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5/12/2010

TV Gente – Fernando Pessa

 

Passaram já alguns dias (29 de Abril) sobre o aniversário do falecimento de Fernando Pessa, essa carismática e popular figura do jornalismo, da rádio e da televisão, que nos deixou em 2002, poucos dias depois de completar a emblemática idade de 100 anos, fazendo dele o decano de todos os jornalistas portugueses.
A propósito desta conhecida e acarinhada figura, deixamos aqui um cromo publicado na revista Tele Semana, no início dos anos 70, integrado na rubrica TV Gente, sobre a qual já aqui falámos.

tv gente fernando pessa - santa nostalgia

2/17/2009

Procol Harum - A whiter shade of pale

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Pronto. Chamem-me o que quiserem, mas para mim o tema "A whiter shade of pale", da banda inglesa "Procol Harum", é uma das melhores músicas de sempre. Pelo menos está seguramente entre o Top Ten da minha lista pessoal.

Para além deste emblemático tema, a banda, classificada como de rock progressivo, tem muitos outros, igualmente de forte sonoridade, pelo que estão sempre presentes no meu leitor MP3.

Esta ligação aos Procol Harum e ao "A whiter shade of pale",  não é, obviamente, de agora. Já vem do início dos meados dos anos 70, era eu pouco mais do que uma criança. Posso até dizer que a minha paixão pelos Procol Harum é ainda anterior aos The Beatles, outra das minhas paixões musicais. Digamos que foi paixão à primeira audição, mesmo que num dos pequenos rádios (transistores) a pilhas, daqueles que tinham uma interminável antena, imensamente maior do que o pequeno rádio do tamnho de um sabonete.

Resta acrescentar que "A whiter shade of pale",  é consideras como uma das músicas mais passadas na rádio, desde sempre.



A whiter shade of pale
We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.

The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.
She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be

One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.
And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.

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1/31/2009

Simplesmente Maria

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Quem se lembra da rádio-novela "Simplesmente Maria"?
Pessoalmente, era criança, frequentava o Ciclo Preparatório TV, mas lembro-me perfeitamente desse marco da rádio portuguesa.

Simplesmente Maria era um folhetim que passou na Rádio Renascença, ao longo de 500 episódios (ena tantos...), entre Março de 1973 e Novembro de 1974, transpondo, por isso, o tempo da Revolução do 25 de Abril de 1974. 
 
Cada episódio ía para o ar depois do almoço, entre as 13:30 e 14:30 horas, mais coisa menos coisa.
A história deste folhetim radiofónico, uma espécie de telenovela sonora, girava à volta de amores e desamores da figura central, uma jovem criada chamada Maria. 
 
Era uma história de "faca e alguidar", muito característica das novelas mexicanas. O script tinha a autoria de Maria del Pilar Casares, pelo que não era de surpreender o estilo.
Certo é que folhetim prendeu literalmente a atenção de milhares e milhares de portugueses (mulheres em particular) durante quase dois anos. Após o almoço, as mulheres da altura, quase todas domésticas, ficavam de ouvido colado ao aparelho de rádio e lenço na mão para enxugar as lágrimas. 

Recordo-me perfeitamente que na aldeia, nessa hora "solene" tudo parava para não se perder pitada dos diálogos e discussões da Maria com o Alberto, o Tony, filha da Maria, do Estevão e todos os outros. Só visto...ou melhor...só ouvido. Depois, eram as conversas à volta do assunto, as opiniões e os palpites quanto ao rumo da história. Penso que situação igual só se verificaria uns poucos anos mais tarde (1977) com a telenovela brasileira "Gabriela", a primeira a passar na RTP.

Na altura, apesar de estar consciente do fenómeno, fazia-me confusão ver tanta dedicação e entusiasmo do mulherio apesar dos folhetins radiofónicos serem relativamente vulgares.

A popularidade era tal que, a par da versão radiofónica, era publicada semanalmente a versão em revista, a chamada fotonovela, com edição a cores, que se tornou assim muito popular, rivalizando com as famosas fotonovelas da Corin Tellado que nessa época eram devoradas pelas mulheres portuguesas.

Pela revista, chamada também Simplesmente Maria, ficamos a saber os nomes das principais personagens e intérpretes:
Maria: Maria...Simplesmente
Alberto: Fernando Serrano
Tony: Miguel Dias
Estevão: Marcos Graça
Teresa: Luisa Fernandes
Carlos: Rafael Rodrigues
Inês: Helena Torres
Ricardo: Luis Marqués
Isabel: Olga Rios
Susana: Elka Mayer
Genoveva: Mariana Vale
Rosa: Irene Antunes

A revista Simplesmente Maria tinha como Director, José Maya, era impressa em Espanha e distribuida pela Regimprensa.
Nunca cheguei a saber, mesmo agora, se as vozes que se ouviam na rádio correspondiam às pessoas que faziam parte da fotonovela. Penso que não, mas não garanto. Talvez apareça alguém que esclareça. Sei, isso sim, que a música principal era interpretada pelo...Cândido Mota.

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