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1/16/2026

Doces e gelados de café



Publicidade ao consumo de café pela Junta de Exportação de Café.

A "Junta de Exportação do Café" (JEC) foi uma entidade estatal colonial portuguesa, criada em 1940, que controlava e padronizava a produção e exportação de café de Angola e outras colónias, atuando como um mecanismo de intervenção económica para gerir o setor cafeeiro, sendo posteriormente extinta em 1961 para dar lugar a outros institutos. 

Principais Funções e Contexto:

Intervenção Económica: 
Tinha como objetivo gerir o mercado do café nas colónias portuguesas, controlando preços, qualidade e volumes de exportação.
Padronização: 
Implementou práticas de estandardização do café, supervisionadas por agrônomos, garantindo a qualidade do produto para exportação.

Dados e Estatísticas: 
Produzia e compilava dados estatísticos sobre a produção e comércio de café, como mostra um relatório dos seus primeiros anos de atividade.

Contexto Colonial: 
Era parte de uma estrutura mais ampla do Império Português para gerir os produtos coloniais. 

Fim da Junta:
Foi extinta em 31 de dezembro de 1961, substituída por novas instituições, como o Instituto do Algodão de Angola, em um período de reestruturação da administração colonial. 

Em resumo, a Junta de Exportação do Café foi um órgão fundamental na história económica do café colonial português, especialmente em Angola, antes de ser desmantelada no contexto das mudanças políticas e administrativas da época. 

3/14/2023

Halibut - Pomada para rabinhos




Hoje fazemos referência à marca de pomada Halibut, muito popular entre nós e conotada com a sua aplicação no rabinho dos bébés para prevenir assaduras pelo uso de fraldas, sendo que também com usos mais alargados. Dizem, por exemplo, que é igualmente muito usada por ciclistas por razões óbvias.

Da pesquisa que fiz sobre a origem e história desta popular pomada, terá sido criada pelos laboratórios espanhóis Andrómaco, de Barcelona, fundados em 1923 por dois amigos, Raúl Roviralta Astoul, médico, e Fernando Rubió i Tudurí, farmacêutico, e deve o seu nome a um peixe que vive nas profundezas do Atlântico, chamado precisamente Halibut ou Alabote, do qual se extrai um óleo do seu fígado, rico em vitamina A e D, altamente cicatrizante, usado como base da pomada, bem como de outras susbtâncias como óxido de zinco. Dizem os especialistas que o zinco é um elemento fundamental à actividade de mais de 300 enzimas que existem no corpo humano, entre as quais algumas necessárias à proliferação celular durante a cicatrização. Hoje em dia a fórmula da pomada mudou e já não tem óleo desse peixe, mas o nome, esse, manteve-se sempre inalterado.

Em Portugal, a Andrómaco estabeleceu-se em Lisboa pelo ano de 1931 e a pomada Halibut começou a ser comercializado a partir do ano de 1939, por isso já com uma provecta idade.

Em 1995 o grupo alemão Grünenthal adquiriu a Andrómaco (espanhola) e a Halibut passou a fazer parte do seu leque de produtos. 

Por sua vez, pouco depois, por 1996/1997, a Grünenthal acabou por vender a marca à empresa portuguesa Medinfar, tornando-se para esta seu produto mais popular a par de outros também com relevância, como o Oleoban, Trifene, DVine, Magnoral, entre outras. Em 2017 atingiu a marca de 1 milhão de unidades.

Quando foi lançada, a Halibut era muito dirigida para a cicatrização das queimaduras da pele mas a partir dos anos 1990 a marca mudou o seu posicionamento para a muda da fralda e as assaduras dos rabinhos dos bebés. 

Seja como for, em resumo, a Halibut pomada é uma marca e um produto muito reconhecida e popular no nosso mercado e memória colectiva e até susceptível de algumas brincadeiras e trocadilhos.

Ainda sobre o peixe, o halibut ou alabote, pertence à família dos Pleuronectídeos. É um peixe achatado, oval e com uma cabeça grande, que pode crescer até cerca de 1 metro de comprimento e pesar até 20 kg.

O alabote é encontrado em águas frias e profundas ao redor do mundo, incluindo o Oceano Atlântico e o Pacífico. Ele é conhecido por sua carne branca, macia e suculenta, com um sabor delicado e levemente adocicado.

