas equipas do final dos anos 50 e de toda a década de 60. Fez parte da equipa que venceu por duas vezes a Taça dos Campeões Europeus (1961 e 1962), bem como da selecção portuguesa de futebol, tendo integrado e capitaneado a famosa equipa dos Magriços, que participou no Campeonato do Mundo de Futebol, em 1966 na Inglaterra, em que conquistou um excelente 3º lugar.
Como simples homenagem nossa, recordam-se aqui alguns dos muitos cromos que integraram várias cadernetas em que Coluna alinhava ao lado de outras grandes figuras do futebol benfiquista, como o já saudoso Eusébio, José Augusto e Simões, entre muitos outros.

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10/29/2013

Jacinto João – Jota Jota

 

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Plantel: Em cima da esquerda para a direita:
Pedroto(treinador), Rebelo, Vaz, Cardoso, Pedro, Carriço, Correia, José Mendes e Joaquim Torres
Em baixo da esquerda para a direita: José Maria, Arcanjo, Arnaldo, Octávio, Victor Baptista, Wagner, Guerreiro, Jacinto João.


Passam hoje 9 anos sobre o prematuro falecimento de Jacinto João (Luanda, 25 de Janeiro de 1944 — Setúbal, 29 de Outubro de 2004), um dos mais conhecidos jogadores de futebol do Vitória de Setúbal, popularizado como o JJ (jota jota). 

Das muitas colecções de cromos do final da década de 60 e quase toda a década de 70 o Jacinto João era cromo quase obrigatório. Abaixo reproduzo alguns.

Quase toda a sua carreira de futebolista passou-a no clube sadino, desde a época de 65/66, até 78/79, com um curto intervalo quando na época de 75/76 teve uma experiência no futebol brasileiro ao serviço da Portuguesa de Desportos. Curiosamente, em 1963 passou pelo S.L. Benfica para experiência mas não teve sucesso pelo que regressou a Angola para pouco depois voltar de novo a Portugal, já para o V. de Setúbal. De referir que também fez parte da selecção portuguesa entre 1968 e 1974, chegando a alinhar ao lado de Eusébio. Totalizou 11 internacionalizações, sendo que dez das quais ao serviço da selecção A.

[para mais detalhes da sua carreira: excelente artigo sobre Jacinto João]

Acima, uma das excelentes equipas do V. de Setúbal, no início dos anos 70, em que já se destacava o JJ [clicar para ampliar].

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9/26/2013

Disvenda – Mundo de sonhos e fantasias

 

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Que se saiba, já não existe enquanto tal, mas a Disvenda, L.da, com sede em Odivelas, foi, porventura, uma das mais profícuas empresas ligadas à edição de colecções de cromos, de brinquedos e bonecos relacionados ao mundo infanto-juvenil, sobretudo nas temáticas de banda desenhada e séries de animação.

Nesse sentido, a Disvenda prestou um largo e profundo contributo para o enriquecimento do imaginário infanto-juvenil de muitos portugueses, entre os quais me incluo.
Não temos dados que indiquem com rigor a data da sua fundação e extinção, mas foi sobretudo durante a década de 80 que produziu a larga maioria dos seus artigos.

As suas colecções de cromos abordavam naturalmente o tema do futebol, com algumas verdadeiramente originais face à larga oferta de várias editoras concorrentes, mas editou também um grande número de colecções relacionadas às séries de animação que íam sendo êxito na televisão da época, mas também algumas de cariz didáctico. Esta versatilidade só encontra paralelo actualmente com a internacional Panini.

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Algumas das colecções de cromos da Disvenda:

 

A Volta Ao Mundo Com Willy Fog
Abelha Maia
Artes Marciais
As Aventuras Da Abelha Maia
As Aventuras De Tom Sawyer
As Minhas Casinhas E Os Seus Habitantes
As Regras De Transito
As Regras Do Futebol
Aventuras E Desventuras Da Pantera Rosa
Bana E Flapi
Bell E Sebastião
Campeões De Futebol 81-82
Campeonato Da Europa De Futebol 84
Candy Candy
Capitao Igloo
Conan, Um Rapaz Do Futuro
Cracks Do Futebol
Dartacao E Os Três Moscaoteiros
Era Uma Vez... O Espaco
Estrelas Do Futebol
Estrelas Do Futebol (mini)
Fábulas Da Floresta Verde
Fame
Futebol 1ª Divisão 84-85
Futebol 84
Futebol Em Movimento
Jacky, O Urso De Tallac
Knight Rider, O Justiceiro
Marco: Dos Apeninos Aos Andes - Parte 1
Marco: Dos Apeninos Aos Andes - Parte 2
Moranguito
Mundial De Futebol 82
Notas De Banco De Todo O Mundo
Notas De Todo O Mundo - Volume 1
Notas De Todo O Mundo - Volume 2
Notas De Todo O Mundo - Volume 2
Notas De Todo O Mundo - Volume 3
Novas Aventuras De Ruy,o Pequeno Cid
O Corsário Negro
O Mundo Das Motos
O Mundo Prodigioso Dos Animais
O Pequeno Urso Misha
Ruy, O Pequeno Cid
Sandokan - Transparências
Sport Billy
Superman - The Movie
Tom & Jerry
Tom E Jerry
Topo Gigio
Transformers
Ulisses 31
V - A Batalha Final
Wickie, O Viking

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