No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente as mais luxuosas, como as séries Ouro e Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo, Pinto Calçudo, etç, mas, sobretudo, pelas suas características de formato e preço, destaco aqui a popular Colecção Formiguinha, que estou certo, encantou várias gerações de crianças e faz parte do seu imaginário.
Esta colecção, pelas escassas informações que tenho, teve pelo menos três séries, sendo que a primeira teve edição em meados dos anos 50, seguindo-se a segunda série, talvez nos anos 70 e a mais recente talvez dos anos 90. São informaçõees que entretanto pretendo confirmar.
A terceira série apresenta as mesmas capas da segunda, sendo que na contra-capa integra a informação gráfica adicional do código de barras.
A colecção é composta por 60 volumes no pequeno formato de 75 x 100 mm, com 16 páginas cada.
As capas das últimas séries são de autoria de Salvador e os desenhos interiores (4 a 5 por livro), a preto-e-branco, de César Abbot.
As histórias, são os resumos, adaptados por João Sereno, de conhecidos contos, predominantemente de origem tradicional e de Andersen, mas também dos Irmãos Grimm e Óscar Wilde, Perrault, Swift e do próprio adaptador.
A tarefa de adaptação, essencialmente redução dos originais, não terá sido fácil mas de um modo geral as historinhas condensam muito bem as versões originais.
Desculpem a desorganização numérica da reprodução de algumas das capas, mas, para já, foi o que se arranjou. Podem clicar nas imagens para visualizar em tamnho maior.
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