Devido ao seu sabor e textura, o alabote é muito valorizado na culinária e é frequentemente usado em pratos de frutos do mar. No entanto, como muitas outras espécies de peixes, o alabote tem sido sobrecapturado em algumas áreas e, portanto, é importante garantir que sua pesca seja sustentável para garantir a preservação da espécie e de seu habitat natural.


[créditos do cartaz no topo: Garfadas online

1/04/2023

Chupa Chups

 


Os rebuçados e as guloseimas em geral, sempre foram do agrado das crianças pelo que muitas das nossas memórias de infância estão ligadas a essas coisas pequeninas e doces. Uma delas, que faz parte da nossa memória colectiva, liga-se aos rebuçados Chupa-Chups.

A história da marca Chupa Chups tem origem em espanha e remonta a 1958 com o aparecimento do produto "Gol", um rebuçado de pau, então com os sabores de morango, limão, laranja, cola e menta.

A ideia desta rebuçado agarrado a um pau, deveu-se ao fundador Enric Bernart que havia comprado a empresa Granja Asturias que produzia geleia de maçã. A ideia de fixar o rebuçado num pau foi a de simplificar a sua utilização pelas crianças já que sem ele as mãos ficavam invariavelmente pegajosas, o que não era prático.

O nome dado ao rebuçado surgiu porque ao fundador, o rebuçado esférico a entrar na boca da criançada, parecia-lhe uma bola a entrar numa baliza.

Dois anos depois, em 1960 foi decidido que o nome "Gol" não era o ideal pelo que posto à consideração de agências de publicidade o nome foi mudado para "Chups". Não tardou que logo depois, em 1963, a coisa mudasse para "Chupa Chups", o que parece ter agradado já que se manteve até à actualidade.

Em 1965 foram adicionados outros novos sabores como nata de morango, chocolate e baunilha, obrigando à introdução de tecnologias para acrescentar leite ao processo de fabrico.

A marca apostou sempre na publicidade como via para a sua promoção e em 1969 ganhou o prémio do melhor anúncio do ano no Festival Internacional de Publicidade de Cannes Lions.

Em 1960 foi decidido mudar de logotipo, o rosto da marca e o artista convidado foi nem mais nem menos que o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, amigo de Enric, que lhe acrescentou a popular marguerita ou camomila,  a envolver a designação da marca. No entanto a partir dessa base de Dali o logotipo foi sendo ajustado até à actualidade.

A marca continuou pelos anos seguintes a desenvolver-se e a espalhar-se pelo mundo, sempre aliada a a grandes campanhas publicitárias e estas a grandes nomes do desperto e espectáculo.

Em 2006 a marca passou a integrar o grupo italo-holandês Perfetti-Van Melle. A marcar o facto, num só dia foram fabricadis 3 015 585 Chupa Chups. É obra! 

A marca dispõe de mais de uma centena de variedades, muitas ainda com o conceito original mas outras já muito diferentes.

Na imagem abaixo a evolução do design do logotipo da Chupa Chups.




6/20/2021

História de Portugal - 4ª Classe - Prof. António Branco


Trazemos hoje à memória o livro escolar "História de Portugal" da 4ª Classe e admissão aos liceus e escolas técnicas.
Autoria e edição do Professor António Branco, com distribuição pela Porto Editora, L.da e Empresa Literária Fluminense, L.da,. 
Não tem data assinalada mas será da década de 1950 já que a páginas 167 faz referência à eleição do General Craveiro Lopes como presidente da República Portuguesa (de 9 de Agosto de 1951 a 9 de Agosto de 1958).
Em capa dura, com dimensões aproximadas de 15 x 21 cm, com 175 páginas com textos e gravuras em preto branco. Contém um mapa assinalando as rotas das descobertas e locais relacionados.

 




2/13/2020

Contax - Zeiss Ikon

Cartaz publicitário de 1953 à câmara fotográfica "Contax" da Zeiss Ikon A.G.

Na senda do artigo de ontem, novamente uma máquina de fotografar, de tecnologia e fabrico alemão. A Contax foi um modelo iniciado no início da década de 1930, pela Zeiss Ikon, fundada pelo prestigiado fabricante de lentes Carl Zeiss. A marca rapidamente tornou-se popular, competindo com as máquinas da Leica, então também prestigiadas.

Já na década de 1970 a Zeiss estabeleceu uma parceria com a japonesa Yashica no sentido de redução dos custos de produção. Por sua vez a também fabricante japonesa Kyocera adquiriu a Yashica em meados da década de 1990 dando continuidade ao fabrico da linha Contax a qual veio a transitar para a tecnologia digital.

Já em 2005 a Kyocera com alegadas dificuldades em acompanhar a evolução do mercado da fotografia digital decidiu terminar com a Contax.

Como curiosidade, alguns dos modelos mecânicos ainda têm procura e vendem-se a preços bem altos.

2/12/2020

Robot Star


Cartaz publicitário à marca de câmaras de fotografara "Robot Star". - Data de 1953.

Hoje em dia o acto de fotografar tornou-se vulgaríssimo porque qualquer telemóvel, por mais básico que seja, traz incorporado uma aplicação  de câmara, não só para fotografia como para vídeo. Por outro lado, os modos automáticos permitem que os requisitos técnicos para o utilizador sejam indispensáveis. É enquadrar, focar, e já está! 

É claro que daí até ao acto de fotografar com qualidade, técnica e conhecimento associado à arte da fotografia, vai ainda uma grande distância, mas, quem se preocupa? De resto qualquer fotógrafo, mesmo que amador, mas com paixão pela fotografia, não se contenta, obviamente, com a câmara do telemóvel, e regra geral investe numa câmara específica. Pela minha parte, mesmo como amador, tenho três diferentes câmaras, uma Canon, uma Nikon e para vídeo uma Sony. Mas longe do modelos profissionais que a carteira é pequena.

Analisando o cartaz acima, o modelo anunciado dispõe de  características muito interessantes para a época.
Quanto à marca Robot, é alemã, cuja origem remonta a 1934. O modelo do cartaz, o Robot Star surgiu em 1950.

2/06/2020

Tempo - Há que tempo...


Cartaz publicitário de 1956 aos veículos alemães "Tempo".

Quase ninguém se recorda desta marca e dos seus veículos de transporte, cujos modelos mais vendidos e populares são precisamente os acima anunciados. Alguns deles, como o "Matador" e o "Winking" num misto de autocarro e carrinha e com formato de algum modo seguido pela Wokswagen com os seus populares "pão de forma". De resto a compoente motorizada era fornecida pela Wokswagen.


A "Tempo"  foi fundada como Vidal & Sohn Tempo-Werke em 1924. Durante a década de 1940, a Tempo produziu pequenos veículos militares. No pós-guerra, a exigência do Bundesgrenzschutz , na Alemanha Ocidental, de adquirir um veículo adequado para a patrulha da fronteira levou à produção do tempo de 80 "e 86" de 1953 a 1957. Os Tempo 80 "e 86" foram construídos usando um chassi de rolamento da Land Rover, mas as tentativas de continuar a produção com os modelos 88 "e 109" não foram bem-sucedidas.

Em 1958, a Firodia Ltd, fabricante indiana de carros (posteriormente adquirida pela Bajaj Auto, renomeada desde 2005 para Force Motors ), iniciou a produção de carros de três rodas Hanseat com a colaboração da Tempo-Werke. Mais tarde, a Tempo introduziu o Matador, que (junto com o Hanseat) era extremamente popular na Índia, onde era usado como mercadoria transportando veículos. O Matador de quatro rodas permaneceu em produção pela Tempo de 1949 a 1967.

Em 1966, a Tempo estabeleceu uma parceria com a Hanomag AG , os veículos produzidos foram vendidos com o nome de Hanomag. De 1967 a 1970, os veículos foram vendidos com o novo nome "Hanomag-Henschel". Em 1971, a Hanomag-Henschel e dentro da Tempo foram compradas pela Daimler-Benz AG. A Tempo permaneceu na produção de vans até 1977. De 1966 a 1977, todos os veículos produzidos pela Tempo foram vendidos com um nome diferente, Hanomag, Rheinstahl-Hanomag, Hanomag-Henschel ou Mercedes-Benz.

Vários veículos Tempo já foram extremamente comuns como mercadorias transportando veículos nas ruas das cidades indianas onde a empresa indiana os comercializava.

[fonte: Wikipédia]






[fotos acima: fonte: link]

2/05/2020

Sopas Maggi


Sopas Maggi -  Cartaz publicitário de 1951 anunciando a "novidade" da "canja de galinha".

aqui falamos sobre esta emblemática marca do ramo da alimentação.

4/16/2019

Camisaria Moderna


Cartaz publicitário do ano de 1958.

Do que foi possível apurar, a Camisaria Moderna terá tido origem em 1876, no Rossio, em Lisboa e mais tarde, em 1932, adquirida pelo empresário António Regojo Rodriguez, já dono da prestigiada marca de camisas "Regojo" que fabricava e comercializava desde 1919. A empresa proprietária passou por diversas alterações e transformações decorrentes da dinâmica de mercado, e ainda anda por aí, como "Grupo Regojo", mas quanto à loja da "Camisaria Moderna" encerrou portas há poucos anos, em 2016, e com isso o fim de um ciclo cheio de vivências comerciais. Coisas da vida e do tempo, uma verdade tão branca, branquíssima, como as camisas da Moderna.





6/07/2017

Relógios Omega


Cartaz publicitário vintage aos relógios Omega.

A Omega é uma empresa suíça de relógios, fundada em 1848, por isso com mais de século e meio de existência. Prima pela elevada qualidade e por uma manufacturação de luxo. 
A empresa, na altura ainda sem o nome Omega, foi fundada por Louis Brands, então com 23 anos, na localidade de La-Chaux- de-Fonds. Na actualidade faz parte do Grupo Swatch e está sediada em Bienne. No entanto, apenas em 1894 é que a marca Omega foi associada a um dos inovadores relógios de pulso, desenvolvido por François Chevillat, e por sugestão de Henri Rieckel, um dos investidores da empresa. O sucesso do relógio foi enorme pelo que ao virar do século, em 1903, a marca Omega ficou associada a todos os modelos produzidos, passando a ostentar como logotipo a correspondente letra do alfabeto grego.

Uma das imagens de marca da empresa e que lhe deu notoriedade é o facto de um dos seus modelos de relógios, o Speedmaster ter sido o primeiro a ser utilizado na Lua , usado pelos astronautas da Apolo 11, em 1969 pois a marca e o modelo foram escolhidos pela NASA em 1965 como relógios oficiais das suas viagens espaciais.
A Omega é considerada a terceira marca de relógios mais valiosa do mundo, apenas atrás da Rolex e da Cartier.

Nos dias que correm, os relógios Omega são objectos de qualidade, associados a grandes eventos desportivos e sociais e a grandes figuras do desporto, música e espectáculo, por isso ao alcance de poucas carteiras. São assim objectos muito cobiçados e desejados, tanto os modelos modernos como os mais antigos, estes muito procurados por coleccionadores.

3/09/2017

Palmolive - Sabonete



Cartaz publicitário ao sabonete Palmolive. Possivelmente dos anos 50 e 60.
Este produto, fabricado à base de óleo de palma e de azeite, tornou-se popular a nível global, incluindo o mercado português, rivalizando com outros conhecidos sabonetes como o Lux, o Feno de Portugal, Cadum e Patti, entre outros.
É fabricado pela empresa Colgate-Palmolive, com origens nos Estados Unidos no distante ano de 1806.

11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

caderneta_1_26112016

 

História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

5/19/2016

Silvestre & Tweety


A série de desenhos animados "Silvestre & Tweety", no original "Sylvester and Tweety", é daquelas que não pode faltar em qualquer lista de séries que se classifiquem como emblemáticas ou clássicas no panorama da televisão, ao mesmo nível de muitas outras como "Tom & Jerry", de resto com muitas semelhanças de estilo e enredo substituindo-se o passarinho pelo ratito.Faz parte da época dourada da animação norte-americana.
As histórias são por demais conhecidas e resumem-se às constantes perseguições e tramóias do gato Silvestre para apanhar e comer o passarinho Tweety, mas, por atrapalhação, esperteza do pássaro ou intromissão da dona, a vóvó, as coisas correm invariavelmente mal para o bichano que, contudo, nunca desiste, apesar da porrada a que se sujeita.
"Silvestre e Tweety" foi produzida pela Looney Tunes com distribuição pela Warner Brothers, entre 1942 e 1964, comportando 46 episódios. Tweety foi criado por Robert Clampett em 1942 e Sylvester por Friz Freleng em 1945.
Esta série foi criada para rivalizar com a famosa dupla "Bugs Bunny & Daffy Duck". Foi nomeada por três vezes para os óscares tendo sido premiada por duas, a primeira logo em 1947 e a segunda dez anos depois.
Da mesma produção, o gato Sylvester também fez dupla com o também famoso ratito Speedy Gonzalez, mantendo-se a filosofia do binómio perseguidor/perseguido em que ao primeiro tudo corre mal por esperteza e rapidez do perseguido.

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